Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2022 | 03h00

Redes sociais

O bloqueio do Telegram

Por que o aplicativo de mensagens Telegram não quer se submeter às leis brasileiras (Estado, 19/3, Telegram não está acima da lei – A3 e  Moraes determina o bloqueio do Telegram em todo o PaísA10)? O funcionamento das redes sociais com clareza e legalidade é condição para evitar fake news e responsabilizar seus autores e usuários por seus atos. Assim, a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de bloquear o aplicativo no Brasil, é merecedora de elogios, pois o Telegram não está acima da lei e deve transmitir segurança aos brasileiros e, em especial, à Justiça Eleitoral. Aplicativo de mensagem é meio de comunicação, e não ambiente para ocultar bandidos, falsos e irresponsáveis. Não pode existir poder sem ônus.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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É a lei

O Telegram é um hospício virtual. Gente que inventa mentiras e que delirantemente acredita nelas. E as espalha a galope. O ministro Alexandre de Moraes apenas cumpriu a lei, bloqueando o dispositivo.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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Pergunto: posso montar uma loja para vender maconha nos Jardins ou em Itaquera? Nossa legislação o permite? Por que a empresa Telegram poderia funcionar no Brasil sem respeitar as leis que regulam as práticas sociais do nosso país? As leis, numa democracia, são para todos, inclusive para a família e os amigos do mandatário de plantão. E para ele também.

Fernando Pirró

fpirro@uol.com.br

São Paulo

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Medida extrema

Só a esfarrapada justificativa do Telegram para não ter atendido às diversas solicitações do STF e do Tribunal Superior Eleitoral já é motivo mais que suficiente para, aqui sim, justificar a medida extrema tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Carlos Ayrton Biasetto

carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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Razoável

Se, doravante, a polícia não conseguir bloquear o uso do celular de um investigado por um crime horrendo, ela poderá pedir para o STF bloquear o serviço de celular no Brasil, sob a alegação de não terem as operadoras impedido o uso de linhas pelo transgressor, criminoso, acusado ou investigado? Seria razoável que um ministro atendesse a um pedido em prejuízo de milhões? Parece que sim, ou então não entendi nada do que está ocorrendo.

Paulo T. J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Mérito indigenista

Foto

É impossível não rir da foto em que Jair Bolsonaro aparece de cocar, cercado de pessoas fantasiadas de indígenas (Estado, 19/3, A14). Seu desprezo pela população indígena do Brasil é notório e suas ações nocivas à natureza, conhecidas de todos. A quem ele pensa enganar? Se, ao invés das Armas Nacionais do Brasil na parede ao fundo, estivesse o estandarte do bloco Cacique de Ramos, a foto faria mais sentido.

Flávio Madureira Padula

flvpadula@gmail.com

São Paulo

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Maldição

O uso de cocar por políticos pode trazer maldição. Lula na prisão e Dilma Rousseff, que sofreu impeachment, podem confirmá-lo. Que estes ares pairem sobre Bolsonaro, travestido de protetor dos povos indígenas.

Eliana Pace

pacecon@uol.com.br

São Paulo

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A falência da moralidade

A entrega da Medalha do Mérito Indigenista a Bolsonaro apenas denota a falência da moralidade pública e o cinismo com que os valores morais são usados em nosso país. É desnecessário relembrar as políticas indigenistas deste governo. Todos as conhecem. Na mesma toada são a Fundação Palmares atacando a memória e a cultura dos afrodescendentes, o insistente – e sempre negado oficialmente – desmatamento da Amazônia, o repetido boicote às campanhas de vacinação, a difamação da legitimidade do processo de eleição, a intransigente defesa das plataformas de fake news e pastores abençoando armas, só para lembrar alguns dos posicionamentos recentes e valores deste governo. Portanto, na campanha eleitoral de 2022, é imprescindível a recuperação dos valores ético-morais na ação do governante. Cabe ao eleitor, olhando para a atitude do candidato e levando em consideração sua história pregressa, discernir entre a possibilidade de uma boa ou de uma má governança.

Wulf H. Dittmar

wulf@terra.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BLOQUEIO DO TELEGRAM NO PAÍS

O Brasil é uma nação democrática, mas não para sustentar as perversas milícias de Jair Bolsonaro, que tentam, pelas redes sociais, e não somente pelo Telegram, disseminar mentiras e horrores até contra a saúde dos brasileiros com relação a medicamentos fajutos nesta pandemia. E, neste ano de pleito majoritário, inclusive para o Planalto, esses bolsonaristas já estão a postos em clima de terror eleitoral. Neste sentido, e, em respeito a nossa Constituição, o ministro do STF Alexandre de Moraes em boa hora determinou o bloqueio do Telegram no País. Por literal culpa de Bolsonaro e de suas milícias! Esse irresponsável governo, que já vem prejudicando o Brasil até na imagem no exterior, agora também prejudica o povo brasileiro.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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APLICATIVO

A decisão do STF de suspender o Telegram é acertada, afinal, seu proprietário não respondia às intimações judiciais e sabemos que o aplicativo hospeda tudo quanto é porcaria, fake news e outros. Por isso Bolsonaro, família e os bolsonaristas estão tão apreensivos.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ULTRAJE ANTIDEMOCRÁTICO

As decisões monocráticas e arbitrárias do ministro Alexandre de Moraes não merecem uma resposta à altura? Se não, podemos rasgar a Constituição, rifar a liberdade e voltar à barbárie. O que nossas mais caras instituições pensam sobre os rompantes de um magistrado contra as alíneas constitucionais? O Estado Democrático de Direito, de uma hora para outra, foi arrestado? Pois bem, há momentos em que o silêncio nos rouba a paz, e é assim, de repente, que se perde a voz para sempre. 

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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DESRESPEITO

Os congressistas estão fazendo com a ministra Rosa Weber, em relação aos envolvidos no orçamento secreto, o mesmo que o Telegram com os pedidos da nossa Justiça. Está correto o ministro Alexandre de Moraes em impedir este desrespeito. Será que os congressistas (machistas) fariam o mesmo se o ministro fosse Alexandre de Moraes, no caso do orçamento secreto?

                

Tania Tavares   

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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ELEIÇÕES

Todos sabemos da enorme importância das próximas eleições para a Presidência da República. Até agora, dada a inexistência de uma terceira via exequível, teremos que optar por um de dois criminosos. Abstenho-me de analisar a incrível dupla Lula/Alckmin, que já nasceu contaminada pela corrupção de um e pelo oportunismo do outro. O que deve ser objeto de análise e meditação é o enorme contingente de eleitores que apoiam a candidatura do capitão desbocado que nos (des)governa, não hesitando em classificar como "ótima" sua atuação. O que espanta é que grande parte desses eleitores possui elevado QI, formação profissional invejável e posicionamento sociocultural e econômico privilegiado. Apesar disso, simplesmente ignoram fatos recentes, tais como rachadinhas; nomeação, em plena pandemia, de um general incapaz para o Ministério da Saúde; luta incessante contra todas as recomendações científicas de combate ao vírus, resultando na morte de mais de 600.000 cidadãos; funcionamento de um gabinete paralelo no Ministério da Saúde; aprovação de fundos eleitoral e partidário para financiamento de entes privados com dinheiro público; organização de um orçamento secreto que desvia bilhões para os "amigos do rei"; criação de gabinete paralelo no Ministério da Educação (!), gerenciado por pastores evangélicos, num Estado laico. E por aí vai. Sinceramente, não consigo entender o que falta para trazer à luz da razão o comportamento dos inimigos da democracia.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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ESCOLHA DIFÍCIL

Eleições se aproximando e ainda indecisa. Sou eleitora desde 1970. Sempre analiso o perfil dos candidatos e na minha visão tenho votado nos menos piores. Acertei alguns, errei na maioria. Para ser justa, todos foram péssimos governantes e congressistas. E todos traidores. Para 2022, até agora não há menos pior. Todos são ruins. Pior impossível. Até agora meu voto será nulo. Muito triste. Como não sou mais obrigada a votar, talvez não perca meu tempo. Não tenho mais esperanças.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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OS CRIMINOSOS DO MEC

A história mundial cita vários mandatários que pelas suas qualidades e feitos, ou mesmo pelos seus defeitos, passaram a ser conhecidos pelos seus epítetos. É o caso de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, pelas suas conquistas. Já o epíteto para o nosso atual presidente, só poderá ser esculhambador. A revelação do crime que vem sendo cometido no Ministério da Educação ultrapassou a todos os limites da decência, a ponto de descumprir a própria Constituição. O ministro entregar a dois pastores de igreja evangélica o poder de decidir quem receberá ou não as verbas do ministério, como se o Brasil fosse a Casa da Mãe Joana? E logo em um ministério da importância da Educação. Isso é um crime imperdoável. O Poder Legislativo tem o dever de acionar o Judiciário, não só para acabar com essa esculhambação, como processar o ministro e os dois trêfegos pastores para que respondam pelos ilícitos e sejam presos, pois é o mínimo que se espera dessa infâmia. Revolta saber que os autores dessa autêntica picaretagem ainda se atrevem em falar sobre os ensinamentos de Jesus Cristo. Mais uma vez, nunca é tarde para providenciar o impeachment do presidente Bolsonaro. A sua capacidade de causar sérios danos ao País é infinita.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PARTIDOS, POLVOS E CAMALEÕES

Brilhante a analogia que o dr. Almir Pazzianoto Pinto fez, em seu artigo (Partidos, polvos e camaleões, 19/3, A4), sobre o que parecem os partidos e seus dirigentes no mundo político do nosso pobre e sofrido País. Atrás de suas vestes caríssimas e de seus rostos bem lavados, escondem-se as intenções mais escusas de solapar a dignidade do povo a fim de iludir a ingenuidade dos bem-intencionados eleitores. Nos bastidores, atrás dos palcos da atuação parlamentar e executiva, acobertam-se os negócios tidos insuspeitos e projetos de encher de dinheiro as malas e cuecas, contribuindo para o empobrecimento da nação e dos cidadãos comuns, especialmente os mais carentes.

Arnaldo Goltcher

goltcher@terra.com.br

São Paulo

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CAMALEÕES DA POLÍTICA

O ex-ministro Almir Pazzianoto Pinto, de forma claríssima, mostra o principal problema do Brasil e ilustra com um exemplo a camaleonice de um político (Partidos, polvos e camaleões, 19/3, A4). Mas não podemos esquecer que os eleitores têm uma parte dessa culpa de os políticos mal-intencionados dominarem o Estado brasileiro para locupletar-se.

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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A MEDALHA DO DEBOCHE

A autoconcessão da medalha do Mérito Indigenista a Jair Bolsonaro é o mais deslavado deboche de um governo que destrói a Floresta Amazônica e invade terras indígenas como meta de desgoverno. Sydney Possuelo, ex-diretor da Funai, devolveu a medalha que recebeu há 35 anos, em desagravo. Não basta a esta gente deflorestar a nossa mãe Amazônia e roubar as terras dos povos que a conservam há 522 anos, é necessário debochar das pessoas que lutam para preservar a fonte natural de água e vida do Brasil e seus guardiões. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com 

Porto Alegre

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CARNAVAL ANTECIPADO

Não me avisaram: o carnaval já começou! Na última semana, os atuais inquilinos do Alvorada deram o grito de carnaval antecipado. O grito carnavalesco começou em 17 de março, quando a moça que ocupa a função de primeira-dama usou uma fantasia de PFR (em declarado evento de campanha e total desrespeito à instituição policial). Para não ficar sozinha na folia de Momo, o outro inquilino do Alvorada não se conteve e, no dia seguinte, colocou um cocar indígena em uma condecoração que podemos chamar no mínimo de imprópria ou suspeita que foi promovida pelo ministro da Justiça mais evangélico que o Brasil já teve. Ainda dá tempo, só nos resta colocarmos a fantasia de bobo da corte e cantarmos as marchinhas carnavalescas.

Antonio Carlos Gobe

acgobe@gmail.com

São Paulo

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VIAGEM PELA AZUL

Sei que vou ser criticado, mas a gente tem que falar. Pagamos caro pelas passagens, nada mais se serve nos voos, a não ser água quente, porque não tem copo gelado. Não sei de quem foi a brilhante ideia. Agora ficar também sem o entretenimento, aí já é demais. Viajo pela Azul, há muito tempo, muito pelo entretenimento, principalmente por três horas de voo e não tem nada. É uma coisa que distrai pais e filhos, e não tem nada. Resposta dos comissários e piloto: o avião é novo, e ainda não foram instalados todos os recursos eletrônicos. Não cola. Nenhum carro sai da fábrica se não estiver completo. Se não estiver completo, não coloca em voo. 212 passageiros, naquele calor, tomando água quente. É dramático. 

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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DILEMA ENTRE DESENVOLVIMENTO E PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE

A cidade de Autazes fica no interior do Estado do Amazonas. Pertencente à mesorregião do centro amazonense e microrregião de Manaus, encontra-se a sudeste de Manaus, capital do Estado, distando desta cerca de 113 quilômetros. A cidade ocupa uma área de 7.599,282 km² e sua população, estimada pelo IBGE, é de aproximadamente 38.000 habitantes, sendo assim é o décimo sétimo município mais populoso do Estado do Amazonas e o quinto de sua microrregião. A cidade ganhou notoriedade e importância diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, não pelo conflito em si, mas pelo fato de que o governo brasileiro importa fertilizantes da Rússia, e com o conflito não está podendo importar, colocando em risco a agricultura. A cidade de Autazes entra na história porque possui uma megajazida de potássio, principal insumo para a produção de fertilizantes. Para o Governo Federal, a exploração seria suficiente para suprir 25% de toda a necessidade brasileira. Durante a ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1985, os militares queriam o desenvolvimento da região, o projeto era a estrada Transamazônica, cuja competência e coragem para fazê-la não tiveram à época. Agora surge Autazes (AM) justamente no caminho de um militar que foi expulso do Exército, odeia povos indígenas e meio ambiente na mesma medida que ama agronegócios, armas, apoio eleitoral e dinheiro. É bom os defensores do meio ambiente e dos povos indígenas acordarem para a questão antes que seja tarde.

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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FIM DA PANDEMIA

Nesta reta final da tenebrosa pandemia que assolou o mundo por dois longos e intermináveis anos, ceifando a vida de mais de 5 milhões (!) de pessoas, sugiro agendar para logo mais nas praças centrais de todas as cidades do planeta a realização de um ritual de purgação pelo fim do pesadelo, com o acendimento de uma grande fogueira para render homenagem aos que se foram e bendizer a sorte dos que sobreviveram incólumes. Cada um deve levar suas máscaras para arderem noite adentro numa gigantesca pira regada a álcool em gel. Viva as vacinas, viva a vida. 

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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DARLAN ROMANI

É um brasileiro arremessador de peso que agora ganhou o campeonato mundial em recinto coberto e bateu o recorde. É um batalhador que mora em Bragança Paulista, treina em um terreno baldio ao lado da casa e passou muitos anos chegando em quinto ou sexto apesar de seu esforço e sem patrocínios que o ajudassem. Muito respeito por esse grande brasileiro.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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