Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2022 | 03h00

Corrupção no MEC

Vai prosperar?

Sobre a matéria Pastor ofereceu 50% de desconto na propina para liberar verbas do MEC, diz prefeito (Estado, 25/3, A14), tenho minhas dúvidas de que as apurações sobre o caso sigam adiante e frutifiquem. Tudo leva a crer que as provas consistirão apenas nos testemunhos dos prefeitos acusadores. Provas mais robustas terão de ser produzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público – o que pode levar anos. Não custa lembrar os casos investigados pela Lava Jato, que, após análise de provas incontestes, redundaram em condenações, pela Justiça Federal, em primeiro e segundo graus, e até pelo Superior Tribunal de Justiça, de muitos peixes graúdos. Mas, após quase dois anos, foram desconsideradas pelo Supremo Tribunal Federal, jogando no lixo todo um trabalho investigativo, denodado, de quase meia década. Neste país, pessoas influentes e políticos têm alta blindagem contra os comandos e rigores das leis. Isso é fato consumado.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

 Vitória da Conquista (BA)

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Sigam o dinheiro

Agora é a hora de jornalistas se dedicarem a pesquisar se os valores liberados pelo gabinete paralelo do MEC chegaram realmente às cidades e se as obras planejadas foram realmente feitas ou desviadas.

Alberto Utida

alberto.utida0926@gmail.com

São Paulo

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Combate à corrupção

De acordo com a lei

Se, como dizem nossos magistrados, punições a funcionários públicos na sua atuação abusiva contra a corrupção não significam nenhum tipo de objeção ao julgamento de mérito nas eventuais ações de investigação em andamento, cabe perguntar: o que está faltando para que o combate à corrupção seja feito do modo que a lei determina? Por qual motivo a celeridade da perseguição dos desvios na atuação dos membros do Ministério Público não é aplicada quando o agente faltoso pertence ao quadro daqueles que foram eleitos pelo povo para desempenhar suas funções?

Marco Antônio S. Morais Leme

stsleme@gmail.com

Ângulo (PR)

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PEC do Quinquênio

Repugnante

Ao saber que a folga no teto de gastos pode favorecer a ressurreição de benefício a juízes e procuradores (Estado, 25/3, B3), senti uma repugnância que há muito tempo não sentia. Como podemos falar em sobra, se temos mais de 20 milhões de brasileiros passando fome? Por que privilegiar uma categoria já privilegiada, em detrimento de tantos necessitados? É desumano e fora da realidade brasileira.

Adalberto Amaral Allegrini

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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Cracolândia

Até quando?

Por ordem do crime organizado, esta semana a cracolândia se espalhou pela cidade de São Paulo. Ninguém ignora os esforços que as polícias em nossa cidade fazem diuturnamente no sentido de tentar erradicar esta chaga de nossas ruas. Ocorre que a principal arma de um policial é a lei. E, como todos sabem, temos ainda em vigor um conjunto de leis hipócritas e favoráveis aos marginais. Hipócritas até em suas nomenclaturas quase carinhosas, como as “saidinhas” para réus condenados que deveriam simplesmente cumprir sua pena na íntegra. A pergunta que não deverá nunca calar é: até quando? Quantos pais, mães, jovens, estudantes, trabalhadores, idosos e mulheres indefesas precisarão morrer de forma bárbara e covarde para que aqueles que dormem sobre nosso Código Penal acordem de seu torpor irresponsável e façam a parte que lhes cabe?

Vera Augusta Vailati Bertolucci

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Guerra na Ucrânia

32 dias de resistência

Relendo o eloquente poema Klyatva (Juramento), da maior poetisa russa do século 20, Anna Akhmátova, em tradução de Lauro Machado Coelho, escrito em 1941, quando soube do sofrimento do seu povo em Leningrado durante os intensos bombardeios da 2ª Guerra Mundial, ele bem que poderia ser o hino do atual povo heroico da Ucrânia: “Aquela que de seu amor hoje se despede, que a sua dor em força se converte / Juramos pelas crianças, pelos sepulcros juramos, ninguém jamais conseguirá dobrar-nos!”.

John Ferençz McNaughton

john@mcnaughton.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONCLUSÃO

Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula tem 43% das intenções de votos, enquanto Bolsonaro fica com 26% (Estado, 25/3, A16). Analisando friamente, à luz dos números, chegamos à conclusão de que – incluindo fanáticos, beneficiados e aproveitadores – quase 70% dos eleitores não lembram o que aconteceu com o País na era Lula ou não sabem nem se interessam pelo que está acontecendo no governo Bolsonaro.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO

A corrupção nos governos está sempre presente. No governo Lula terminava em “ão”: mensalão, petrolão. No governo Bolsonaro, é trabalho de formigas pastoras, na saúde, na educação e assim por diante. E, pasmem, Lula e Bolsonaro ainda estão em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais. Eita, povinho brasileiro!

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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MEDIOCRIDADE

Será impossível os candidatos à presidência entre Lula e Bolsonaro se encherem de espírito público e se unirem em uma só candidatura para livrar o Brasil da mediocridade? Pensem um pouco com o coração e abram mão das vaidades pessoais. O povo brasileiro merece!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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GENTE NOVA

É animadora a declaração do ex-presidente Lula de que, caso eleito, seu governo será composto “com muita gente nova”. Só que há um porém: não basta somente gente nova. É preciso sobretudo abandonar as ideias velhas e modernizar o pensamento. De discursos ideológicos de esquerda e de direita, retóricos e obsoletos, o País já está cheio. É preciso atitudes pragmáticas que passem bem longe do sectarismo do “nós e eles”, do elogio estapafúrdio a regimes autoritários, da intenção irresponsável de desrespeitar o teto de gastos e de outras bizarrices. Gente nova com ideias velhas é certeza de desastre. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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SOLIDARIEDADE E RECONHECIMENTO

Interessante observar como o povo reage a certas decisões que para ele são vistas como injustas. A questão aqui não é discutir a decisão, mas sim sinalizar a solidariedade do cidadão e o apoio à Operação Lava Jato, como se comprova agora com as doações feitas ao ex-procurador Deltan Dallagnol para indenizar Lula (Estado, 24/3). Dallagnol disse que pretende doar o dinheiro da multa, caso seja vencedor ao recorrer da decisão. Faço votos que esse número de doações se transforme em votos. Será uma resposta e um reconhecimento do povo ao seu trabalho. Aproveitando, se receber, Lula disse o que fará com o dinheiro? Só pra saber.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LULA E BOLSONARO

“‘Bolsonaro não governa e não entende nada de nada, mas é populista e esperto em política, talvez tanto quanto Lula. E sabe muito bem o que está fazendo’, diz conhecida raposa política.” Assim Eliane Cantanhêde conclui sua coluna (Estado, 25/3, A14). Sim, dois espertos em política nacional por serem populistas e populares. Lula, o metalúrgico líder sindical e Bolsonaro, representante da baixada fluminense, com décadas de baixo clero na Câmara. São entendidos pelo povão e usados, um pela intelectualidade acadêmica da esquerda empoeirada, outro pela burguesia reacionária e bolorenta, que não larga o osso do poder. O Brasil está empacado entre esta dupla de canastrões de novela barata de rádio. Nunca seremos uma nação adulta e importante se os eleitores não se levam a sério nem se importam com o Brasil. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BIOGRAFIAS

A respeito dos comentários políticos feitos pela sra. Eliane Cantanhêde sobre nosso presidente (‘Ele sabe o que está fazendo’, 25/3, A14), a maioria mesmo que de forma indireta, presumo que a escrevente apresenta característica de origem espanhola cujo lema é: “Si hay gobierno soy contra! Pongan fuego nel gobierno”! Continua sua trajetória persecutória, nos últimos dois anos e meio, ininterrupta. Creio que fica à procura de temas em livros, jornais, rádio, TV, enfim, tudo que lhe cai às mãos. Impressionante. Por que essa obstinação? Eu não gosto do Molusco. Enjoativo, dá ânsias. Sua postura para mim é caricata, infame, de analfabeto, arrogante, pretensioso, desonesto, cínico e mentiroso. No caso, desespero ao ver que, ao ser reeleito, Bolsonaro poderá acabar com as carreiras de crítica a outro político. Por mais bruto, intrigante e escrachado que seja, é mil vezes melhor que seu oponente, que só almeja poder para distribuir benesses a seus seguidores, pouco se lixando para o povo ou o Brasil, além de seu enriquecimento pessoal e familiar. Uma caricatura dos ditadores, vivos ou já mortos. Ao invés de água de colônia após o barbear, deveria usar extrato de óleo de peroba. Um livro de escritor famoso, escrevendo sobre Os Sertões, em uma passagem daquela odisseia repleta de massacres, cita o que disse o Barão Canabrava, poderoso latifundiário e político da época: “A política é uma coisa suja”. Eu completo: “O político e seus seguidores, com algumas pouquíssimas exceções”.

Nelson Augusto Rigobelli

nrigobelli@uol.com.br

São Paulo

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TERRIVELMENTE INÚTIL

Temos um presidente terrivelmente inútil. Assim como ocorreu na Saúde, e comprovado pela CPI da Covid, esta gestão de Jair Bolsonaro, como denunciou o Estadão, entrega também o ministério da Educação para mãos vis de alguns pastores evangélicos da Igreja Assembleia de Deus. O editorial com título Assim Bolsonaro trata a

educação (Estado, 24/3, A3) detalha essas mazelas. Já que, nesta importante pasta, com seus quatro ministros até aqui, abandonaram a obrigação de cuidar da qualidade da formação escolar dos filhos desta pátria. Mas, como diz o jornal, esse presidente “malcriado” e desonesto com o País autoriza para que esses corruptos sem cargo no governo invadam e tomem conta deste ministério. E inovaram quando para liberar para prefeitos verbas da educação, cobram propina até em barras de ouro... E, em nome de Deus, em vão, não largam das mãos a Bíblia! Uma afronta! O povo brasileiro está cansado de tanta safadeza e cumplicidade do Planalto! Não bastassem os horrores de quase 14 anos de Lula e Dilma no poder desta República, estamos assistindo a mais outros terríveis 4 anos com esse irresponsável Bolsonaro. E, pelo jeito, o Congresso tem sido cúmplice destes horrores. Mesmo porque, com mais de 100 pedidos de impeachment do presidente, desprezam aceitar e encaminhar um deles para decisão do plenário, preferindo, infelizmente, seguir usufruindo a vergonha dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para este ano, e outros R$

28 bilhões de emendas secretas. E o Brasil que se dane.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ABERTURA DE CASSINOS

Na minha modesta opinião, com tantas atrocidades que ocorrem hoje em nosso País, liberar os jogos de azar seria a pá de cal que nos afundaria de vez.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EDUARDO PAES

O prefeito Eduardo Paes nada faz na cidade do Rio de Janeiro. A cidade está totalmente abandonada pelo setor público. Inexiste qualquer nível de gestão da prefeitura ou do governo estadual ocupado por um incompetente. A cidade está suja, completamente abandonada. Lagoas imundas, colégios públicos caindo aos pedaços, as vias públicas da Barra da Tijuca só são crateras e remendos, sujeira de pichações por todo lugar, manutenção urbana inexiste, com túneis imundos, estações do metrô em estado deplorável, a zona sul mais parece zona de guerra. O estado de degradação de Copacabana, Ipanema ou Leblon, uma vergonha! As praças de Botafogo e o Aterro do Flamengo são intransitáveis tal o estado de sujeira e de abandono, com monumentos vandalizados e mais um oceano de vagabundos e de marginais que ocupam todos os logradouros públicos. Crivella foi o pior prefeito do Rio de Janeiro, um incompetente total e Eduardo Paes está sendo tão ruim ou pior prefeito que Crivella. Podem ter certeza que o meu voto este prefeito incompetente e absolutamente indolente jamais terá de novo para coisa alguma. 

Paulo Roberto da Silva Alves

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PRONTO, FALEI

A Rússia está se tornando um país desprezível do ponto de vista moral. É o primeiro a falar em detonar a humanidade com o início de uma terceira Guerra Mundial. Simples assim. Se Putin quer se suicidar e matar a todos (talvez por alguma crise existencial), os cidadãos russos deveriam pensar em substituí-lo. Não é provável que uma única pessoa detenha a posse dos botões das armas nucleares russas, mas não há dúvidas de que ele é o principal responsável. Se divide ou não essa responsabilidade com outros russos, é segredo bem guardado. Mas o fato que não pode se calar é que ele falou em utilizar o arsenal. E os responsáveis políticos do Ocidente e do Oriente devem oferecer alguma decisão a respeito. Esconder a cabeça na areia pelo resto do tempo presente e futuro não é solução. Exibir medo supondo que Putin é o dono do mundo, muito menos.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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BATMAN E PUTIN

O Dr. Victor Fries era um cientista criogênico em Gotham que se envolveu em um acidente de laboratório enquanto buscava a cura para a esposa, Nora. Tornou-se o Dr. Frio e é um dos mais prováveis personagens para a sequência de Batman. Gostaria de sugerir que, ao invés de vilão, o pobre homem apaixonado pela esposa fosse convertido em herói para lutar lado a lado com Batman como voluntário numa missão internacional cujo objetivo é salvar a população civil num cenário de guerra. Sua missão seria convencer Putin da tremenda “fria” em que entrou invadindo a Ucrânia. No passado, a Rússia foi salva graças a seu frio intenso de várias invasões: Napoleão, Hitler, etc. Desta vez, o frio a salvaria novamente, só que de uma forma diferente: convencendo-a a desistir dessa empreitada fracassada. Está fazendo muito frio e seus soldados não foram à Ucrânia devidamente preparados. Isto faz o sangue deles congelar em diversas partes do corpo, inutilizando-as. São as chamadas “queimaduras de inverno”. Este é o significado das notícias que ouvimos repetidamente de que as tropas de Moscou estão reclamando da falta de munição, de comida e de roupa. Roupa tem, mas não para o frio que faz por lá. Como é história em quadrinhos, para acabar tudo bem, poderíamos inventar que os vários laboratórios secretos que os americanos financiaram na Ucrânia eram voltados para o bem, a fim de produzir remédios e conseguiram desenvolver o medicamento que curou Nora. Não, este final sobre remédios ficou muito fantasioso, ninguém vai conseguir acreditar. Mas, fora isso, o resto da narrativa faz bastante sentido. Fica a sugestão. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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GROSSEIRA HIPOCRISIA

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, está muito preocupado em receber, dignamente, os refugiados da Ucrânia, chegando a enviar uma representante para coordenar a operação. O que causa espanto é que os brasileiros vulneráveis que não têm moradia e muito menos conseguem se alimentar são sempre deixados de lado. Na verdade, o auxílio aos ucranianos é bem-vindo, mas aos brasileiros desafortunados é obrigatório. Senão seria uma grosseira hipocrisia do prefeito, não é mesmo?

 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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'AZZURRA' FORA DA COPA

Evocando o conhecido clichê "o futebol é uma caixinha de surpresas", a seleção italiana, atual campeã europeia, está fora da Copa do Mundo do Catar. Com isso, a tetracampeã não vai disputar o Mundial pela segunda vez consecutiva (!), já que ficou de fora também da disputa na Copa da Rússia em 2018. "Azzurra", quem te viu, quem te vê. Vergonha!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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HINO NACIONAL

A seleção pentacampeã do mundo leva junto com as chuteiras para a Copa no Catar esperanças em busca do sonhado hexa. Tarefa difícil. Mas o jogo é jogado e o lambari é pescado. Igualmente saudável, a meu ver, as imagens dos jogadores, finalmente unidos, cantando o hino nacional, estufando os pulmões de emoção e patriotismo, estimulados pelo fervoroso coro dos torcedores. Forte indício, quem sabe, dos novos tempos de trabalho na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sob o comando do baiano Ednaldo Rodrigues. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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