Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2022 | 03h00

Invasão da Ucrânia

A ação do G-7

A pretexto de invadir a Ucrânia, na madrugada de quinta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, justificou que agiu assim para defender os territórios separatistas da “agressão ucraniana”, o que não passa de pura inverdade. A invasão, como não poderia deixar de ser, provocou uma torrente condenatória internacional. “Presidente Putin, em nome da humanidade, leve suas tropas de volta à Rússia”, declarou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. É inegável que a ação do exército russo põe em xeque a credibilidade e o prestígio da própria ONU. Urge, pois, que o G-7, grupo de países que detêm as rédeas da ONU, retome com urgência o controle deste inusitado impasse, sob pena de, não o fazendo, comprometer irreparavelmente o respeito e a credibilidade da principal entidade que há 77 anos controla e dá rumo às relações internacionais.

Gary Bon-Ali

garybonali@gmail.com

Rio de Janeiro

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A primeira vítima

Diz a célebre frase “na guerra, a primeira vítima é a verdade”. A justificativa de Putin para iniciar a guerra, de que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”, é praticamente idêntica à usada por Hitler para invadir a Polônia em 1939, dando início à 2ª Guerra Mundial. Se pode haver algo positivo nisso, espero que seja o isolamento total da Rússia e a consequente queda do presidente assassino e arrogante.

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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É só o início

Enquanto o mundo se eletriza com as cirandas ucranianas, gostaria de convidar os espectadores a prestar atenção à orquestra. Há um instrumento de corda chinês chamado Guzheng, que fica na horizontal. Ele não está lá por acaso. Como introdução, gostaria de lembrar que a regência musical é a atividade por meio da qual se pode coordenar, dirigir e liderar as atividades musicais realizadas em grupo, para que apresentem coesão e coerência em sua manifestação. É papel do maestro determinar quando cada instrumento entra na execução das melodias. Nas partituras de instrumental épico que servem de pano de fundo para o nosso século, ainda não se sabe ao certo quem é o maestro, apesar de tudo indicar que seja Xi Jinping. Putin fica apenas com o primeiro violino. De qualquer modo, de uma coisa não há dúvida: Rússia e China fazem parte da mesma orquestra. E todos vieram vestidos de gala para se apresentarem. Podem conferir que, no programa, também consta a famosa música do dragão chinês, uma execução impressionante. Em breve, os violinos que celebram a Ucrânia vão silenciar. E, então, se ouvirá o som da referida cítara chinesa de 25 cordas esticadas numa estrutura de madeira. Faço essa observação porque haverá aqueles que vão pensar em voltar para casa logo após a queda de Kiev, imaginando que já ouviram tudo. Ledo engano. Aí é que vai começar o principal. A Ucrânia é só introdução para aquecer os motores.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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Congresso Nacional

Jogatina legalizada?

A Câmara dos Deputados está empenhada, usando todos os recursos regimentais possíveis, em aprovar a legalização dos jogos de azar no País. Num momento tão dramático da vida nacional e internacional, essa discussão é, no mínimo, estranha. Não dá, mesmo, para esperar nada de construtivo ou ético de uma Casa presidida hoje por um condenado em duas instâncias.

Celso Battesini Ramalho

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

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Jogos de azar

Deputados ainda não entenderam que a legalização dos cassinos exige a criação de uma gigantesca estrutura de fiscalização, mantida pelo contribuinte, além de tratar-se da criação de uma eficiente máquina de lavar dinheiro e geradora de inúmeras mazelas sociais. Enquanto a sociedade está carente de uma série de ações do Estado, nossos deputados se esforçam por uma atividade sabidamente deletéria, pois os recursos aí gerados não compensam as despesas para remediar os malefícios.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Vontade política

Nossos políticos são rápidos para aprovar a legalização dos jogos de azar, e lentos mais que tartarugas para liberar auxílio aos flagelados de tragédias causadas pelo descaso governamental.

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MENSAGEM DE PAZ?

O ministro do Turismo, Gilson Machado, afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não ouviu a “mensagem de paz” do presidente Jair Bolsonaro que, segundo Machado, foi a ele levada pelo presidente brasileiro quando de sua recente visita à Rússia. Claro que neste momento histórico que vivemos, o das pós-verdades, e em que finalmente damos razões ao filósofo Nietzsche, que dizia ser a verdade apenas uma das interpretações possíveis de um fato, porém prevalecendo aquela versão que se elege como se o fato a própria verdade fosse, esta afirmação do ministro do Turismo merece ser mais bem esmiuçada. Ora, desde quando o presidente Bolsonaro é dado a “mensagens de paz”? Desde nunca! Este digno prócere e fiel representante da belicosidade gratuita, do divisionismo como prática ideológica e política, verdadeiro lobo em pele de cordeiro, incapaz de qualquer iniciativa própria em nome do entendimento, do diálogo e do consenso, tem, agora, como defensor de uma sua inexistente verve de conciliador internacional, o ministro do Turismo que, decerto, faria melhor se dissesse, na oportunidade, que é melhor fazer turismo internamente no Brasil que ir “dar um giro” na Rússia belicista, agressora e dada a práticas antidemocráticas.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATAQUE À UCRÂNIA

Bolsonaro e Lula afirmaram categoricamente que são contra a guerra. Puxa, quanta criatividade e coragem!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PUTIN É SEU PRÓPRIO RASPUTIN

Rasputin (depravado, em russo), cujo nome era Grigori Yefimovich Novykh, um misto de monge e bruxo, foi conselheiro de Alexandra, esposa de Nicolau II, último czar do império Russo, no início do século 20.

No contexto palaciano, o czar era manipulado pela czarina que, por sua vez, era manipulada por seu conselheiro mefistofélico e maquiavélico.

Essa cadeia de manipulação levou a Rússia ao caos político, econômico e social, por seu catastrófico envolvimento na 1ª Guerra Mundial, culminando no assassinato de Rasputin, na Revolução Russa de 1917 e na chacina da família imperial, pertencente à dinastia Romanov.

É curioso e simbólico que o sobrenome de Vladimir Putin, que agora envolve a Rússia numa nova guerra de consequências imprevisíveis, faça rima com Rasputin.

Putin é seu próprio Rasputin.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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EX-CAMPEÕES MUNDIAIS DOS PESOS-PESADOS QUE VÃO LUTAR POR KIEV

Entre 2004 e 2015, os irmãos Klitschko dominaram o boxe peso-pesado mundial. De 2011 a 2013 detiveram todos os cinturões mundiais da categoria. Vitali Klitschko é o prefeito de Kiev desde 2014 e vai defender sua cidade ao lado do irmão mais novo, Vladimir, que se juntou aos reservistas ucranianos. Quem dera a luta fosse com os punhos.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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NEGÓCIOS ACIMA DE TUDO

O Sistema SWIFT de transações bancárias internacionais é o coração do mundo dos grandes negócios entre nações. Tirar a Rússia deste sistema seria como jogar uma bomba atômica em Moscou, mas afetaria os negócios e os sagrados lucros dos grandes bancos e grandes empresas mundiais. Tudo, menos isto, é a filosofia do mundo dos grandes negócios.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BOLSONARO PERDE AO NÃO CONDENAR ATAQUES RUSSOS

Está claro que Bolsonaro e o Brasil perdem.

Mas, pelo que sabemos de Bolsonaro, ele não vai recuar e o motivo é muito simples.

Quando ele disse ser “solidário” a Putin, em sua recente viagem de passeio, ele não sabia o significado dessa palavra. Seu conhecimento a respeito da língua portuguesa é baixíssimo.

E, como entre outras dezenas de defeitos, Bolsonaro jamais vai reconhecer sua ignorância. E vai continuar insistindo nisso.

Paulo Roberto Guedes

prguedes51@gmail.com

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BOA IDEIA PARA BOLSONARO

A posição de Bolsonaro de não criticar o ataque de Putin à Ucrânia faz pensar que em breve vai mandar invadir o Uruguai, afinal, no século 16, o Uruguai era nosso. Só não sei se aquele carro que soltava fumaça naquela “demonstração de força” em Brasília conseguiria chegar lá para invadir nosso vizinho...

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

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REDUÇÃO DE IMPOSTOS

Paulo Guedes é igual a Jair Bolsonaro: vive prometendo coisas que não conseguirá cumprir. Aliás, esta é a maior característica do governo atual: muita promessa e pouca ação!

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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ARMAS PARA A MORTE

Não acreditando que o fato não venha a conhecimento público por ignorância dos profissionais da imprensa, qualquer pessoa de bom senso sabe que a facilitação da compra de armas de fogo por vontade do governo federal, sem dúvida, representa que os ferimentos e as mortes daí advindos têm como principal responsável o presidente da República, que faz aumentar os lucros dos vendedores de tais instrumentos, sem os quais não haveria os respectivos crimes, como se pode ler do artigo 13º do Código Penal: “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe der causa. Considera-se causa a ação sem a qual o resultado não teria ocorrido”. Como ocorreria o crime sem a arma de fogo? Pensar não ofende.

Bismael B. Moraes

bismoraes@uol.com.br

Guarulhos

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PREVARICAÇÃO DE ARAS          

O “engavetador-geral” da República, Augusto Aras, prevaricou ao permanecer inerte nas investigações contra o presidente Jair Bolsonaro, culminando com o pedido de arquivamento dos autos. Para dar continuidade e cumprir a Constituição Federal, o ministro Alexandre de Moraes tem o poder/dever de designar outro procurador da República – geralmente o subprocurador – para oferecer a denúncia. Na verdade, essa é a única maneira de considerar Aras como “café com leite”, pela eterna omissão quando se trata, especialmente, da famiglia Bolsonaro. É o que temos para hoje, Pra frente Brasil!     

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ARTHUR LIRA

Arthur Lira diz que fará campanha pela reeleição de Bolsonaro por

“coerência partidária”. Não meu caro, é porque vocês são da mesma

estirpe.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ENRIQUECIMENTO LÍCITO – FAMÍLIA TATTO

Ao que tudo indica, segundo a reportagem do Estado, o enriquecimento da família Tatto foi honesto e lícito. Que a política colaborou para isso, não há dúvida alguma. Mas há um fator de importância maior: o ex-presidente Lula passou grande parte de sua gestão no Planalto vociferando seu ódio “às elites” e fomentando a famigerada divisão da sociedade em “nós e eles”. Pela referência de Lula, o clã Tatto, hoje, pertence ao grupo da elite, portanto, do “eles”. Enriquecer honestamente não constitui pecado algum, independentemente da posição política do cidadão. Não sabemos ainda o que Lula fará ou falará caso seja eleito. Sabemos sim, e ele também, as incoerências e asneiras que não podem mais ser ditas por ele. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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TSE SOB NOVA DIREÇÃO

O condenável não comparecimento de Jair Bolsonaro à cerimônia de posse de Edson Fachin na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não causou surpresa alguma, uma vez que o presidente de postura antidemocrática é opositor declarado ao voto na urna eletrônica, tendo chegado a ameaçar a realização de eleições em outubro próximo, caso o voto impresso não fosse aprovado. Seu forfait à casa sob nova direção foi um favor que fez para não intoxicar a posse. Por oportuno, cabe citar as palavras do ministro Edson Fachin: ”A instituição TSE não se renderá a ataques contra o processo eleitoral. Vivemos em um mundo novo, em que o espaço das redes digitais precisa ser defendido dos contra-ataques de criminosos que tentam vilipendiar as instituições. A democracia é, e sempre foi, inegociável”. Faltou apenas dizer: e sempre será. Democracia, sempre, autoritarismo, nunca mais. Basta!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO PARA SERVIDORES EM SÃO PAULO

O governador João Agripino Dória anunciou um aumento de 20% para todas as forças de segurança e de 10% para o funcionalismo em geral a partir de primeiro de março. Até o momento não consta no site da Assembleia Legislativa projeto de Lei Complementar a respeito. Considerando que o projeto precisa passar em todas as comissões da Assembleia Legislativa, todas com prazos, é evidente que não haverá prazo para pagar o aumento com o salário de março. A dúvida: ele não dará o aumento anunciado com tanta pompa ou ele postergará o pagamento desse aumento. Onde está o João gestor?


José Renato Nascimento 

jrnasc@gmail.com

São Paulo

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O CARNAVAL DO CORONAVÍRUS

Pelo calendário, já vivemos o tempo do carnaval. Costumamos realizar o primeiro baile na noite de sexta-feira e seguir com os demais no sábado, domingo, segunda e terça, com a folia invadindo a madrugada da Quarta-Feira de cinzas. Há quem diga que dois anos atrás foi essa aglomeração que potencializou a chegada e alastramento do coronavírus, que até agora já eliminou a vida de mais de 647 mil brasileiros e plantou muitas sequelas. Mesmo com a pandemia em viés de baixa, as autoridades tiveram o bom senso de suspender o carnaval de 2022. Muitas localidades deixaram de programar os desfiles e os bailes e aquelas que têm a festa popular em maior escala – inclusive como geração de renda na economia – adiaram-na para o fim de abril. Não haverá a festa, mas o descanso do carnaval está garantido. Espera-se que a população mantenha os cuidados anti-infecção, como usar máscara, lavar as mãos e não se aglomerar. Tudo isso para que no próximo ano os que gostam ou vivem disso poderem voltar a fazer o carnaval em alto estilo.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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