Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 03h00

Pobreza

Aumento de sem-teto

É impressionante e chega até a ser constrangedor o tanto de pessoas que estão ocupando viadutos e calçadas pelas ruas da cidade de São Paulo, menos para o prefeito Ricardo Nunes. Antes, a maioria dos moradores de rua era composta de pessoas marginalizadas que ocupavam periodicamente a zona central e eram ignoradas pela própria sociedade. Hoje, não precisamos ir longe, basta sair para ver famílias que perderam o direito a uma vida minimamente digna e dividem espaços com outras que foram jogadas ao relento. Infelizmente, os moradores de rua se tornaram parte da paisagem da cidade, devido ao descaso e incompetência do atual prefeito, sem capacidade de governança para o cargo que não estava minimamente preparado.

Giovani Lima Montenegro

giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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Medidas necessárias

Em relação à reportagem Cresce número de famílias em situação de rua (31/1, A18), há de considerar para efeito do que se pode esperar de política pública municipal – caso a questão pelo ângulo ético-moral não sensibilize as autoridades – que há questões de salubridade que ultrapassam e podem afetar a público mais vasto do que aqueles que se encontram nessas condições, além de ser contraditório com esforço de combate à pandemia de covid-19, entre outras doenças contagiosas. E parece pouco convincente a explicação dada por Andre Soler, presidente da ONG SP Invisível, sobre a Cracolândia, uma vez que o perfil predominante da atual população de rua, como o próprio censo produzido indica, é muito mais vasto e heterogêneo do que o frequentador daquele espaço. Além disso, a municipalidade não pode simplesmente aceitar a enorme concentração de usuários que existia no centro, até por facilitar a ação de traficantes. Ademais, será um erro imaginar que o enfrentamento da questão passará por apostar na recuperação da economia, ainda que uma eventual melhora significativa possa beneficiar pequena parcela dos que se encontram nessa situação. É fundamental a combinação de políticas específicas para os diferentes perfis envolvendo os três níveis de governo com o concurso de entidades que já atuam na região.

Rui Tavares Maluf

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

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Desabrigados

Tragédias naturais

Com sentimento e pesar sobre mais uma tragédia, vale uma liberdade de opinião. Evitar essas tragédias naturais é impossível, mas minimizar os seus efeitos sim. Com gestão eficaz e eficiente, além de boas práticas e técnicas da engenharia, geologia, climatologia e ciências afins, podem ser feitas as inspeções, recomendações e regulamentações para as áreas de risco. O uso da tecnologia precisa ser municipalizado. As prefeituras possuem procurador jurídico, contador oficial, mas, em sua maioria, não têm o responsável técnico municipal, profissional que é exigido, na iniciativa privada, até para construir um simples muro. Herança burocrática colonial de muito papel e locução, em lugar de forte atitude e decisiva ação. É hora de mudança, de atualização, de renovação, inovação e esperança. Precisamos acordar para um mundo novo e inteligente.

Paulo Cesar Bastos

paulocbastos@hotmail.com

Salvador

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Aposentados

Desprezo

Comemoramos neste domingo (30/1) o “Dia do aposentado”. Certos países fornecem exemplos que dignificam e valorizam esses cidadãos e sua sabedoria. No Brasil, a categoria não tem espaço. São os excluídos! Governo e especialmente os políticos mantêm distância. Por que esse tratamento? Afinal, esses cidadãos fizeram sua parte. O poderoso Centrão, que tudo consegue no governo, poderia olhar com carinho para essa nossa gente.

José Perin Garcia

jperin@uol.com.br

Santo André

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Políticos

Os indiferentes

O artigo Da professorinha rural à Petrobras (29/1, A4), de Bolívar Lamounier, toca fundo em três das principais mazelas que assolam nossa sociedade, que são a ignorância, o utilitarismo e a falta de escrúpulos que nos tornam uma nave sem rumo. Infelizmente, de boa parte dos que o lerem não receberá muito mais do que um muxoxo de indiferença, como alude o autor.

Alberto Mac Dowell Figueiredo

mdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EUA X RÚSSIA

Como se já não bastasse a humanidade ter de enfrentar a inesperada e tenebrosa pandemia de covid-19 no terceiro ano (!) de vigência da peste viral, agora ouve sob o céu carregado de nuvens  negras o som do rufar dos tambores de guerra da gravíssima ameaça de um despropositado conflito armado atômico entre os EUA e a Rússia por causa da Ucrânia. Tristes tempos... Oremos.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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VOZES DO NÃO

Sempre haverá vozes que se erguerão contra a ignorância, prepotência, preconceito, crueldade, racismo e desigualdade. Mesmo nos piores momentos da humanidade, como no Holocausto, por exemplo, muitos se revoltaram, protegeram, esconderam e salvaram perseguidos, a despeito de todos os perigos. E hoje também vemos vozes se erguendo, nos quatro cantos do mundo, contra o retrocesso, contra a separação entre os povos, contra o isolacionismo. O homem é o bicho do homem, disse alguém. Mas o único que pode salvar um homem é outro homem.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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MADURO MANTÉM EXECUÇÕES EXTRAJUDICIAIS NA VENEZUELA

Em 2016, o presidente Nicolás Maduro descumpriu a Constituição da Venezuela, utilizando-se de extrema violência, ao impedir a convocação do referendo revocatório na metade do mandato (2013-2019). Manifestantes foram mortos nas ruas e presos políticos, torturados no Edifício Helicóide, em Caracas. Mais de 5 milhões de pessoas deixaram o país e vivem como refugiados, e mulheres e crianças tornam-se vulneráveis e potenciais vítimas de tráfico humano e exploração sexual. Desde então, como ditador, execuções extrajudiciais seguem sendo aplicadas por forças do regime e, para piorar, ele acaba de obstruir novamente uma consulta popular sobre seu mandato (2019-2025).

Luiz Roberto da Costa Jr.           

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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BOLSONARO ODEIA O BRASIL

O fim das ações patrocinadas pelo Fundo Amazônia empurrou um grande número de pessoas para a ilegalidade, exatamente como queria o presidente Bolsonaro. O fim das ações de combate ao desmatamento e à mineração ilegal fez explodir essas atividades, exatamente como queria o presidente Bolsonaro. O atraso na vacinação, a aversão às regras básicas da OMS e a insistência em promover medicamentos ineficazes tornaram a pandemia muito pior no Brasil, exatamente como queria o presidente Bolsonaro. Nunca houve um presidente da República tão nocivo para o seu próprio país quanto Bolsonaro. Para ele a Presidência da República foi a oportunidade de se vingar de sua vida medíocre. Na Presidência da Bolsonaro explodiu as bombas que ele foi impedido de explodir no quartel que ele tanto odiava, resta saber quanto tempo o País ainda vai continuar a permitir a permanência de Bolsonaro na Presidência da República.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA BRASILEIRA

O Poder Judiciário no Brasil serve para pôr na cadeia quem rouba um pão e inocentar quem rouba US$ 100 milhões da Petrobras.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VALE-TUDO

Rir para não chorar, o vale-tudo para manter a impunidade que nos atola, e enriquece muitos advogados, está certo?

Aliás, a impunidade em nosso país é notória e nos traz esta mesmice de estagnação em todas as áreas.

Os senhores advogados deveriam  ser os primeiros a honrar os valores éticos, morais, e, por exemplo, declararem a origem de seus honorários.

Christiana Pires da Costa

chripc@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA

Quando o presidente Bolsonaro não atende a Polícia Federal para depoimento mostra claramente o quanto ele respeita o regime autoritário. E eu que votei nele acreditando nas suas mentiras na campanha eleitoral. Assim como o PT, Bolsonaro nunca mais!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS

 Aos que desconhecem, o Código de Processo Penal no parágrafo 1º, do artigo 221, faculta, dentre outros, aos senhores presidentes da República e do Senado optarem por responder por escrito às perguntas formuladas pelo STF, ato/fato que não ocorreu no caso em apreço. Isto posto, inexiste qualquer irregularidade e/ou ilegalidade no não comparecimento do sr. presidente da República para prestar depoimento, certo como é que não recebeu quaisquer indagações por escrito da Corte Suprema brasileira, a qual, esta sim, não cumpriu os ditames legais.

Fernando de Oliveira Geribello

fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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SIMBIOSE POLAR

Perfeito o editorial Lula esquece, o  País  lembra (A3, 30/1).  Não devemos esquecer nunca. Por vir de um órgão de mídia considerada parcial pelo bolsonarismo, surpreende. Lembrando as eleições de  2018 e considerando  as próximas eleições, reforça um  dito cujo autor não lembro: há governos ruins e péssimos, e os governos  Dilma e  Bolsonaro. Que situação paradoxal: as mazelas e as contradições catastróficas  do PT e Lula produziram o bolsonarismo em 2018; curiosamente, as mazelas e contradições destruidoras do bolsonarismo reproduzem  o PT e Lula,  que surgem como possibilidade e probabilidade  de retorno da “normalidade” ao País.

São as mesmas fichas e eixos com sinais trocados e uma relação simbiótica. A força de cada um é  o enfrentamento polarizado.

Ainda é  cedo para avaliar os votos, mas esse mundo está maluco e dá voltas surpreendentes, lamentavelmente.

Luiz A. Bernardi

Luzbernardi.gestao@gmail.com

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AUTOJUSTIFICAÇÃO

Os petistas estão convictos de que Lula não é corrupto? Não! É uma forma de justificarem a si mesmos.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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URNAS

A urna é a maior arma da democracia. A segurança do sistema eleitoral está na tecnologia que tem de ser garantida pelas Forças Armadas e não pelo Barroso (Luís Roberto Barroso, atual presidente do Tribunal superior Eleitoral – TSE), que não sabe nada! Votar é fácil, mas o eleitor ainda não vê para onde vai o seu voto. Os tiranos fazem uso místico e fraudulento disso!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br (11)99161-4719

São Paulo

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A AGENDA DE BOLSONARO

Nosso presidente viajou para a Guiana e agora vai para a Rússia. Analisando a disparidade de interesses, de um lado uma economia pequena que não deveria tratar com o presidente de um país como o nosso. De outro lado, vai falar com Putin que está decidindo se movimenta cem mil soldados e invade um país com 40 milhões de habitantes e provoca uma crise internacional complicada. Devemos cumprimentar o assessor que fez esse belíssimo planejamento, mantém o nível de qualidade do governo de Jair Bolsonaro.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

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MORO X OS OUTROS

Moro matou a cobra e mostrou o pau. A firma que o contratou não o fez para fazer turismo em Miami. E ele saiu para alçar voos maiores. Com recibos pela prestação de serviços e com os impostos devidamente pagos. Propinas e rachadinhas, por exemplo, não pagam impostos. Normalmente são transferências externas em paraísos fiscais (período FHC) ou malas de dinheiro (períodos Lula, Dilma e Temer) ou rachadinhas  (família Bolsonaro e 99 % dos congressistas). Pelas práticas acima os crimes são evasão de divisas, sonegação de impostos, improbidade administrativa, corrupção ativa e passiva e outros. Somadas as penas dão mais de 20 anos de cadeia. Sorte dos criminosos. Estamos no Brasil onde não temos justiça.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VACINAÇÃO EM AVANÇO

Apesar dos negacionistas ainda existirem entre nós, o processo vacinal contra a atual pandemia de covid-19 avança de forma impressionante. Isso nos dá esperanças de que possamos estar perto do controle da doença, graças ao comportamento da nossa população, inclusive de nossas crianças, que estão dando um exemplo edificante de conscientização de aceitação da vacinação, que deveria servir às minoritárias lideranças adultas, que tentam negar a eficácia das vacinas que estão sendo aplicadas.

José de Anchieta Nobre de Almeida


josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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A INDÚSTRIA NÃO PODE FICAR PARA TRÁS

Desde 1500, quando foi descoberto, o modus operandi do Brasil é o mesmo: exportar matéria-prima e importar produto acabado!

Este modo de agir é que está matando as indústrias do Brasil.

Até no esporte (futebol) agimos assim: exportamos a matéria-prima (jogador) e importamos produto acabado (direito de transmissão de diversos campeonatos).

Para mudar esta filosofia proponho: criar um imposto de exportação de matéria-prima, 1% no primeiro ano, 2% no segundo ano, até atingir pelo menos 10%. Exportar soja pagaria imposto, exportar óleo de soja e farelo, por exemplo, seria isento. Exportar minério pagaria imposto, exportar aço, pellets, etc., seria isento. Exportar petróleo paga imposto; exportar gasolina e óleo diesel seria isento.

O mundo atual não sobrevive sem o minério sem a soja do Brasil. Assim sendo, estamos perdendo uma grande oportunidade: aumentar a arrecadação de impostos, incentivar a industrialização no Brasil, gerar empregos para brasileiros, agregar valor a nossas exportações, etc.

Dizer que os produtos brasileiros perderão mercado é balela. O preço das commodities é dado pela Bolsa de Chicago, sem se importar com taxação.

Não podemos repetir o que aconteceu em 2020: no início do ano exportamos toda a soja produzida (com dólar a R$4,00) e agora estamos importando óleo de soja (com dólar a R$5,50)

Não podemos ficar comemorando sermos os maiores exportadores de soja, minério, etc., temos de comemorar sermos os maiores exportadores de aço, pellets, óleo e farelo de soja, etc.

Nossa indústria tem de se concentrar naquilo em que somos bom, agricultura, mineração, etc. Não adianta investir em indústria aeronáutica, construção de submarino nuclear, lançamento de foguetes, etc., pois a maioria das peças é importada.

Chega de exportar matéria-prima, vamos industrializar!

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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POTÊNCIA AMBIENTAL

Apreciamos o artigo Potência Ambiental, de Luiz Felipe D’Avila (26/1), sobre o carbono neutro, que poderá ser uma das principais fontes de riqueza do século 21. O Brasil poderá ser uma das únicas nações que conseguirão zerar as emissões com plantio em terras degradadas (cerca de 3 milhões de hectares) e sem aproveitamento.

A Constituição Federal estabelece que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”, impondo-se à coletividade o dever de defendê-lo para o presente e futuras gerações. O Brasil ratificou o Protocolo de Kyoto, com o objetivo de ajudar os países desenvolvidos na redução das metas de emissões. O País se comprometeu com a adoção de medidas para que o crescimento de suas emissões seja contido.

 Luiz Gonzaga Bertelli

lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

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