Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 03h00

Invasão da Ucrânia

O início da guerra

Começou a invasão russa da Ucrânia. Acordar e ler uma notícia como esta me parece inacreditável. Depois de tudo o que li sobre guerras, meu pensamento vai direto para os civis que sofrerão as consequências diretamente. Vladimir Putin, um louco sem limites no poder, com sede de imperador da era cibernética, terá adversários à altura? Como escreveu o historiador Moses Finley, “na natureza humana, que é uma constante, a reincidência é o padrão”.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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Sanções e bravatas

A História mostra que nações não replicam o comportamento de pessoas. No caso atual, da invasão da Ucrânia, não serão as anunciadas sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados que demoverão a Rússia de realizar o que for preciso para atingir seus objetivos, nem a represália configurada por medidas desta última de natureza semelhante funcionará como instrumento de revisão das exigências da Otan, que também tem suas metas de defesa estratégica. Tais providências não farão com que os oponentes se sintam intimidados, envergonhados ou causadores de desfechos nefastos perante o resto do mundo. Países não precisam manter a palavra, não têm sentimentos nem vergonha. Têm, primordialmente, interesses dos quais dificilmente arredam pé. Que se resolva a questão da Ucrânia não com bravatas midiáticas, mas com diplomacia inteligente, a ser desenvolvida por uma espécie de toma lá dá cá internacional, em que todos os participantes ao menos percam pouco.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Insanidade

O presidente russo é o melhor exemplo do que pode acontecer quando um país é dirigido por tiranos radicais. Um surto de insanidade como este pode desencadear uma hecatombe mundial, sem precedentes. Espero que outros dirigentes da Rússia consigam detê-lo. A Ucrânia é apenas motivo político para Putin aumentar seu prestígio com a população russa.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Fraqueza na Casa Branca

Putin samba sobre a soberania da Ucrânia, velado pelo manto do dinheiro chinês e turbinado pela máquina de guerra soviética. Posa de poderoso pois sabe que na Casa Branca reside um fraco. O mesmo fraco que fugiu do Taleban e abandonou o povo do Afeganistão. Joe Biden, agora, fecha os olhos para os ucranianos.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

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Porto Feliz

Ucranianos no Brasil

Toda solidariedade à Ucrânia, em especial aos imigrantes e descendentes radicados em nosso país, considerada a maior comunidade ucraniana da América Latina, boa parte deles vivendo no Estado do Paraná. E nós, brasileiros, ficamos na expectativa de um posicionamento contundente do presidente Jair Bolsonaro – que recentemente visitou a Rússia – pelo restabelecimento da paz na região.

Geraldo Tadeu Santos Almeida

gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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De que lado estamos?

Os brasileiros aguardavam com preocupação, ainda na tarde de ontem, declarações oficiais do presidente Jair Bolsonaro dando sua posição quanto ao ataque à Ucrânia desencadeado por Putin. O que se espera é que sejam inequívocas e mostrem total repulsa à agressão armada dos russos. O Brasil deve declarar, sem sombra de dúvida, de que lado está no cenário internacional. Não seria mais aceitável apoiar um país agressor, governado, pode-se afirmar, por um ditador.

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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Passeio caro

Em 24 de fevereiro de 2022, Jair Bolsonaro perdeu a possibilidade de ganhar o sonhado Nobel da Paz e confirmou que sua viagem à Rússia foi um passeio muito caro para tirar algumas fotos com um líder dominador.

Carlos Gaspar

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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‘Fake news’

O que Bolsonaro e Putin falam não se escreve (“é uma gripezinha” e “não há intenção de invadir a Ucrânia”). São cúmplices tanto em criar fake news como eles mesmos são as próprias fake news. Se ambos dizem que são cristãos se parecem com dois que também se juntaram por causa dEle: Pilatos e Herodes.

Luis Tadeu Dix

tadix@terra.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MENTIROSO COERENTE

Que Putin é um ditador mentiroso (todos os ditadores são mentirosos) e a Ucrânia será definitivamente anexada à Rússia não resta a menor dúvida. A bola está agora com o Ocidente: qual será a próxima anexação de Putin? Qual será o limite para que Biden e as grandes potências europeias comecem a agir? E as tais “sanções severas”, foram um blefe? Por enquanto, quem cumpriu com a palavra foi o mentiroso Putin. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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RÚSSIA X UCRÂNIA

Em 2014, como repúdio à criminosa invasão da Crimeia pela Rússia, os EUA e alguns países europeus decretaram sanções econômicas de peso que abalaram o sistema financeiro russo. No entanto, o país não deu nenhum passo atrás e tudo ficou por isso mesmo. Sete anos depois, em repúdio à invasão da Ucrânia pelo exército russo, os EUA e países europeus novamente decretam severas sanções econômicas. Como a Rússia é o maior produtor mundial de gás e o segundo maior de petróleo, Vladimir Putin tem nas mãos as torneiras que podem abalar o mercado mundial, especialmente o europeu. No ar, a nova guerra fria entre os aliados EUA e Otan versus Rússia e China põe o mundo de sobressalto diante do que pode ocorrer entre as maiores superpotências econômicas e nucleares do planeta. Oremos.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA

O que gestou o nazismo nos anos 30 do século passado foi o ressentimento da Alemanha pela humilhação após a derrota na 1ª Guerra Mundial. Hitler rasgou o Tratado de Versalhes antes de se tornar chanceler do Reich e impôs às potencias da época sucessivas afrontas, como tomar os Sudetos da Checoslováquia, vide Ucrânia, por ter população alemã. Putin, ao ver antigas repúblicas soviéticas em sua fronteira tornarem-se protetorados da Otan, repete Hitler. Confrontado, o Ocidente comporta-se como nos anos 30.

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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IMORALIDADE

O governo chinês se manifestou criticando as sanções econômicas americanas contra a Rússia, chamando-as de imorais. A China invadiu e anexou o Tibet; pratica o genocídio cultural contra a minoria étnica muçulmana Uigur; impôs a Lei de Segurança Nacional contra Hong Kong, desrespeitando acordo com o Reino Unido; tenta anexar a “província rebelde” de Taiwan; disputa a posse de ilhas com o Japão e Coreia do Sul e território com a Índia; e se calou sobre a invasão russa na Crimeia e no leste da Ucrânia. A questão é descobrir quem é mais imoral.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DÓI MAIS EM MIM DO QUE EM VOCÊ

Quando o pai dá umas palmadas no traseiro de seu filho, dói mais em sua mão que no menino. Do mesmo modo, uma Europa dependente energeticamente da Rússia, se aplicar sanções contra Moscou, doerá mais nela que em Putin. E isso jogará o preço dos combustíveis para cima, acelerando o já acelerado processo inflacionário. E aí, não há como segurar o aumento dos juros. E o estrago que isso pode fazer é muito maior do que o simples aumento de custos. Putin sabe disso perfeitamente. Biden não sabia quando, ao assumir o poder, jogou a independência energética dos EUA pela janela. Mas, se antes não sabia, bem em breve vai aprender. Chegou a hora de pagar a sua parte nesta conta. Afinal, como diziam os professores de história e de geografia: dependentes energéticos com inflação e dívida elevadas não aplicam sanções contra ninguém. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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SEMELHANÇAS ENTRE BOLSONARO E PUTIN

O que todos previam e temiam aconteceu: Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, depois de longa e minuciosa preparação, cidades estão sendo bombardeadas. Apesar de todos os avisos, o mundo assiste, estarrecido, a uma guerra total na Europa. No Brasil, o que todos preveem e temem também vai acontecer: o presidente da República dará um golpe de Estado. Bolsonaro nem foi à cerimônia de posse no TSE, instituição que ele despreza solenemente, o resultado das eleições nem será divulgado, será jogado no lixo. Bolsonaro vai se proclamar presidente da República, alegando fraudes nas urnas eletrônicas e outras sandices que ele segue repetindo há anos. Bolsonaro, como Putin, irá contar uma historinha para justificar o injustificável. É inacreditável que o Brasil não seja capaz de mover uma palha para acabar com a palhaçada golpista do pior presidente da República que o País já teve. A bancada da corrupção, dona do Congresso, vai se arrepender amargamente de sustentar Bolsonaro no cargo. Depois de fechar os tribunais Bolsonaro fechará o Congresso, vai governar com as Forças Armadas e a Polícia, aí será tarde demais para fazer alguma coisa.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SÓ ACONTECE NO BRASIL

Com recursos dos brasileiros de bem, o Congresso Nacional autorizou a excrescência do Fundo Eleitoral, onde a politicalha poderá fazer uso de R$ 4,9 bilhões, para turbinar suas campanhas e conseguir se perpetuar no “puder” para continuar livre, leve e solto praticando a corrupção. Na verdade, estamos financiando os políticos para roubar o País. Alguma coisa está errada! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O TERCEIRO CAMINHO E AS VAIDADES

Afora os candidatos competitivos e radicais: Lula da Silva e Bolsonaro, os que caminham pela terceira opção não decolam, não abrem mão de competir e não desejam se compor com quem esteja em melhor posição. Parece que continuarão dessa forma até as eleições. Resultado: teremos só Lula da Silva e Bolsonaro, e toda a parafernália havida com lançamentos de candidatos à terceira via restará inútil e improdutiva, exceto para demonstração de quanto pode a vaidade e quanto não podem o patriotismo e o desejo de eliminar o radicalismo. Infelizmente!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PESQUISAS E ELEIÇÕES

Não passa despercebida a ordem unida no sentido de forçar a mão no pequeno aumento nas pesquisas do presidente da República e pré-candidato à reeleição. O aumento de dois ou três dígitos é natural nessa altura, mas note-se que não foi dada a mesma ênfase no fato de que os pontos que o presidente subiu foram retirados de Sérgio Moro, bolsonaristas desgarrados que voltaram ao rebanho. Nas cinco últimas eleições presidenciais o candidato derrotado fez mais de 40% dos votos válidos, na média de 43% a 48%, ou seja, é óbvio que Jair Bolsonaro, o Messias da Barra da Tijuca, vai aumentar sua votação, se eventualmente disputar o segundo turno, conforme as pesquisas indicam, numa disputa direta com Lula, que há um ano mantém mais de 42% de intenções de voto, lembrando que de dentro do cárcere transferiu 46% de votos para Fernando Haddad em 2018. Portanto, além de Lula partir de uma base e um patamar muito sólidos, especialmente no Nordeste, segunda região mais populosa do País, a aliança com Geraldo Alckmin em São Paulo tira votos de Bolsonaro num reduto bolsonarista, o interior do Estado paulista, e tende a desequilibrar a eleição a favor do petista. No entanto, não é possível esquecer que Bolsonaro também contribui com um governo absolutamente grotesco, perdido, que chegou ao ápice da mediocridade ao declarar guerra contra a ciência, a grande, maior e melhor conquista da humanidade. Semeou ignorância e colheu rejeição, na casa de 56% de brasileiros que não votam nele de jeito nenhum. Deve entrar para a História como o pior de todos os tempos e o primeiro que não se reelegeu. Oxalá!

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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PESQUISAS DUVIDOSAS

As pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República desde que Lula foi solto mostram o ex-presidiário na liderança. Vinha num crescendo alucinante até a divulgação do último estudo pelo PoderData, que apontou Lula, ainda, na frente de Bolsonaro por 9 pontos, 40% a 31%. Antes a diferença girava em torno de 14, 15 pontos porcentuais, o que fez o petista sonhar em liquidar a fatura no primeiro turno. Mas, “quando a esmola é demais até o santo desconfia”, tirou o pé do acelerador. Aviso aos Institutos de Pesquisas de Opinião Pública, ávidos em recolocar um larápio, demagogo e mentiroso, que mente mais do que respira, no comando da Nação: os joões-bobos já não habitam entre nós há muito tempo. Embora o TSE, tenha se cercado de algumas garantias para a lisura das pesquisas, é praticamente impossível checar se todas as exigências foram cumpridas à risca. Aí, os malandros de carteirinha, que amarram tênis com luvas de boxe, deitam e rolam quanto à forma aplicada e no manuseio dos números. Não é necessário ter QI 100, para perceber que, infelizmente, isso vem acontecendo. Um concorrente maculado pelo seu passado nebuloso, com duas passagens pela Presidência, onde a corrupção correu solta, com absoluto destaque para os casos do mensalão e do petrolão, neste último “puxou cadeia”, não pode ser levado a sério e, sim, desprezado por aqueles que ainda acreditam no Brasil e praticam os bons costumes. Uma frase dita por Margaret Thatcher, falecida ex-primeira-ministra do Reino Unido, em sentido global, serve de alerta aos incautos, aos marinheiros de primeira viagem às urnas, aos que engatinham na militância política partidária e aos “Maria vai com as outras”, que habitam estas plagas, resume muito bem o perigo iminente que nos aguarda, caso o PT volte ao poder: “Grama que a esquerda pisa não cresce nunca mais”. Xô praga! 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Só em último caso o TSE cassa uma chapa, disse o ministro Edson Fachin, presidente dessa corte.

Como disse Dilma Rousseff: “Fazer o diabo quando é hora da eleição”.

Pergunto: qual a serventia do Tribunal Superior Eleitoral?

Sempre referendar os eleitos, não importando como foram eleitos?

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gamil.com

Jacareí

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CHEGA DE PASSAR O BRASIL A LIMPO

O Brasil, a partir de sua Independência, foi guiado por sete Leis Magnas. A primeira, promulgada durante o Império, em 1824, foi a mais duradoura, substituída, em 1891, pela que inaugurou a série das seis da República. Destas, duas foram elaboradas em regimes ditatoriais e a atual, de 1988, tem como principal característica o detalhismo excessivo que trava a aprovação de dispositivos urgentes e necessários e, por vezes, passa a desconfortável sensação de ingovernabilidade. Sem querer fazer apologia ao período imperial, verifica-se que o inventário republicano é desanimador. O quadro de hoje leva até alguns pensadores de direito constitucional a levantar ideias sobre a necessidade de revisão, mais uma vez, dos preceitos realmente importantes que devem vigorar na lei máxima, havendo até quem proponha a instalação de uma nova Assembleia Constituinte. Levando-se em consideração os custos e as procrastinações agregados a tal alternativa, o fato de que os encarregados da reformulação serão os mesmos que se locupletam com as complexidades e fissuras legais da Carta em vigor, talvez o mais sensato seja mantê-la, aprender a usá-la em benefício do povo e consolidar o que tem de bom. Chega de tentar passar o País a limpo ou refundar a República.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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DOAÇÕES   

Gesto valoroso, digno e exemplar de servidores do Senado Federal: por meio da Liga do Bem, arrecadaram perto de 35 toneladas de doações para as famílias atingidas pelas enchentes em Petrópolis. As doações foram enviadas em uma carreta, obtida pelos voluntários da Liga do Bem. O material coletado será entregue no Museu do Artesanato de Petrópolis. De lá vai para o Centro de Direitos Humanos para ser distribuído. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, exaltou a marcante iniciativa.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PLANOS COLLOR E BRESSER

Comungo do mesmo pensamento do Erhard Franz Adolf Dotti, publicado no Fórum dos Leitores de ontem (A4, 24/2), com relação aos planos econômicos cujos rendimentos não foram reembolsados aos poupadores. É muito frustrante ver que nem todos são tratados igualmente perante a lei. Sugiro à redação desse proficiente jornal realizar uma matéria sobre os processos que versam sobre esse assunto e que aguardam julgamento eternamente, nos escaninhos da Suprema Corte. Acredito que muitos assinantes e leitores como eu, que aguardam uma solução definitiva dessa lide, agradeceriam uma reportagem sobre esse tema. Fica a sugestão.

Nelson Donizeti Gasparini

ngasparini@hotmail.com

Palmital

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PREÇOS ABUSIVOS

Sobre o suco de laranja com cenoura a R$ 19,00 pago pelo leitor Francisco Eduardo Britto em uma padaria da zona norte de São Paulo (Fórum dos Leitores, A4, 24/2) há que se atentar para o fato histórico de que alguns comerciantes se aproveitam de momentos inflacionários para praticar preços abusivos. Próximo da minha casa, em Goiânia, fica a loja do distribuidor local de uma das melhores marcas de suco de laranja do Brasil. Lá eu pago R$ 12,00 por uma garrafa de 1,7 litro do produto, que é fabricado no Paraná.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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