Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2022 | 03h00

Guerra na Ucrânia

Brasil contraditório

Em entrevista no fim de semana, o presidente Bolsonaro não assumiu a posição de condenação da Rússia pela invasão da Ucrânia e não concordou com o entendimento de que a Rússia comete um massacre com essa invasão. Ou seja, o Brasil tem entendimentos diversos sobre esta guerra, manifesta posições contraditórias, por seu presidente e por seu representante nas Nações Unidas, e, ainda, sobe em cima do muro com relação a centenas de mortes na Ucrânia, dizendo simplesmente que o exército – referindo-se ao exército russo – tem equipamentos que, naturalmente, matam. Negacionista, antidemocrático e demagogo, Bolsonaro já inscreveu seu nome no rol histórico dos piores governantes que o mundo já tolerou.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Um descanso

Enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia estremece o mundo, nosso mandatário Jair Bolsonaro se refugia nas belas praias do Guarujá (SP). Quanto aos problemas internos e externos, ficam para depois do feriado.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

Temor

Temo muito que o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, tenha razão, mas os fatos nos encaminham para isto: só uma ofensiva militar conjunta poderá impedir Putin, o Hitler do século 21, de expandir seu império, não se sabe até onde.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

A indiferença é agressão

Lourival Sant’Anna mostrou que a sua competência como comentarista internacional é movida por uma alma humana e um coração cheio de emoções. Seu artigo no domingo, Putin fará da Ucrânia um Estado falido (A14), é emocionante. Bastaria ler os dois últimos parágrafos.

José Pastore

j.pastore@uol.com.br

São Paulo

*

Ucranianos em guerra

Emocionante a foto na primeira página do Estadão de ontem, que ilustra o patriotismo e a força moral de ucranianos, a céu aberto e em meio ao frio congelante, organizando-se, como lhes é possível, na tentativa de defender seu país das brutais agressões russas. Todo respeito e admiração ao povo ucraniano, e que o mundo imbuído dos valores humanitários possa prestar-lhe apoio nesta tragédia.

Cláudia Sampaio Roni

claroni@uol.com.br

São Paulo

*

Eleição 2022

A candidatura Bolsonaro

Com a autoridade de professor titular de Ciência Política da Universidade de São Paulo, José Augusto Guilhon Albuquerque nos ajuda a decifrar e compreender o atual panorama da política brasileira (A candidatura de Bolsonaro tem jeito?, Estado, 27/2, A4). Quando faltam apenas sete meses para o primeiro turno das eleições, é imperioso ouvir a ciência, que cumpre seu papel de apresentar perguntas, questionamentos, silogismos (não sofismas) e respostas que iluminem a realidade. Sem negar o papel da emoção, nossas escolhas precisam ocorrer num ambiente em que triunfem a razão, o equilíbrio, a serenidade, o bom senso, a ponderação, o espírito crítico. Sem manipulações, extremismos nem polarizações radicais e violentas.

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

*

Código Eleitoral

90 anos

Nosso primeiro Código Eleitoral completou 90 anos. Se gosto de política, devo isso aos meus pais e, em especial, à minha mãe, que exercia pela primeira vez seu direito de votar há 86 anos, em 1936, aos 24 anos. Guardo com todo carinho o título do seu primeiro voto. E, inspirada nela, tirei meu título eleitoral aos 18 anos e votei em todas as eleições desde então.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

 São Paulo

*

Mulheres na política

Os relevantes e oportunos artigo das advogadas Marina Zonis e Monica Rosenberg sobre mais mulheres pela democracia (Estado, 16/2) e editorial Por mais mulheres na vida pública (Estado, 28/2) encontram eco ao se contrapor às famosas e ousadas pinturas de Courbet (L’Origine du Monde) e Orlan (L’Origine de la Guerre), já expostas pelo Musée d’Orsay, em Paris, ao invocar vida e morte.

Etelvino J. Henriques Bechara

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ERRO DE CÁLCULO

O presidente Vladimir Putin, da Rússia, achou que ao primeiro tiro o presidente “humorista” da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, fosse fugir. No entanto, com muita coragem, ficou com seu povo para defender seu país. A resistência ao ataque militar parece que não foi prevista, mas a guerra sempre traz resultados imprevisíveis. Parece que Putin não vai sair muito bem da enrascada que criou. As mortes, que são os efeitos colaterais, parecem não sensibilizar um regime autoritário.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

LIÇÃO DE DIGNIDADE

“Preciso de munição, não de carona”, assim respondeu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski à oferta dos Estados Unidos para ser retirado de seu país. Isso deve orgulhar a classe dos humoristas e, se tivessem esse atributo, envergonhar a dos políticos!

Carlos Ayrton Biasetto

carlos.biasetto@gmail.com

*

DESTITUIR PUTIN

Como estamos vendo, o problema não é a Rússia, mas Putin, assim como no Brasil não são os brasileiros, mas Bolsonaro. São seres sem empatia com outros seres humanos. Serão humanos? Vi uma russa rasgar seu passaporte chorando dizendo ser seu país um invasor e agressor sem piedade. Depor Putin deixaria o mundo em paz!

Cecilia Centurion

Ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

SEM PARAR

O DNA russo sempre foi expansionista. No passado conquistaram terras dos mongóis, do império otomano e tentaram chegar ao Mar Índico usando o Afeganistão como passagem. Malsucedidos. Outra operação malsucedida foi contra os japoneses. A operação atual demonstra um fôlego novo na tentativa expansionista. Hoje a Ucrânia, amanhã a Bielorrússia ou talvez o Cazaquistão. A novidade é a ameaça à Suécia, já que a Finlândia passou longo tempo sob neutralidade forçada. Estamos vivendo tempos de Neville Chamberlain, o ministro inglês que achou que poderia dobrar Hitler pela paz e fracassou. Será que surgirá um novo Churchill?

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

‘VIRUSSO’

Depois de dois inesquecíveis anos de tenebrosa e medonha pandemia do coronavírus, prestes a se transformar numa endemia com a qual teremos de conviver com todo o cuidado doravante, o mundo é surpreendido pelo ataque de um novo vírus, o do exército russo contra a Ucrânia, desencadeado pelo delírio imperial do autocrata Putin. É o nuclear, poderoso e letal virusso ameaçando a vida da humanidade. Oremos pela paz.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

GUERRA

Guerra é crime contra a humanidade. Contra esta constatação não há o que discutir. É imperioso que a ONU proclame esta verdade. E que todos os meios de comunicação a divulguem sem reticências. As cidadanias haverão de exercer pressão pela própria sobrevivência.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

O ERRO HISTÓRICO DE PUTIN

Autocratas totalitários começam bem, ganham apoio e obtêm algumas vitórias políticas, então extrapolam em sua ambição sem limites e vão à guerra contra inimigos internos e externos e são esmagados, destruindo sua própria nação, registra a História. Vladimir Putin assumiu a liderança da Rússia em sua passagem de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas para uma Rússia menor e mais moderna. Frio e pragmático, é um novo tipo de autocrata, mas no fundo e só mais um ditador sedento de poder, até que algum patriota corajoso o mate.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

PAZ ARMADA NECESSÁRIA

As gerações dos meus pais e avós vivenciaram as duas grandes guerras europeias. Já a minha, ingenuamente talvez, sempre acreditou que o mundo aprendeu a lição e que conflitos dessa magnitude nunca mais aconteceriam. Engano. Vladimir Putin está mostrando que a história pode sim se repetir e sua política expansionista, travestida de “desnazificação”, é ilimitada. Ousou até ameaçar a Finlândia e a Suécia e pode estar falando sério. Assim como está falando sério o chanceler alemão, Olaf Scholz, ao qualificar muito apropriadamente o ataque da Rússia à Ucrânia como “um ponto de inflexão na história do continente”, anunciando a duplicação do orçamento de defesa alemão para mais de US$ 110 bilhões! Tempos atrás o conceito de “paz armada” era visto com deboche e hipocrisia, pois paz e armamentos seriam incompatíveis entre si. Os fatos mostram que a paz armada agora é uma necessidade. 

Luciano Harary

lharary@gmail.com

São Paulo

*

A DITADURA DA CORRUPÇÃO

O Brasil vive na ditadura da corrupção, a principal atividade do congresso é contar o dinheiro do fundo partidário e das emendas secretas. O País não pode mais continuar ignorando a gigantesca corrupção que se instalou no poder. Lula ou Bolsonaro vão manter e ampliar os esquemas de desvio de dinheiro público, quem se atrever a mudar esse jogo será fulminado pelo Congresso. O fundo partidário vai continuar a crescer, assim como o mensalão, o orçamento secreto e as emendas parlamentares. Lula e Bolsonaro institucionalizaram a corrupção, o dinheiro público agora é oficialmente entregue aos partidos políticos. O Brasil precisa de um tratamento de choque para enfrentar o surto de corrupção generalizada que tomou conta do País, mudanças profundas têm de ser feitas no sistema político, é preciso tirar poder dos partidos e fortalecer as instituições. As mudanças que o País precisa não vão ocorrer com essa tigrada que está no poder, haverá enorme resistência, inclusive resistência armada, da Polícia e das Forças Armadas, as duas instituições estão sendo escandalosamente compradas pelo presidente da República. O Brasil talvez precise de ajuda externa para debelar a ditadura da corrupção.

Mário Barilá Filho   

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

ADMIRÁVEL MUNDO SEMPRE NOVO

De que adianta os eleitores de todos os países votarem sempre em políticos e mudanças que respeitem os seus direitos e suas necessidades? São enganados por promessas em campanhas milionárias que garantem a esses políticos castelos para viverem com riquezas, desperdícios e suas mentiras. E sempre vão comemorar para que apenas o povo dance nessa farra.

Carlos Gaspar

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

*

AINDA HÁ TEMPO!

Estamos a sete meses do primeiro turno da eleição presidencial, e, pelo jeito, o ex-presidiário vermelhinho vai continuar na frente nas pesquisas, graças aos apoiadores “cabeças de bagre”. Reflitam na besteira que estão prestes a fazer! Aos reticentes, que ainda não foram infectados pela doutrina petista, procurem se inteirar, os sites de pesquisas têm muitas informações sobre as diferenças entre os regimes democráticos e socialistas. Ainda há tempo para retomar o rumo certo e salvar a Nação de uma desgraça anunciada. Se a leitura não lhes chamar a atenção, basta dar um “pulinho” até Pacaraima (RR) e recepcionar milhares de cidadãos venezuelanos que diariamente cruzam a nossa fronteira, fugindo do regime totalitário de Nicolás Maduro. Agora, se seguirem com o firme propósito de recolocar a esquerda, bandidos no poder, só mesmo “batendo na canga” para que entendam. Tenho pena de seus filhos e netos que terão de conviver com ditadores inescrupulosos por muito tempo, a persistirem com essa opção pouco inteligente. “Um povo que dá guarida a um governo de bandidos, merece cadeia também” (adaptado do Pensador – Heredion Castro. 

Sergio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

*

SEM MORAL PARA OPINAR

Ao introduzir um criminoso no processo eleitoral deste ano de 2022, desrespeitando e menosprezando a deliberação de juízes e desembargadores de diversas instâncias superiores e, ainda por cima, dando um perverso sinal à sociedade de que o crime, no nosso país, compensa, o ministro Edson Fachin foi o primeiro a desrespeitar e agredir o citado processo eleitoral. Portanto, na ocasião de sua posse no TSE, suas palavras em defesa da democracia e da lisura nas atividades eletivas carecem de um mínimo de coerência e de moral.

José Roberto dos Santos Vieira

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

*

DOR E SAUDADE

A tragédia da covid-19 há dois anos apavora o Brasil. A primeira infecção do novo coronavírus foi notificada no dia 26 de fevereiro de 2020. Dilacerou famílias. Destruiu empregos, abalou a economia. Carregamos na alma a marca brutal, vergonhosa e estarrecedora de mais de 640 mil mortos. O drama continua. Sem previsão de acabar. O sistema de saúde tem horas que não suporta atender à demanda. A dor passou a morar na vida da população. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. É preciso que todos se conscientizem e procurem os postos de vacinação. Inacreditável que milhões de pessoas ainda não foram vacinadas. Quem sobrevive geralmente padece com sequelas. A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. No início o chefe da nação desprezou a fúria assassina do coronavírus. Não adotou providências de imediato. Demorou para comprar vacinas. Decisão que teria evitado milhares de mortes. Chamou a covid de “gripezinha”. Debochou da vacina e das normas sanitárias. Tripudiou e continua fazendo pouco-caso do uso da máscara. Já pegou covid-19 duas vezes, mas se acha super-homem e foge da vacina. A vida não tem preço. Governantes precisam acabar com a balela depois que a porta cai, coloca-se a fechadura. O Brasil precisa avançar na vacinação coletiva. Estamos longe do sossego. As devastadoras covid-19 e a variante Ômicron cobrem de medo, humilhação, tristeza e indignação os corações dos brasileiros. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

TURISMO NO RIO

Apesar de todas as restrições que as autoridades impuseram agora no carnaval no Rio, os hotéis da Cidade Maravilhosa estão com 85% de suas capacidades ocupadas. Essa realidade mostra o potencial turístico que a capital fluminense possui, o que deve merecer por parte das autoridades municipais um melhor planejamento no sentido de priorizar a indústria do lazer carioca, o grande potencial econômico que a cidade do Rio de Janeiro possui, certamente o maior de todo o País.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

*







 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.