Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2022 | 03h00

Tragédia em Petrópolis

Falta de humanidade

Denúncia escabrosa e vergonhosa: faltam pás e botas de borracha para ofertar aos voluntários e colaboradores solidários da tragédia de Petrópolis (RJ). Verbas e mais verbas, durante anos a fio, foram remetidas para Petrópolis para prevenir a cidade de tragédias como a atual, mas, além de poucas providências terem sido tomadas, nem equipamentos necessários para salvar vidas foram adquiridos para emergências como a que a cidade enfrenta agora. Dezenas de brasileiros solidários desejavam e desejam trabalhar em favor de seus irmãos de Pátria, mas o poder público local se furta de oferecer as ferramentas necessárias. Falta de vergonha e ausência de humanidade. Não é muito bom que o mundo todo lamente a situação criticável e inusitada?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

A culpa é da chuva?

Quando chove torrencialmente, inundações ou o transbordamento de rios são inevitáveis. Há anos é sabido do problema de moradias irregulares em Petrópolis, mais de 20%. As pessoas constroem suas casas nos morros ou encostas porque a maioria não tem condições de comprar uma casa. E o poder público quase sempre é nulo nesta questão, pois os gestores são os responsáveis pela política pública de habitação, por construir casas para a população de mais baixa renda. E, agora, a culpa é da chuva?

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

*

Fiesp

Sob nova direção

O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o empresário Josué Gomes da Silva, ao menos em seu discurso de posse começa bem, como destacou o editorial do Estado de 19/2 (Reindustrialização com democracia, A3). Além de rejeitar o envolvimento partidário da entidade, ele defendeu ações para a reconstrução de uma indústria dinâmica e lembrou que a melhor solução para alavancar o nosso desenvolvimento passa pela aprovação de ampla reforma tributária. E fez dura crítica ao atual presidente, dizendo que Bolsonaro será lembrado nos livros de História por “seus ataques ao Congresso, ao Judiciário e à imprensa”. Espero que, no curso do seu mandato, ele mantenha a entidade longe da disputa eleitoral e sua determinação de ajudar a recuperar nosso parque industrial, hoje decadente.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

2022

Desafios da Educação

O texto assinado por Priscila Cruz e Olavo Nogueira Filho (O significado de 2022 para a Educação, Estado, 19/2, A4) aponta uma série de bons indicadores atingidos pela educação nos últimos 16 anos. Todavia, os articulistas reconhecem que avaliação realizada em âmbito internacional (Pisa) no ano de 2018 indicava que 50% dos estudantes com 15 anos de idade não atingiram o nível mínimo do rendimento considerado satisfatório. Quadro agravado pela pandemia de covid-19 e pela ausência de coordenação do Ministério da Educação. Nesse sentido, muitos são os desafios a serem enfrentados em 2022 e nos anos seguintes.

João Cardoso Palma Filho

jcpalmafilho@uol.com.br

São Paulo

*

Brasil mais justo

Excelente o editorial Reindustrialização com democracia (19/2, A3), sobre o que pensa o novo presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, que com certeza será um grande avanço para nosso parque fabril. E também merece destaque o artigo O significado de 2022 para a Educação (19/2, A4), muito oportuno neste ano do bicentenário da Independência do Brasil. Oxalá Josué, Priscila e Olavo sejam os novos baluartes de um Brasil mais responsável e justo.

Luis Norberto Pascoal

luisn@dpaschoal.com.br

São Paulo

*

Eleições 2022

Vulnerabilidade?

Nosso sistema eleitoral é inviolável. Mas o ministro Edson Fachin, o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconheceu preocupação com a possibilidade de ciberataques, principalmente os provindos da Rússia. Como compatibilizar ambas as afirmações? Ora, é simples: perante hackers brasileiros, nosso sistema eleitoral é inviolável. Mas se forem hackers russos... melhor nem comentar.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO CLUBE DE LUTA TOTALITÁRIA

Nova associação político-ideológica infesta o mundo. A extrema-direita de Donald Trump e Jair Bolsonaro, com Vladimir Putin, Viktor Orbán e o arredio Aleksandr Lukashenko, da Bielorrússia. São os “Ditadores do Século 21”, que corroem as instituições democráticas por dentro, aos poucos, como cupins, para manter as aparências de liberdade, com eleições fraudadas, se for necessário. Sua atuação se volta para mudar a educação do país, desestruturar os Tribunais Superiores, nomeando novos juízes, controlando as Forças Armadas e as polícias. Nacionalistas, reacionários e totalitários de direita. Trump é um tubarão capitalista; Bolsonaro é da direita militar; Orbán, ex-liberal nacionalista; Putin, ex-comunista e ex-espião da KGB; e o Lukashenko, um fascista nato, como todos os seus colegas.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

E AS PROVIDÊNCIAS?

O ministro Luís Barroso, do STF, afirmou com todas as letras que Jair Bolsonaro facilita a vida das milícias digitais, quando na verdade todos sabem que Bolsonaro e seus filhos, por meio do famoso gabinete do ódio, são a própria essência dessas milícias criminosas. Afinal, os brasileiros exigem severas providências para que ninguém alegue que houve crime de prevaricação do ministro, por ser leniente com a famiglia Bolsonaro. Na verdade, já basta o pizzaiolo Augusto Aras, conhecido como “espectador-geral” da República!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

REFORMAS

Sérgio Moro está certo: as únicas reformas de que Lula gosta são a do sítio em Atibaia e a do triplex no Guarujá!

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

*

DEMOCRACIA?

Se o procurador-geral da República, Augusto Aras, decide em desconformidade com a Constituição Federal e impunemente, e nada se pode fazer, então, com absoluta certeza, isto aqui não é uma democracia.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

FUTURO INCERTO

É impressionante o comportamento de fidelidade de Augusto Aras, ao presidente Jair Bolsonaro, pedindo ao STF que arquive o inquérito de investigação de seu mito, sobre o vazamento de informações sigilosas, por não ver crime na conduta do presidente. Não bastasse a conclusão do inquérito pela delegada Denisse Dias Rossi, que apontou crimes do presidente e que houve “atuação direta, voluntária e consciente” dele no crime de sigilo funcional, e que o vazamento dessas informações tinha como propósito alimentar o debate (ainda) sobre o voto impresso, que fora rejeitado definitivamente na Câmara. Acorda Aras! É prematuro bajular, para colher os frutos futuros, que provavelmente não ocorrerão pela reeleição.

Mercedes P. Cuencas Dias

mercedesadv@hotmail.com

São Paulo

*

DIGA-ME COM QUEM ANDAS...

A oito meses da eleição presidencial, sob a gravíssima ameaça da reeleição de Lula ou de Bolsonaro, segundo apontam as pesquisas de intenção de voto, cabe citar o velho dito “diga-me com quem andas e te direi quem és”. Enquanto Lula flertava com os ditadores esquerdistas Fidel Castro (Cuba),Hugo Chávez (Venezuela) e Daniel Ortega (Nicarágua), Bolsonaro se irmana com Donald Trump (EUA),Vladimir Putin (Rússia) e Viktor Orbán (Hungria).Pobre Brasil.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

CONTRADIÇÕES

Nunca, como agora, a palavra democracia foi usada tão em vão. A ela se opõe, segundo muitos de seus supostos praticantes, quem se atreve a contrariar o sentido do “stream” geral, e transgridem-na os que ousam refletir e manifestar-se sobre a qualidade das ordens que devem ser cegamente cumpridas pela dócil manada. Paradoxalmente, no Brasil, o conceito é usado, por partes interessadas, como escudo para atos flagrantemente antidemocráticos. Há, por exemplo, alguma manobra mais constrangedora e, portanto, mais antidemocrática, que a articulada pelo órgão máximo do Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo cumprimento da Constituição, no sentido de materializar o bloco de artificialidades jurídicas empregado pelos seus togados para esfumaçar os crimes de um dos maiores corruptos da História do Brasil, Lula da Silva, condenado por vários tribunais, e pulverizar a Operação Lava Jato no âmbito da qual os seus delitos foram revelados, além de habilitá-lo à candidatura à Presidência? Pois bem, um dos principais artífices de tal afronta à sociedade, o ministro Edson Fachin, próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acaba de declarar: “Apesar do populismo autoritário, a democracia vai triunfar em 2022”. Embora tenha Winston Churchill certa vez declarado ser a democracia o pior dos regimes, com exceção dos demais, no Brasil, pode-se afirmar que ela é o melhor dos regimes para uma certa elite suspeita que finge protegê-la. Contradições.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

KASSAB

Gilberto Kassab, tido como oráculo da política, agora só está implodindo duas lideranças que poderiam ter futuro, Eduardo Leite e Rodrigo Pacheco. Creio que, como ele próprio não se elegeria para nada, vai se dedicar a destruir talentos.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

UM CRIME SEM PERDÃO

Lula será considerado o pior dos brasileiros e o PT, uma excrescência política. Comandado por Lula, o PT cometeu o maior crime que se possa cometer, roubou a própria Nação, um crime sem perdão!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

*

CARTA PARA EDUARDO LEITE

O senhor participou da eleição prévia para ser o candidato oficial do partido PSDB para a Presidência do Brasil, não conseguiu convencer os seus colegas de partido e perdeu. Toda eleição tem uma pessoa vitoriosa e outra perdedora. Porém o senhor parece não conseguir “engolir” a derrota e os jornais e a televisão mostram os seus passos típicos de um “mau perdedor”, que procura “possibilidades” em outros partidos políticos, como um rato perdido. E por que acha que tem potencial para ser o próximo presidente do País, se não conseguiu nem convencer os políticos do mesmo partido? Por que não fica no PSDB e participa ativamente da campanha do seu partido? Assim, tem a oportunidade de mostrar que pode trabalhar pelos interesses coletivos, e não pelos seus interesses individuais, o que é muito importante, pois estão faltando princípios e ética nos políticos brasileiros. Do contrário, se realmente se sente injustiçado dentro do PSDB, forme um novo partido político, com base na mesma ideologia e seus princípios fundamentais, pensando nos brasileiros e no País. Assim, na próxima eleição o senhor poderá receber o apoio recompensado de todos (inclusive do candidato oficial de hoje).

Tomomasa Yano

tyanosan@gmail.com

Campinas

*

ROBERTO JEFFERSON

É mais do que acertada a decisão do STF de fazer Roberto Jefferson,

réu pelos crimes de incitação ao crime, calúnia e homofobia, que seja

exemplarmente condenado.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

DRAMA DAS CHUVAS REQUER PROGRAMA NACIONAL DE RECUPERAÇÃO

O que temos visto na competente cobertura jornalística da tragédia de Petrópolis é o mais gritante libelo sobre a incapacidade e irresponsabilidade de governantes e autoridades de todos os níveis. Há 11 anos, no impacto dos 918 mortos pela chuva na região serrana do Rio de Janeiro, atingidos por deslizamentos de encostas, enchentes e outras anormalidades, o Ministério do Desenvolvimento Regional destinou R$ 60,2 milhões para serviços de prevenção de novas tragédias, mas só R$ 41,4 milhões chegaram à região. Na esfera estadual, aplicou-se menos de um terço dos R$ 500 milhões de verbas prometidas para erguer moradias, conter encostas e limpar o leito dos rios (Estadão 18/02 – A15 a 17). Quem é o culpado? Com certeza, todos os administradores públicos envolvidos, uns por não cumprir o prometido e outros por não cobrar a execução dos cronogramas anunciados sobre os cadáveres das vítimas. O resultado: mais de 140 mortos e um número incerto de desaparecidos e desabrigados. O quadro de Petrópolis é recorrente em todo o País. Todas as localidades (grandes, médias e pequenas) têm áreas ocupadas irregularmente, muitas delas potencializando riscos. Mas pouco ou nada se faz, a não ser nas horas de vítimas a lamentar. Mesmo assim, depois, tudo é esquecido até a próxima tragédia. A situação sugere a implementação de um programa nacional tripartite – governos federal, estadual e municipal – para identificar e resolver os problemas. Tem de ser uma operação continuada e multitarefa, envolvendo técnicos ambientais, urbanistas, assistentes sociais, Ministério Público e outros. É preciso desocupar os locais críticos e garantir que não haja a reocupação. Convencer o morador a aceitar remoção para áreas seguras e cuidar para que lá ele encontre ocupação e renda. E remover, mesmo que empregando a forças do Estado, os que insistirem em ficar. Países desenvolvidos já solucionaram o problema das cheias e das áreas vulneráveis, mas foram firmes ao agir. É o que nos tem faltado.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@gmail.com

São Paulo

*

VACINAÇÃO

Não vacinar uma criança e não protegê-la de uma doença grave não representa uma atitude irresponsável ou um desleixo. É um crime, um crime doloso.

A liberdade individual é respeitada quando não se transforma em estupidez!

José Paulo Cipullo

j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

*

RÚSSIA X UCRÂNIA

O alvo será a capital da Ucrânia, Kiev, com população de quase 3 milhões de pessoas. O conflito é o não cumprimento de um acordo, e o desentendimento é entre os presidentes dos dois Países, os quais, se a guerra acontecer, estarão seguros dentro de seus palácios presidenciais, de seus bunker. Mas o prejudicado e atingido pelos bombardeios será o povo, pessoas inocentes que não têm nada a ver com o assunto, e nem podem decidir por nada. Resumindo: quem vai sofrer, ficar sem teto, ou morrer será o Zé Povinho! É pra isso que serve ou servirá essa guerra?

Arcangelo Sforcin Filho

Despachante2021@gmail.com

São Paulo

*

O DESESPERO DO IMPÉRIO

 “A Rússia vai invadir a Ucrânia”, esse o mote estratégico da geopolítica dos EUA, ditada pelo Pentágono, sob um foco poderoso do arsenal midiático. Visa a impedir a independência energética da Europa, especialmente da Alemanha (gasoduto). Houve dois outros momentos, pelo menos, em que o mundo assistiu a esse pânico provocado pelos EUA, para não perder o controle unipolar da energia: na queda das Torres Gêmeas (a ameaça era o terror) e na invasão do Iraque (a ameaça era possuir armas de destruição em massa). Duas farsas. Existe o pavor dos EUA com seu inevitável declínio e a nova ordem multipolar mundial. Há riscos, principalmente numa era nuclear. Os próximos dias serão de provocação dos EUA à Rússia para uso militar e justificar medidas punitivas e bloqueios econômicos sob sua égide.

Antonio Negrão de Sá

negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

3.ª GUERRA?

Será que depois de 83 anos a Rússia vai repetir o nazismo que ajudou a derrotar e vai invadir a Ucrânia e provocar uma nova Guerra Mundial? Putin será o novo Hitler? No Brasil o integralismo que apoiou a Alemanha será representado por Bolsonaro? Ou ele fará com Biden uma nova política de boa vizinhança? Difícil, não?

Adriles Ulhoa Filho

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

*

FALTA DE SEGURANÇA EM SÃO PAULO

Todos os dias recebemos notícias de assaltos, não só pelos jornais, mas também de nossos vizinhos ou amigos. Ataques eletrônicos que a polícia diz que não consegue resolver. Ataques físicos derrubando pessoas na rua para roubar o celular, tiros nas entradas das escolas, carros sendo fechados no trânsito por bandidos armados. Parece que os bandidos perceberam que a polícia não existe mais ou que não se interessa. É a decadência de nosso país que já se manifestou na saúde com mais de 600 óbitos na pandemia; da cultura que bloqueia tudo o que se tenta fazer; na corrupção que age como se o Código Penal tenha sido revogado; um presidente ridículo que pretende ir ao segundo turno contra um ex-presidente condenado por corrupção por três níveis do Judiciário e que só está livre por um erro processual, mas que não o reconheceu como honesto. Coitada de minha neta, que País horrível que lhe estou legando!

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

*

JOGOS DE INVERNO

Os brasileiros merecem saber como é gasto o dinheiro de seus impostos: que tal publicar no Caderno de Esportes uma tabela com os resultados (pífios!) alcançados por nossas/os atletas nos Jogos de Inverno? E quanto custou a “brincadeira”?

Werner Schultze

mschultze@osite.com.br

São Paulo

*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.