Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2022 | 03h00

Segurança

Na porta da escola

Os assaltantes de moto estão barbarizando a vida das pessoas, chegando até ao extremo de atirar em pais na frente dos filhos na porta da escola, como registra a notícia Pai é baleado durante arrastão na frente de escola no Morumbi (Estado, 18/2, A18). Ao que tudo indica, essa modalidade de crime tem compensado. Afinal, só se multiplica! A sociedade, chocada, espera no mínimo uma ação pronta e eficiente da polícia e um rigor proporcional da parte do Judiciário, cuja lentidão não é compatível com novas modalidades de crime.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Vigias particulares

Quando vemos um pai ser baleado na frente da escola, devemos perguntar: onde está a ronda escolar? Para piorar, a Polícia Federal (PF) tem notificado escolas particulares para simplesmente encerrarem as atividades de seus vigias, seguranças particulares que são contratados justamente para fazer o serviço que, mesmo pago com nossos impostos, não é entregue pelo Estado. Pode-se até entender a necessidade de uma possível melhor qualificação de alguns colaboradores, mas se ensina, demonstra-se como, não se impõe o sumário encerramento. Ou a nossa PF vai estar na frente das escolas quando se repetir o crime desta semana no Morumbi?

Ricardo Pereira Ribeiro

ricardo@rribeiro.com.br

São Paulo

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Meio ambiente

Ecopontos

A qualidade do serviço prestado pelas concessionárias contratadas pela Prefeitura de São Paulo para recolher entulhos e materiais para descarte é péssima. Com exceções, consegue-se êxito numa primeira tentativa. Ontem tentei descartar resíduos de madeira em dois Ecopontos, Roque Petroni Junior, 850, e Praça do Cancioneiro, 15, e ambos estavam impossibilitados de recebê-los, por estarem com a caçamba lotada. Somente consegui no Ecoponto localizado em Paraisópolis. Apesar de não concordar com a atitude, eu passo a entender o motivo de muitos descartarem entulho em via pública. Afinal, com o trânsito de São Paulo e com o alto custo dos combustíveis, não são todos que aceitam fazer “turismo” em busca de um Ecoponto que esteja com a caçamba vazia. Se a quantidade contratada é insuficiente para atender à demanda da região, que se adapte à necessidade. Não é razoável que os munícipes tenham dupla despesa: pagar por um serviço ruim e pelo combustível para encontrar onde descartar. É a costumeira incompetência da Prefeitura em fiscalizar os serviços terceirizados.

Mauro Ribeiro Gamero

mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

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Augusto Aras

Advogado-geral

O procurador-geral da República, Augusto Aras – ou seria advogado-geral da Presidência da República? –, não viu crime de Jair Bolsonaro no vazamento de inquérito sigiloso da Polícia Federal sobre um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (Estado, 18/2, A10), não viu crimes ou omissões ao longo da pandemia que matou centenas de brasileiros, mas atacou a CPI da Covid e os críticos da sua temerária gestão (Estado, 18/2, A2). Que o Senado, que reconduziu o procurador ao cargo, possa indicar-lhe a porta da saída.

Calebe H. Bernardes de Souza

calebebernardes@gmail.com

São Paulo

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Servidor servil

Será que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem a mínima noção das atribuições de seu cargo? Será que ele não se envergonha de seu servilismo ao presidente da República, Jair Bolsonaro?

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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A gaveta do PGR

Ontem, o Estado publicou nota, na Coluna do Estadão, sobre a maneira como o procurador-geral da República, Augusto Aras, tratou o relatório da CPI da Covid: com desprezo, arrogância e rotulando-o de “HD desorganizado”. As atitudes de Aras nos fazem lembrar um procurador-geral que ficou conhecido como “engavetador-geral da República”, porque havia engavetado ou arquivado mais de 400 inquéritos criminais, dos pouco mais de 600 que havia recebido. Por acaso o atual procurador-geral estará competindo com aquele procurador, desejando ocupar o 2.º lugar nos anais da História com aquela alcunha?

Ubiratan de Oliveira

uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A TRISTEZA DE FLÁVIO FACHEL

As lágrimas do veterano repórter Flávio Fachel, da TV Globo do Rio de Janeiro, cobrindo presencialmente a tragédia de Petrópolis, são emocionantes e aflitos clamores das almas boas. Dos corações indignados com tanta violência, tragédias e descasos com o ser humano. O choro de Fachel é repúdio coletivo aos governantes incapazes, insensíveis, demagogos e despreparados. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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AS TRAGÉDIAS DE SEMPRE

Enquanto os governos e as elites do poder político e econômico continuarem voltados unicamente para os interesses e questões deles mesmos, sem darem a mínima importância ao que ocorre no lado trabalhador, pobre das cidades e dos excluídos do mundo desenvolvido – os ignorados da História dos Poderosos –, estas tragédias continuarão a acontecer e emocionar por algumas horas os noticiários, permitindo aos ricos demonstrarem "piedade e solidariedade" por alguns instantes e tudo voltar ao "normal" de sempre, como sempre.

Paulo Sergio Arisi

Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ÁGUAS DE VERÃO

Enchentes, deslizamentos e inundações provocadas por chuvas diluvianas Brasil afora todo início de ano provocam tragédias dantescas. São as águas de janeiro e de fevereiro abrindo o verão. Até quando?

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS E ESPERANÇAS

A repetição da tragédia na região serrana no Rio demonstra como a incúria da gestão governamental na prevenção desses trágicos acontecimentos é rotineira entre nós. Até quando a população continuará abúlica em não cobrar desses nossos governantes, por tais hecatombes que rotineiramente temos, em várias regiões deste imenso país? Urge assim, que nos próximos pleitos eleitorais que se aproximam, tenhamos condições de eleger novas e éticas lideranças governamentais, para que possamos ter uma nova e mais qualitativa governança que nos possibilite a construção de uma grande Nação que tanto sonhamos e temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREVENINDO AS TRAGÉDIAS DAS CHUVAS

Grandes tragédias com chuvas de verão se abateram sobre Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia e em vários outros Estados da Federação, mas em menor medida e sem grande destaque na imprensa nacional. Falta a criação de um protocolo de código vermelho (precisão de chuva em um único dia de 75% a 100% da média mensal ou acima disso), código laranja (entre 50% e 75%), código amarelo (entre 25% a 50%) e código verde (até 25%). O uso de inteligência artificial ligada à previsão do tempo deveria, com 48 horas de antecedência, acionar automaticamente o governador, o prefeito, a Defesa Civil e um pool de imprensa para divulgar a informação sobre evacuação, em caso de código vermelho, por causa do risco de deslizamento de terra e de transbordamento de rios.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CONIVENTES 

Todos os políticos (raríssimas exceções) são responsáveis por tragédias como a de Petrópolis. Os prefeitos que lidam diretamente com os munícipes, além de seus deputados estaduais e federais, e governadores são responsáveis. Quando as pessoas são incentivadas a invadir áreas de risco, elas têm que ser impedidas, mas precisam ser auxiliadas. O que acontece é que fazem média com estas pessoas e não as socorrem. Vemos isto acontecer pelo Brasil todo. Invadem e as autoridades fazem de conta que não veem, aí a tragédia só aumenta. Todos os políticos, sem exceção, devem unir forças e acabar com isso. Em outubro há eleições!

Tania Tavares 

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A EQUAÇÃO ELEITORAL DE BOLSONARO

Pensar não é crime. É regra jurídica. Mas pensando em Bolsonaro na Rússia, de mãos dadas com Putin, e muito bem recebido por todos, não o seria também pelos ativistas da internet? Não poderia ocorrer uma invasão planificada por hackers? O ministro do TSE e STF Edson Fachin já demonstrou, em declarações, temer que ocorram ações de hackers nos controles de urnas eletrônicas! E as perguntas dos militares da ativa: poderão deixar dúvidas para o futuro? Será que Lula da Silva seria mesmo eleito? Os seus contrários admitem um governo de esquerda sem planejamento, de corrupção e com os olhos voltados para o aparelhamento do Estado? Seria bom o controle da imprensa? Finalmente, perguntar não ofende nem é delito: Bolsonaro abandonaria seus ataques às urnas eletrônicas? Trump abandonou os ataques aos votos enviados pelo correio lá nos EUA? Não parece existir bom entrosamento entre hackers, Bolsonaro e seus filhos?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PAZ

O presidente Bolsonaro tenta associar sua imagem política à retirada de tropas russas das fronteiras da Ucrânia. E assim, não obstante a Terra continuar redonda, apesar dos que o negam, sugere-se a Bolsonaro que vá visitar a Coreia do Norte para que, talvez então, Kim Jong-un retire suas tropas da fronteira com a Coreia do Sul.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ENCONTRO CIBERFURTIVO

Não é somente a possibilidade de a Justiça Eleitoral já estar, segundo o futuro presidente do TSE, ministro Edson Fachin, “sob ataque de hackers”, muito provavelmente provenientes da Rússia, que preocupa. Além do extenso histórico de tentativa de intromissão virtual no processo eleitoral de vários países, principalmente ocidentais, é de conhecimento público, à boca pequena, mas nem tanto, que hackers russos são também os principais responsáveis pelo bloqueio de bancos de dados de grandes empresas públicas e privadas, cuja finalidade é pedir, em troca do desbloqueio, vultosas somas de resgate em criptomoedas, com tolerância ou até colaboração do governo. Sem querer desconfiar: a conversa de duas horas a portas fechadas entre Jair Bolsonaro e Vladimir Putin terá sido só sobre amenidades?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO NA HUNGRIA

Bolsonaro foi à Hungria conhecer seu similar Orbán pensando tratar-se da Oban (“Operação Bandeirante” de repressão durante a ditadura) que ele tanto admira.

Ficou frustrado.

Carlos Alberto Roxo

roxo.sete@gmail.com

São Paulo

MISSÃO INCOMPLETA

Não tendo nada melhor para fazer, especialmente no apoio à tragédia de Petrópolis, Jair Bolsonaro em seu turismo internacional esteve na Rússia com Vladimir Putin e com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. De produtivo nada houve a não ser mais uma mentira deslavada de Bolsonaro para explicar que na Amazônia não há destruição. Mentiras à parte, a missão do “estadista” tupiniquim foi incompleta, afinal, não foi ao encontro dos populistas Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; do primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki; do vice-líder da Liga italiana, Matteo Salvini; do austríaco Sebastian Kurz, entre vários outros, incluindo até o brother Donald Trump. Na verdade, Bolsonaro, no seu afã, nem mesmo deu ouvidos ao alerta do papa Francisco sobre o mal do avanço do populismo no mundo. Mais um “pé na jaca” do presidente!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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‘VAMOS CONSULTAR BOLSONARO’

Vladimir Putin, presidente da Rússia, indagado por seu ministro da Defesa se a invasão da Ucrânia deveria começar, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”. Xi Jinping, presidente chinês, questionado por seu ministro das Finanças sobre a modulação das taxas de juros, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”. David Malpass, presidente do Banco Mundial, interrogado por sua secretária sobre datas para reunião do conselho, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”. Bill Gates, fundador da Microsoft, indagado pelo CEO da empresa sobre atualizações no Windows, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”. A mãe natureza, indagada pelo coronavírus se sua nova mutação deveria ser iniciada, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”. Deus Pai, indagado por seu filho Jesus quando deveria retornar ao planeta Terra, responde: “Vamos consultar Bolsonaro”.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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EU QUERO SABER

Alguém saberia dizer o real motivo pelo qual o ladrão-presidiário não anda livre pelas ruas e praças das cidades brasileiras? Alguém saberia dizer por que ninguém fala nada sobre a sua improvável candidatura ou por que ninguém está dando crédito à sua imoral candidatura? Alguém saberia dizer por que Geraldo Alckmin ainda não se decidiu? Eu só quero entender. Nada, absolutamente nada, mudará a ficha criminal do biltre de São Bernardo.

Moacyr Rodrigues Nogueira

moaca14@hotmail.com 

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TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Lula não terminou a transposição do São Francisco porque acabaria com a sede e a dependência do nordestino. Consigne que o Ciro Gomes foi ministro do Lula e conivente com este fato!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com 

Campinas

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APARTIDÁRIO?

Josué Gomes da Silva, o novo presidente da Fiesp, cujo genitor foi vice de Lula, afirmou ser apartidário e criticou o nosso sistema tributário. Foi mais além dizendo que o governo Lula teve mais acertos do que erros e que Bolsonaro ficará na história como o presidente que mais atacou as instituições. Pelo visto, ele será mesmo apartidário. Começou mal!

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SEM SURPRESA

Para surpresa de ninguém, o pizzaiolo-geral da República, Augusto Aras, acaba de pedir o arquivamento do inquérito sobre o vazamento de informações sigilosas do ataque hacker ao TSE – aquele mesmo onde um diretor foi afastado e outro parlamentar indiciado, após a delegada da PF Denisse Ribeiro ter apontado, sim, crimes cometidos pelo atual ocupante da cadeira presidencial – alegando “atipicidade das condutas investigadas”, mesmo havendo provas cabais, como o vídeo da live onde são apresentados esses dados sigilosos!

A justificativa é digna do campo da ignomínia: “A simples aposição de carimbos ou adesivos aludindo a suposto sigilo não é suficiente para indicar tramitação reservada”, um verdadeiro desrespeito às normas (inclusive constitucionais) e à inteligência dos brasileiros.

Fico na dúvida qual lado, neste caso, está fazendo papel de bobo. Apenas uma certeza: vale a mesma definição para o emissor do parecer acima: “A simples aposição de um cargo a dado elemento não é suficiente para significar que, de fato, vá exercê-lo”.

Quando terminar seu mandato, certamente vai ser lembrado (de forma penal) que prevaricar é crime.

Guillermo Antonio Romera

guillermo.romera@gmail.com

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‘UM PLANO PARA A SOCIEDADE COBRAR’

O texto de Roberto Macedo (Estado, A4, 17/2) trata da questão dos planos de governo que os candidatos à Presidência da República devem apresentar aos eleitores. Se bem elaborados, esses planos podem ajudar os cidadãos a exercer um voto mais bem informado, esclarecido e consciente. Concordo com o autor a respeito da necessidade do que ele chama uma “boa arrumação” e acrescento a necessidade de que ela seja precedida por um projeto nacional democrático, com ampla participação de todos os segmentos sociais, que estabeleça diagnósticos, valores, objetivos, fins, metas, rumo, direção e norte ao País, que já foi comparado a um barco “desbussolado” à deriva. Estou convencido de que uma real transformação, e não simples mudança, só virá quando superarmos a “lógica dos meios” a que se refere Celso Furtado, em O Mito do Desenvolvimento Econômico. Ao projeto de País, já!

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

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VIDA DE CAMINHONEIRO 

No Brasil mais de 75% de todos os produtos são transportados por caminhões. E os nossos motoristas sofrem nesta atividade perigosa e desvalorizada. As rodovias que cruzam nosso país ainda são ruins, as melhores ou conservadas têm muitos pedágios (o que encarece o frete). Os perigos/riscos são muitos; de assaltos, de acidentes, de alguns policiais rodoviários corruptos, etc. E os motoristas também sofrem com diversas greves, caso dos portuários ou dos auditores da receita, onde as filas não têm fim e são horas ou dias de espera. E a maioria tem dinheiro ou verba contada para despesas. E pior, nem todos conseguem fazer uma higiene pessoal decente. Enfim, em todas as profissões há bons e ruins, e caminhoneiro não é diferente. E, em um país que somos dependentes desta profissão, cuja média salarial é de R$ 2,5 mil, necessitamos de maior compreensão com a estressante vida desses profissionais. 

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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