Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2022 | 03h00

Educação

Auxílio para refugiados

Fapesp lança uma oferta de bolsas para ‘pesquisadores em risco’ (Estado, 29/3, A17). São Paulo e o Brasil só têm a lucrar com iniciativas como esta, mostrando a grande visão de futuro desta fundação exemplar de apoio à ciência. Além de seu aspecto humanitário, ela compensa, de certa forma, a fuga de cérebros promovida por uma política científica inconsequente que tem assolado o Brasil. Que venham muitos jovens promissores para o País.

Eurico Cabral de Oliveira

oliveiraeurico499@gmail.com

São Paulo

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Governo Bolsonaro

A cargo de quem, afinal?

Gabinete do ódio, gabinete cloroquínico na Saúde, gabinete bíblico na Educação, e por aí vai. Quem governa o Brasil, afinal? Sinto-me violentamente ofendido quando alguém tem o desplante de dizer que há 3 anos e 3 meses não temos corrupção no Brasil. E, novamente, vem a ladainha das indisposições alimentares de Jair Bolsonaro. Duvido que ele participe dos debates eleitorais. Vai ter uma dorzinha de barriga atrás da outra.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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‘O bem contra o mal’

Em seu editorial O inferno são os outros (29/3, A3), o Estado usa a clássica expressão popularizada por Sartre para destrinchar o discurso bolsonarista do “bem contra o mal”, característico da prosódia totalitária dos que necessitam de um inimigo para unir sua tropa de choque em “batalha espiritual”, na absurda “narrativa sobrenatural”. Bolsonaro e sua tropa são o bem que bem tentaram destruir a educação e a cultura do País, a Floresta Amazônica e o meio ambiente, a saúde do povo contra as vacinas e os cuidados durante os dois anos de pandemia, em meio ao permanente ataque às instituições democráticas, tentando desmoralizar as urnas eletrônicas para reintroduzir o voto impresso. Após três anos e três meses de desgoverno, é preciso desviar a atenção dos eleitores para disputas entre demônios e anjos, no mundo da demagogia dos totalitários sem ideias nem ideais.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Cinismo

Perfeito o editorial O inferno são os outros. Se o atual presidente, cujo governo profana a Bíblia Sagrada e faz troça com a morte de 650 mil brasileiros, com a agravante de articular um golpe bilionário na compra de vacinas, diz representar “o bem contra o mal”, então é porque o cinismo já nem é mais disfarçado. A sua imagem colada ao rosto de Fernando Collor de Mello diz mais que mil palavras.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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Discernimento

A luta de Bolsonaro para distinguir o bem do mal revela a completa ausência de discernimento do presidente brasileiro. Essa carência é marca genuína de sua personalidade desconexa, que o conduz a atitudes imprevisíveis e totalmente em desacordo com as soluções que a situação requer. Tal comportamento repetitivo está se materializando aos poucos no espírito do eleitor, que vai se convencendo da precariedade do governo em curso e da inviabilidade de sua manutenção. Aos demais candidatos resta separar o joio do trigo para evitar mais quatro anos de desleixo e resultados negativos para a Nação.

Lairton Costa

lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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PSDB

Respeito às prévias

Eduardo Leite, com Aécio Neves, Tasso Jereissati e outros do PSDB, quer atrair Michel Temer, Simone Tebet e o Cidadania de Roberto Freire para se lançar como candidato da terceira via no lugar de João Doria. Que menino mimado é este, que não sabe perder? E aos que apoiarem este golpe abaixo da linha da cintura, meus pêsames. Onde está a sua honra? Como confiar em gente que faz isso contra um candidato que venceu as prévias do próprio partido?

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

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Meio ambiente

Crimes na Amazônia

Excelente a matéria Ecossistema de crimes na Amazônia (Estado, 29/3, A22 e A23). Mostra a gênese do problema, mas aponta timidamente a solução, ou seja, a necessidade de tratar os delitos ambientais como crimes de primeira categoria, em vez da atual “segunda categoria”.

César Eduardo Jacob

cesared30@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELITE

Categorias de servidores públicos, tanto nos municípios, Estados e Federação, vão entrar em greve (Estado, 30/3, B5). Todos querem aumento de salários (isso inclui servidores da ativa, aposentados e pensionistas). Num país com 12 milhões de desempregados, essa turma que tem estabilidade eterna e vários benefícios vai usar dinheiro de quem não tem. Para se ter ideia, um analista do Banco Central tem salário de R$ 26 mil, ou seja, 10 vezes a média da iniciativa privada. O que eles oferecem para a população em geral como contrapartida? Melhor atendimento e mais educação e respeito pelo cidadão? Economia nas despesas? Combate ferrenho à corrupção e ao desperdício? Duvido. Neste momento, uma injusta transferência de renda.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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MEDINDO FORÇAS

É sabido que em época de eleição há certo abuso nas reivindicações. Se de fato os servidores do Banco Central cumprirem a ameaça de interromper o Pix por não serem atendidos em pedido de aumento salarial, “a coisa” fica mais séria. Seria como a Saúde fazer o mesmo. Aí, só mesmo “a força” para defender a população. Perigo!

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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EM NOME DO BEM

Não é somente a Bolsonaro a que se refere o parágrafo final do editorial O inferno são os outros (Estado, 30/3, A3), do qual faço questão de destacar alguns trechos pela sua importância e nobreza: “O bem que o País precisa é o resgate da política como o meio mais eficiente para a concertação pacífica dos interesses da sociedade. É o respeito às leis e à Constituição. É a união dos brasileiros como povo. É a valorização da verdade factual e o respeito à liberdade de imprensa. É a superação da irresponsabilidade demagógica e a retomada do diálogo. O bem só terá chance de triunfar, portanto, se Bolsonaro for derrotado”. Esses valores, independentemente da dicotomia bem e mal, são fundamentais para quem quer que seja eleito. Particularmente, o líder das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Lula, já deu mostras de trespassar a boa política para alcançar determinados fins: critica leis estabelecidas, cindiu a sociedade em nós e eles, questiona indiretamente a liberdade de imprensa e faz bom uso da demagogia para conquistar seguidores. Em nome do bem, não seria má ideia se Lula também for derrotado.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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INFERNO MESSI NICO

Junto-me ao Estadão para gritar de viva voz “Fora, Bolsonaro!” (O inferno são os outros, 29/3, A3). Há muito sabemos ser explosiva a mistura entre fé e poder. O desgoverno de Bolsonaro tem confirmado a tese na prática e o escândalo do orçamento "do culto" na Educação é apenas um dos elementos. Agora o despresidente promove uma série de ilegalidades ao se lançar candidato e clama por um messianismo existente apenas em seu nome do meio. Não que deva ser o verdadeiro bem contra o estabelecido mal, mas que tenhamos a derrota da barbárie para trazer a civilização de volta ao Palácio do Planalto.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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O BEM E O MAL

 

Bolsonaro, em discurso recente – vazio, para variar –, disse que sua contenda com Lula é a disputa do bem contra o mal. Penso que não há bem nessa situação. É um mal maior e um outro muito pior. Na verdade, se complementam para arruinar o País. Sugiro, na oportunidade, que para arruinar de vez com a Petrobras, basta chamar de volta as diretorias dos governos petistas.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PETROBRAS E DIRETORES EM FOCO

Sai Silva e Luna, entra Adriano Pires (Bolsonaro demite chefe da Petrobras e indica ao cargo nome pró-mercado, 29/3, B1). Ambos têm os mesmos pensamentos sobre a preservação de formas diretivas da Petrobras: respeito às oscilações do dólar e do petróleo em âmbito internacional. Ainda, ambos têm como regra preservar os direitos dos acionistas. Assim, Adriano Pires, talvez, encontre outras saídas para amortecer os reajustes dos combustíveis, tais como criação de fundos ou outras engenharias que tenham dois objetivos: preservar os acionistas e os consumidores e, ainda, respeitar o caixa da Petrobras, não o deixando ser afetado. Ou então: por que a demissão de Silva e Luna?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ESCOLHIDOS 

O presidente, quando quer mandar seus escolhidos irem para o inferno, é simples, basta dar-lhes um cargo importante e muito em breve ele não incomodará mais. Basta analisar quantos já passaram pelo governo Bolsonaro e foram execrados.

José Sérgio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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COVID E VOTO ZERO

Autoridades da saúde chinesa ordenaram lockdown de 9 dias na cidade de Xangai, com mais de 25 milhões de habitantes, depois da ocorrência de 2,6 mil casos de contaminação num único dia. No Brasil, no dia 27 de março, foram registrados mais de 10 mil casos de contaminação e a abertura é geral. A China adota a política da covid zero, enquanto o Brasil diz que temos de aprender a conviver com o novo coronavírus. As quedas do ministro da Educação e do presidente da Petrobras, a proximidade do carnaval fora de época, as mortes e contaminações pelo vírus, a inflação subindo e os nossos políticos só estão preocupados com as eleições. Anular o voto ou votar em branco são caminhos para o eleitor demonstrar seu descontentamento com a classe política.

José Alcides Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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AGRESSÃO RUSSA

A mídia, desde 24 de fevereiro, rotulou de “guerra” o conflito entre Rússia e Ucrânia, quando, na realidade, é, sem dó nem piedade, uma desenfreada “agressão” russa à Ucrânia, heroicamente na defensiva. Putin é um adulto tirando doce de uma criança.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SELEÇÃO CANARINHO

A seleção canarinho mostrou que não depende de Neymar nem dos outros desfalques para mostrar um belo e eficiente futebol, que volta a ser considerado o

melhor do mundo. Não desmerecendo Neymar, a seleção deixou claro que sabe se comportar como uma verdadeira campeã mesmo com a sua ausência, em que o time

joga com muito mais foco. Afinal, Neymar tem outros interesses pessoais, substituindo concentrações antes das partidas por mansões, helicópteros, carros de luxo e garotas apaixonadas. Na verdade, ambos estão certos, com todo o respeito.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PLANO B?

 

Os campeonatos estaduais de futebol sempre foram e continuam sendo espaços formadores de torcidas e, portanto, de torcedores. As naturais rivalidades na diversificação de preferências sempre foram positivo fermento para o status do "velho esporte bretão" como o  preferido da galera. Com advento do campeonato nacional, os estaduais ficaram relegados a um segundo plano, assim como agremiações, muitas das quais sendo um segundo clube entre torcidas. O América carioca serve de exemplo. Ademais, outros de menor porte, eram, antes das "escolinhas", celeiros de revelação de craques, como por exemplo o Madureira de Jair Rosa Pinto, Isaías, Lelé, Didi e Evaristo Macedo. Preocupante quando o novo dono do Botafogo já coloca o campeonato estadual no plano B. O esporte futebol também tem cultura própria. 

Antonio Francisco da Silva

anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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O RISCO-BENEFÍCIO DA PIADA

Piadas nos ajudam a subverter nossos estados emocionais de um modo imprevisto. Ao lidar com assuntos difíceis, uma piada tem o poder de nos distrair de emoções negativas. Não raro, conseguem até resolvê-las apontando o caminho de saída de dilemas que nos tinham passado despercebidos. Conviver com pessoas engraçadas é a forma mais agradável de evoluir. As risadas que essas pessoas provocam têm a propensão de nos ajudar a lidar melhor com as dificuldades do mundo. Há duas maneiras de uma piada falhar: pode ser muito branda ou muito ofensiva. A regra é que o poder da comédia recai sobre o público – eles decidem o que é engraçado e o que é ofensivo. Fazer comédia sempre foi algo arriscado. Will Smith só bateu em Chris Rock porque o segundo trouxe à tona uma dificuldade que o primeiro e sua esposa tinham, sem contudo ajudá-los a subverter seus estados emocionais.

Jorge A. Nurkin

São Paulo

jorge.nurkin@gmail.com

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‘ENVOLVER’

Muito infeliz o título do artigo de Simião Castro: ‘Envolver', de Anitta, prova que as mulheres sabem o que fazer com a própria carreira (25/3). É, sim, admirável o feito de Anitta alcançar o primeiro lugar de músicas mais ouvidas no Spotify. Porém não era necessário esperar por isso para saber que, sim, as mulheres sabem o que fazer com a própria carreira. São os homens que não sabem como responder a elas. Ainda que bem intencionado, é preciso estar atento para que até os “elogios” não venham embrulhados em machismo e misoginia.

Martha Dürig

marthabucci@gmail.com

São Paulo

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ELIFAS ANDREATO

A morte de Elifas Andreato me entristece (Estado, 30/3, C5) e seu legado me inspira. Queria que continuasse entre nós, alegrando-nos e nos inspirando com seu jeito simples e humilde e com seus relatos sobre as muitas capas de discos, livros e revistas que ilustrou. Filho de lavrador, encantava com seu jeito simples e humilde. Como educador, destaco sua frase: “Acho que a educação infantil é o único caminho para sair deste imbróglio em que estamos”. Deixa uma grande lição: “Nunca

deixei de fazer o que a história me pediu”. Elifas, obrigado pela sua arte e pelos exemplos de propósito de vida.

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

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SEM MÚSICA

Além dos grandes compositores e intérpretes, a MPB deve boa parte de seu sucesso às criativas e belas capas ilustradas pelo talento do artista plástico: Elifas Andreato,  recém-falecido aos 76 anos. Um minuto de silêncio, sem música, se faz devido em sua homenagem. Viva Elifas!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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