Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2022 | 03h00

Ministério da Educação

Ouro de tolo

Milton Ribeiro, ministro da Educação, diz, em áudio revelado, que, a pedido do presidente Bolsonaro, repassa verbas a municípios indicados por pastores. Um destes pastores chegou a pedir a um prefeito 1 kg de ouro em troca do privilégio. Vejam até onde vai o nível da ilicitude! Estes pastores nem sequer fazem parte do governo. São intermediários que lucram com o dinheiro do MEC, que tem um dos mais altos orçamentos do Estado. É dinheiro que deixa de ser aplicado na Educação, que, para esta gente, se transformou numa negociata e numa forma de ajudar a reeleição. Quantos milhões de crianças brasileiras terão seu futuro prejudicado por isso? Sem palavras para expressar a desumanidade desta gente que se diz cristã.

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

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O esquema

A singela confissão do ministro da Educação, de ter atendido a um pedido especial de Bolsonaro para contemplar, com verbas do MEC, preferencialmente pastores indicados por ele, deixa claro como funciona a distribuição de verbas no governo. O esquema não é novo. É o mesmo descrito pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello: “Um manda, o outro obedece”.

Abel Pires Rodrigues

ablrd13.ar@gmail.com

Rio de Janeiro

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O MEC e os pastores

O Brasil sempre foi carente em educação pública de qualidade. Atualmente, com o sr. Bolsonaro na Presidência da República, prestigiando e sendo prestigiado por pastores evangélicos, que deveriam cuidar das almas, e não de seus interesses pessoais em negociatas com o governo, o que se vê é um retrocesso no ensino. E o Estado, que é laico, perde esse significado, em prejuízo da educação.

Paulo Boin

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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Impunes

Nada acontecerá ao pastor que pediu 1 kg de ouro para liberar verbas aos prefeitos, assim como grande parte dos criminosos da Operação Lava Jato está livre e muitos serão candidatos na próxima eleição. Confesso que tive a ilusão de ter ficado otimista quando das condenações de políticos e importantes empresários pela operação comandada por Sergio Moro. Ledo engano.

Leão Machado Neto

lneto@uol.com.br

São Paulo

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Operação Lava Jato

A condenação de Dallagnol

Continuamos rotineiramente assistindo aos descalabros promovidos por decisões daqueles que, em princípio, deveriam promover a justiça, o equilíbrio e o resguardo da segurança da nossa sociedade. Tudo o que foi comprovado, amplamente noticiado e que é de total domínio público passa a não valer nada e, em contrapartida, condena-se um cidadão honrado no desempenho da sua função pública e beneficia-se um infrator, que ainda consegue, por vias legais, extorquir R$ 75 mil em indenização. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o ex-procurador Deltan Dallagnol expõe a injustiça que vem sangrando a sociedade brasileira e causando profunda indignação entre cidadãos de bem.

Orlando Rodrigues Maia

ormaia@uol.com.br

Avaré

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Guerra à Lava Jato

A guerra dos tribunais superiores contra a Lava Jato ainda não acabou, como mostra a matéria STJ condena Deltan a pagar R$ 75 mil a Lula (Estado, 23/3, A9). A investigação do maior assalto aos cofres públicos está sendo jogada no lixo em decisões de tribunais superiores, e poderosos políticos vão ficando livres por alegadas questões processuais e, agora, exigindo e sendo contemplados com indenizações milionárias. Há algo de muito errado nisto tudo, e a esperança é de que um dia tudo isso seja bem esclarecido ao contribuinte que custeou toda a operação e seus desdobramentos.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Inocência

Lula sabe que não é inocente. A verdade é soberana e não ficará refém da mentira e da injustiça.

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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Honra

Segundo decisão do STJ, a ação do ex-procurador fere a “honra” do acusado e condenado Lula. Mas e a honra dos magistrados e do povo honesto deste país?

André L. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

HOMEM DE SORTE

É incrível a sorte que Lula tem. Em 12 de julho de 2017, foi condenado à prisão pela 1.ª turma por 9 anos e seis meses, por locupletar-se de dinheiro público. A 2.ª turma ratificou a condenação e aumentou a pena para 12 anos e um mês. Em abril de 2019, a 5.ª turma do STJ manteve a condenação, mas reduziu o tempo para oito anos e 10 meses. Veja-se a sorte: em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou as condenações por entender que tudo o que foi feito até então estava errado. Quase dois anos depois da prisão, descobriu-se que o tribunal certo era o de Brasília, e mandou transferir os processos. Com essa transferência, a condenação foi cancelada. Lula não foi inocentado, mas mesmo assim tornou-se ficha limpa e é agora candidato à Presidência da República posando de bom moço. E os processos?  Bem, os processos, devido à morosidade, vão prescrevendo por uma questão de ordem burocrática, sem, contudo, apagarem-se os crimes, comprovados por documentação farta. Sorte imensa. Se pensávamos que a sorte dele tinha terminado por ter escapado da Justiça pelos crimes que efetivamente cometeu, recebe agora a informação de que vai receber R$ 75 mil se Deltan Dallagnol perder efetivamente a ação (Estado, 23/3, A9) por ter apresentado na televisão seus crimes. Condenação esta que tem que ser aplicada, onde já se viu uma coisa destas? A Justiça sempre zelosa.

José Carlos

jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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POWERPOINT

O ministro do STF Edson Fachin declarou que o País e o mundo vivem tempos cinzentos e que a democracia vive a ruína da obediência às regras do jogo. O ministro fala em democracia e obediência, mas desrespeitou a lei, jogando no lixo seis anos de investigações, delações e provas robustas, anulando processos contra o "inocente" e  "honesto" Lula da Silva. E quem pagou o pato foi Deltan Dallagnol com seu verdadeiro PowerPoint (STJ condena Deltan a pagar R$ 75 mil a Lula, 23/3, A9). Eita Brasil que não tem jeito!

Jose Alcides Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

São Paulo

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DELTAN DALLAGNOL

O procurador Deltan Dallagnol, que cometeu o “pecado” de montar um PowerPoint com a corrupção escancarada e seu líder no centro, agora é condenado (STJ condena Deltan a pagar R$ 75 mil a Lula, 23/3, A9). No Brasil, o crime compensa, fica impune e ainda recebe indenização. E se reelege como presidente, eventualmente. Nuvens negras no horizonte.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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O RABO ESTÁ CORRENDO ATRÁS DO CACHORRO

Lula pede indenização ao dr. Dallagnol (Estado, 23/3, A9). E isso em uma condenação apenas adiada por sucessivos golpes e brechas do aparelhamento do Estado. No Brasil da Justiça mais exótica do mundo, é assim, como nos deboches populares. Como esse que bem cabe nesta situação, Lula pedir indenização após tanta corrupção fartamente declarada é isso: "Como o rabo correndo atrás do cachorro".

Roberto Moreira da Silva

rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

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QUAL LEI?

As idas e vindas das decisões de anulação dos casos notórios de desvios de dinheiro público nos governos Lula-PT, e esclarecidos pela Lava Jato, são agora anulados por incompetências de local (sic) cometidos por tribunais superiores e Supremo Tribunal Federal. Isto só traz insegurança jurídica aos investidores de fora e locais. Se a instância estava errada, por que esperaram tanto até coincidir com as eleições de 2022? Aí, sempre tem, e o povo sabe e se sente traído. Estas decisões só facilitam a reeleição do presidente atual.

Tania Tavares   

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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VOTO FEMININO

Inacreditável! Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato sendo condenados por terem aplicado a lei corretamente (STJ condena Deltan a pagar R$ 75 mil a Lula, 23/3, A9). Mulheres do Brasil, somamos mais da metade dos votos, não votem em Lula nem em Bolsonaro, unidas poderemos eleger um presidente digno para nosso País.

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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A SAÍDA DE MILTON RIBEIRO

Assevera um antigo dito popular rural que é "o boi sonso que mata o carreiro". O ministro da Educação, Milton Ribeiro, um dos piores a ocupar a pasta, merece receber o prêmio da demissão, porque a criação de seu gabinete político paralelo é uma afronta à nossa Carta Magna, desde que os atos praticados em seu seio transgridem, na integralidade, o artigo 37 da Constituição da República. Eis que, se o Ministério da Educação não sabe agir sob o amparo da ética e da moralidade, então, como fiscalizar e imprimir regras de boa conduta nas escolas brasileiras e para os professores e diretores? A sua substituição deve ser urgente.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CORRUPÇÃO NO MEC

Está claro que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, não tem condição de continuar no cargo, não esquecendo o discurso diuturno de Bolsonaro de que no governo dele não tem denúncias de corrupção. Mas quem quer este milionário ministério é o Centrão. Vai melhorar alguma coisa?

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO ‘CUPINIZADO’

Sabem o que vai acontecer com Bolsonaro, com o ministro da Educação e com os pastores contratados após a corrupção óbvia em que foram flagrados? Nada. Como sempre acontece com o presidente, seus familiares e auxiliares. Ele faz isso há mais de 30 anos e nada lhe acontece.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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PAGANDO PELO NEGACIONISMO

Apesar de negar, o presidente Jair Bolsonaro, considerado como negacionista-mor do Brasil, está colhendo o custo do atraso da vacinação. Só agora percebeu que sua posição no combate à pandemia atrasou e deu muita insegurança na recuperação do País, além da deficiente política imunizatória. Percebendo tiro no pé, Bolsonaro agora corre atrás do prejuízo. Afinal, enquanto desafiava a ciência para se filiar à cloroquina, conseguiu ser responsável por grande parte dos mais de 658 mil óbitos de brasileiros. Na verdade, até já faz jus a uma vaga no livro dos recordes, o Guinness Book. Parabéns, você merece, Bolsonaro!

Júlio Roberto Ayres Barbosa

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PAGANDO O PATO

Os preços referenciados ao salário mínimo do barril de petróleo Brent oscilaram de 18% a 35%, média de 28%. Do litro do óleo diesel oscilaram de 0,26% a 0,39%, média de 0,33% de 2010 a 2021. Até o dia 20 de março passado, nos primeiros três meses de 2022, os preços foram de 40% a 43%, média de 42% para o barril e de 0,44% a 0,51%, média de 0,47% para o litro do diesel. Ambos 20% acima dos maiores valores dos 12 anos. Portanto, os valores médios do barril foram 50% e do diesel, 42% superiores à média dos anos anteriores, mostrando o preço do litro do diesel 5% mais barato em relação ao preço do barril (142/150) em valores FOB. Se for considerado que os fretes pós-pandemia estão mais caros, a diferença em valor CIF do barril seria ainda maior que os 5%. Desse modo, fica demonstrado que a Petrobras tem repassado ganhos ao consumidor, ao contrário do que se tem tentado imputar-lhe. A perda de renda e do poder aquisitivo da população são responsabilidade do governo, jamais da empresa que tem pagado o pato.

Alberto Mac Dowell Figueiredo

amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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PUTIN: A EFÍGIE DECIFRADA

A melhor e definitiva definição de Vladimir Putin foi dada por Sergio Augusto, o melhor colunista de cultura e arte de nossa imprensa, em sua página no Estadão dominical (Durante a guerra, livros transformados em barricadas, 23/3, C8): "Há 23 anos no poder e coadjuvado por uma camarilha de oligarcas ultracorruptos, Putin é um populista de direita, autoritário, xenófobo e nostálgico do império czarista. Não é um Romanov, mas periga virar um Pirro do Kremlin". Putin cursou Direito e iniciou sua rápida ascensão na burocracia soviética como um bom comunista espião da KGB, em Berlim. Foi apadrinhado por Boris Yeltsin, que, entre um porre e outro, alçou Putin ao círculo do poder político no crepúsculo da URSS, tornando-se presidente na virada do milênio e da Rússia, em direção a um capitalismo de oligarcas que se apropriaram das grandes empresas estatais, passando a enriquecer Putin com uma percentagem de seus gordos lucros. De rico capitalista a autocrata fascista foi um pulo natural. Agora aspira tornar-se um czar da mãe Rússia recomposta dos tempos imperiais.

Paulo Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EXPLICAÇÕES DOS MOTIVOS PELA DIPLOMACIA RUSSA

A diplomacia de Moscou lançou uma ofensiva diplomática a fim de explicar os motivos que motivaram a invasão da Ucrânia. A seguir, vou elencar o que dizem e fazer um pequeno comentário. Antes de mais nada, a Rússia deixa claro que seu objetivo não são alvos civis. Comentário: tudo bem, mas precisam urgentemente melhorar sua pontaria, pois só estão acertando em alvos civis. Segundo: seu grande objetivo é tornar a Ucrânia um país neutro e não um inimigo. Comentário: teriam tido mais sucesso se implementassem uma política de boa vizinhança ao invés de tornar este seu vizinho terra arrasada. Terceiro: ressaltam que só pretendem enfrentar os nacionalistas que se opõem às tropas russas e se escondem sob o escudo de civis. Comentário: Seria conveniente perceberem que “ucranianos nacionalistas que se opõem às tropas russas” é um termo que hoje se aplica a praticamente toda a população da Ucrânia. Finalmente: querem que a Ucrânia reconheça que a Crimeia, Donetsk e Lugansk são territórios russos. Comentário: pedindo assim, com tanta educação, certamente os ucranianos irão pensar com muito carinho no assunto.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CONSIDERAÇÃO E JUSTIÇA

Li meu Estadão no sábado (Desafios do envelhecer, 19/3, D4) e fiquei a imaginar a consideração e justiça que temos nós, aposentados do Estado de São Paulo, recebendo seus proventos com 16% de desconto desde outubro de 2020, sem nada poder fazer. Com o custo de vida alto, inflação, idade avançada (85), exigindo despesas médicas, exames, remédios e emergências, sem saber quando voltaremos a receber nossa aposentadoria sem maiores descontos. Então, pedimos, com veemência, justiça e consideração, o que temos direito.

Norma Lins de Araujo 

noralinsa@gmail.com

Socorro

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ATRASOS EM CONSULTAS MÉDICAS

Entre as realidades que a classe média sofre atualmente, e mesmo sendo privilegiada na assistência médica privada por planos de saúde ou recursos próprios, uma delas é o desconforto de esperar nos consultórios dos especialistas, muitos renomados, tempo longo para uma simples consulta. Essa realidade de atender dita clientela privilegiada com tais atrasos virou quase um costume corriqueiro, que precisa ser corrigido e combatido pelas organizações gerenciais da classe médica, que não se dão conta de tal defeito comportamental e ético da categoria profissional.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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