Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2022 | 03h00

Economia

Política monetária

Na oitava alta consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic em 1,5 ponto porcentual, de 9,25% para exorbitantes 10,75% ao ano – o maior patamar desde maio de 2017 –, trazendo novamente a taxa de juros aos dois dígitos. Como se vê, não é a economia do País que está bombando, como insiste em dizer, sem corar, o sempre otimista ministro da Economia, Paulo “Poliana” Guedes. O que está efetivamente bombando é a inflação e a Selic, ambas acima de 10%. Pobre Brasil.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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Judiciário

Democracia em risco

Ainda que contundente, somente o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terem de vir a público para reafirmar a democracia mostra que ela está, sim, ameaçada. O necessário editorial Judiciário rechaça ameaça às eleições (3/2, A3) dá conta das manifestações dos presidentes daquele Poder, mas também deixa claro que há apenas um elemento de conturbação da estrutura democrática do País. Uma pessoa que causa tremendo atrito e não se cogita sua remoção. Se não é pela política com a compra do Parlamento, que fosse ao menos pela lógica. Fiquemos na contagem regressiva de nove meses até a realização do pleito que, finalmente, retirará o ogro do Palácio do Planalto.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Cerco a Bolsonaro

O cerco se fecha contra Jair Bolsonaro. Apesar de ter afrontado a Nação ao se negar a comparecer ao depoimento na Polícia Federal (PF), como definido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a PF confirma que o presidente realmente cometeu crime de responsabilidade – ao vazar dados sigilosos sobre ataque de hackers ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora Moraes atendeu ao pedido do senador Randolfe Rodrigues para a instauração de persecução penal contra o presidente, determinando prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da União se manifestar sobre mais esse crime do comandante do Planalto. O que se espera é que Bolsonaro não fique impune, pois ninguém está acima da lei e da nossa Constituição.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Governo

Sem sentido

Não sei como enquadrar a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. São tantos os absurdos, com mistura de pregação e de atuação em tão importante Ministério, que qualquer coisa é válida. Mas culpar a gravidez precoce aos conteúdos da rede TikTok, que existe desde 2016, é, no mínimo, ter a pessoa errada num cargo importante.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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Só um belo discurso

Na abertura dos trabalhos do Legislativo deste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira – aquele que protege Bolsonaro contra centenas de pedidos de impeachment –, discursou. Tudo o que disse é um exemplo de estadista de visão, preocupado em defender o País e os mais vulneráveis. Só que não. Afinal, se Lira e seus agregados cumprirem ao menos 10% do que foi dito, os brasileiros ficarão muito agradecidos. Já quanto ao orçamento secreto, Lira passou longe de comentar.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Transporte

Obras no Metrô

Além da má execução de obras e da falta de fiscalização por parte do governo do Estado de São Paulo, essas obras do Metrô paulistano têm um problema estrutural de concepção no seu projeto, resultando em desastres dessa natureza. Em vez de buscar uma solução rápida, objetiva, menos custosa para os cofres públicos, os governantes buscam soluções megalomaníacas para exatamente aumentar o custo das obras e subtrair o erário público. Linhas semelhantes de metrô ao redor do mundo, em países ricos, utilizam outras soluções. Toda travessia de rio é feita com linha de superfície por meio de pontes. Isto acontece em Nova York, Boston, Paris, Londres, etc., ao contrário daqui.

Cláudio Ferro

cferro14@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A IMBECILIDADE PRESIDENCIAL E PRESENCIAL

“Faltou visão de futuro” para quem construiu residência nestas áreas de risco. Declaração presidencial do imbecil-mor da nação. Só cantando: “Vai barracão, pendurado no morro e pedindo socorro à cidade a seus pés”. O direito de ausência de inteligência na Presidência da República é a falta de visão de futuro de quem elegeu um imbecil farofeiro presidente do Brasil. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PANDEMIA, TONGA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A pandemia de covid-19 voltou a castigar toda a humanidade em suas mais diferentes variantes, por exemplo, a Ômicron. Da mesma forma, a explosão do vulcão submarino Tonga na Polinésia, que provocou reflexos em todo o globo terrestre com mudanças na cor do céu na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro, e em outras pelo Brasil afora. Ora, esses acontecimentos não são eventos isolados e podem estar concatenados numa sequência de fatores que ultrapassam o fenômeno do aquecimento global e repercutem em terríveis mudanças climáticas localizadas, produzindo catástrofes ambientais imprevisíveis e sem precedentes. Aliás, é importante frisar que o efeito estufa é um fenômeno natural e necessário para manter a vida em uma temperatura segura para a Terra. Entretanto, o problema urgente é o aumento descontrolado do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, por causa do desmatamento e da queima de florestas, de carvão, de petróleo, de gás natural e de outros combustíveis fósseis. Juntas – as mudanças climáticas e a pandemia de covid-19 – estão “ferrando” com a economia global, consequentemente, as políticas neoliberais estão em bancarrota, provocando assim a abertura das portas da escola keynesiana para a gastança em geral. Dito isso, a situação atual do clima global é imprevisível e, além de seriíssima é gravíssima – do mesmo modo e na mesma ordem de grandeza é a pandemia de covid-19 que, com ou sem vacinação da população, deve continuar martirizando os seres humanos por muito tempo, além das cepas novas que já estão circulando por aí. Dessa forma, tentativa de minimizar essa realidade por meio de um discurso simples, falacioso e demagógico que carece de total credibilidade científica é ser cúmplice, omisso e participante da destruição do meio ambiente e dos impactos econômicos, sociais e de vidas que estão sendo ceifadas no Brasil e em todo o mundo. Destarte, a explosão do vulcão Tonga na Polinésia, similar à erupção do Krakatoa na Indonésia em 1883, que também foi sentida no planeta inteiro, é apenas o prenúncio de algo pior que recairá sobre toda a humanidade. A despeito dessa sina, este deve enfrentar, bravamente, sem trégua, custe o que custar, doa a quem doer, todos esses trágicos acontecimentos da trajetória humana.

Antonio Sérgio Neves de Azevedo

antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

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ALTERNATIVA PARA CUIDAR DAS CHUVAS FORTES

Elis Regina cantava sobre as águas de março. Os paulistanos agora cantam sobre as aguas de janeiro-fevereiro. O clima evolui. O sistema de escoamento continua o mesmo. Ou se criam lugares para onde a água pode ir ou se espalham placas pela cidade informando “área sujeita a alagamentos”. Há quem sugira fazer um fundo de propina para subornar políticos que cuidem de resolver o problema. Sai mais barato para a população. 

Jorge Alberto Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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UM AMOR DE VERDADE

A nação brasileira está em um relacionamento abusivo e dele quer se livrar. Seu atual abusador – violento e irascível – subtrai suas economias estourando limites de cartões de crédito e desviando recursos para sua quadrilha por meio de nebulosas emendas (piores do que o soneto). Carente e desorientada, a nação tem flertado com um ex-companheiro, também abusador, que outrora até “ménage à trois” obrigou-a a fazer, incluindo uma tal de “gerentona” na desastrosa relação. Iludida, a nação brasileira espera que o abusador do passado – carismático e galanteador – a faça se esquecer do abusador do presente. E, assim, passando de um abusador e narcisista patológico para outro, ela vai definhando, por não conseguir se livrar desse ciclo de humilhação e dilapidação. É hora de um amor de verdade. De um terceiro que lhe queira bem.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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OS DOIS PATETAS

O Rio de Janeiro, que um dia foi a capital cultural do País e referência da política nacional, hoje tem dois representantes incapazes, ridículos e idiotas. Verdadeiros patetas. O primeiro, presidente Bolsonaro, cuja carreira foi toda por aqui (nas rachadinhas também), tem feito do Brasil e dos brasileiros motivos de vergonha, chacota perante o mundo, pois, além de não saber falar, comportar-se, agir e gerir uma das maiores economias do mundo, não sabe nem comer camarão e galinha. Muito menos farofa. O outro, governador Cláudio Castro, também possui todos os “predicados” do, até o momento, “seu líder” confirmando ter caído de paraquedas no governo mais pela tradição da corrupção reinante no Estado há décadas. Vivos fossem Stanislaw Ponte Preta e Charles Chaplin certamente incluiriam os dois em um – ou mais – de seus memoráveis livros e no Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País) e num de seus filmes de comédia (mudos de preferência), respectivamente. Justiça houvesse, os dois já não estariam mais à frente dos Executivos nacional e fluminense. 

João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã

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XÔ, LULA!

Em entrevista recente à Rádio CBN Vale, perguntado sobre o papel de Dilma Rousseff em um eventual novo governo petista, o ficha-suja Lula, criador da famigerada criatura, de triste memória, disse com todas as letras que “o tempo passou para ela. Tem muita gente nova no pedaço”. Por oportuno, cabe dizer que o tempo também passou para ele. Que não volte nunca mais. Xô, Lula!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

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LULA OFICIALMENTE ACIMA DA LEI

Uma pessoa inimputável pode ser presidente da República? O Brasil está prestes a eleger um presidente que não responderá por seus atos. Lula nunca foi santo, certamente não é a alma mais honesta do mundo, não responderá mais por seus crimes do passado porque a Justiça brasileira não conseguiu julgá-lo dentro do prazo, os processos contra ele prescreveram ou estão prestes a prescrever. Nada justifica, porém, que o Brasil conceda um salvo-conduto para Lula continuar praticando crimes caso seja reeleito presidente da República. Uma pessoa inimputável, que não responde por seus atos, não deveria poder ocupar qualquer cargo público. O País não pode ser governado por um inimputável! Não é possível que ninguém enxergue o tamanho da bobagem que o País está prestes a fazer.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRA JÁ

Alckmin, negociando sua posição em um eventual governo Lula, disse que não quer ser um vice decorativo. Se depender do meu voto, não será. Procura-se um estadista.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santa de Parnaíba

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CHIBATADAS NO CONGRESSO

Assisti a inusitadas imagens de um “ingênuo” (?) vereador de Goiânia (GO), em momento luz, câmera, ação, vestido de palhaço, exibindo arma, pedindo que lhe aplicassem chibatadas, porque, induzido ao erro pela prefeitura, votara favoravelmente pelo aumento do IPTU dos contribuintes de sua cidade. Se a moda pega, hein?! Para justificar a produtividade e a transparência, não seria absurdo – alô deputado Alexandre Frota (PSL-SP), essa é a sua praia! – um projeto de lei determinando que em local de destaque ao lado das mesas diretoras do Congresso Nacional houvesse um pelourinho e um “kit chibata”. Voluntários para aplicar os corretivos com competência não lhes faltarão.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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INTIMAÇÃO

O ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para o “espectador-geral” da República, Augusto Aras, se manifestar sobre possível crime cometido por Jair Bolsonaro. Para continuar omisso, Aras disse que testou positivo para covid-19, e assim vai demorar mais um pouquinho. Na verdade, o Supremo Tribunal Federal deveria, sim, investigar a fundo o “espectador-geral” por desrespeitar a Constituição Federal e abarcar solenemente o crime de prevaricação. É o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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APREÇO E CARINHO

O novo presidente nacional da OAB, José Alberto Simonetti, 43 anos, segue, exitoso, a trajetória profissional de outro qualificado amazonense, o ex-senador e ex-ministro Bernardo Cabral. Ambos ocuparam a Secretaria-Geral da Ordem. Cabral foi eleito presidente da OAB em 1981. Disputou o cargo com Sepúlveda Pertence, hoje ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. O carinho, apreço e respeito de Simonetti por Cabral é enorme. Tanto que deu o nome de Bernardo a um dos filhos.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DOR DE COTOVELO

Beto Simonetti, o novo presidente da OAB, começou com o pé esquerdo, dizendo que está disposto a conversar com todos e ATÉ com Sérgio Moro. O ex-juiz da Operação Lava Jato conseguiu se destacar no combate à corrupção e aos corruptos e causou inveja àqueles que têm o dever de punir os malfeitos e, principalmente, os crimes do chamado colarinho-branco.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ALGARISMO ROMANO

Após cinco anos, o Brasil volta a ter juros de dois dígitos. Finalmente entendi o que o ministro Paulo Guedes queria dizer com o crescimento em “V”. É que ele falava em linguagem romana.

Abel Pires​ Rodrigues.

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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‘VISÃO TIPO ESG, COM CRESCIMENTO ECONÔMICO’

A propósito do excelente artigo de Roberto Macedo (A4, 3/2), propondo para o País uma visão tipo ESG (Environmental, Social and Governance) com crescimento econômico, gostaria de fazer algumas ponderações. Inicialmente, concordo com tudo o que está dito ali e, com cinco décadas como administrador e consultor empresarial, reputo que a McKinsey é, de fato, uma das consultorias de referência do mundo. Acontece que a ESG é uma forma de “viajar” num ambiente desenvolvido. No Brasil precisamos antes três coisas: em que “veículo” viajar (a organização, a empresa); em que “via” viajar (legislação, regulamentação e mercado); e quem vai “tripular” o veículo (recursos humanos). Sem estas precondições a ESG é um luxo para poucos. O fator mais crítico é a “via”, a estrada legal e de mercado da viagem da empresa. Hoje, no Brasil, o que temos é uma legislação e um mercado disfuncionais, esburacados e tortuosos. Para chegarmos a um mercado e a uma organização legal da qualidade das estradas “desenvolvidas”, como a Bandeirantes, é preciso redesenhar o Estado de alto a baixo. “Viajar” com uma empresa em meio ao sistema caótico dos impostos, regulamentação maluca e governo venal e corrupto usando a ESG é como tentar instalar ar-condicionado no lombo de uma tropa de muares. Não é viável!

Celso Skrabe

skrabe@terra.com.br

São Paulo 

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O BRASIL TERÁ SUCESSO NA COPA?

A maioria dos que assistiram ao Brasil emplacar 4 x 0 no Paraguai ficou satisfeita com o resultado e a participação de alguns de seus boleiros, que chegaram a humilhar os paraguaios. Esse resultado traz esperança de vencer a Copa do Mundo? Sei não, o time paraguaio em campo só tinha um boleiro de qualidade, o coitado do Balbuena, aquele ótimo zagueiro que jogou no Corinthians há uns três anos e foi o melhor da defesa corintiana na época. O resto do time foi de uma pobreza técnica de dar pena e explica por que o time está ocupando a vice-lanterna e já está eliminado para vaga na Copa. Ouvi muitos festejarem o resultado e o comportamento de alguns boleiros, esquecendo que enfrentaram um Paraguai dos piores que já vi jogando contra o Brasil. Para mim, que não estou nem aí para a seleção e sofro apenas com o Corinthians, creio que aquele Tite humilde que foi campeão mundial da Fifa pelo Corinthians não é mais o mesmo e hoje até filosofa. Dizia que o jogo de contra o Paraguai seria decisivo para alguns boleiros, mas, se foi isso, nada provou, porque jogou contra o vento.

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

Garça

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DJOKOVIC

O ex-treinador de tênis Nikola Pilic, que trabalhou por anos com o sérvio Novak Djokovic, disse que o fato de Rafael Nadal ter vencido seu 21º Grand Slam, o Australian Open de Tênis, sem a presença de seu ex-pupilo, tornou a sua conquista “inferior”. Porém, na verdade, a ausência no torneio do Djokovic, por este não ter se vacinado contra a covid-19, apenas mostrou ao mundo a inferioridade sim, mas do próprio Djokovic, que, ao não se vacinar, evidenciou toda a sua indiferenças com a saúde dos outros, em uma clara demonstração de egoísmo, falta de responsabilidade, empatia e alteridade, além de uma ignorância imensa sobre os assuntos civilidade e respeito.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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