Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2022 | 03h00

Urbanização

Áreas de risco

É decepcionante ler a matéria SP prepara leis para remover moradores (3/2, A19). Neste caso, falta ao governante “visão do passado”. Nenhuma área de risco tem o risco original, uma área passa a ser de risco quando há intervenção indevida do homem. E nenhum ser humano vai colocar a vida de sua família em risco, se tiver a opção de não fazê-lo. Acontece que, para o pobre, não existe opção. Morar no morro ou na beira de um córrego é a opção possível, porque é barata. Retirar as pessoas da área de risco pagando uma indenização já tem previsão legal, utilizada pela Secretaria da Habitação, mas o valor é tão irrisório que a pessoa pega a indenização e vai se instalar em outra área barata e torná-la um risco. Foi o que aconteceu com o Projeto Guarapiranga, o SOS Mananciais, o Defesa das Águas e mesmo com as indenizações recebidas durante a construção do Rodoanel. Um projeto como quer o prefeito tem de vir acompanhado de opções habitacionais e de uma fiscalização efetiva. No entanto, o que temos é lentidão nos projetos para moradias e um acelerado desmonte da fiscalização, responsável por garantir o respeito às normas do Plano Diretor e do Código de Obras.

Maria Benedita C. A.Fortunato

mbclaret@gmail.com

São Paulo

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Prevenção zero

Tudo bem para o ano que vem? Não. Assim será novamente no próximo verão – deslizamento e mortes. Com certeza, não haverá planejamento adequado e responsável pelo poder público.

Arcangelo Sforcin Filho

despachante2121@gmail.com

São Paulo

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Rio de Janeiro

Intervenção

Uma cidade dividida contra si mesma não subsiste. As comunidades são parte integrante da cidade. Não existe divisão de territórios. Ou vivemos sob o domínio da violência ou sob o império da lei. Creio que o projeto Cidade Integrada vai devolver ao Rio de Janeiro o status de cidade maravilhosa, trazendo de volta os milhões de turistas que poderão visitá-la livremente, sem medo ou risco. O poder paralelo está com os dias contados.

Marcelo de Lima Araújo

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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Violência

Que cidade é essa que presencia espancamentos em locais públicos, sem reação dos circunstantes? Que restringe o direito de ir e vir de seus habitantes, até atingidos por tiros disparados por bandidos superarmados, quando entram por engano em áreas por eles controladas? Que possui regiões inteiras das quais o poder público está há muito afastado e dá lugar a grupos que intimidam a população local, dela cobrando impostos ilegais e lhe impondo certos comportamentos? Que, entra prefeito sai prefeito, vê seu caro transporte público cada vez mais indigno? Que, abandonada pela administração municipal, está ficando gradativamente mais desagradável de ser vista e visitada, com hordas de moradores de rua, vias esburacadas, algumas quase intransitáveis, e prédios históricos pichados? Certamente não é aquela onde nasci há quase oito décadas, aquela onde, durante minha juventude, circulava sem medo nas madrugadas, onde nasceu a bossa-nova, com a garota de Ipanema do Tom a caminho do mar e com as tardes de domingo no Maracanã, durante as quais se exibiam craques divinos. Se vivo fosse hoje, um de seus mais notáveis cronistas, Rubem Braga, autor do livro de crônicas da década de 50 do século passado Ai de ti, Copacabana!, estaria se preparando para editar um hipotético Pobre de ti, Rio de Janeiro.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Eleições

PT

Lula afirma que “não pode empobrecer a dona de casa e enriquecer acionista da Petrobras”. Ora, o que no governo dele se desviou de recursos deu para empobrecer a todos.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Alianças

Geraldo Alckmin é um político experiente – todos nós sabemos –, vitorioso e suficientemente capaz para dispor da sua vida pessoal e política como bem entender. No entanto, soa estranho, e fica difícil entender, que um político lúcido, íntegro e com uma carreira política e uma vida regrada, pautada pela lucidez e temperança, digna dos mais sinceros elogios e reconhecimento, se alie a Lula.

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ÓDIO QUE NOS MOVE

Mais uma vez somos obrigados a ver até onde vai a crueldade humana. A cena chocante que a televisão nos mostrou, na qual três bestas-feras espancam até á morte  um jovem congolês, além de revoltante, fere de morte também nossos sentimentos de humanidade.

Nivaldo Ribeiro Santos

nivasan1928@gmail.com

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RACISMO

Whoopi Goldberg foi muito criticada por afirmar que o “Holocausto não foi sobre raça”. Ela confunde raça com cor de pele e, consequentemente, para ela racismo só existe contra os negros. Ledo engano. Há diversas raças no mundo: asiáticas, indígenas, judaica, hindus, etc. Inclusive a raça branca. E racismo ocorre sempre que há preconceito contra alguém por pertencer a uma delas. Se um negro não contrata alguém por ser branco ou não o olha com bons olhos por causa disso, isso é racismo. Tal como ocorre quando os papéis estão invertidos. Infelizmente, ao que suas palavras indicam, Whoopi mostrou que só não é racista contra negros.

Jorge Alberto Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ABERTURA DO ANO DO CONGRESSO

Três estacas foram fincadas no coração de ameaças golpistas totalitárias, que por ventura se aninhassem no peito de algum dos presentes, na sessão solene de abertura do Ano Legislativo do Congresso Nacional de 2022, ano de eleições gerais no Brasil. Nada mais paradigmático de como paira no ar esta preocupação com a continuação do Estado Democrático de Direito no País. Os discursos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux; do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; e do presidente da Câmara, Arthur Lira, foram três estacas de reforço em nossas instituições democráticas, garantidoras de eleições livres, democráticas e com resultado aceito e respeitado por todos os Poderes da República e candidatos eleitos e não eleitos. Os puxões de orelha foram todos para uma mesma orelha quente que não está nem aí, por ser totalmente surda. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LULALCKMIN

Em compasso de espera e contagem regressiva para ser anunciada, a chapa Lula e Alckmin – mortadela e coxinha – é dobradinha indigesta para o Brasil. Melhor passar fome do que comer e passar mal. Xô, LulAlckmin!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A MORTE DE CELSO DANIEL AINDA INCOMODA

Os anos passam e uma ocorrência criminosa, o assassinato do prefeito  de Santo André Celso Daniel, do PT há cerca de 20 anos,  volta  a incomodar porque o resultado final não convenceu as pessoas que até hoje não entendem o porquê de ele ter sido vítima de tortura, um meio de extrair da vítima informações, e depois o matarem com vários tiros, quando apenas um seria suficiente para isso. A justificativa dos bandidos é que após descobrirem quem era a vítima a mataram, mas precisaram quase dois dias para isso. Algo que Celso Daniel certamente disse de imediato é que isso provocaria uma atividade enorme da polícia para sua localização! Quanto à tortura, o que os criminosos queriam saber para usarem essa crueldade contra uma pessoa dominada e sem meios de reagir? Sem resposta racional para a pergunta é impossível aceitar o resultado final.

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

Garça

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PETROBRAS

Enquanto o candidato Ciro Gomes prega a reestatização da Petrobras, o também candidato Sérgio Moro prega a sua total privatização. Como água e vinho! O que seria melhor para o Brasil, um eterno cabide de empregos a comprar Pasadenas da vida e recebendo os acólitos e apadrinhados do Poder ou uma empresa privada buscando a eficiência, competitividade e as metas de um mercado consumidor exigente e parceiro? Façam seus jogos e suas apostas, mas lembrem-se de consultar a história, as biografias e o rol dos feitos de cada um dos postulantes às suas apostas e aos seus votos.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPERSALÁRIOS

A mídia divulgou dias atrás os salários dos dirigentes da Petrobras e de seus gerentes. Anteriormente também o foram os da Eletrobras e suas subsidiárias. Se fossem empresas privadas, não teria nenhum comentário a fazer. Problema de seus donos. Mas como se trata de empresas do governo, creio que deveria haver uma limitação. Sugiro até o quanto ganha um ministro do STF, R$ 39.000,00. E digo isto porque quem ganha este valor ou mais se desempregado ficar não conseguiria ganhar nem a metade disso. Talvez seja por este motivo que os membros do Judiciário e do Legislativo ficam inventando penduricalhos. Considero que estes salários são um tapa na cara da população que paga por meio dos impostos estas aberrações salariais. É uma forma de corrupção disfarçada. Talvez um dos motivos pelos quais os combustíveis e a energia estejam tão caros.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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INFLUÊNCIA

É digna de lembrança a frase proferida pelo desembargador Victor Laus durante julgamento realizado há alguns anos, no qual Lula da Silva foi condenado por corrupção passiva no processo do triplex do Guarujá, na Lava Jato, caso hoje arquivado de maneira constrangedora para a justiça brasileira, pela juíza Pollyanna Alves, da 12ª Vara Criminal do Distrito Federal. Disse na ocasião o desembargador: “Nós não julgamos pessoas, nós julgamos fatos”. Esta simples declaração deveria resumir o que a sociedade espera da Corte Suprema, órgão máximo da lei, supostamente dedicado a fazê-la ser cumprida da maneira mais próxima possível do ideal. Tal preceito, no entanto, nem sempre é observado por aqui nas decisões do colegiado, ocorrendo recorrentemente o contrário, na medida em que os julgados, pelo viés ideológico ou por uma espécie de reconhecimento pelas nomeações ou ainda por um indisfarçável espírito de “vendeta”, entre outros aspectos, influenciam fortemente as conclusões dos ministros.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PT E AS ELEIÇÕES

 Lula e o PT nunca cederam para nenhum partido aliado ser cabeça de chapa. Agora querem que tudo e todos os apoiem, inclusive negacionistas. Agora procuram Temer, que os petistas chamam de golpistas. Lula quer ganhar no primeiro turno, pois seu receio é não ter Bolsonaro no segundo turno e, de repente, a terceira via pode se tornar “viável”. Não somos todos desmemoriados e cúmplices!

Tania Tavares   

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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DIAS TOFFOLI E FÁBIO FARIA

Inexplicável a conduta do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) de passar o fim de semana na casa em Praia de Pirangi (RN) de propriedade da família do ministro das Comunicações, Fábio Faria. Já seria repugnante por Fábio Faria estar tão envolvido com o clã Bolsonaro, que responde por vários processos na Suprema Corte, mas piora ainda mais com a informação de que também o patriarca da família Faria tem uma ação penal contra ele no STF, suspensa pelo próprio ministro.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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VOLTA DO JOGO DO BICHO

Somos o país dos sonhos da milícia. Foi liberado o caminho dos garimpeiros e dos exploradores da madeira da Amazônia. O Rio de Janeiro já é domínio do crime, inclusive nos hospitais federais, com um dos seus membros tendo sido premiado pela família Bolsonaro com uma homenagem do governo do Rio. Agora, “dulci in fundo”, o doce vem no final, o Congresso vai liberar o jogo. Certamente o crime organizado vai premiar nossa família presidencial com uma comenda de ordem ao mérito.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

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SIR OLIVER FRANKS E A OTAN

Embora de maneira inesperada e preocupante o “ressurgimento” da Otan (ou Nato em inglês) na perspectiva mundial é sempre ocasião para relembrar seu mentor, Sir Oliver Franks (mais tarde Barão Franks).

Embaixador do Reino Unido em Washington no imediato pós-guerra, Sir Oliver desenvolveu um excepcional entendimento com o então secretário de Estado Dean Acheson e todos atribuem à lucidez, capacidade de persuasão, faculdade de análise e poder de síntese de Franks a criação da Otan que, embora nascida como aliança militar, é e deve ser, na prática, artífice da paz. Honra ao mérito e à memória do lendário diplomata britânico

Alberto Maurício Caló

amauriciocalo@gmail.com

São Paulo

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ANALISANDO A INFLAÇÃO

Com o aumento de 1,5 ponto porcentual, a taxa básica de juros vai para 10,75% ao ano (a.a.). É isso que vai fazer diminuir a inflação? O povo vai parar de consumir? Aumentar a taxa de juros é um erro. A inflação não é provocada pela falta de oferta de produtos e serviços. A inflação na União Europeia está por volta de 5,3% a.a. e os juros estão a 2% a.a. e por quê? Porque não se trata de inflação por demanda, então a ordem é estimular o consumo e não encarecer o crédito. No Brasil, neste governo, podem aumentar a taxa de juros para 100% ao mês que a inflação não vai parar enquanto os interesses dos acionistas minoritários da Petrobras estiverem acima dos interesses do Brasil.

Franz Josef Hildinger

frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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 ‘O DESAFIO DA REINDUSTRIALIZAÇÃO’

Em relação ao editorial O desafio da reindustrialização (3/2 – A3), gostaria de tecer os seguintes comentários. No meu entender, não há razões concretas para esperar qualquer reviravolta na triste sina da indústria brasileira, tendo em vista que, com raras exceções, se prefere o conforto de um mercado interno garantido por subsídios e protecionismo à inovação e competição internacional, num mecanismo aparentemente perpétuo onde não há incentivo para cativar, mas sim manter cativos os consumidores brasileiros, que literalmente pagam caro por isso. O setor do agronegócio também passou por todo o delicado período descrito pelo referido editorial, mas, tendo em vista sua atitude mais proativa em relação à inovação e ao acesso aos mercados externos, vem tendo muito mais sucesso do que a indústria nacional em geral. Tristes trópicos. 

Fernando T.H.F. Machado

fthfmachado@hotmail.com

São Paulo

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MENOS GRAVE, MAS MATA

A variante Ômicron foi anunciada como menos grave, porém a média de mortes elevou-se em 566%, 653 óbitos por dia, nomeadamente  de portadores de comorbidades, idosos e não vacinados, segundo alerta O Estado de 3 de fevereiro. Os brasileiros, ávidos por sair da crise, em boa parte subestimaram a nova cepa, imprudentemente. Veja-se a lotação dos estádios de futebol e outras aglomerações temerárias.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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