Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2022 | 03h00

Tensão na Ucrânia

Rússia não vai atacar

Putin não vai decidir atacar a Ucrânia. Ele foi intimado pelo Parlamento russo a reconhecer as Repúblicas separatistas da região de Donbass, um território dentro da Ucrânia com maioria absoluta de população russa. Essa população vive naquela região há muito tempo. O Parlamento russo age em favor dos cidadãos russos desta região. E Putin tem de fazer o que o Parlamento determina. Assim, ele mandou o poderoso exército russo estacionar naquela fronteira com de 180 a 200 mil soldados e equipamentos militares. Não para invadir a Ucrânia, mas para dar apoio e proteção aos rebeldes que farão a guerra deles contra o exército ucraniano, garantindo que o Ocidente e a Otan não interfiram. A Federação Russa anexou a Crimeia em 2014, que também tem os russos como maioria da população. Se os separatistas da região de Donbass conseguirem a vitória contra os ucranianos, eles vão querer também passar a fazer parte da Federação Russa, e a Ucrânia perderá mais uma boa parte de seu território para a Rússia.

José Francisco Scafoglio Mader

josemader@yahoo.com.br

Ourinhos

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O medo e a guerra

Excelentes os artigos de Lourival Sant’Anna publicados neste jornal. Sempre os leio. Porém, para o jornalista, a Otan e seus mísseis instalados na fronteira com a Rússia são apenas “defensivos”. Os russos, entretanto, não pensam assim, escolados que estão de tais ações ditas “defensivas” ao longo da História. Em 1605 os poloneses entraram em Moscou; idem para Napoleão em 1812; Carlos XII, da Suécia, em 1708; e os alemães, em 1914 e 1941, quase chegaram lá. Fosse eu russo, também estaria com medo. E o medo já foi pai e mãe de muitas guerras. Resta saber o que fariam os EUA se uma organização militar de países latino-americanos, comandados por uma potência longínqua – a Rússia ou a China, por exemplo –, instalasse mísseis “defensivos” na sua fronteira com o México.

José Jairo Martins

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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Que o céu nos proteja?

A recente viagem de Bolsonaro à Rússia é uma das pérolas da coroa, completamente na contramão da posição das nações ocidentais, com as quais historicamente sempre estávamos alinhados. Declarou-se solidário à Rússia por quê? E o que justificaria, ainda, uma parada na casa de Viktor Orbán, outra personagem muito malvista, por sua atitude autoritária e antidemocrática? Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro não tem nenhuma identificação com os temas históricos da agenda nacional. Administra o Brasil como se fosse a cozinha da casa dele, ou seja, come-se o que a família saboreia. Na sua visão estreita e limitada do nosso futuro, vê apenas um tema, o da sua reeleição. Completamente blindado – a decisão recente de Augusto Aras em arquivar dois importantes inquéritos que implicavam o presidente só confirmam essa blindagem –, consegue tomar seguidas decisões que atendem primariamente aos seus interesses pessoais. A imprensa estrebucha, o STF se opõe às medidas do Executivo, mas o Congresso se cala. Será que todos os seus membros foram comprados? E esta é uma questão suprapartidária, não permite vista grossa. Apenas temos de dizer que o céu nos proteja?

Wulf Dittmar

wulf@terra.com.br

São Paulo

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Segurança pública

Câmeras em ação policial

Finalmente, a adoção de câmeras acopladas à farda do policial – que já ocorre há anos em São Paulo, Santa Catarina e Rondônia, instala-se no Acre e em Sergipe, passa por testes em nove Estados e tem estudos em outros 11 – vai ganhar diretriz nacional (Estadão, 21/2, A18 e A19). O Conselho Nacional dos Secretários da Segurança Pública finaliza a minuta do procedimento-padrão sobre o uso do equipamento. Ao contrário do que pregam os críticos da polícia, a câmera no corpo não tem por objetivo vigiar o agente e impedi-lo de cometer excessos. O equipamento serve tanto para mostrar que o policial agiu dentro dos padrões, sem extrapolar, como para desencorajar o bandido, por saber que está sendo filmado. Monitorado, o sistema dá segurança ao policial e permite, por exemplo, que sua coordenação envie reforços quando necessário. As imagens arquivadas são testemunhas do acontecido, livrando todos os envolvidos de mentiras, armações e procedimentos que possam dificultar a apuração.

Dirceu Cardoso Gonçalves,

dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

 São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O CENTRÃO E SEU TRIUNFO

O editorial do Estadão O triunfo definitivo do Centrão (A3, 21/2), a meu ver, aborda o maior problema que nos afeta e que a imensa maioria da população desconhece. Aqueles que na sua luta diária pela sobrevivência não têm condição de acompanhar a política do País, independentemente do seu grau de instrução e interesse sobre o assunto. Eis a maior arma com que contam os políticos dos partidos que compõem o Centrão. Formado durante a Constituinte de 1988, pela união dos partidos menores, formando a maioria que influi, e muito, nos destinos do País, seja quem for o presidente. Atingiu a supremacia na atual legislatura, ao eleger um velho membro do grupo, Bolsonaro, como presidente da República. Assim, o líder do Centrão, Arthur Lira, assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, sob as bênçãos do presidente, adquirindo uma importância, que lhe permitiu afirmar agora que “O próximo chefe do Executivo terá de se submeter ao Congresso”. Cumpre ainda destacar no editorial a irônica observação sobre o País contar com o espírito público de Lira, para a estabilidade da nossa economia. Como a cereja do bolo, avisou que, independente do presidente que for eleito, terá que se entender com o futuro Congresso. Se esse permanecer de centro-direita, “nossa vontade é não retroagir nos avanços que a gente já teve”. Separando bilhões do Orçamento do País, para as vultosas verbas políticas? Aprovando PECs de calote, aumentando a verba de que os políticos se apropriam, digamos, para espertezas eleitoreiras? Uma espécie de butim político. Caberá à imprensa divulgar mais, quais são os partidos que compõem o Centrão, para que os eleitores saibam ao certo quais realmente são os interesses dos candidatos.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO

Arthur Lira está muito longe de ser um líder democrático e de massas e sua ação na Câmara dos Deputados é puramente fisiológica. No entanto, o que o editorial O triunfo definitivo do Centrão (21/2, A3) deixa claro é que esse poder de comando do Parlamento permanecerá à revelia de ainda vivermos sob um regime presidencialista – presidente fraco, incapaz e criminoso, mas ainda presidente. Devemos nos lembrar que o constituinte de 1988 elaborou uma Carta Magna com todas as características e estruturas de um regime parlamentarista, mas, no último momento, deixou para a população decidir no plebiscito. O problema é que, refutado o parlamentarismo nas urnas, não foi reescrita a Constituição e criou-se o presidencialismo de coalizão. E as emendas à Carta foram cada vez mais reforçando essa natureza, ao invés de corrigi-la e adaptá-la ao que o povo decidiu.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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JAIR VIVE DO LADO OPOSTO

Definitivamente, esse insensato Jair Bolsonaro, sem cumplicidade com a boa diplomacia, está longe da tradição no nosso Itamaraty. Como ficou evidente nesta sua inoportuna e desastrosa viagem à Rússia, na qual externou sua solidariedade a esse autoritário Vladimir Putin, que, com seus quase 200 mil soldados já postados na fronteira, ameaça invadir a Ucrânia.  Posição essa horrível para imagem do Brasil. Que mereceu resposta da porta-voz da Casa Branca, Jean Psaki, que, “EUA afirmam que o Brasil está do lado oposto da comunidade global”.   Assim como Bolsonaro, idolatra de ditadores e torturadores, está do lado oposto da proteção ao meio ambiente, da educação, etc. E, desumano que é, infelizmente, também, contra a ciência nesta pandemia que já matou no País quase 650 mil brasileiros. Soberbo que é, não respeita as nossas instituições, vive mentindo e, oposto ao dialogo republicano, ofende opositores, jornalistas e odeia a imprensa... 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SOLUÇÃO PARA A AMAZÔNIA

A melhor e mais próxima saída para Amazônia é a derrota de Bolsonaro

nas próximas eleições.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DÚVIDA EXISTENCIAL DE AUGUSTO ARAS: PGR OU AGU?

Alguém poderia lembrar o sr. Augusto Aras que a missão da Procuradoria-Geral da República (PGR) é defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais. A defesa do governo é feita pela AGU, a Advocacia-Geral da União.

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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AQUI QUASE TUDO SE REVERTE EM CORRUPÇÃO!

De tempos em tempos surgem no Brasil ideias formuladas aqui ou no exterior, quase sempre experiências bem-sucedidas lá fora e que em nosso país sucumbem diante da corrupção ou incapacidade dos nossos homens públicos.

Terceirização, reengenharia, parceria público-privada são alguns exemplos que sempre esbarram na corrupção ou plena incapacidade dos nossos políticos.

Recentemente começamos a ouvir falar das Organizações Sociais – OSs, em especial usadas na administração de unidades de saúde pública, como pronto-socorro, hospitais municipais ou estaduais, unidades de pronto atendimento, etc.

Entretanto, já são muitas as denúncias de corrupção, desvios de verbas, entre outros ilícitos. Dando origem inclusive à Operação Raio X da PF. São muitos os envolvidos, imensa fortuna desviada e raros envolvidos na cadeia.    

Rafael Moia Filho

moiaf@uol.com.br

Bauru

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INTERFERÊNCIA NAS ELEIÇÕES

Pela insistência em ir à Rússia, não há dúvida de que Jair Bolsonaro foi pedir a Vladimir Putin, que interfira nas próximas eleições brasileiras, da mesma maneira em que interferiu nas eleições americanas, alijando a vantagem de intenções de votos de Hillary Clinton e ajudando na vitória do negacionista Donald Trump, com milhões de disparos das já conhecidas fake news. Nada mais diferente poderia partir de Jair Bolsonaro que, juntamente com seu filho Carlos, comanda o gabinete do ódio com essa "técnica dolosa". Isso é que é um pedido desesperado de socorro para interferência nas próximas eleições do País!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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HAJA GAVETA

Na sua petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o “engavetador-geral da República” Augusto Aras pediu o arquivamento do inquérito que investiga o presidente Jair Bolsonaro por suspeita de prevaricação no caso Covaxin. Deixamos de lado o fato que a referida vacina não foi aprovada pela Anvisa, e que iria custar mais que as outras adquiridas pelo Brasil. Os fatos são que o capitão foi alertado pelos irmãos Miranda e não fez nada, e que consta como crime no inciso V do artigo 85 do Capítulo II da Constituição Federal sobre responsabilidade do presidente da República “trabalhar contra a probidade administrativa”. Esta última é definida como “procedimento honesto dos funcionários que integram ou realizam a gestão de repartições públicas”. Na hora de votar, os brasileiros devem lembrar destas decisões esdrúxulas, para que o próximo presidente não indique outro engavetador para a PGR, ou dois ministros terrivelmente “qualquer coisa” para o STF!

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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AUGUSTO ARAS

Com efeito, é de uma ingenuidade acachapante e infantil esperar que Augusto Aras tome alguma atitude que contrarie os interesses do presidente Bolsonaro, seu padrinho na indicação para o importante cargo de procurador-geral da República. Diante de qualquer decisão a respeito de seu credor, ele é, antes de tudo, o procurador-geral da famiglia Bolsonaro. Pobre Brasil.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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CAPACHO

Que ninguém se atreva, dentro do governo Bolsonaro, tentar atrapalhar a escalada de subserviência do procurador-geral da República, Augusto Aras. Colocou as unhas de fora e gostou de lambuzar-se em puxa-saquismo. Age como esmerado capacho de Bolsonaro. Jogou suas fichas na reeleição do atual presidente. Assim, espera ser premiado com a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Senadores têm parcela de culpa, aprovando Aras na sabatina pela recondução na Procuradoria –Geral da República. Ocasião em que Aras se fantasiou de bom samaritano. Enganou a todos.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE

A televisão mostra com certa frequência um documentário antigo sobre os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1º de fevereiro de 1987 com a missão de redigir a  Constituição da chamada Nova República, iniciada em 1985. O filme mostra declarações de vários parlamentares da época envolvidos com os trabalhos presididos por Ulysses Guimarães. Chama a atenção a afirmação de quase todos atestando a ação de grupos representativos como, por exemplo, sindicatos e associações de classe, que então marcavam presença quase que diária nos bastidores e plenários do Congresso a fim de acompanhar os trabalhos e, naturalmente, exercer pressão para a introdução de dispositivos que favorecessem o segmento em nome do qual agiam. É  claro que a influência popular é fundamental para a elaboração de qualquer Carta Magna, pois, afinal, ela é o instrumento balizador da vida da população. A história recentíssima demonstra, no entanto, que tais iniciativas de participação, muitas vezes estimuladas pelos próprios membros da Assembleia, não foram por eles convenientemente filtradas no sentido de elaborar um documento que atendesse aos anseios da sociedade brasileira e não às reivindicações de grupos específicos, característica que se destaca em várias partes do texto final. O resultado é o que se vê hoje: uma Constituição fragmentada, desnecessariamente  detalhista, modificada por mais de 100 emendas desde a promulgação, precisando ainda de muitas outras.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmial.com

Rio de Janeiro

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UM ININPUTÁVEL NO PODER

Gostaria que o ex-presidente FHC e outros expoentes da vida pública fizessem um desenho explicando como será um eventual governo com um presidente da República inimputável. Gostaria de saber a opinião do jurista Miguel Reale Jr., dos ministros do STF, enfim, gostaria de saber como o Brasil vai lidar com o pesadelo jurídico de ter um inimputável governando o País. Desde já agradeço a atenção de todos.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ANS: DIFÍCIL COMUNICAÇÃO COM O CONSUMIDOR

Os problemas causados à população brasileira pela ANS são muito piores do que a falta de diretores efetivos, nomeados ilegalmente por substitutos que se perenizam nos cargos.  Há cerca de dois anos, a operadora Prevent Senior se negou a reembolsar um exame urgente de ressonância magnética de minha esposa contando com a cumplicidade da ANS, ao que tudo indica. As operadoras têm espaço ilimitado para se comunicar com a ANS, enquanto os pacientes têm (pelo menos era assim quando tentamos inutilmente explicar nossa situação) apenas o direito de escrever poucas linhas no sistema tornando impossível a reclamação. Tentamos explicar utilizando mais de uma postagem, mas a ANS simplesmente indeferiu o pleito sem dele tomar conhecimento. É um órgão deletério, cuja existência não contribui para nada, como ficou comprovado com os casos de assassinato de pacientes em hospitais da Prevent  durante a pandemia de covid-19.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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A TRAGÉDIA E O VOTO

Parte dos nossos políticos é tão ligeira que com certeza vai usar a tragédia de Petrópolis (RJ) como trampolim para fazer suas  campanhas políticas. Simples assim!

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do sul (PR)

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CHUVA EM PETRÓPOLIS

É pertinente preocupar-se com técnicas de previsão de eventos climáticos extremos, como a chuva de  260 mm que arrasou Petrópolis na semana passada, como bem exposto na matéria Chuva em Petrópolis e crise climática desafiam técnicas de prever o tempo (Estado, 21/02, A12). Afinal, tais previsões permitem a antecipação de alertas, que evitam perdas de vidas. Todavia, é sabido que são as obras de engenharia para a contenção do aguaceiro que realmente funcionam, e essas obras necessárias são esquecidas pelo poder público logo que o clamor popular diminui tempos depois. Esse abandono é realmente o crime de responsabilidade cometido pelo poder público. Está na hora de punir com severidade tais crimes.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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OTAN, PUTIN E A UCRÂNIA

Você já se perguntou o que faz o governo de Putin tratar a Ucrânia e a Otan, liderada principalmente pelos EUA e pela França, de forma tão diferente?

Enquanto os países líderes da Otan, especialmente os EUA e a França, são detentores de ogivas nucleares para mísseis de longo alcance e estão aptos a atingir todo o continente Russo, a Ucrânia, possui o gás e o petróleo, não possui armas atômicas e já não sabe mais o que fazer para desgarrar-se de Putin. Este tem centenas de ogivas nucleares, inclusive a bomba de hidrogênio, prontas para serem lançadas em qualquer parte da Ucrânia, em qualquer país europeu e podem, inclusive, alcançar qualquer localidade dos EUA.

Aliás, o momento é propício para o Brasil ensaiar, aprender e praticar, do mesmo modo que o governo de Putin, essa política de pequenas diferenças.

E, dessa forma, repensar o seu posicionamento para a América Latina e para o mundo; mudar e assumir um discurso do tamanho de sua grandeza e, sobretudo, incentivar, defender e investir com urgência urgentíssima em pesquisas que ajudem a dominar por completo a tecnologia do átomo, por consequência, fabricar imediatamente a bomba atômica, em seguida a bomba de hidrogênio.

Nesse sentido, será dado o primeiro grande passo para a transformação real, justa e necessária do país num Brasil grande, soberano, livre e detentor de tecnologia nuclear para garantir de fato a paz atômica. EUA, França e Rússia possuem armas atômicas e disputam influência na Ucrânia, que não possui artefatos nucleares, entretanto, nenhum desses países é “louco” o suficiente para dar o primeiro tiro. Continuam usando a Ucrânia como massa de manobra de seus próprios interesses ideológicos e econômicos. 

Dessa forma, a posse de artefatos nucleares colocará o Brasil no rol dos países que não podem simplesmente ser invadidos, atacados ou agredidos.

Ou seja, a posse e o domínio de artefatos nucleares são a garantia segura e concreta da soberania e da liberdade de toda uma nação, e de quebra funciona como medida eficaz, dissuasora, defensiva e mediadora de conflitos internacionais dominados por países imperialistas, nos quais as pequenas diferenças, como possuir uma bomba nuclear, acabam ditando o rumo das coisas, de forma a celebrar a paz entre os povos e definitivamente permitir o equilíbrio de forças entre as nações.

Destarte os ensinamentos de Sun Tzu, no livro A arte da Guerra, são mais atuais do que nunca, ou seja: “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Acorde Brasil! A pátria amada é o Brasil grande!

Antonio Sergio Neves de Azevedo

antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

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UCRÂNIA NEUTRA: UMA SUÍÇA ESLAVA

 A Ucrânia deveria reivindicar o “status” de República Neutra. Metade da Ucrânia, ao leste, fala russo, é agrícola e pastoril. A metade oeste, é mais urbana, fala ucraniano, é industrial e comercial e bem mais ocidentalizada. Uma decisão destas poderá irritar o lado russo, mas poderia garantir uma paz mais duradoura. A alternativa seria a subdivisão em dois países, o que é mais complicado e complexo. Ser invadida parece ser uma triste fatalidade histórica que precisa encontrar uma solução baseada no bom senso. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SHAME ON YOU

“É maravilhoso sentir a grandeza do Canadá em estado bruto” – Emily Carr. Trudeau pôs a polícia canadense agredindo cidadãos que protestam pacificamente contra suas políticas. Reprimir a oposição pareceu a ele mais fácil do que tentar negociar com a sociedade. E os populares apanham com gritos de “Shame on you” / “Você deveria ter vergonha”. São cidadãos trabalhadores, cumpridores das leis, na imensa maioria vacinados e são os mais cordatos do mundo. Só saíram à rua para defender os direitos do cidadão canadense que consideram estarem sendo desrespeitados. Imaginam que os policiais que os reprimem se sentirão culpados pela decepção e vergonha que todos estão sentindo pelo seu país ­– o Canadá, antigo exemplo de como as coisas deveriam ser. Sinceramente, tenho uma coisa a dizer para estes policiais: se vocês estivessem em outro lugar, em Cuba ou na Venezuela, vá lá. Mas agir assim no Canadá: “Shame on you”.

Jorge A. Nurkin

jorgenurkin@gmail.com

São Paulo


 


 

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