Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2022 | 03h00

Tragédia em Petrópolis

O socorro financeiro

Nas últimas semanas, o Brasil vive uma sucessão de tragédias, a maioria esperada para esta época do ano: na Bahia, em Minas, São Paulo e, agora, em Petrópolis. O dinheiro público alocado para prevenir essas catástrofes fica bloqueado, pelos órgãos, pela burocracia e por autoridades. Na sexta-feira, noticiou-se que o governo federal liberaria, inicialmente, R$ 500 milhões para minimizar a tragédia em Petrópolis. Enquanto isso, Suas Excelências e seus partidos têm à disposição R$ 5,7 bilhões para gastarem na eleição deste ano. Essa, sem dúvida, é a grande tragédia.

Jose Perin Garcia

jperin@uol.com.br

Santo André

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Eleição 2022

A qualquer custo

No campo da política, assim como no da religião, é um absurdo querer conquistar adeptos a qualquer custo, uma verdade esquecida pela classe política brasileira, e particularmente pelo presidente Jair Bolsonaro e por Lula. O presidente se aventurou numa viagem internacional sem sentido à Rússia de Putin, no meio de uma severa crise militar criada pelo comunista para confrontar os países do ocidente, à custa da soberania e do território ucranianos. E, ainda, irmanou-se com Viktor Orbán, premiê da Hungria que não pode ser chamado de democrata. O ex-presidente Lula criou até um assessor religioso, um controvertido pastor evangélico, que tem a finalidade de cooptar uma parcela dos fiéis deste ramo religioso visando às eleições. O que nenhum dos dois fez foi um ato concreto de ajuda e solidariedade para as vítimas de Petrópolis, que ainda contam seus mortos, cuidam de seus feridos e não sabem como reconstruirão sua vida.

Luciano de Oliveira e Silva

luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

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O gênio de Lula

Lula é um gênio. Convidou Geraldo Alckmin para seu vice, para amaciar seu caminho, e o tira da disputa pelo governo de São Paulo, abrindo caminho para Fernando Haddad. No PSDB, como sempre, estão matando-se uns aos outros. O que esperar desta gente? Bons analistas continuam falando só de Lula e Bolsonaro, isso tudo oito meses antes do momento fatal em que o Brasil será entregue nas mãos de quem? Só teremos futuro se renovarmos o Congresso Nacional. Que o universo sopre a nosso favor.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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Fogo e palha

Cansei-me de ver na política lances ciclópicos, mas, como este de se unirem num mesmo nó Lula e Alckmin, por mais afogueada ou desatinada a imaginação, jamais alcançaria tal composição. Como podem conviver o fogo e a palha? De duas uma: ou ambos são de péssima estirpe ou ambos mentirosos de nariz para mais de metro e meio. Alckmin, pelo que se sabe, seria avesso aos malfeitos do PT. Salvo engano, essa foi a mensagem que sempre deixou transparecer. Já Lula é mestre, porque nada de braçadas largas pelo lodaçal da corrupção. Sendo antípodas, não há como abraçarem-se sem que se lhes naufrague por inteiro a credibilidade. Eu, cá com meus botões, fico a imaginar o que teria levado Alckmin a tal companhia. Será que a pandemia embotou por completo o seu olfato, ou sorver o velho vinho da política o desmiolou de vez, a ponto de fazer “o diabo” para a captação de publicidade? As urnas nos dirão.

Antonio B. Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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Por terra

Sempre fui eleitor de Alckmin – inclusive ele teria meu voto para retornar ao governo de São Paulo. Mas, se ele se associar a Lula – condenado em vários processos em diversas instâncias, tendo sido poupado das penas por chicanas e prescrição por tempo decorrido, e não inocentado, como querem fazer crer seus fanáticos –, jogará por terra toda a sua carreira política. E eu nunca mais votaria nele nem para síndico de condomínio.

Carlos Tullio Schibuola

São Paulo

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Vergonha

Lula todos nós conhecemos e sabemos o que fará se voltar à Presidência. Mas desta vez carregará consigo todo o histórico de casos de corrupção e favorecimento pessoal e do PT – cujo contrário Lula e o PT não conseguiram provar. Por outro lado, Alckmin, nesta chapa, representa para seus eleitores paulistas, que o colocaram no governo do Estado por três vezes, a maior vergonha e decepção, por desrespeitar o seu legado até então tendo como mentor Mário Covas, árduo crítico de Lula e do PT.

Carlos Sulzer

csulzer@terra.com.br

Santos

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOSSO FUTURO INCERTO

Dentre os incontáveis absurdos que diariamente vemos neste país, a chapa Lulalckmin é um dos piores. Explico por que.

Essa associação nos remete a uma situação de reincidência esclerosada, uma mentalidade retrógrada, onde nada se aprendeu com todas as dificuldades que o País passou e passa.

Onde e quando o PT e o PSDB, e sua associação, refletem uma ideia de futuro, de uma nova era independente dos conchavos e mentiras a que esses partidos e seus seguidores estão acostumados?

Essa chapa encarna o fracasso de uma sociedade incapaz de se regenerar depois das catástrofes dos governos petistas e bolsonaristas, incapaz de eliminar governantes caducos e governantes mal-intencionados.

Onde foram parar os intelectuais de verdade que o País ainda tinha? Onde foram parar as pessoas inteligentes e honestas que tínhamos? Acho que no cemitério, desculpem-me os ainda vivos.

Não temos inteligência e vontade para mudar este filme velho, caduco, apresentando pessoas com ideias e atitudes renovadoras?

O governador João Doria, excelente gestor e a quem devemos as vacinas que o Brasil entrega aos seus cidadãos, deveria ter a hombridade de renunciar a esta intenção de concorrer, juntar-se aos que estão se apresentando como terceira via e coordenar com eles uma chapa vencedora, uma chapa com pessoas e ideias de Primeiro Mundo. Já que não vai nada bem nas pesquisas, porque não encabeçar um movimento de grande repercussão para definir o futuro de nosso país e nos dar esperança? Desse modo, seja quem for o futuro presidente, ele poderia ser uma figura de proa na regeneração do País.

O que não dá é ficar à mercê de dois candidatos horrorosos que só vão atolar ainda mais o Brasil.

Maria Tereza Centola Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DANOS À IMAGEM

Danos à imagem são recorrentemente citados nos tribunais como motivo para o pedido de indenizações e reparações, assim, o Brasil, pelas instituições sóbrias que representam a nossa sociedade civil, precisa recorrer a todos os tribunais e instâncias nacionais e internacionais para buscar as reparações devidas por todos os incessantes danos à sua imagem causados por este senhor, nosso pseudorrepresentante, Jair Messias Bolsonaro que, uma vez eleito democraticamente, rasgou as nossas leis e tradições e arrojou-se em jornadas ilegítimas a favor exclusivamente de suas equivocadas fantasias ideológicas, irreais, destrutivas e antidemocráticas.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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EXPLICAÇÕES

Em décadas futuras, gerações de historiadores, cientistas políticos e sociólogos tentarão entender como o povo italiano elegeu um Benito Mussolini, fascista, em 1922, e o povo alemão elegeu um Adolfo Hitler, nazista, em 1933, resultando na 2ª Grande Guerra Mundial. Assim como na Rússia uma revolução trocou um czar absolutista pelo ditador comunista Joseph Stalin; enquanto na China o poder passou de um imperador divino para um ditador nacionalista fascista e logo depois um vitalício ditador comunista, como Mao Tsé-tung. Mais desafiador será entender como, na segunda década do século 21, os Estados Unidos elegeram uma figura esdrúxula, ignorante e totalitária como Donald Trump e o Brasil, na mesma linha populista e de autodestruição, elegeu um capitão insubordinado e aposentado do Exército presidente da República, ambos sem as mínimas condições de instrução, cultura e competência, provando como as democracias podem morrer pelas mãos de seus eleitores ignorantes e antidemocratas.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O BRASIL NÃO TEM JEITO

Ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin enviou duro recado aos bolsonaristas, dizendo que não vai tolerar os intolerantes. O povo brasileiro, cansado de tanta roubalheira ,violência e corrupção, deveria parabenizar o ministro Fachin por ter feito algo inédito no mundo jurídico, que foi anular todas as condenações do ilustre pernambucano Lula da Silva, o demiurgo de Garanhuns, porque foi julgado e condenado em Curitiba, quando deveria, segundo o ministro, ser condenado em Brasília. Seis anos da Lava Jato jogados no lixo e Lula está aí, livre, leve e solto para saquear o País. Parabéns ministro Fachin e seus cúmplices no STF.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CASA DA MÃE JOANA

Como cidadão, respeito as instituições, não importa quem sejam seus ocupantes. O presidente da República é a autoridade máxima; os ministros do Supremo são os guardiões da Constituição; senadores e deputados controlam e fiscalizam as ações do Executivo e fazem as leis. Não há como aceitar que integrante de um Poder teça pesadas críticas, quase ofensas, ao outro, e o pior, quando se acusam entre si de práticas não recomendáveis.

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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HYBRIS

Faltam a alguns ministros do STF conhecimentos da história e o significado da palavra grega hybris.

Eugênio José Alati

 eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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GUARDA-COSTAS

Em seu périplo pela Rússia, Jair Bolsonaro disse que levou consigo seu filho, o vereador e guarda-costas Carlos Bolsonaro – responsável pelo gabinete do ódio – porque, além de dormir no seu quarto, ele é o melhor de todos os seus ajudantes de ordens. Dizem as más línguas que, na verdade, Carlos foi mesmo obter informações sobre o arsenal bélico russo. Já, quanto aos problemas que Petrópolis tem enfrentado com as chuvas, o presidente, com cara de paisagem, se omitiu. É o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

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BOLSONEWS

“A pandemia de coronavírus não passa de uma gripezinha; o ‘kit-covid’ é eficaz, não as vacinas; os terraplanistas estão certos sobre o formato do planeta; não há corrupção no meu governo; ‘rachadinhas’ são invenção da oposição; urnas eletrônicas não são confiáveis; devido à minha visita a Putin, a Rússia começou a retirar suas tropas das cercanias da Ucrânia.” Como se vê, a ignorância do absurdo discurso bolsonarista não conhece limites. Pobre Brasil.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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OBSTINAÇÃO CRIMINOSA

A obstinação do presidente Bolsonaro em destruir a Amazônia tem que ser contida, não é possível autorizar por decreto a mineração tosca praticada na região, que agora será chamada de mineração artesanal, e que está envenenando os principais rios do planeta. A mineração ilegal na Amazônia está completamente fora de controle e o presidente da República insiste em estimular e legalizar essa atividade criminosa. Se os garimpeiros ilegais fossem obrigados a arcar com os custos da reparação ambiental e da descontaminação dos rios amazônicos, essa atividade seria abandonada por ser economicamente inviável. Todo o ouro garimpado não paga a conta do estrago ambiental produzido.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GARIMPO ARTESANAL

Este governo é um artesão do crime. Não cessa de tentar transformar a ilegalidade em legalidade.

Alice Arruda Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

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A ECONOMIA VAI BEM, APESAR DO EMBATE POLÍTICO-IDEOLÓGICO

Em janeiro e fevereiro, o Ibovespa, o principal do mercado brasileiro de ações, subiu 9,5% e o dólar caiu 7,45%. Desde os bancos escolares nos foi ensinado que quando o mercado sobe e a moeda estrangeira cai é sinal de que estamos indo bem. E, mesmo sob o impacto da pandemia do coronavírus, o Brasil fechou o ano passado com números positivos na economia, como o superávit na balança comercial e crescimento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Fala-se da geração de milhares de empregos e de outros pontos positivos. Até aí, tudo bem. O que incomoda é a interpretação que se dá aos indicadores, muito ao sabor do posicionamento político, ideológico e até acadêmico dos ditos “analistas”. O pessoal à direita tece elogios a Bolsonaro e os seus opositores procuram ver o outro lado da pedra, atribuindo-lhe responsabilidades até por problemas preexistentes ao seu governo, como o desemprego. Faz-se, também, o temerário debate sobre o jeito que se tratou a covid-19. E o pior é que os políticos buscam lucro eleitoral dentro da desgraça que se abateu sobre o povo e até agora custou a vida de 640 mil brasileiros. É certo que o País tem problemas que impedem boa parte da população de desfrutar de suas potencialidades. Mas é exagero atribuir tudo a Bolsonaro, a Lula ou a qualquer dos políticos. Eles têm suas parcelas de culpa, mas, se não atrapalharem a economia, já estarão fazendo muito. É preciso compreender que o básico da economia está nas mãos da iniciativa privada e que se ela não investir estaremos fritos. Os políticos pouco ou nada podem fazer e, quando fizerem besteira têm de ser contidos. É por isso que defendemos a melhora na qualidade do voto. Normalmente, a maior culpa do político ruim é do eleitor que não quis se informar ou votou mal deliberadamente. Depois não adianta reclamar.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PAGANDO A CONTA COM A VIDA

Mais uma vez o sofrido povo brasileiro paga a conta, muitos com a própria vida, outros com perdas de bens materiais que levaram uma vida inteira para conquistar. Lamentavelmente Petrópolis foi atingida por um tsunami de lama, enormes pedras que rolaram para cima das residências do povo sofrido daquela cidade, hoje já contam 120 vidas perdidas, mais de 200 desaparecidas e milhões em prejuízos materiais.

Os governantes aparecem para dizer que vão ajudar com liberação de FGTS, ou aluguel social. Por que não fizeram a fiscalização nos morros, que deveriam estar com sua mata nativa, ou drenos em caso de chuvas torrenciais, isso poderia ter sido evitado, principalmente as vidas perdidas.

Lamentavelmente nós só nos unimos pela dor, da perda de vidas, os governantes inspecionam e voltam para seus palácios e mansões, o povo fica ao deus-dará.

Que se faça o trabalho de drenagem, revitalizem os morros e encostas com arvores nativas, desassoreamento dos rios, com milhões de toneladas de lixo urbano, para que outras tragédias não façam tantas vítimas como essas de Petrópolis, na Bahia, em Goiás e em Minas Gerais.

Com tristeza pelos que perderam a vida e seus entes queridos que ainda estão debaixo dos escombros.

José Pedro Naisser

jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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SOLIDARIEDADE INVERTIDA

Bolsonaro se solidariza com um governo forte e cruel que ameaça uma nação menor e mais fraca, mas não diz uma palavra de conforto aos brasileiros que, de forma brutal, perderam parentes e amigos e tudo o que com sacrifício puderam construir durante a vida. Esse é o homem que nos governa. Que seja derrotado nas urnas em outubro!

Elisa Maria Pinto Cesar Andrade

elisampcandrade@gmail.com

São Paulo

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SAÚDE EM INDAIATUBA

 Escrevo para reclamar e tornar público o mau atendimento que, infelizmente, tenho recebido por parte da área de saúde da cidade de Indaiatuba (SP), onde resido há dez anos. Tenho 75 anos e, há mais de uma década, sofro com problemas de artrose nos dois joelhos, com desgaste nos ossos e a falta de meniscos, que provocam dores que me dificultam sobremaneira o sono e, inclusive, a locomoção. Como não tenho plano de saúde, há cerca de dez anos procurei médicos particulares que estimaram em mais de R$ 50 mil a colocação de duas próteses e demais procedimentos. Para tanto, eu teria de vender meu apartamento e, provavelmente, tornar-me morador de rua.

Como resido na Vila Brizola, recorri, então, ao posto de saúde do bairro da Vila Califórnia, que me encaminhou ao Hospital Dia, cujo médico, por sua vez, depois de muitas horas de espera, disse que me encaminharia para o Hospital da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já se passaram quase dois anos e, até agora, não há nenhuma perspectiva de que seja encaminhado. Sempre me dizem para passar depois de seis meses ou alegam que a pandemia de coronavírus (covid-19) tumultuou o atendimento. Por isso, sou obrigado a assumir despesas com sessões de fisioterapia. Parece que, para as autoridades médicas e para o serviço público de saúde, infelizmente, ao idoso só resta a espera pelo fim da vida. 

Sebastião Maurício Gomes Moraes

marilizadelto@uol.com.br

Indaiatuba



 

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