Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2022 | 03h00

Poder Legislativo

Mudanças partidárias

Matéria de duas páginas no Estado de ontem (A cada sete dias, um deputado federal muda de partido no Brasil) mostra que neste país não existem partidos políticos entendidos como defensores da vontade do povo, mas aglutinações oportunistas de políticos sequiosos de poder, ainda mais agora, com um mundaréu de dinheiro público para financiar campanhas e outros privilégios, especialmente outros privilégios. Como se vê, a “janela da infidelidade” escancarou o fato de que os partidos em nosso meio são aglomerações oportunistas em busca de poder e dinheiro público fácil, e é só isso o que importa para a maioria deles. Que tristeza!

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Uma farra

Cerca de 26% dos deputados federais trocaram de partido durante a farra da “janela partidária”, a maior da história até hoje. (Detentores de mandato têm um mês para fazer o troca-troca sem sofrer prejuízo.) E essa troca se deu não por ideologia, conteúdo programático ou algo do gênero, mas sim por causa da fortuna bilionária do Fundo Eleitoral (R$ 4,9 bilhões) e das chances que os 513 enxergam para continuar na farra maior que é ser parlamentar no Brasil. E ela vai continuar, enquanto existirem a tal janela, o fundo, os supersalários, a imunidade parlamentar, o plano de saúde vitalício, as aposentadorias especiais, as vantagens no Imposto de Renda, passagens aéreas, cartões corporativos, verba para selos, telefone e combustíveis e o quase infinito número de assessores – com possibilidade de rachadinha.

João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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Brasil prejudicado

A dança das mudanças de partido pelos políticos brasileiros demonstra, em primeiro lugar, que as agremiações não têm programa nem diretrizes filosóficas e éticas, mas só procuram abocanhar o dinheiro público destinado a elas e que lhes é trazido pelos candidatos, em especial os de cargos legislativos. Assim, importa muito pouco o currículo dos candidatos, mas bastante os votos que podem trazer à agremiação. Daí que alguns candidatos à Presidência da República integrantes da chamada terceira via, por exemplo, são vistos como verdadeiro incômodo para os candidatos a cargos legislativos, que não desejam que a maior parte do dinheiro seja direcionada ao candidato à Presidência. São R$ 4,9 bilhões para saciar a gula dos políticos e de seus partidos e prejudicar o Brasil, que fica sem uma verdadeira concorrência na disputa presidencial. É muito dinheiro para poucos resultados – para não falar em muitos prejuízos.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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São Paulo

Pompeia

Sobre a matéria Pompeia vira canteiro de obras e vive boom de novos prédios (3/4, A18), bons tempos vivíamos quando a Pompeia ainda tinha acento na grafia. A lava que cobre a nossa Pompeia de hoje é a do vulcão do Real Estate. Como citado na reportagem, são diversas inovações tecnológicas nos edifícios em construção e em gestação, só não se falou da vista infinita: uma infinidade de janelas e varandas. Aguardamos, agora, o lançamento de novas ruas e avenidas – atualmente, boa parte delas ainda está calçada com paralelepípedos, adequada para a passagem de cavalos, um por vez. E a avenida que é o cartão-postal do bairro carece de uma requalificação urgente. Ainda sonho com o dia em que a Prefeitura vai comprar terrenos no bairro para transformar em áreas verdes.

Fábio Soares

fabiosoares77@bol.com.br

São Paulo

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Luis Fernando Verissimo

Homenagens

Com as matérias sobre o escritor Luis Fernando Verissimo (Estado, 3/4, C4 e C5), voltei ao passado, quando ele fazia aqueles desenhos magníficos sobre a família. Eu o achava genial: com apenas um traço corrido, conseguia dar expressão àquelas personagens. Ele fez minha alegria durante muito tempo com seus desenhos maravilhosos e a dura realidade da verdade da vida. Lembrei-me, também, de uma entrevista a que assisti dele contando que certa vez mostrou ao seu pai algo que havia escrito, e Érico Verissimo lhe disse que deveria procurar outra coisa para fazer, porque como escritor era uma nulidade. Penso que Luis Fernando possa ter insistido na profissão de escritor apenas para provar ao pai como ele estava errado.

Maria Gilka

mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOTA DE PESAR - LYGIA

​​Lygia Fagundes Telles nos deixou no domingo, 3, em pleno abril de 2022 (Estado, 4/4, C1). Desde logo, esqueçam-se de perguntar quantos anos tinha. Ela não gostava e, ademais, era dessas pessoas que não tinha referência no tempo comum. Era jovem, sempre foi. De ideias modernas. De escritura leve, mas profunda e cativante. Fez da estrutura da bolha de sabão um livro de contos, advertindo desde as primeiras linhas que bolha de sabão é o outro nome do amor. Corajosa, em “As Meninas” trouxe o relato de sevícias no DOI-Codi durante a ditadura militar, a primeira escritora a assim proceder. Formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, gostava de contar como era ser uma das poucas mulheres na São Francisco. Foi procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. Quem não amava Lygia? Que atire a primeira bolha de sabão. Lygia vive. Em seus livros, em suas histórias. No amor que espalhou aos quatro ventos. Será sempre lembrada com carinho, com alegria, com um sorriso de embevecimento. Com um olhar perdido nas lembranças. 

Rubens Naves e Belisário dos Santos Jr.

mauricio@assessoriaexclusiva.com.br

São Paulo

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ABL

Triste com o passamento da renomada acadêmica Lygia Fagundes Telles – a "Dama da Literatura Brasileira", a primeira brasileira indicada ao prêmio Nobel de Literatura, entre outros prêmios e honrarias –, dos tempos saudosos em que a cultura e a Academia Brasileira de Letras (ABL) se orgulhavam da qualidade literária de seus escritores. Seguindo os critérios adotados nas eleições mais recentes, imagino que a disputa vai ser dura na sucessão. Anitta, Felipe Neto e Miriam Leitão largam na frente para ocupar a cadeira 16 daquela instituição literária. Pobre ABL!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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4 X 0 NO SHOW DO VERDÃO

Talvez nem o mais fanático palmeirense esperasse por essa excepcional partida na qual o Palmeiras conquistou mais um título: o do Paulistão 2022 (Estado, 4/4, A22). Os amantes do futebol presenciaram um verdadeiro show do Palmeiras, com placar surpreendente e elástico de 4 X 0 em cima do São Paulo. Se na primeira partida no Morumbi o tricolor venceu com méritos por 3 X 1, no Allianz Parque ele inexistiu em função de um soberano adversário em campo. É hora de os esmeraldinos comemorarem essa virada do Palmeiras, que entra para a história desse imprevisível esporte bretão.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PALMEIRAS LEVA A TAÇA

Muitos torcedores do tricolor se perguntam por que o time que meteu três gols contra o Palmeiras no primeiro jogo, no seguinte toma quatro e não consegue marcar pelo menos um. A resposta não é difícil: o jogo no Morumbi deu a ilusão de que o tricolor tinha mais time, o que não é verdade. Depois, os gols do tricolor foram de jogadas ocasionais desde o primeiro, com um pênalti muito discutido e deu uma quebrada na confiança alviverde, que buscou reagir, mas antes de algo prático, num chute de fora da área, um zagueiro palmeirense tentou cortar com a coxa mas desviou do goleiro. O Palmeiras tentou reagir e tomou o terceiro gol quando saía desesperado para marcar algum. Houvesse terminado 3 X 0, não dá para crer que o Palmeiras conseguiria reagir mesmo em casa e jogar para tirar a diferença, mas o goleiro tricolor ajudou o adversário ao perder um lance ridículo e o jogo terminar em 3 X 1, diminuindo a diferença. No jogo em casa, o alviverde mostrou desde o primeiro minuto disposição em ganhar o jogo enquanto o tricolor se encolheu buscando manter a diferença, mas aí ficou mostrada a discrepância de elenco, com boleiros alviverdes jogando mais e criando jogadas que acabaram por resultar em gols. Resumindo: ganhou o time que tem melhor elenco, como foi com o Palmeiras ao perder para o Chelsea no Mundial.

Laércio   Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo 

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CONVERSA PARA BOI DORMIR

As providências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra disparos de desinformações e fake news praticadas por várias plataformas digitais parecem ser "conversa para boi dormir". Afinal, de um lado, o TSE dizendo que enquadrou as plataformas para que não permitam esses crimes cibernéticos. Do outro, as plataformas dizendo que irão cumprir com as "promessas". Só que não. Conforme informado por este jornal (Estado, 3/4, A7), existem brechas intransponíveis para que o acordo não seja respeitado, diferentemente das que foram impostas – e respeitadas – nos EUA. Na verdade, é o clássico "finge que faz que eu finjo que não vejo".  Esse é o TSE "cheio de boas intenções e promessas"!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A JUVENTUDE E A POLÍTICA

Há meio século atrás, os jovens viviam os fatos políticos, exigiam a presença dos governantes nas escolas e universidades, gritavam nas ruas suas exigências, tratavam o voto com respeito e faziam dele uma arma desafiadora. Havia participação e entusiasmo. Mas, na época referida, os políticos pensavam diferente, havia respeito com a coisa pública e para com os eleitores. Os políticos faziam questão de prestar contas de suas ações e atuações. Em suma: tinham vergonha na cara. Mas, na atualidade, os jovens veem um panorama completamente diverso do narrado e ocorrido. A figura do político passou a ser rechaçada e posta de lado no concurso das elites, não deixando imagem favorável para seguimento ou admiração. Daí que os jovens não se sentem estimulados a terem título de eleitor, porque nem desejam votar, e muito menos escolher alguém no mundo das pouquíssimas opções. Mesmo com muito marketing, será difícil arrebanhar os nossos jovens.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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COMO VIVEREMOS?

Nós, funcionários públicos do Estado de São Paulo, continuamos sendo achacados em 16% em nossa aposentadoria desde outubro de 2020. Tendo que enfrentar as despesas inerentes à nossa idade e com a alta da inflação que nos deixa desesperados, agora precisamos encarar o reajuste de 11% no preço dos medicamentos. Não sabemos mais o que fazer para continuar vivendo a vida que imaginávamos ser de tranquilidade. Não nos esqueceremos disso no dia das eleições.

Norma Lins de Araujo

noralinsa@gmail.com

Socorro

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DITADURA X ATUALIDADE

Eu estava na casa vizinha à minha quando a rádio tocou a musiquinha e fez o chamado de notícia urgente e disparou em voz grave que havia estourado a revolução. Eu tinha 9 anos e me lembro de ter corrido pela calçada aos prantos para casa onde fui aconchegado por minha mãe. Só depois de muitos anos fiquei sabendo que era 1.º de abril de 1964, que por razões óbvias passou a ser conhecido como 31 de março de 1964, o começo do golpe militar, a ditadura. A imagem da minha corrida apavorante pela calçada nunca saiu de minha cabeça. A “dentadura” terminou em 1985, 21 anos depois, com a eleição indireta de Tancredo Neves, mas já estava acabada quando João Figueiredo, último presidente dos militares, disparou "prefiro o cheiro dos cavalos ao do povo", afirmação recebida com espanto até pelos apoiadores. Infelizmente não é o caso agora. A queda do ministro da Educação, que teve sua foto estampada numa Bíblia distribuída aos borbotões, espero que seja o princípio do fim de quatro anos espantosos para quem tem um mínimo de consciência do que é um mínimo de normalidade. Nunca na história deste país se ouviu tantas e tão absurdas barbaridades, algumas simplesmente impensáveis. O País está apavorado com a possibilidade de uma continuidade da ditadura do populismo, qualquer que seja. Faço questão de dizer que nestes meus 67 anos de existência nunca ouvi tantas maluquices sem sentido nem graça como as que estamos ouvindo nestes últimos anos. Tenho certeza que cloroquina não serve para estocar vento de terra plana, muito menos para voltar dentifrício para dentro do tubo de nossa família terrivelmente evangélica. A constante troca de ministros, secretários, assessores e outros que cumprem o que ele manda nos diz que o mundo, um LP arranhado, gira e o populismo roda. Kafka está rebolando de inveja na tumba. Enquanto ucranianos lutam com todas as forças para manter seu país, tudo indica que nós nos digladiaremos loucamente até chegarmos a mais completa imbecilidade. A esperança é a última que morre. Antes temos uma eleição. Portanto, juízo! 

Arturo Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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CANTANHÊDE

A colunista Eliane Cantanhêde escreveu: "Na estratégia da terceira via, a vaga de Lula no segundo turno era líquida e certa” (Estado, 3/4, A8). Na minha opinião, para se ter uma estratégia, primeiro é preciso ter uma terceira via, algo que ainda não temos, como ela própria resumiu em seu texto: João Doria e Eduardo Leite inviabilizam um ao outro, Sergio Moro morreu na praia (para felicidade dos políticos corruptos e da mídia), o MDB apoia Simone Tebet em "on", não em "off". Concordo com a colunista: "Há uma desesperada demanda pela terceira via no eleitorado, mas as lideranças políticas são incapazes de oferecer o produto”. Porque tais lideranças estão apenas interessadas nas verbas do Fundo Partidário e Eleitoral e em continuar garantindo cargos e emendas parlamentares no próximo governo. A mídia e os empresários também não contribuem com nada, ficando em cima do muro. Outubro vai chegar e a terceira via será o voto em branco, único recado que nós, que não desejamos a volta do Lula e muito menos a reeleição do Bolsonaro, podemos deixar para o eleito: você não nos representa. 

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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GUZZO

Diante de tantas tragédias mundiais, acordei no último domingo, 3, quase em depressão. Não fosse a coluna dominical do jornalista que admiro, J. R. Guzzo, teria que tomar algumas gotas a mais de Rivotril. Parabéns, Guzzo! Você transformou a parafernália política brasileira numa comédia (Estado, 3/4, A10). Há muito não ria tanto por não haver nada alegre em noticiários. Desopilei meu fígado.

Maria Aparecida Silva de Araujo

mariapa236@hotmail.com

São Paulo

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LUIS F. VERISSIMO

Escrever e desenhar como Luis Fernando Verissimo requer um blend único de raro talento, senso de fino humor, presença de espírito refinado e uma leveza d'alma ímpar. Até mesmo o desenho que fez recentemente sobre seu estado de saúde, após sofrer o AVC, é um primor (Estado, 3/4, C4). Uma tristeza saber que suas crônicas impagáveis em letras e traços não ilustrarão mais as páginas do Estadão nosso de cada dia. Valeu, Verissimo! 

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A LÓGICA DE PUTIN

Putin é um homem respeitado por sua lógica. Qual a lógica da Rússia em arrasar cidades? Em bombardear civis? Em deixar mortos em sepulturas coletivas? Em deixar bombas espalhadas e produtos envenenados nos supermercados onde os russos desocupam na Ucrânia? Em roubar urânio de usinas nucleares? Em envenenar oligarcas e negociadores do acordo? Em abrir as portas das áreas sob o seu domínio para a vinda de mercenários especializados em barbarizar? Seria essa uma boa forma de conquistar a paz com seu vizinho? Será que assim os russos aceitarão com mais facilidade o fracasso que foi essa guerra? Quem pergunta isso não entende a lógica de Putin. É a mesma da máfia russa. Seu poder depende de ser temido. E muito temido. Ele precisa provar que quem não se submete aos seus ditames sofrerá muito. Essa é, inclusive, a sua mensagem para os seus cidadãos na Rússia. Para que ninguém ouse abrir a boca para dizer que não foi uma boa ideia invadir a Ucrânia. Totalitarismos funcionam assim. Como no caso dos cubanos que arrancam os olhos dos torturados pelo regime. Eles não querem conquistar a simpatia de ninguém. Seu objetivo é manter o domínio sobre seus companheiros e sobre sua população por meio do horror e do medo. Mas não precisa se preocupar pois, na maior parte do tempo, os grandes líderes não agem assim e são até gentis com os seus companheiros. Essas coisas só ocorrem de vez em quando, e só quando convém são divulgadas pelos companheiros da mídia oficial. Caso contrário, o caso fica como uma lição localizada. 

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CORRIDA

Ao ler a reportagem Correr descalço: veja os benefícios e riscos de aderir à tendência (Estado, 2/4, D4), lembrei-me imediatamente da épica vitória do etíope Abebe Bikila que, descalço, com determinação e heroísmo, ganhou a prova da maratona na Olimpíada de Roma (1960). Primeiro ouro de um atleta negro africano na história dos Jogos Olímpicos. Após o feito histórico, ele se tornaria bicampeão olímpico em Tóquio (1964), mas dessa vez correndo com tênis.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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APLICATIVOS

A obrigação que os bancos e instituições impõem para utilizar seus aplicativos nada mais é do que uma venda casada. Alguém poderia dizer que os aplicativos são de graça, mas uma carteira de milhões de clientes usuários é um ativo também. Percebam que em nada mudou para os consumidores quanto à segurança e muito menos quanto à praticidade com os aplicativos, haja vista que para chegar até o objetivo, como uma transação bancária, é preciso passar por diversas propagandas. Pior mesmo é quando por coincidência estamos num outro país e houve uma atualização do aplicativo, então é preciso direcionar-se ao caixa eletrônico mais próximo para autenticar o aplicativo através do QR code no caixa. Fácil, não é? Assim sendo, peço ao Ministério Público, às entidades de defesa do consumidor, ao Banco Central e aos representantes do povo que desobrigue a população brasileira da necessidade de usar aplicativo para autenticações de qualquer transação pela própria internet, porque ao invés de ter um daqueles aplicativos que entram em "metástase" – porque, depois da primeira utilização, a memória dos celulares é ocupada com toda podridão de informações do hábito de consumo do correntista –, o cliente poderia, se quisesse, no máximo receber por SMS com o código de autenticação da sua transação, simples assim.

Franz Josef Hildinger

frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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TERMINAL DO JABAQUARA

Recentemente tive necessidade de ir a Santos por ônibus rodoviário e pude constatar o abandono em que se encontra o Terminal Rodoviário do Jabaquara. Banheiro destruído e malcheiroso, falta de limpeza, luzes das plataformas apagadas, goteiras, áreas bloqueadas para a circulação, etc. Como a administração é terceirizada e certamente não há fiscalização dos serviços prestados pelos órgãos responsáveis, nada é feito e os usuários que se contentem com o que lhes é oferecido. Espero que com a ajuda deste conceituado jornal a população possa ter a esperança de receber um tratamento digno, pois, afinal, paga pela utilização do terminal.

 

Mauro Ribeiro Gamero

mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

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