Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2022 | 03h00

Crime

Perda de cidadania

Nazismo, comunismo, socialismo ou fascismo. Nomes diferentes para o mesmo resultado: perda das liberdades individuais (pensamento, política, econômica, sexual, etc.), destruição gradativa da atividade produtiva e controle pelo Estado corrupto. Nesses regimes políticos, a imprensa e o Judiciário são inúteis. E o cidadão também.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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Apologia ao nazismo

Ao confundir liberdade de expressão com direito de falar o que bem entender, o youtuber Monark, tal qual um peixe, morreu pela própria boca. Defender a legalização de um partido nazista, cuja cartilha básica já não é lá muito simpática à liberdade de expressão que ele próprio prega, e o direito francamente racista de alguém ser “antijudeu” provocou, como era de  esperar (só ele não esperava), as mais diversas reações negativas, cuja consequência foi a execração pública dele. Vale lembrar uma famosa frase da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher: “Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações”. O Brasil, apesar de seus inúmeros defeitos, tem instituições fortes e íntegras capazes de abortar palavras, antes que se tornem ações.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Política

Covardia

O presidente Jair Bolsonaro usou palavrões para atacar os seus antecessores na Presidência da República, durante uma visita ao interior do Rio Grande do Norte, quando, na oportunidade, afirmou que não errou nenhuma vez durante a pandemia e que foi atacado covardemente o tempo todo, mas que a decisão de conduzir a questão da pandemia, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), foi dada a governadores e prefeitos e que ele, Bolsonaro, não teve qualquer responsabilidade nas centenas de milhares de mortes pela covid-19. Todos sabemos como são os discursos políticos: tendenciosos, omissos e, geralmente, mentirosos. Mas aqui, neste caso bem específico, devemos, necessariamente, incluir as qualificações de hipócrita, deliberadamente irresponsável e constrangedoramente covarde, por atribuir ao STF, aos governadores e aos prefeitos a responsabilidade que sempre foi sua. Que cada um responda por seus atos e que cada um tenha o mínimo de hombridade para assumir os próprios erros, pois a covardia é o signo dos imaturos e apequenados.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Corrupção

Notícias dão conta de que quase 1/3 do total de parlamentares da Câmara Municipal de Campinas é suspeito da prática da “rachadinha”, em inquéritos abertos pelo Ministério Público. Relatos sobre a prática desse crime despontam em vários cantos do País, talvez motivada pelo desfecho e impunidade observados nos casos envolvendo membros do clã Bolsonaro.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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Saúde

Vacinação de crianças

O editorial do Estadão (7/2, A3) As consequências do negacionismo é de estarrecer e, diante de sua desumana atitude durante a pandemia, Bolsonaro não pode ficar impune por esse crime contra a humanidade. E como destaca o jornal, mais um vexame para o Brasil a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Hoje, acumulamos um total de 600 que faleceram pela covid-19. E Bolsonaro insiste em dizer que nenhuma criança brasileira morreu. Esse, infelizmente, é o presidente do Brasil: sem estofo moral e ético e ainda não respeita a ciência.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Correção: Por um erro de edição, o penúltimo parágrafo do artigo Carbono, mercado de oportunidades verdes, de autoria do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, foi publicado de forma equivocada em 8/2, na página A5. O correto seria: “Criar um mercado global de carbono para empresas sempre foi uma enorme oportunidade para o Brasil, e durante os governos anteriores nada foi feito. Tema completamente rejeitado pelos ambientalistas de plantão, que nunca aceitaram instrumentos privados para fazer uma transição justa e responsável da nossa economia. Pelo contrário, sempre estão contra o setor privado e a favor de frear toda atividade econômica”.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A VIAGEM

O que mais me assusta nessa viagem de Bolsonaro à Rússia é ele dizer que vai até lá para fazer o Brasil auxiliar no convencimento de Putin para não atacar a Ucrânia. 

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DÍVIDA DE PARTIDOS POLÍTICOS

O maior problema do Brasil é a falta de vergonha na cara.

Se um contribuinte deixa de pagar suas obrigações a receita federal protesta, penhora contas em banco, etc.

Por que o Tribunal Superior eleitoral não cria vergonha na cara e penhora os recursos do fundo partidário?

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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É PRECISO TER VERGONHA NA CARA

O editorial do Estadão O rico PT dá calote trabalhista (8/2, A9) informa que o Partido dos Trabalhadores (PT) está devendo R$ 24 milhões, dos quais, como se lê, 70% são débitos com a Previdência Social. Só no FGTS o débito chega a R$ 135 mil. Coitados dos funcionários que forem se aposentar, que surpresa terão ao ver que o seu dinheiro para ser depositado no FGTS foi embolsado pelo PT! Vejamos o seguinte: se não tem habilidade para governar o próprio PT, como pode saber governar a Nação?

Conforme o informado, o partido fica com o dinheiro dos próprios trabalhadores! Isso tem nome. Fazendo corrupção dentro do PT. Incrível! Logo o Partido dos Trabalhadores. Acho até que para alguns dos seus empregados é o Partido Trágico. É preciso saber governar primeiro o PT, e, obviamente, ter vergonha na cara para não lesar os seus funcionários. E posa como sendo o senhor da razão.

José Carlos

Jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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PAU DE ARARA

Ao chamar os nordestinos de pau de arara a apenas oito meses da eleição de outubro, o boquirroto presidente Bolsonaro, do alto de sua já folclórica incontinência verbal, ofendeu o segundo maior colégio eleitoral do País, com quase 40 milhões de votos, atrás somente da Região Sudeste. Apesar da língua presa, tem o cérebro solto. Pobre Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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MARCHA SOLDADO

Antigamente, pelo visto muito antigamente, o sonho de muitos garotos (as escolas militares não eram mistas ainda), e de suas famílias, de seguir carreira no Exército se baseava, fundamentalmente, no excelente ensino, na ordem, na hierarquia e pelo futuro promissor que era assegurado a quem se tornava um oficial. Muitas eram as qualidades em qualquer uma das instituições, como, por exemplo, a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), uma vez que o caminho percorrido, seja na educação em toda sua plenitude, seja na postura profissional e no regime adotado de defender a Pátria, levava à retidão quanto aos princípios, ao caráter, à moral, à ética, etc. Passadas algumas décadas, pelo menos umas 30, vê-se que o sonho de muitos daqueles meninos tem se tornado pesadelo, quando assistimos a uma militarização equivocada na política nacional e oportunistas, com ou sem estrelas, se aproveitando até de momentos de profunda dor para desviar dinheiro público. Como ficou provado, recentemente, durante a CPI da Covid, em que militares, da ativa ou da reserva, foram pegos “com a mão na botija”. Isso sem falar nos capitães que não sabem atirar, nos generais de intendência que nem sequer conhecem os Estados brasileiros, nos quatro-estrelas que só sabem cantar o “se gritar pega ladrão” e uns tantos outros que conspiram contra a democracia e parecem viver para golpes. Dá vergonha ver esta gente (mesmo que minoria) que se aproveitou e se aproveita do caos provocado pela falta de gestão e do vale-tudo e toma lá dá cá, e o faz de farda ou mesmo com um pijama que deveriam ser vestidos com a dignidade que as Forças Armadas representam e um dia impuseram àqueles aspirantes. E aos garotos sonhadores. 

João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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BRASIL, SENHOR DE SEU DESTINO

O Brasil precisa tomar as rédeas de seu destino. Não é possível o País caminhar passivamente para as urnas para escolher entre um ex-presidiário inimputável e o responsável pela morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros. Na disputa entre Lula e Bolsonaro o País já entra derrotado, só quem ganha é a bancada da corrupção, dona do Congresso, que vai receber de braços abertos qualquer um dos dois péssimos candidatos. Para os corruptos tanto faz Lula ou Bolsonaro, quem for eleito estará nas mãos do Congresso, que pode fazer o impeachment fulminante tanto de Lula quanto de Bolsonaro, caso eles não colaborem com a manutenção dos esquemas de desvio de dinheiro público, como o mensalão, o orçamento secreto, a rachadinha, as emendas de relator, etc. Nas eleições do fim deste ano o Brasil precisará escolher se quer continuar refém da bancada da corrupção ou se quer seguir outro caminho. A volta das manifestações de rua no segundo semestre, contra Lula e contra Bolsonaro, vão determinar os rumos do País com seu novo governo.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESTADO DE ALERTA

Os cidadãos e instituições que, estimulados por interesses nem sempre legítimos, combatem feroz e diariamente as ações do presente governo central, vulnerável pelos efeitos da pandemia, com perda às vezes do necessário equilíbrio do presidente, como demonstrado recorrentemente por algumas das suas atitudes e ações não convencionais, constatam também a não decolagem da chamada terceira via que pudesse evitar a indesejável polarização entre ele e o candidato condenado Lula da Silva, apontado como favorito por certos institutos de sondagem eleitoral, no embate que se aproxima. Por outro lado, devem começar a se preocupar com as frequentes colocações em alguns veículos da mídia deste último, líder do partido que deteve o poder por 14 anos, com epílogo lamentável, e dos seus principais gladiadores. Estimulados pelas projeções, emitem, caso obtenham a vitória, intenções sombrias que fatalmente levarão o País a retrocessos, tais como a revogação da independência do Banco Central, além de propostas de possível controle dos meios de comunicação e de manobras estratégicas destinadas a unificar política e militarmente, em ciranda com governos de esquerda, o continente latino-americano. Que as forças da sociedade entrem desde já em estado de alerta.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO NA BOCA DA CAÇAPA

O Brasil está (sempre) no avesso e é simples perceber, basta lembrar a Operação Lava Jato ter morrido após chegar ao STF, quando seu grupo de ministros libertou Lula e atualmente busca uma forma de incriminar o ex-juiz Sérgio Moro, odiado por muitos. Querem amarrar e até mesmo trancafiar aquele que conduziu o processo e não duvido, sempre vão achar uma vírgula mal colocada nas explanações que pode livrar a cara desse político que volta a invadir nossa tela de TV, com cara marota clamando para os eleitores analfabetos que A Petrobras deve parar de “... enriquecer acionistas e empobrecer donas de casa...”! Esse cara de pau, que em 13 que seu partido, o PT (deveria mudar para Partido Lula), governou o País não se lembrou das promessas feitas. Sorte dele que vai disputar contra um defunto que só falta enterrar, a não ser que seus fardados mudem o script.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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UM TIRO PELA CULATRA

Fazendo treinamento num estande de tiros,  o presidente Bolsonaro apontou sua arma para o alvo e puxou o gatilho com a arma travada. A sorte do nosso mandatário foi que não estava treinando saltos de paraquedas. Ele poderia esquecer que no paraquedas também é necessário puxar a trave para ele abrir. Nesse caso provavelmente seria um pouco mais complicado 

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PAULO GUEDES

Na extensa entrevista ao Estado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou o que vem falando há tempo: sua agenda liberal, bem articulada e tecnicamente competente, só não deu certo por forças alheias à sua vontade. Em teoria é bem possível que isso seja verdade. Pois, pandemia à parte que assolou a economia mundial, é difícil imaginar uma agenda séria, seja liberal ou conservadora, capaz de vingar nas mãos de um governo encabeçado por um presidente aloprado e um Congresso indecentemente fisiológico, e é esta a questão fundamental. Não é um ministro especial ou Posto Ipiranga que fará a diferença, mas sim um mandatário e um Parlamento comprometidos com o tão necessário projeto de País. Voto consciente não é garantia de nada, mas é um bom começo e ajuda bastante. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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HELIÓPOLIS

As vítimas do último incêndio ocorrido em Heliópolis aguardam há mais de dez anos pelos apartamentos que começaram a ser construídos pelo governo estadual e ainda não foram entregues.

Aproveitando a instalação do parque, seria excelente a imprensa verificar a situação dessas moradias e cobrar do governo do Estado e das construtoras.

Eliel Queiroz Barros

monoblocosantoandre@hotmail.com

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ILUSÃO À TOA

O número excessivo de doses de vacinas está vulgarizando sua eficácia perante a população. A ideia de imunização 100% já foi desmascarada e o vírus continua assolando a esperança de alcançarmos o fim da pandemia. Já tomei a terceira dose, fui infectado e me parece que estas vacinas são “meia bomba”, só nos entristece ao sabermos que de pouco adiantam. As propagandas favoráveis são, no mínimo, duvidosas. Deus me permita que eu esteja errado e que tudo não passe de uma ilusão à toa.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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COMO ENFRENTAR A PRÓXIMA CATÁSTROFE

Na autoavaliação da OCDE ficou bem claro que a efetividade dos lockdowns e medidas restritivas sobre as liberdades individuais geraram efeitos colaterais, com referência à violência doméstica, aumento do consumo de álcool e a saúde mental das pessoas. Ficou claro que a única certeza é que tudo são dúvidas, e que as próximas crises devem ser enfrentadas com mais dedicação e eficácia bem estudada e comprovada. Arcangelo Sforcin Filho

despachante2121@gmail.com

São Paulo

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VENDA DA AMIL

Tenho plano de saúde em outra empresa, mas imagino como deve estar se sentindo um idoso que paga seu plano da Amil desde jovem, quando a ele pouquíssimo recorria, e agora, que esperava ter o retorno devido ao natural envelhecimento, vê seu plano sendo vendido para uma empresa de reestruturação financeira, que tem como única finalidade o lucro.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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OCUPAÇÃO INDEVIDA

O lamentável episódio de tortura  e morte do congolês Moïse Kabagambe em quiosque da Barra da Tijuca levanta, entre outras questões, a da legitimidade de concessão para a instalação de tais estruturas em calçadas que margeiam praias cariocas. O assunto vem sendo abordado em artigos de jornal e cartas de leitores, que chamam a atenção para o desrespeito ao coletivo, pois se trata de cessão de espaços urbanos para uso particular com fins lucrativos, sem fiscalização nem transparência. Fato é que o número de quiosques e a área que ocupam crescem sem parar, em detrimento do espaço de circulação e lazer da população,  que é quem paga, há décadas, os custos de construção e manutenção da infraestrutura urbana.

Situação análoga ocorre em relação a bancas de jornal. Crescem para cima e para os lados, além de proliferarem como cogumelos, subtraindo áreas das calçadas e enfeando a cidade; ademais, exercendo atividades estranhas à função a que se destinam. Caberia ser verificada a regularidade desses processos e adotadas as devidas providências por parte da prefeitura e órgãos de defensoria e do Ministério Público.

Patricia Porto da Silva

portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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