Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2022 | 03h00

Política

Espetáculo de horror

O Brasil se assemelha a um teatro de horror, cujo programa segue os dois principais eventos climáticos mais observados abaixo da linha do Equador, verão e inverno e suas manifestações: calor, frio, seca e chuva. Os protagonistas, em sua maioria, são indivíduos ou famílias de média e baixa renda que habitam a periferia das cidades, ou vivem em calçadas, ou nas margens dos rios e das encostas. As mortes, o sofrimento e os prejuízos constituem o enredo principal. Os políticos patrocinadores intelectuais dessas tragédias assistem aos espetáculos sentados em poltronas de helicópteros ou aviões, distantes do palco e cercados por figurantes ávidos para incluírem seus nomes nos “créditos da peça”. Vamos aguardar pelo próximo “espetáculo”.

Pedro Luiz Bicudo

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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Educação

Efeitos da pandemia

No Brasil, a educação costuma ser vista mais por quantidade do que qualidade – quantos alunos foram formados e não o quanto sabem e o quão bem foram educados. Mas, em decorrência da covid, até os números estão sendo afetados: mais de 650 mil crianças saíram da escola durante a pandemia. Ninguém menciona os muitos milhões de matriculados que não tiveram aula por meses a fio. E outros tantos que tiveram aulas remotas, que, em alguns casos, não serviram para muita coisa. Foram dois anos muito prejudicados. E o resultado: alfabetização com problemas, ensino de matemática básica com problemas, início de toda a educação com problemas. Há muito a fazer, desde que estejamos convencidos de que algo precisa ser feito com urgência.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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Polícia Federal

Crime de prevaricação

Numa decisão no mínimo esdrúxula, a Polícia Federal (PF) concluiu que o capitão não cometeu crime de prevaricação ao ser informado pelos irmãos Miranda sobre a maracutaia bilionária na tentativa de compra da vacina Covaxin contra a covid-19. A razão é que “não seria atribuição do presidente comunicar crimes a órgãos de controle”, ou seja, não existe “um dever funcional que corresponda à conduta atribuída na notícia-crime ao Presidente da República”. No inciso V do artigo 85 do Capítulo II da Constituição Federal sobre responsabilidade do presidente da República consta como crime trabalhar contra a probidade administrativa. Esta última é definida como “procedimento honesto dos funcionários que integram ou realizam a gestão de repartições públicas”. Se não fazer nada ao saber que o Ministério da Saúde iria comprar uma vacina não autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por um valor maior do que todas as outras vacinas, não é prevaricação, então a PF poderia esclarecer o que um agente público precisa fazer para ser enquadrado nesse crime!

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Nova linguagem

“Como vai? Vossa Excelência tem prevaricado muito?” Essa é a saudação atual entre os políticos.

Antônio Penteado Serra

apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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Coincidência

Para a Polícia Federal o presidente Bolsonaro não prevaricou na proposta de compra da vacina Covaxin, apesar de todas as provas. Claro que o aparelhamento da PF é mera coincidência.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Corrupção

Lula e sua obra-prima

“Nunca um presidente esteve tão subserviente ao Congresso”, afirmou Lula nesta segunda-feira, durante um seminário promovido pelo PT. Ele esqueceu de dizer que no seu (des) governo ele resolveu esse problema comprando parlamentares por meio do mensalão, num dos maiores escândalos nunca antes visto na história deste País.

Milton Cordova Junior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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Saúde

Marcelo Queiroga

“Quero que a história me defina como o homem que acabou com a pandemia”, disse o ministro da Saúde. Acho mais provável que a pandemia venha a acabar com ele!

Robert Haller

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

METRÔ DE SÃO PAULO

O metrô de São Paulo, uma das maiores vergonhas de todos os tempos, na maior cidade do Brasil, dominada pelos tucanos há mais de 20 anos, já

torrou milhões e milhões, as suas linhas andam a passo de tartaruga,

nenhuma tem atraso menor do que dez anos, e sempre são reinvestindo

milhões. Eivado de denúncias de desvio de dinheiro público,

superfaturamento, tem como seu grande avalista o inerte Ministério

Púbico Paulista. Essa cratera aberta ontem apenas vai atrasar ainda mais as obras e torrar mais milhões dos cofres públicos.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PAÍS DO CAOS E DO ATRASO!

Algo absurdo na realidade brasileira é este mar de impostos em um país que nada oferece a sua população. Péssimo modal de transportes, cidades carcomidas como o Rio de Janeiro, onde tudo está caindo aos pedaços sem que prefeitura ou governo do Estado tenha a iniciativa de pintar um muro! Péssima saúde, péssimo ensino básico, faculdades federais totalmente degradadas, ruas e vias públicas com verdadeiras crateras. Pior, o preço de tudo sobe sem parar e a renda do brasileiro está congelada há quase 40 anos! Os bancos ­– um monopólio asqueroso – cobram 13%/14% de juros em qualquer operação financeira e remuneram o dinheiro das pessoas com 0,45% ao mês!! E o governo não toma qualquer atitude contra estes canalhas, simplesmente roubo, extorsão criminosa institucionalizada! Algo que não existe em lugar algum do mundo civilizado. Em países civilizados qualquer crédito é oferecido a taxas de 5%/6 % anuais. Abrir mercados, capitalizar o Estado para que haja investimentos, arrendar terras para empresas da China e da Indonésia produzirem aqui alimentos para o mundo inteiro.  Uma infraestrutura de transportes no País poderia ser feita pela China, que exploraria este modal por 50 anos, no mínimo. No Brasil, bancos fazem o que querem, enquanto as pessoas mal conseguem sobreviver em meio a um país sem produtividade alguma, sem empregos e com um custo altíssimo para a produção de qualquer coisa. 

Paulo Roberto da Silva Alves

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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‘CHEGA DE MORTES EVITÁVEIS’

O editorial Chega de mortes evitáveis (A3, 1º/2) está, sob o meu ponto de vista, correto, mas é necessário acrescentar que essas invasões/ocupações em áreas de riscos, por pessoas necessitadas ao extremo e carentes de discernimento,  durante muito tempo tiveram o apoio ou, no mínimo, a influência de movimentos sociais atrelados a alguns partidos políticos, lamentavelmente. Esses são alguns dos mesmos que, agora, vêm pedir providências ou dizer que têm soluções para evitar essas tragédias. Chega de sofismas! Chega de administradores “chambões”!

Ruyrillo Pedro de Magalhães

ruyrillopedro@gmail.com

São Paulo

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A CHUVA, O TRATO AMBIENTAL E O DESASTRE      

Estamos, há algumas semanas, vivendo o desastre anunciado de todos os anos. As águas chegam bravias, inundando municípios e Estados inteiros, trazendo sofrimento, pânico e morte à população. É a consequência do descaso de governos, da sociedade e do próprio povo para o problema, que é um dos mais antigos, menos prevenidos e, até, provocado todos os dias. Em maior ou menor proporção, todos os anos observa-se o mesmo drama com mortos, desabrigados e milhares de vítimas. E somos conscientes de que no próximo ano será a mesma coisa, pois nada se faz para enfrentar eficientemente o problema. Passada a dor do povo e a cobertura midiática dos previsíveis desastres, todos se recolhem ao seu dia a dia e só voltarão a pensar a respeito quando os rios novamente saírem das suas calhas e as águas levarem tudo de roldão.  

A política ambiental brasileira tem sido a pior possível. Em vez de prever e trabalhar pela solução dos problemas básicos – como o das inundações –, seus praticantes miram no imobilismo que dificulta empreendimentos sob o argumento de preservar a natureza e favorece o funcionamento de ONGs nem sempre produtivas e sujeitas à ineficiência e problemas. É visível o aparelhamento das próprias ONGs, de órgãos de pesquisas e estudos climáticos e ambientais e, principalmente, o abrigo de militantes que fazem de conta trabalhar pela causa, mas ali estão em busca de votos que os elegem vereadores, prefeitos, deputados ou estão à procura de caminho para esquemas que lhes possam proporcionar elevadas rendas. É preciso buscar a forma sustentável de acabar o choque das águas com a população ou, então, todos os anos continuaremos tendo desabrigados, feridos e mortos a lamentar. Governos federal, estadual e municipal têm de agir coordenadamente pois, sem isso, nada mudará.    

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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COVARDIA OU PAÚRA? 

O presidente Jair Bolsonaro declinou participar da solenidade de abertura do ano Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF). Na verdade, depois de “fugir” do seu depoimento à Polícia Federal na semana passada, Bolsonaro não teria a cara de pau de enfrentar o ministro Alexandre de Moraes que, certamente, comentaria mais esse desatino de Bolsonaro. Afinal, será vergonha, covardia ou paúra de ficar “cara a cara” com Alexandre de Moraes na solenidade? Com a palavra o próprio presidente “fujão”!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O CELULAR, UM SIMPLES CELULAR

Os crimes de Lula que constam da Operação Lava Jato serão difundidos e divulgados por todo o País na próxima campanha. O celular vai revelar o Brasil para os brasileiros.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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DE VOLTA AO PASSADO

Lula, Bolsonaro, Ciro e Moro já eram! São personagens do passado, como a expressão “já era”. Como a maioria dos brasileiros eleitores não lê jornais nem vê noticiários de TV, não sabe nada de política nem de coisa nenhuma. A maioria vota em figuras populares, que por motivos diversos são muito vistas e citadas em conversas comuns e gerais. O líder sindical, o ex-militar que odeia o ex-político preso, aquele ex-governador briguento e o tal juiz da Lava Jato que prendeu o ex-presidente líder sindical. Uma roda de moinho movida por águas passadas. Vivemos de nomes do passado porque não vivemos no presente e só sonhamos com um futuro que nunca acontecerá. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O BRASIL NÃO SE ESQUECE

Com respeito ao editorial publicado em 30/1/22, sob o título Lula esquece, o país lembra (A3), o assunto ganha especial importância no cenário eleitoral do ano que se inicia. Acho essencial o serviço prestado pelo Estadão de reavivar incansavelmente todos os malfeitos do partido enquanto no poder, muito bem resumidos na frase: “... o governo Dilma foi a gestão dos sonhos dos petistas, com a aplicação – sem freios, sem limites e sem diálogo – de todas as teorias, ultrapassadas e equivocadas, que o PT sempre defendeu...”. Tenhamos em mente que a volta do partido ao poder traria consigo, novamente, todas estas práticas extremamente danosas ao País.

Por outro lado, sabe-se que o partido é especialista em narrativas; seus militantes até se orgulham desta “expertise”. Então, a narrativa que vigora atualmente é, “para variar”, na linha de esconder seus malfeitos, enaltecer as grandes “conquistas” enquanto governo e achar motivos para desqualificar adversários potenciais (como no caso do massacre, em 2014, da então candidata Marina Silva e nos recentes ataques ao pré-candidato Sérgio Moro).

A narrativa de perseguição ao líder petista e da suspeição do juiz que o condenou e, por consequência, a extinção da Operação Lava Jato, contando com a inestimável ajuda do Poder Judiciário máximo (com seus ministros julgando com motivação político-partidária) e do Poder Legislativo, legislando em favor de seus interesses particulares, ganhou tal dimensão que a ela se renderam até comentaristas políticos tidos como imparciais. Ora, eu, como muitos eleitores, não caio nessa narrativa; o juiz não agiu, absolutamente, com excessos. Basta lembrar que ele atuou inspirando-se na Justiça norte-americana, a qual, como sabemos, trata com igual rigor um criminoso, seja ele um imigrante negro e pobre, um político influente ou um magnata. Lá ocorre a prisão em primeira instância e os juízes são independentes. Somente isso. A narrativa para denegrir o ex-juiz não cola. Muito menos de “acusá-lo” de “ganhos indevidos” em empresa estrangeira, enquanto cidadão comum, desvinculado da magistratura e da política.

Caberá ao eleitor ter o necessário discernimento na hora do voto e saber escolher o candidato que é melhor para o País. Seja ele o ex-juiz, seja um dos demais muito bem qualificados candidatos da terceira via.

 José Roberto dos Santos Vieira

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES NA OAB

Estou tentando entender por que a OAB, com mais de 1 milhão de inscritos, não chama seus associados para votar na eleição para presidente nacional. A OAB, que teve um papel preponderante na luta pela redemocratização durante a ditadura, lutou pelas Diretas já, tem um discurso correto e elege seu presidente em eleição indireta? Com 77 votos o advogado do Amazonas Beto Simonetti foi  eleito. Sei lá, o que explica essa decisão?  

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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GUERRA E CORONAVÍRUS

Em 2014, a Rússia de Vladimir Putin invadiu e anexou a península da Crimeia, banhada pelos Mares Negro e de Azov e o mundo se calou. Putin, o novo czar que se mantém no poder há  mais de 20 anos e que manda prender e envenenar opositores, ameaça completar a anexação de terras ucranianas e, por enquanto, vemos   apenas conversações no Conselho de Segurança da ONU e na  Otan. Enquanto americanos e russos trocam  ameaças, Bolsonaro planeja se encontrar com Putin e a covid-19 vai ganhando terreno. EUA, Rússia e Brasil são os campeões mundiais em  óbitos provocados pelo coronavírus.

J. A. Muller

Josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ALTO CONTÁGIO

Durante a pandemia do coronavírus, 375.607.490 pessoas foram infectadas e 5.682.963 faleceram em todo o mundo. 6,75% dos casos e 11% das mortes em todo o planeta foram registrados no Brasil, que tem apenas 2,7% da população do globo. Apenas no último sábado, 207 mil novos casos foram registrados em nosso país, representando 7,69% da lista de 225 países. Falta menos de um mês para o início das festas clandestinas de carnaval em todo o território nacional. As autoridades municipais, estaduais e federais deveriam alertar toda a população, utilizando as mídias sociais, rádio e televisão, no sentido de sensibilizarem todos quanto à necessidade de distanciamento social, utilização de máscaras e álcool em gel. É o mínimo que se espera de governantes responsáveis.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ESTADOS UNIDOS COM QUASE 900 MIL MORTES POR COVID-19

Nos Estados Unidos, 91% dos eleitores democratas tomaram a vacina contra a covid-19, enquanto apenas 60% dos eleitores republicanos se imunizaram contra a doença. Em onze Estados com predominância de eleitores republicanos, legisladores encaminharam projetos de lei para votação permitindo que médicos forneçam o kit covid (hidroxicloroquina e ivermectina) sem a possibilidade de interferência do governo federal. Em pleno terceiro ano de pandemia, UTIs lotadas de pacientes não vacinados ainda não convenceram os negacionistas de que fake news provocam mortes e que estas vão atingir, em breve por lá, a marca de 900 mil pessoas.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PAPA FRANCISCO E A PATERNIDADE

O papa Francisco não deveria ser um interlocutor privilegiado para assuntos relacionados à maternidade e à paternidade. Há quase 2 mil anos, os fundadores da sua igreja já optaram pelo monasticismo como a melhor forma de vida. Ele deve cuidar das coisas divinas e religiosas, deixando aos legisladores e políticos os assuntos mais ligados à esfera terrena.  

Marize Carvalho Vilela

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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VELA OLÍMPICA ARRIADA

Depois da consagração pela inédita conquista de dois ouros olímpicos consecutivos na vela, as vitoriosas bicampeãs Martine Grael e Kahena Kunze perderam inexplicavelmente o importante patrocínio da Petrobras. Em preparação para a próxima Olimpíada de Paris, em 2024, a gloriosa dupla tem de se preocupar não apenas com o árduo treinamento, mas também em como obter novos apoiadores necessários para a dura jornada. Só mesmo neste macunaímico país de ponta-cabeça duas medalhas de ouro, em vez de atraírem patrocinadores, acabam sendo por eles abandonadas. Vai entender...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PATROCÍNIOS

As bicampeãs olímpicas Martina Grael e Kahena Kunze estão aflita com

a perda de patrocínios, seja bem-vindas ao Brasil de Bolsonaro.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A PELE E A PESSOA

A harmonização facial é um conjunto de procedimentos que servem para dar proporções equilibradas, melhorando a simetria, promovendo a retirada de rugas e fazendo alguns outros ajustes estéticos leves no rosto, sem necessidade de cirurgia. Está se tornando moda e um dos fatores que mais contribuem para isso é que o custo, apesar de salgado, cabe no bolso da classe média. Como tudo, entre o planejado no computador e o alcançado na realidade existe uma distância que varia de caso a caso. O resultado costuma demandar manutenção a cada tantos anos. A pergunta é: se a harmonização fácil tivesse o resultado exatamente como o planejado, não decaísse, não demandasse procedimento algum e não tivesse custos de milhares ou dezenas de milhares de reais, você iria fazê-la? Se a resposta for sim, isto é algo facílimo de ser feito com a imagem do seu rosto no computador. A identificação do rosto e seus elementos é elementar, a harmonização não é difícil e, após se chegar a parâmetros que lhe agradem, bastaria orientar o programa utilizado a proceder aos mesmos automaticamente. Possivelmente este recurso estará disponível em breve em determinados aplicativos. Como consequência, na metarrealidade, as pessoas parecerão mais jovens e atenderão bem mais aos critérios gerais de estética. E, concluindo este raciocínio, fazendo isso serão felizes para sempre? Ledo engano. As rugas, a verdadeira expressão, não são tiradas sem um preço, nem no mundo virtual. São elas que expressam a experiência de vida e os verdadeiros sentimentos. E, com o tempo, as pessoas descobrirão que o principal não é a pele, mas a pessoa que ela encobre.

 Jorge Alberto Nurkin


jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VULCAO HUNGA TONGA 10 X BOMBA ATÔMICA HIROSHIMA 0

Pela primeira vez na história a Nasa conseguiu equiparar a força dos vulcões com as bombas atômicas fabricadas pelo homem. O cientista americano Jim Garvin, em artigo publicado no site Earth Observatory, informou que a força do vulcão submarino  Hunga Tonga, localizado no Pacífico Sul, no dia 15 de janeiro,  atingiu o equivalente a 25 milhões a 30 milhões de toneladas de TNT, que foram liberadas no espaço, com nuvens de 20 quilômetros de altura e diâmetro de 250 quilômetros, acabando com toda a biodiversidade na Ilha de Tonga.

Fica a reflexão para os cientistas e todos os governantes que se acham os donos do mundo,  já que a bomba de Hiroshima chegou a 15 mil toneladas em 1945.

Hoje, 77 anos depois, a natureza mostra a sua forca aos humanos, porque no Circulo de Fogo do Pacífico existem aproximadamente 250 vulcões submarinos em estado de dormência.

Será que vamos respeitar a natureza ou a nau dos insensatos continuará sua ganância na sua degradação e da vida, depois desse esfrega de 500 vezes a potência do Hunga Tonga ante a bomba de Hiroshima.

José Pedro Naisser

jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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