Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2022 | 03h00

Guerra na Ucrânia

2022

Agora, que parecíamos viver um momento de mundo civilizado, tomamos uma bordoada desta. Não é possível que no terceiro milênio vivamos situações de tanto sofrimento e opressão.

Luís Perez

jornalistaluisperez@gmail.com

São Paulo

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Paz e amor

Em aproximadamente um ano a ciência criou vacinas contra a covid-19. Tempo recorde historicamente. Emergência sanitária mundial, vontade política e muito investimento financeiro e em pesquisas. Prova definitiva de que a humanidade evolui focando em soluções e minimizando sofrimentos. Esta mesma espécie direciona imensos recursos para a criação e manutenção de armamentos bélicos focados em matar, ferir e mutilar. Somos os senhores da guerra. Ganância, poder e incapacidade total de conviver com ideologias e visões de mundo e crenças. Evoluídos, podíamos hoje todos mundialmente nos dedicar a outras guerras: contra a fome, o câncer e tantas outras enfermidades que estariam equacionadas com investimentos pesados e pesquisas intensas. Gastamos tudo naquele tanque de guerra de última geração e no arsenal nuclear que jamais será usado, a não ser no juízo final da humanidade. Talvez seja, mesmo, necessária a extinção desta espécie que claramente não deu certo. Mata por arrogância e poder, dilacera uma criança inocente ou idoso indefeso e consegue dormir à noite, orgulhando-se do feito hediondo. Sou da geração hippie, do tempo em que a humanidade estava exausta do sofrimento de duas guerras mundiais e só desejávamos duas coisas: paz e amor.

Márcio Mourão

mmvip007@gmail.com

Rio de Janeiro

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Pandemias e guerras

Não entendo nada de pandemias nem de guerras. Mesmo assim, sinto-me encorajado a dizer que em ambas os bilionários e políticos ganham muito e as pessoas comuns perdem e, quando não morrem, empobrecem.

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhoma@hotmail.com

 Brasília

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Cenas devastadoras

Duas cenas que chocam o mundo: a de uma cidade que é devastada pela chuva e pela falta de cuidados de nossos políticos com as pessoas e onde mais de 200 vidas foram perdidas; e outra, a de um ataque de mísseis à sede do governo de Kharkiv, onde o poderio armamentista se sobrepõe à vida. Em ambos os casos, a vítima é o cidadão, e as duas cenas poderiam ser evitadas não fosse a ganância do ser humano. Esses homens que se acham imbatíveis receberão cedo ou tarde seu castigo. Tudo o que ninguém precisava agora é de uma guerra.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Jair Bolsonaro

Do lado errado

Anatoliy Tkach, o encarregado da embaixada da Ucrânia no Brasil, declarou que o “presidente do Brasil está mal informado” em relação ao conflito causado pela invasão da Ucrânia por tropas russas. É o jeito diplomático de dizer que o capitão está, mais uma vez, do lado errado. Como explicar, por exemplo, sua recente declaração de que a pandemia “chegou ao fim” e que o Brasil deveria retomar à normalidade, sem uso de máscara ou medidas de restrição de circulação, apesar de quase 700 óbitos por dia? Pode não ser apenas má informação. São a sua limitação e seu descaso com o sofrimento alheio.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Constrangedor

Bolsonaro demonstra toda sua inadequação para o cargo, ao ausentar-se de Brasília para usufruir momentos de lazer no litoral paulista, alheio a tudo, em momento tão tenso para o mundo inteiro. Não que isso seja de estranhar em se tratando dele, mas é sempre constrangedor constatar que um país com a dimensão e a importância do Brasil tenha um mandatário tão indiferente, alienado e medíocre.

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

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Refresco para o presidente

Inflação? É com o Banco Central. Afinal, a troco do que lhe foi dada autonomia? Pandemia? É com os Estados, por determinação do STF. E o presidente Bolsonaro acaba de ganhar mais um refresco: a gasolina cara? É culpa da guerra da Rússia na Ucrânia. Assim, vai sobrar mais tempo para conversar amenidades no cercadinho do Alvorada, aguardando tranquilamente o embate do 2º turno com Lula.

Guenji Yamazoe

guenji@yamazoe.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INSENSATEZ

A intolerância sanguinária de Vladimir Putin é própria dos governantes autoritários. Coloca em primeiro lugar a soberania da Rússia e dos russos, para defender e expandir seus atos beligerantes. O mais penoso e doloroso é que crianças já estão morrendo no conflito. Como bem salientou e lamentou, no Facebook, o ex-presidente e senador Collor de Mello: “Infelizmente a humanidade ainda não aprendeu com as dores das guerras que já enfrentamos”.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SE A MODA PEGA

Se a moda lançada por Putin de invadir países para derrubar o governo pegar, Jair Bolsonaro seria um forte candidato a ser deposto por forças externas. Motivos não faltam para o mundo querer ver Bolsonaro bem longe do poder: a destruição ambiental batendo todos os recordes, os principais rios do mundo sendo envenenados, desaforos e grosserias feitas até para as esposas dos principais líderes mundiais. O Brasil e o Mundo só teriam a agradecer pelo fim antecipado do catastrófico governo Bolsonaro. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GUERRA$

No recente ataque russo à Ucrânia, as pessoas ficaram chocadas com ataques aos civis, com lançamento de mísseis em residências e um tanque de guerra passando por cima de um carro em movimento. Em batalhas não existe moralidade na forma de matar, pode ser com tiros, bombas, fogo, etc. Até a Igreja Católica foi muito cruel na época da “santa” inquisição, quem se opunha aos interesses da “fé” era morto das piores formas. As guerras são baseadas em conquistas, domínios, espaços, etc. todos querem a supremacia. Enfim, não acho imoral a forma de como matam as pessoas em guerras, matar é a questão! Mas este mundo é assim desde sempre e nada vai mudar! E nada é pior que comunistas e socialistas juntos, caso dos russos e chineses. 

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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CONFLITOS CRIADOS PELA OTAN AJUDAM A MANTER A HEGEMONIA DOS EUA NA EUROPA

A Rússia é caminho obrigatório do comércio por terra entre a Europa e a China. 

O Ocidente descumpriu a promessa feita após o fim da guerra fria (1947-1989) de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não iria se expandir para o Leste Europeu. Ou melhor, a Otan descumpriu acordos de não expansão firmados depois da queda da URSS. A contínua expansão da Otan em vários países, Lituânia, Estônia, Polônia, e, agora, a promessa feita em 2014 de permitir a entrada da Ucrânia, fazendo com que a organização literalmente fosse vizinha da Rússia, foi um flagrante desrespeito aos acordos firmados. A agressão da Otan rodeando a Rússia tinha que ter seu rechaço, é claro. Se décadas de negociação não surtiram resultado, o que a Rússia poderia ter feito? 

Mas por que a Otan, que foi criada para evitar o expansionismo da URSS, não cumpriu seu acordo? E por que, desde 2014, quando essa promessa de admissão da Ucrânia foi feita, a Otan não desfez essa ameaça à segurança da Rússia? Já em 1997, Jack Matlock e George Kennan, especialistas americanos sobre a guerra fria, advertiram que a expansão para leste da Otan acabaria incitando a Rússia a tomar uma medida de força. A resposta a essa pergunta é que conflitos criados pela Otan ajudam a manter a hegemonia dos EUA na Europa. A Otan é um organismo que obriga, por meio de seu estatuto, aos países-membros uma tomada de posição contra aquilo que for considerado como uma agressão a eles. É a velha máxima americana de “se não estão conosco, estão contra nós”. Assim, eu entendo que os países europeus que compõem a Otan foram levados a concordar com os EUA pelo constrangimento de evitar se colocarem contra a decisão da maioria, mesmo que essa decisão fosse contrária aos interesses de alguns países. A decisão da Alemanha, por exemplo, de deixar de importar o gás da Rússia vai afetar principalmente os custos de produção na Alemanha. Os EUA já preveem há bastante tempo que haveria um fortalecimento do bloco sino-russo, com aproximação dos tigres asiáticos, o fortalecimento do Brics e das relações com a África. Grande parte dos países europeus já tem a China como seu maior parceiro comercial, não mais os EUA, e, é claro, tem o interesse de fazer parte desse bloco também. Por isso, os EUA estão criando esse problema por meio da Otan, para criar um fortalecimento das relações entre Europa e EUA e uma cisão entre Europa e China/(Rússia). Não acredito que a China deixe a Rússia fora dessa rota de comércio da Europa para o leste. Não interessa à China uma briga entre Europa e Rússia, porque a Rússia é caminho obrigatório do comércio entre a Europa e a China. A Europa sem comércio com a Rússia não tem tampouco comércio por terra com a China. O que se verá em breve serão ações da China para dar maior independência econômica dos países mundo afora em suas relações comerciais com os EUA. Isso incluirá ações monetárias e a criação de vantagens comerciais para países da Europa que integrarem um acordo leste-Europa. 

No Brasil, veremos maior crescimento do comércio com a China. Pelo Brasil e o Mercosul, toda a América Latina será beneficiada com esse comércio. Isso poderá nos dar maior independência, tornar-nos mais soberanos, donos do nosso próprio nariz. Temos de pôr as comparações entre Rússia e China e os EUA em contexto. Vejo muitos dizendo que a Rússia e a China são tão capitalistas e imperialistas quanto os EUA. Não é bem assim. Não há expansionismo russo ou chinês, não há multinacionais russas e chinesas corrompendo o governo no Brasil, não promovem trocas desiguais e exportação de lucros no Brasil, não financiam juízes para mudar o rumo da história, não financiam golpes de Estado como aconteceu em praticamente todos os países latino-americanos, não consideram a América Latina seu quintal como fazem os EUA, não financiam meios de comunicação para nos colonizar culturalmente, distorcer informações, ludibriar e controlar a opinião pública, como acontece agora com relação à Ucrânia. A inviolabilidade territorial dos Estados ou a autodeterminação dos povos, princípios defendidos pela ONU, que foram desrespeitados dezenas de vezes pela Otan, não foram desrespeitados pela Rússia e China, a não ser no caso da Rússia, em países-tampão, para defender sua integridade territorial, mas não houve exploração dos recursos naturais e do povo nesses países. Os EUA fazem isso também. O ataque à Baía dos Porcos, em Cuba, que fracassou, foi exatamente isso. Seus interesses mundo afora são defendidos por estados títeres colocados pelos EUA, por meio de golpes de estado, onde quer que possam defender seus interesses. Os EUA promoveram golpes no Brasil, no Chile, no Paraguai, na Colômbia, no Peru, na Bolívia, na Venezuela, na Nicarágua, em Honduras, na Guatemala, só pra mencionar alguns dos nossos vizinhos, e na África, Oriente Médio, Ásia, Oceania, em todos os continentes. A atuação dos EUA é muito mais agressiva e prejudicial ao mundo do que a atuação da Rússia e da China.

Manuel Rosa Bueno

manuelrosabueno@yahoo.com.br

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PRESIDENTE OBEDIENTE

O presidente russo, Vladimir Putin, proibiu protestos contra a guerra na Ucrânia. E parece que, ao menos o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, acatou tal proibição.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO AFINOU?   

Bolsonaro disse que se mantém neutro em relação à invasão da Rússia na Ucrânia; agora, prefere se manter calado para não engrossar o mal-estar internacional. Parece que ele finalmente começou a entender o quanto a diplomacia, sobretudo internacional, é difícil. Será que Bolsonaro sabe o real significado dessa invasão da Rússia? Perante um dos homens mais poderosos do mundo, ele, sempre tão grosseiro e metido a valente, se portou de modo “fino, educado e gentil”, mostrando-se solidário a Putin.

Tomomasa Yano   

tyanosan@gmail.com

Campinas

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JEITINHO RUSSO

Em recente entrevista concedida a uma TV, Bolsonaro disse que o Brasil vai se manter neutro na questão envolvendo Rússia e Ucrânia. Citou a dependência do potássio de Belarus e da Rússia para o agronegócio e se posicionou pela paz. A esperança de Bolsonaro para reverter a provável derrota nas eleições é um ataque cibernético russo nas urnas eletrônicas.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DAVI E GOLIAS

A guerra entre Rússia e Ucrânia é a típica história de Davi e Golias. A Rússia é uma das maiores potências bélicas do planeta, contra a Ucrânia, muito inferior em todos os sentidos. De qualquer maneira, nessa história, o “Davi” ensinou a “Golias” como lidar e, em alguns momentos, levar vantagem com o uso de um singelo drone de baixíssimo custo, mas de muita eficiência em destruir tanques russos. Apesar da superioridade, o “Golias” aprendeu a lição!        

Júlio Roberto Ayres Brisola       

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

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INTERNET NA GUERRA

A invasão russa da Ucrânia nos ensina estratégias de manejo do uso da cibernética em tempos de guerra. O lado oriental predomina: ataques russos inviabilizaram as comunicações, seja de organismos públicos, seja de empresas fundamentais para suporte da informação necessária na condução dos combates. Nesse quesito, hackers tiveram papel fundamental. Há material suficiente para refletir e aprender com os contrários, se quisermos evoluir nesta questão fundamental para a defesa de qualquer país.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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TRAGÉDIA DE MUITOS PAIS 

Que Vladimir Vladimirovicth Putin é um autocrata é coisa que ninguém duvida; que ele caminha com os movimentos de extrema-direita no mundo está claro; e que ele errou ao invadir a Ucrânia, até ele deve estar achando isso, embora as potências ocidentais não tenham lhe deixado outra saída sem se desmoralizar. Contudo, ele não está sozinho como criador dessa tragédia. A tibieza de Joe Biden, que precisa a todo instante provar uma força que não tem; um chanceler alemão inexperiente; um primeiro-ministro inglês medíocre; o amadorismo de um comediante irresponsável e, sobretudo, a excrescência representada pela Otan nos tempos atuais são corresponsáveis pela tragédia na Ucrânia.

Estivessem Biden no lugar de Roosevelt e Boris Johnson no lugar de Churchill, talvez a 2ª Guerra Mundial tivesse acabado com o mundo já naquela época.

Goste-se ou não de Putin, esteja certo ou errado, ele não tem interlocução no mundo Ocidental. Fala sozinho para surdos. Pediu um monte de coisas para dar ao Ocidente a oportunidade de negar tudo e conceder o que ele realmente queria, a neutralidade da Ucrânia. Uma ninharia, se as potências ocidentais tivessem um mínimo de boa vontade.

A desgraça frequentemente é obra de muitos pais, e pais e mães dessa tragédia não faltam.

Xi Jinping deve estar dando boas risadas, enquanto espera pacientemente como um bom chinês. Mas vai ter de entrar na jogada, senão esses trapalhões acabam com tudo. Por nada!

José Jairo Martins

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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A SOLUÇÃO

Para resolver a crise europeia, os russos devem derrubar imediatamente seu líder, Vladimir Putin, maior responsável pelo impacto que a guerra provoca não só na Ucrânia, mas em toda a Europa. Essa medida afastará o risco de uma guerra nuclear, se o conflito continuar assolando a comunidade mundial.

Lairton Costa

lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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VERDADEIRA PIADA

O presidente Jair Bolsonaro disse, “ironicamente”, que o povo ucraniano confiou em um comediante para traçar o destino da nação. Aqui no Brasil, o povo escolheu um ex-militar, mal avaliado e expulso do Exército por indisciplina, para impedir a continuação de um projeto de poder da ideologia antecessora, que promoveu o maior assalto aos cofres públicos do País. Zelensky, ex-humorista, mostrou ter capacidade militar de, com escassos recursos, organizar o seu país contra um invasor de poderio bélico infinitamente superior, numérica e tecnologicamente, enquanto o Ocidente tenta dissuadi-lo com sanções econômicas. Já Bolsonaro, com 28 anos de Congresso, desde a posse mostrou ser uma verdadeira piada de mau gosto, na condução do País, em qualquer área que se queira analisar.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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VOLODYMYR X VLADIMIR

Volodymyr Zelenski, presidente da Ucrânia, e Vladimir Putin, autocrata da Rússia, têm em comum o primeiro nome e a baixa estatura física, mas, em contraste, uma gigantesca diferença de estatura moral. Enquanto o “czar” da nação russa, movido por uma incontida e descabida ambição imperial, ataca covardemente seu vizinho territorial, pondo o mundo de sobressalto diante da ameaça nuclear, o ucraniano dá mostras de ser um estadista de alto espírito patriótico, liderando com valentia, destemor e bravura sua população e seu Exército infinitamente inferior em números de soldados e poderio militar. Viva a Ucrânia livre e soberana! Viva Volodymyr!

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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GUERRA E MAIS INFLAÇÃO

Não bastasse a insuportável inflação de 10,06%, em 2021, e a chegada da variante Ômicron, que promoveu no Brasil aumento no número de infectados e mortes pela covid-19, neste ano, também de perspectivas ruins para nossa economia, infelizmente, o esquizofrênico presidente da Rússia, Vladimir Putin, resolveu invadir a Ucrânia. Como consequência, além de milhares de feridos, mortes, etc., causados pelos bombardeios, esse insano evento também abala a economia mundial. E como a Rússia é um grande produtor de petróleo, gás, fertilizantes e trigo, também como a Ucrânia, certamente, com as duras sanções econômicas que sofre o governo russo, juntando a dificuldade de importação destes produtos, o Brasil deverá amargar neste ano uma inflação maior, em torno de 6,5%, quando a expectativa dos especialistas há meses indicava para 2022 índice inflacionário entre 5,2% e 5,5%. É bom lembrar que temos um péssimo, ou inútil governo e que o insano Jair Bolsonaro preferiu apoiar nessa guerra seu “amigo”, Putin. Poderemos sofrer retaliações dos principais países do Ocidente.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR!

Por que não houve protestos nas ruas quando o Exército dos EUA recentemente fugiu do Afeganistão, deixando o país no caos, após 20 anos de ocupação, e chutando afegãos que tentavam se pendurar nos trens de aterrissagem dos aviões que partiam?

Por que não protestar, também, em defesa de afegãos que apodrecem aprisionados em Guantánamo, passando fome e tendo surtos psicóticos?

E contra a anexação de territórios palestinos por Israel?

Que tal a União Europeia penalizar os EUA com sanções, em razão de ações praticadas em sucessivos episódios, tais como a invasão do Iraque, morte de milhares de civis, assassinato de Saddam Hussein? Além da destruição de poços de petróleo, pilhagem de tesouros da antiga Pérsia, estupro de mulheres e crianças; enfim, tudo o que se sabe decorrente da invasão do Iraque por tropas dos EUA e seus aliados, a pretexto da mentira de que o Iraque processava urânio.

Tantos episódios não provocaram reações como vemos agora em relação à Ucrânia.

Patricia Porto da Silva

portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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‘DEMOCRACIAS DOENTES’

É perfeita a radiografia sobre as Democracias doentes (Estadão, 1/3, A3). Há que se acrescentar que a contribuição brasileira para essa devastação vem de uma pantomima de mandatário, fiel escudeiro da estratégia de Steve Bannon, trazida pela prole do despresidente que foge da justiça para não expor os crimes praticados. Mas aguentemos os pouco mais de 300 dias que nos separam de uma nova e sóbria política governamental.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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NADA IMPORTA, “ELE” NÃO VAI MESMO TRABALHAR!

Não bastassem duas férias por ano, usufruídas em São Francisco do Sul (SC) ou na Bahia de todos os santos, o presidente pela décima vez em três anos de suposto mandato vai passear no Guarujá (SP).

Lembro-me do tempo em que os empresários, os mais abastados, vociferavam contra esse mesmo feriado, dizendo que o povo brasileiro não gostava de trabalhar. Pois estes estão em silêncio ensurdecedor, diante da falta de vontade de trabalhar do presidente da República.

O mesmo silêncio que nos agride ao vermos a inflação de volta, desemprego crescente, analfabetismo sem ser combatido, saúde na UTI agonizando, economia sem controle, preços nos supermercados ao deus-dará e os combustíveis a preço de ouro dolarizados.

Três anos de passeios, muitas agressões a jornalistas, fake news, interferências na direção da Polícia Federal, motociatas, passeios de moto aquática, inaugurações de pequenos trechos de obras de outros governos e nenhum avanço em quaisquer áreas do País.

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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ARTHUR LIRA

As qualificações que Arthur Lira (PP-AL) faz aos seus opositores em relação à liberalização de jogos de todos os tipos são as qualificações que ele mesmo representa, conforme os dicionários, ou seja, “sectários” são pessoas aderentes a uma seita religiosa, e a religião dele é poder; “hipócritas” são aqueles de fingidas virtudes, e é o que ele é – falso; “demagogo político” é o inescrupuloso que usa de processos populares em proveito político. Sem comentários.

Tania Tavares 

taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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CANETAS PARA DIABÉTICOS

Tenho grande respeito pela atuação científica do dr. Gonzalo Messina, professor da Escola de Saúde Pública da USP. Mas, como diabético há longa data, me permito estranhar seu artigo criticando destrutivamente a possível compra e distribuição dos aparelhos conhecidos como canetas para aplicação de insulina, pelo SUS. Faço uso de seringas e agulhas para administração de insulina no mínimo três vezes ao dia, cada qual com seu ritual demorado que exige muita paciência. Nunca utilizei uma dessas canetas, mas, se facilitam a operação, creio que não merece crítica a atitude do governo federal nesse particular. Que me perdoe o prezado professor, mas ouso discordar de seu artigo. E há tanto mais para criticar, não é mesmo? Mas eu fui um dos únicos a protestar quando o então prefeito de São Paulo João Doria passou a comprar da China umas seringas com agulhas tortas e frágeis que exigiam uma ginástica para conseguir aplicar a insulina.       

Ademir Valezi        

valezi@uol.com.br

São Paulo

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