Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2022 | 03h00

Combustíveis

Congelamento de preços

Buscando a reeleição a qualquer custo, o ocupante da cadeira do Planalto quer lançar mão de um recurso inquestionavelmente ineficiente e várias vezes testado pela imensa maioria dos populistas ignaros que o antecederam: o congelamento de preços. Nunca funcionou, e não seria agora. Com essa ideia obtusa, o atual presidente se nivela ao outro candidato, aquele que sempre tratou a Petrobras como se fosse o quintal de sua casa, e tropeça no raciocínio lógico trazendo à memória a lustração daquela inolvidável presidente. O problema é que a conta da diferença entre o preço que a Petrobras paga pelo combustível importado e o preço menor que ela repassa às refinarias será bancada pelo Tesouro. E o dinheiro do Tesouro é aquele dos pagadores de impostos. Não bastasse essa medida popularesca improdutiva, a estatal brasileira do petróleo corre o risco de ser novamente processada (como no petrolão) pelos acionistas que certamente levarão o caso à SEC, a agência independente que protege e regula o mercado acionário americano. Se a Petrobras for obrigada a ressarcir (como no petrolão) os danos comprovadamente causados aos acionistas, quem vai pagar a conta? Nós, os contribuintes. Não existe maior prova de insanidade do que querer fazer sempre a mesma coisa esperando que o resultado seja diferente. E assim caminha o Brasil engrossando a horda de parvos que ocupam a cadeira presidencial.

Arnaldo Luiz Correa arnaldocorrea@hotmail.com

Santos

*

A cartilha do PT

Bolsonaro cogita de congelar os preços dos combustíveis e fala em substituir o presidente da Petrobras. A este filme os brasileiros já assistiram no governo de Dilma Rousseff – e deu no que deu. Afinal, Bolsonaro segue a cartilha da “tigrada” petista porque não sabe como resolver a questão ou por preguiça?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

Eleições 2022

Sem escolha

Há muitos anos, ficou famoso o filme A escolha de Sofia. Na história, que se passava durante a 2ª Guerra Mundial, uma pobre mulher que tinha dois filhos ainda pequenos é obrigada, pela Alemanha nazista, a desistir de um dos filhos, pois, senão, ficaria inapelavelmente sem nenhum dos dois, já que os nazistas levavam as crianças para serem doutrinadas por eles. Arrasada pela situação infame, ela acaba escolhendo um dos meninos e se conforma com a perda do outro. Nas eleições deste ano para a Presidência da República teremos um dilema parecido, só que exatamente ao contrário: entre os dois candidatos mais prováveis de chegarem ao 2º turno, a maioria dos eleitores não tem a menor pretensão de optar por um ou pelo outro, mas adoraria que ambos desistissem e fossem cuidar de sua vida. A Sofia, neste caso, coitada, não tem escolha.

Eduardo Mendes Huet Bacellar ed.bacellar@hotmail.com

Birigui

*

Alckmin no PSB

A filiação de Geraldo Alckmin ao PSB visando a se candidatar como vice de Lula é uma operação para untar de mel o sapo barbudo para o povo engoli-lo. Só que estraga o mel.

Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo

*

Guerra na Ucrânia

Marcha à ré na História

A que a unificação do mundo ocidental se opõe? O projeto de Vladimir Putin é ressuscitar o poder da extinta União Soviética: um Estado militarista, o poder centralizado numa pequena oligarquia (antes representada pelo Partido Comunista), a extinção das liberdades políticas e individuais, um mundo no qual a principal fonte de informação seria o Pravda (em russo, Verdade). Claro, a História não tem marcha à ré, e é apavorante que o sacrifício da Ucrânia – 44 milhões de habitantes, o 2º país em área na Europa – tenha de provar isso.

Wulf Dittmar wulf@terra.com.br

São Paulo

*

Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança da ONU tem de ser reformulado: um país-membro que desrespeita um dos princípios basilares da organização – o de não intervenção – tem de ser condenado ou, melhor, tem de haver a possibilidade de ele ser condenado. Não pode o voto de só um país vetar a condenação. Além de ser anacrônico, é perigoso para toda a comunidade mundial, como se revelou nesta agressão russa a um país independente.

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIA DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher, comemorado ontem, diante dos civis ucranianos fugindo da guerra, virou o dia internacional da vergonha! Tão dramáticas as imagens que não dá pra comemorar nada. Aliás, no dia em que não existir mais esse dia, teremos chegado ao pé da igualdade.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

*

CHINA DECISIVA

A esta altura da segunda semana dos terríveis acontecimentos na zona de guerra na Ucrânia, a China pode dar um passo decisivo para deter a criminosa e sanguinária escalada militar do czar Putin. Como principal aliado e avalista da garantia de recursos financeiros à Rússia, o líder chinês Xi Jinping pode sair muito bem na foto mundial como o grande vitorioso pacificador, caso consiga parar a guerra. Oremos.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PARA FECHAR A TORNEIRA DO PETRÓLEO E DO GÁS DA RÚSSIA...

Para fechar a torneira do petróleo e do gás russos, fatal para a economia russa, será necessário reabrir a torneira do petróleo da Venezuela, que já está sendo tentada por delegação americana em Caracas. O problema é que a PDVSA e Nicolás Maduro estão fortemente interligados com o governo russo há muitos anos. Desatar este nó é missão quase impossível. Outra solução seria acabar com sanções impostas ao petróleo do Irã, com quem Estados Unidos e Inglaterra brigam há 70 anos. O petróleo foi combustível de guerras durante todo o século 20.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

PREVISÕES

É óbvio que a guerra não é um episódio isolado. Ela resulta de uma série de antecedentes que convergem para a erupção das hostilidades. A partir daí formulam-se previsões sobre as possíveis épocas de seus encerramentos. Constata-se, no entanto, que as projeções erram grosseiramente quando confrontadas com a realidade. Só para citar os grandes conflitos do século passado: a 1ª Guerra Mundial iniciou-se em 28 de julho de 1914 e, na visão de muitos líderes políticos e diplomatas de então, seria um conflito sangrento, mas rápido. Terminou mais de quatro anos depois, em 11 de novembro de 1918. A 2ª Guerra, praticamente um prolongamento da primeira, eclodiu em 1 de setembro de 1939, com a invasão da Polônia pelos alemães, à qual se seguiram imediatamente as dominações da Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos e da França, além da Suécia e da Dinamarca. Tal sucessão rápida de vitórias levou importantes líderes militares da época a afirmar que os principais objetivos dos agressores nazistas seriam atingidos em pouco tempo. O conflito, o maior, mais abrangente e mais sangrento da História da humanidade, durou praticamente seis anos, concluído em 2 de setembro de 1945. Nos dias de hoje, as operações ligadas à invasão da Ucrânia pela Rússia tiveram início em 24 de fevereiro de 2022, dentro de contexto de inédita conectividade internacional. Diante dos ensinamentos do passado, porém, poucos se atrevem a emitir hipóteses quanto ao seu término.

Paulo Roberto Gotaçprgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

BOICOTE IMPIEDOSO

Impiedoso é pouco para classificar o boicote esportivo e cultural que a Rússia tem sofrido desde o início da guerra. A Fifa excluiu o país da copa do Qatar; o COI pediu às federações esportivas internacionais que retirassem eventos da Rússia e da Belarus e impedissem a exibição de bandeiras e a reprodução dos hinos desses dois países; e vários artistas russos foram excluídos de eventos. É preciso lembrar um fato histórico que até hoje causa arrepios: durante a 2ª Guerra Mundial, os EUA criaram campos de concentração onde confinaram pessoas de etnia japonesa e o Brasil também fez o mesmo, aprisionando japoneses, italianos e alemães, em represália à guerra deflagrada pelos países do eixo. Desnecessário dizer que a maior parte desses cidadãos era composta por civis inocentes, assim como é inocente a maioria dos esportistas e artistas russos que estão sendo boicotados agora. A invasão da Ucrânia foi arquitetada por um autocrata expansionista, saudoso dos tempos da União Soviética, que pouco se importa com a humanidade no sentido amplo da palavra. Ao punir esportistas e artistas russos em represália à loucura de Putin, as entidades responsáveis por isso resvalam pela desumanidade, a exemplo do que os aliados fizeram com civis japoneses, italianos e alemães na 2ª Guerra. Em nenhuma cartilha está escrito que desumanidade de um lado precisa ser respondida da mesma forma do outro. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

*

PESSIMISMO GENERALIZADO

Num momento aparentemente desesperador, a maioria da humanidade se confina numa psique decadente. Provavelmente quatro entre cinco seres viventes na Terra não vislumbram outro futuro que não seu desaparecimento. No entanto, desde os primórdios, vivemos – e sobrevivemos – entre guerras, pandemias e catástrofes naturais. Sem tanta percepção, diante das transparências – muitas enganosas – das comunicações contemporâneas em tempo real e exercício crítico imediato. Dispomos do livre arbítrio que nos levará à existência heurística, se direcionado à consciência mundial – de educação e cultura – capaz de erradicar a abismal desigualdade social e o ódio por ela criado entre irmãos.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarrisoadv@uol.com.br

São Paulo

*

ESPERANÇA, ONDE VOCÊ MORA? 

Quando criança, éramos grudadas, onde estava uma estava a outra. Eu buscava e você estava lá o tempo todo. Será que minha mãe vai me deixar levantar da mesa sem perceber que meu prato está cheio? Será que vai me deixar ir à casa da amiga depois da escola, mesmo que a nota de matemática era vermelha? E você, esperança, sempre dava um jeito de me encorajar. Na adolescência nos afastamos um pouco, como é comum nesta fase que os amigos de infância se afastem, mas mesmo você tendo ido morar mais longe, ainda assim nos víamos com frequência. Tudo bem, não tínhamos celular, Facebook, Instagram para nos conectarmos online, mas eu sabia onde você morava e sabia que poderia encontrá-la. 

Nos últimos tempos você anda sumida, amiga! Procuro você por todo canto. Às vezes acho que lhe encontrei em um rosto, em um post, em um vídeo de WhatsApp, mas algo acontece e me dou conta de que encontrei apenas o desejo de lhe encontrar, encontrei apenas uma fração daquele acalento que só você sabe dar, amiga querida. 

Onde você mora, Esperança? Sinto muitas saudades de você, estou louca para lhe dar um abraço apertado, embora até nisso você andou em falta nos últimos dois anos, mas sei que podemos nos reencontrar e não só relembrar os velhos tempos, mas inundar de você o futuro! Volte logo amiga!

Susan Masijah Sendyk

susanms@terra.com.br

São Paulo

*

ERA BOLSONARO

A era Bolsonaro vai passar à história como aquela que conseguiu dar ao Brasil não uma vida melhor (progresso, desenvolvimento, diminuição das desigualdades sociais, etc.), mas sim um aumento do número de radicais fanáticos, reacionários, anárquicos e idiotas que, ao longo desses quase quatro anos de governo desastroso, conseguiram alcançar uma visibilidade perigosa travestida de um falso liberalismo, muito mais para nazifascistoide do que qualquer outra forma capaz de tornar mais dignos brasileiros e brasileiras. Graças à internet (ao seu mau uso), aos incentivos e blindagem de dados a esta gente, surgiram no cenário – político ou não –, seres desprezíveis e asquerosos como “Mamãe Falei”, Adrilles, Monark e tantos outros que nada mais são que o produto de um governo tão desprezível quanto esses imbecis que usam câmeras, microfones e até lugares públicos como parlamentos para propagar mentiras, impropérios e outras tantas bobagens, desprezíveis, asquerosas e muito, muito perigosas.


João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

*

BOLSONARO PRECISA PARAR DE ATACAR A AMAZÔNIA

A escassez de fertilizantes que haverá por causa da paralisação das exportações da Rússia deveria levar o Brasil a repensar sua produção, adotar a agricultura orgânica, técnica que usa muito menos fertilizantes e agrotóxicos. Nada justifica a votação em regime de urgência da liberação de mineração na Amazônia, nas terras indígenas. Se isso ocorrer fará explodir de vez a mineração ilegal de ouro, destruirá a floresta e envenenará os maiores rios do planeta. A voracidade do presidente Bolsonaro de acabar com a Floresta Amazônica tem de ser contida.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

MAIS DINHEIRO

Não bastasse a bagatela de quase R$ 5 milhões aprovada pelo Congresso para campanha eleitoral, agora estão torturando os ruralistas para dar mais dinheiro. Não vamos esquecer que o Brasil não está em uma situação de penúria graças aos ruralistas que conseguiram pelos seus próprios meios transformar o País em um grande produtor do agronegócio, que traz bilhões de dólares em divisa. Parem de amolar os ruralistas que eles estão trabalhando pelo País, e não pensando em reeleição

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni1941@gmail.com

São Paulo

*

O OPORTUNISMO COMO NORMA

Não bastasse sequestrar verbas orçamentárias, agora integrantes da Câmara dos Deputados, por ação e liderança de seu presidente, Arthur Lira, à frente de uma trupe alcunhada de Centrão, adotou como norma da Casa o oportunismo. Na contramão do que prega o dicotômico capitão presidente, seu parceiro maior, suspendeu as sessões presenciais alegando razões de saúde pública. Achando-nos idiotas, acreditou que não perceberíamos a eliminação de duas regras democráticas com uma paulada só: a ausência em plenário dos nada ilustres parlamentares centrista permitirá a presença destes em seus cavernosos redutos fazendo campanha e, pior, legislando por celulares; na atuação legislativa, essa ausência prejudicará o funcionamento regular das comissões que analisam os projetos antes de irem a votação plenária, possibilitando o encaminhamento de outros oportunismos. Essa é nossa ultrajante representação indireta do poder. Impossível cobrar vergonha dessa gente; eles não possuem esse sentimento.

Honyldo Roberto Pereira Pinto 

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

*

MLP – MENINOS DO LEITE COM PERA

“Criados a leite com pera!” Era assim que o antológico professor Gilmar, personagem do humorístico Hermes e Renato, da MTV, dava bronca nos seus alunos baderneiros, geralmente bem-nascidos, mimados e regalados, desconectados da realidade. A sigla MBL – agremiação à qual pertence o deputado Arthur do Val (Podemos-SP), para quem a conjugação de beleza e pobreza em uma mulher é como Viagra – deveria ser substituída por MLP – Meninos do Leite com Pera.

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

*

BARRAR OS JOGOS DE AZAR

A coluna do Estadão (7/3) informa que a bancada evangélica, quando da votação no Senado, deseja barrar o projeto já aprovado na Câmara para liberação dos jogos de azar, que inclui também a instalação de dezenas de cassinos no País! Torço para que não somente os evangélicos, mas a maioria dos senadores enterre de vez esse projeto que há mais de 20 anos vinha dormitando no Congresso. Porém, o estranho é que essa mesma bancada dos evangélicos, que também apoia o desgoverno de Jair Bolsonaro, não repudiou as atitudes desumanas deste presidente com relação à pandemia de covid-19. Menos ainda, sobre o total abandono do Ministério da Educação, que tem hoje no comando um ministro pastor. Por quê?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

LUCRO DA PETROBRAS PARA BAIXAR PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

Interessante e – mais que isso – justa a proposta do governo de empregar os dividendos que a Petrobras paga ao Tesouro Nacional para custear o subsídio à gasolina e ao óleo diesel, principalmente nesse momento em que o petróleo está com o preço internacional disparado, por diferentes razões e nos últimos dias por conta do conflito Rússia-Ucrânia. Usar o rendimento da petrolífera para amenizar o preço dos combustíveis recoloca a empresa nos tempos em que a campanha nacionalista pela sua fundação tinha por lema “O petróleo é nosso”. Se é nosso, tem de trazer benefícios ao povo cujo dinheiro – pago por meio de impostos – foi investido na montagem da estatal e do seu parque. Durante 2021 a empresa teve lucro de R$ 106 bilhões e deverá recolher dividendos de R$ 38,1 bilhões relativos aos 37% do seu capital que pertencem ao governo. Diferente do que fez Michel Temer, que, em 2018, pagou subsídios com verbas do Tesouro, neste ano se pretende que o refresco nos preços da bomba venha da própria petrolífera. Mas esse dinheiro é carimbado para a Saúde e a Educação. O governo justifica o momento grave da guerra – que levou o barril do petróleo a US$ 120 na semana passada, para carreá-lo aos subsídios. Espera-se que os responsáveis pela área no governo façam o melhor e a população seja a grande beneficiada. A Petrobras só tem razão de ser estatal se contribuir para o alívio dos consumidores. Do contrário, que seja entregue à iniciativa privada.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

MÁSCARAS

Acostumei-me com a máscara no rosto. Não incomoda, protege. Não saio sem ela. Significa prudência e amor à vida. Prefiro não arriscar. Ainda é cedo. Só dispenso a máscara em casa. E olhe lá. Peço às visitas que mantenham a máscara. Os riscos permanecem entre a população. É excelente que as mortes diminuíram. Há dois anos sofremos e penamos. Não é hora de abrir a guarda, de subestimar o perigoso vírus. Conheço dezenas de pessoas que contraíram a covid por mais de uma vez. Embora vacinadas, inclusive com a dose de reforço. Hoje sofrem com fortes sequelas. Não tem como identificar se todos que cruzam meu caminho, fogosos e altaneiros, sem a máscara estão vacinados. No Rio de Janeiro ampliaram a dispensa do uso da máscara também para locais fechados. Valha-me Deus. Colossal temeridade. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MULTAS COM SOFISTICAÇÃO EM SÃO PAULO

Tomei conhecimento do sistema de multas na cidade de São Paulo. Veículos com câmera no teto circulam pelas ruas, identificam os “graves infratores” e em tempo real enviam as informações para uma central de monitoramento para a devida punição. Acredito que esse sistema deve demandar bom investimento. Quase simultaneamente recebi multa do carro da minha mulher que estacionou para retirar dinheiro do caixa eletrônico do banco, no curto tempo que dura essa simples operação. Circunstancialmente, enquanto ela ia ao banco eu estava no carro. O sofisticado sistema municipal não me reconhece, cidadão e grande contribuinte dos cofres da referida prefeitura. Por outro lado, como já comentado neste mesmo Fórum do Estadão, na gestão passada e na atual as ruas estão em estado deplorável. Para concluir: para garantir receita, a prefeitura investe pesado; já para despesa, corta custos.

Noedir A. G. Stolf

nstolf@cardiol.br

São Paulo

*

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.