Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2022 | 03h00

Pandemia de covid-19

Chance ao azar

Saúde confirma 1º caso de nova subvariante da Ômicron (Estado, 8/4, A20). Já conheço essa história: apenas um caso da subvariante da Ômicron no País, e, em seguida, a receita de infestação na sociedade após o desfile das escolas de samba. Enquanto o povo está distraído, os governantes trabalham para quê? Pela volta do caos da pandemia nas famílias e nos hospitais? Quem ganha com isso? Já deveriam ter aprendido a não dar chance ao azar. Vejamos os atuais surtos de covid-19 em cidades chinesas…

Silvia R. P. Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

*

Conta de luz

Só um refresco

O governo federal anunciou que, com a cheia dos reservatórios das hidrelétricas, a partir do dia 16 de abril será reativada a bandeira verde na conta de energia elétrica, o que deve propiciar uma queda de pouco mais de 6% na conta de luz. Na realidade, não passa de um leve refresco no bolso do consumidor, porque o orçamento familiar – principalmente nas camadas de renda mais baixa da sociedade – já está completamente corroído. Na medíocre gestão de Jair Bolsonaro, o crescimento econômico tem sido baixíssimo e a inflação, de 10,06% em 2021, neste ano provavelmente terá um repique tenebroso por volta de 7,5%. E a perspectiva continua ruim para a atividade econômica e a criação de empregos (hoje são 12 milhões de trabalhadores desempregados e 28 milhões de subempregados).

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

Eleições 2022

Não é normal

Sobre a notícia de que Lula pede pressão sobre famílias de parlamentares; deputado mostra arma (Estado, 7/4, A11), é preciso destacar que o conhecido candidato da esquerda a presidente da República usa das mesmas táticas de que acusa seu opositor principal, Bolsonaro. Ou seja, são farinhas do mesmo saco. A fala de Lula conclamando sindicalistas a “incomodar a tranquilidade deles” (parlamentares) que não apoiassem propostas de seu pretenso futuro governo é mais uma prova das atitudes tipicamente fascistas do ex-sindicalista, líder do maior partido de esquerda que governou o País por mais de 13 anos. Todos os males hoje vividos são fruto, em grande parte, da época em que fomos governados pelo PT, um partido de faina autoritária, que não prezou pela democracia, ao contrário, solapou-a. Por isso destaco a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) ao julgar casos graves de corrupção e enterrar a Lava Jato em decisão teratológica ao “caçar” as condenações de Lula em julgamento de embargos de declaração em habeas corpus, coisa nunca vista e imperdoável, que causa hoje enorme mal ao País, com reflexos duradouros. Sem falar na suspensão da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, para salvar Lula e demais condenados. É necessário que quem tem responsabilidade, antes de aceitar qualquer acordo com o candidato, cobre dele coerência e não continue a passar a mão sobre sua cabeça, achando normais os discursos populistas e demagógicos como aquele de tratar de um acordo sobre a guerra na Ucrânia tomando cerveja num bar, ou achando normal que o PT dê apoio a governos ditatoriais de esquerda. Se continuarmos assim, vamos incidir nos mesmos erros do passado. Se acharmos normal esta falsidade, este discurso rasteiro, este acordão em Brasília, nunca vamos sair deste atraso. É preciso cobrar firmemente destes candidatos coerência, e não achar que o País é feito de bobos e ignorantes.

Paulo Chiecco Toledo pct@aasp.org.br

São Paulo

*

Federações partidárias

Só mesmo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia acreditar que as federações partidárias iriam valer em todo o País (Mesmo após federações, siglas têm divergências sobre apoio nos Estados, Estado, Coluna do Estadão, 8/4, A2).

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

*

Dalmo de Abreu Dallari

1931-2022

Dalmo Dallari: sinônimo de Estado Democrático de Direto e de Direitos Humanos no Brasil. Nossa referência maior do Direito, em 60 anos de ensino na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). A nação brasileira é agradecida por sua existência e perseverança na luta pela democracia nacional durante toda sua vida de verdadeiro estadista.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÃO NA FRANÇA

O cenário da eleição na França está indefinido para o segundo turno. Em 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 7% e isso impulsionou a candidatura à reeleição do presidente, Emmanuel Macron. Sua vantagem sobre os demais candidatos se manteve constante nos últimos meses. Destaque especial para seu papel de negociação como chefe de Estado em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia.  Entretanto, a guerra provocou o aumento do preço dos combustíveis e do gás. Isso reflete na inflação, que já está em 4,5% nos últimos 12 meses. Para piorar, o escândalo McKinsey de contratos milionários de consultorias privadas atingiu em cheio sua campanha. Por isso, a candidata Marine Le Pen tem grandes chances de virar a eleição no segundo turno.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

O MEDIADOR

A França detém uma das mais expressivas colocações entre os maiores fabricantes e vendedores de armas para o resto do mundo. Logo que a guerra da Ucrânia eclodiu, o seu atual mandatário, Emmanuel Macron, vestiu-se de insistente negociador da paz. É lícito supor-se, portanto, que suas movimentações visando ao estabelecimento da harmonia naquela região conflagrada ou a diminuir o sofrimento das populações atingidas não tenham sido primordialmente estimuladas por autêntico sentimento humanitário. É mais provável que uma importante motivação tenha tido como foco principal a obtenção de votos para a eleição presidencial que se aproxima quando, mais uma vez, medirá forças com a líder da extrema direita Marine Le Pen. Lamentavelmente, suas ações pouco contribuíram para encaminhar soluções positivas para o conflito, limitando-se a seguir os passos do distante líder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os Estados Unidos. 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmial.com

Rio de Janeiro

*

A GUERRA DE PUTIN

Em vez de "desnazificar" a Ucrânia, é preciso urgentemente "desputinizar" a ditadura russa. Viva a Ucrânia livre e soberana. Fora, Putin!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

DESORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES DESUNIDAS

Foi muito feliz o dia em que estive no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, no ano de 1998. Visitei todas as suas dependências e me senti parte da espécie humana em busca de paz e harmonia. Foi sentimento de um dia, que durou pouco. A ONU é um lugar de encontro e discussão, mas não tem poder algum de resolução efetiva quando há guerra entre seus membros, principalmente entre os fundadores, vencedores da 2.ª Guerra Mundial. O poder de veto dos membros do Conselho de Segurança, do qual fazem parte Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China, todos potências atômicas e econômicas, engessam decisões que envolvam censura a qualquer um de seus membros. Um clube exclusivo dentro da ONU, que anula tudo o que diz respeito a seus interesses geopolíticos. Uma excrescência anacrônica a ser extinta. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

ATÉ TU, EXÉRCITO BRASILEIRO?

Notícia do Estadão afirma que militares espalham fake news sobre a Amazônia com ataques a Organizações Não Governamentais (ONGs) (Estado, 8/4, A10). O objetivo é espalhar a falsa impressão de que o desmatamento da floresta amazônica nem sempre é prejudicial. Ao mesmo tempo afirmam que não há garimpo ilegal na região. Por outro lado, o comando do Exército disse que tomará medidas punitivas caso sejam identificados os infratores que tiveram derrubados seus perfis pelo Facebook. Na mesma hora, aquela senhorinha de Taubaté exclamou: "Até tu, Exército brasileiro?".

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

REDES SOCIAIS, ANONIMATO E FAKE NEWS

Desde que Donald Trump protestou dizendo-se vítima de fake news, o termo que na mais livre e singela tradução quer dizer “mentira” ou “notícia falsa” alastrou-se pelo mundo e hoje faz parte do linguajar do meio político e até de outras áreas. É bom lembrar, no entanto, que a velha e perniciosa inverdade é companheira de todos os indivíduos desde que o mundo é mundo. A mentira – hoje fake news – é tão presente em todos os extratos sociais ou sempre que há mais de uma pessoa num mesmo lugar. A legislação brasileira, por exemplo, é clara. No artigo 5.º da Constituição, o inciso IV é claro: “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. O cidadão é livre para dizer o que pensa, mas tem de assinar embaixo. Vemos no Estadão o Facebook informar que militares teriam se utilizado de perfis anônimos para divulgar fake news sobre a questão ambiental da Amazônia e a atuação de ONGs. E o Exército reagir e informar que vai apurar tudo, punir quando for o caso e exigir reparações. Esse é apenas o caso de uma rede social e sua repercussão é grande porque envolve integrantes das Forças Armadas. Mas a proibição do anonimato é obrigação de todos. Tanto dos produtores de conteúdo quanto dos que o veiculam, sejam veículos de comunicação ou aplicativos do meio digital. A Constituição veda o anonimato e, diante disso, quem quer se manifestar tem de mostrar sua identidade. Precisamos, com toda urgência, definir o que pode e o que não pode nas redes sociais. Da forma que estão, mais atrapalham que ajudam o brasileiro.

Dirceu Cardoso Gonçalves - tenente-PM

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

SISTEMA ELEITORAL

Muitos eleitos para o Poder Legislativo, nos três níveis de governo, o são nas sobras dos puxadores de votos. Estes, em muitos casos, sem atuação político-partidária, mas constantes de nominatas por serem famosos, principalmente televisivos. Mais recentemente, cresce também o quantitativo de parlamentares eleitos do "partido" YouTube.  Neste diapasão, legendas nanicas, mas de aluguel, estão vendo suas bancadas crescerem a cada eleição. O sistema eleitoral vigente vem a ser o principal responsável por tal situação, pois não adota o voto em lista realçando as legendas partidárias, a favor do consciente voto ideológico, inibidor do fisiologismo cada vez mais dominante no cenário político brasileiro. Infelizmente, candidatos ao Poder Executivo sequer tocam no assunto.

Antonio Francisco da Silva

anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

A TERCEIRA VIA INSISTE

A coluna do jornalista William Waack mostra bem as dificuldades dos candidatos da chamada terceira via (Estado, 7/4, A11), denominação atribuída àqueles que não se alinham nem à esquerda mais organizada nem à direita radical. Chama a atenção de que o voto do eleitor é pessoal para parlamentar. Ignora, ou esquece, que ele vai também para a legenda do partido. Um bom exemplo desse estratagema dos denominados donos dos partidos foi a de Valdemar Costa Neto, do PL, que anteriormente convidou Tiririca para disputar a eleição para deputado federal para seus votos elegerem mais alguns candidatos da legenda. Não é à toa que o PL é um dos líderes do denominado Centrão, um conjunto de partidos de menor expressão que domina o Congresso Nacional desde a Constituinte. Agora, com a ida do presidente para o partido, o PL tem a maior bancada na Câmara dos Deputados. Sem discordar do colunista, com o noticiário dos últimos dias, entendi que os partidos da chamada terceira via, irão, de novo, colocar os seus interesses acima dos da nação. Divididos, para gáudio dos aliados de Lula e Bolsonaro. O Estadão publicou a notícia de que o PDT, partido de Ciro Gomes, iria procurar os demais partidos da terceira via para lançarem um candidato único. Agora, não por acaso, a imprensa divulga que dois dos candidatos à Presidência, do Sul e do Centro-Oeste, se reuniram para criar outra frente. Estão repetindo o mesmo erro de 2018, quando o segundo turno sobrou para Haddad, que Lula transformou em seu poste, entregando de bandeja o governo para Bolsonaro. E deu no que deu.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

É HORA DA SUBSTITUIÇÃO

Alckmin, Bolsonaro, Ciro, Doria, Lula e Tebet são conhecidos personagens dos eleitores há muitos anos. Identificamos bem as posturas desses ex-presidentes, ex-governadores, ex-prefeitos e ex-parlamentares. Estamos diante do mesmo, sem perspectivas de renovação política alguma. Ouviremos promessas e acusações durante o grande espetáculo das campanhas eleitorais abastecidas por bilhões de reais dos cofres públicos. A jovem democracia brasileira, agora refém das falsas mensagens das redes sociais, padece diante da inflação, do desemprego e da interminável crise social e financeira das últimas décadas. As brechas da Constituição são conhecidas e utilizadas pelos velhos caciques, que não querem largar o poder de forma alguma. Renovar é preciso.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

ALCKMIN E LULA

Alckmin, a população de Pindamonhangaba, do Estado de São Paulo, e a sua família estão envergonhados da sua posição política. No jargão caipira do interior de São Paulo, você cagou e sentou, bicho sem vergonha! Aliás, sua carreira política está definitivamente encerrada! Que assim seja! Porque o povo não é ignorante e tem inteligência suficiente para sepultá-lo politicamente.

Darci Trabachin de Barros

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

*

MILÍCIA E CORRUPÇÃO NO PLANALTO

Com os recentes áudios de escutas telefônicas e falas de pastores, a milícia e a corrupção estão oficialmente dentro do Palácio do Planalto. Na verdade, sempre lá estiveram, só faltava alguma materialidade que comprovasse o fato. No entanto, 30% dos eleitores revelam que querem reeleger o despresidente. O antipetismo cega tanto assim ou o terço dos brasileiros é criminoso e de má índole?

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

*

É BOM QUE HAJA MAIS DIVISÕES

Tanto Lula da Silva quanto Jair Bolsonaro são partidários da tese de que quanto mais divisões, melhor. Ambos já se movimentam sob as indicações de representantes de bons e maus. Os do lado de um são bons, e os do lado do outro são maus, e vice-versa. Temos ainda a sequência dos mais honestos e menos honestos. Dos que cumprem a palavra e dos que não a cumprem: são lados adotados por ambos. Em suma: quem vota em um é bom e quem vota no outro é muito ruim. Com exclusões em cima de exclusões e afirmações constantes, os dois radicais, de direita e esquerda, vão chegar ao segundo turno e, como será difícil saber qual dos dois é o pior, os bons terão que escolher o menos processado, o menos condenado e o menos lavado pela Lava Jato. Quem será?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

SEGREDOS DA JUSTIÇA

Os partidos PROS, PHS (incorporado ao Podemos em 2019) e PSB tiveram as contas referentes ao exercício financeiro de 2016 reprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), demandando multas e ressarcimentos de grande monta. Se os seus dirigentes desconhecem, o despachante Randolfe Rodrigues, filiado ao nanico partido Rede Sustentabilidade, tem livre trânsito no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a rigorosa reprovação. De fato, o 12.° ministro! Sabe tudo do subterrâneo daquela casa. Se necessário, cavará até uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os desmandos do TSE. Copiaram? Sobre os custos dessas empreitadas, desconfio que seja "segredo de Justiça".

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

*

SIMON SCHWARTZMAN

Parabéns ao texto de Simon Schwartzman apontando problemas da educação brasileira (De pastores e competências, 8/4, A4). Só faltou comentar o problema mais comum: a greve dos professores de escolas públicas. Não existe classe trabalhadora que faça mais greves do que os professores.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

*

SELEÇÃO

Que sonho seria realizado Josep Guardiola dirigindo a seleção brasileira! Que não seja apenas um sonho (Onda de técnicos estrangeiros no País pode parar na seleção brasileira, 9/4, A21).

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.