Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2022 | 03h00

Ucrânia

Um míssil ‘para as crianças’

Na votação sobre a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, em resposta às denúncias de atrocidades envolvendo militares russos na Ucrânia, o Brasil se absteve, junto com países com péssima reputação no que se refere a direitos humanos, como Bahrein, Bangladesh, El Salvador, Arábia Saudita e Uganda. É uma atitude covarde, que se repete desde a invasão da Síria pela Rússia, que resultou em 350 mil mortos em dez anos, de acordo com o CDH, chefiado por Michelle Bachelet. Porque os russos não foram parados na época, invadiram a Crimeia em 2014 e, agora, na semana passada, atacaram a estação de trem de Kramatorsk, na Ucrânia, matando mais de 50 pessoas e ferindo uma centena, com um míssil marcado Za detei, em russo, que significa “para as crianças”. Sob o comando do capitão, o Brasil se tornou internacionalmente irrelevante, e agora está sendo conivente com um genocídio. Vergonha e tristeza!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Educação

Uma bela notícia

Vivemos um triste período com a atuação do governo federal na área da Educação. Só notícia ruim desde 2019. Mas, mesmo com tantos brucutus que tanto atraso nos causam, tivemos uma bela notícia: Carolina Moura, 17 anos, de Itu (SP), é a primeira mulher brasileira a participar da Olimpíada Internacional de Informática, nas edições de 2020 e 2021 (nas quais conquistou medalhas de bronze), e acaba de ser aprovada para estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Orgulho para todo brasileiro não brucutu.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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Eleições 2022

A um passo da decepção

Em política não se admite decepção, pois todos devem saber que, em princípio, não se pode confiar totalmente em quem tem o poder, ou pensa que o tem. Frustração sim, pois se espera que, apesar de falíveis, os políticos deem bons exemplos à sociedade e construam grandes obras de interesse público, pressionados pela opinião pública ou pela harmonização de interesses conflitantes. Assim, a adesão de Geraldo Alckmin como vice na candidatura de Lula à Presidência da República, jogando no lixo sua honrada história política, é uma grande frustração. E deixa uma multidão de militantes políticos e pessoas do povo chocadas e desorientadas, como “cachorro que caiu da mudança”. Mas, como estratégia não se publica em jornais, envergonhado e a um passo da decepção, concedo-lhe o benefício da dúvida. Vai que...

Ruy Salgado Ribeiro ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Confusão

Coalizão Alckmin-Lula é tremenda confusão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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E estas estranhas e curiosas alianças políticas, que muitos pobres mortais juravam impossíveis? Sherlock Holmes sugeriu a Watson: quando tudo parece confuso e sem explicação, siga o dinheiro. Ou seja, procure um interesse pessoal.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Mentira

Gostaria de saber quando é que Alckmin mente, pois que ele é mentiroso já constatei. Ele mentia quando chamava Lula de ladrão ou quando o chama de companheiro? Ou, então, são companheiros na malandragem?

Charles Alexander Forbes charles@saving.com.br

São Paulo

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O novo Alckmin

A situação resumida no editorial O novo Alckmin, o velho Lula (9/4, A3) faz-me lembrar o filme Mago, o Falso Deus. Será que Alckmin não percebeu que servirá de massa de manobra do lulismo?

José Luiz Abraços octopus1@uol.com

Ribeirão Preto

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ABL

A posse de Gilberto Gil

Neste momento conturbado pelo qual passa o País, que a Academia Brasileira de Letras (ABL) possa se transformar numa grande trincheira em defesa da cultura e do Estado Democrático de Direito, valores ressaltados de forma contundente no discurso de posse do poeta “imortal” Gilberto Gil. Parabéns!

Geraldo Tadeu Santos Almeida gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VELHO LULA E NOVO ALCKMIN

Fantástico editorial publicado pelo Estadão no último sábado expressa o que representa a união entre Lula e Alckmin (O novo Alckmin, o velho Lula, 9/4, A3). Lula e sua tropa de petistas, que desgovernaram o Brasil por 13 anos com inúmeros casos de corrupção, má gestão do dinheiro público, aparelhamento do Executivo, Legislativo e Judiciário para se perpetuar no poder e tantos outras posturas como ser contra as privatizações e a modernização do Estado e da economia, com discurso demagogo de enganar o povo, principalmente os menos esclarecidos. Tudo isso não é nenhuma novidade, já estamos cansados de saber. Novidade é a postura de Geraldo Alckmin, que jogou no lixo todo o seu legado político em São Paulo e respeito dos seus eleitores pela troca de um cargo na chapa de Lula, que sempre criticou pelos rumos da gestão ultrapassada, populista e de inúmeros escândalos de corrupção, e agora passa a defender esse meliante como a única solução “democrática” para o Brasil. É muita falta de caráter e dignidade desse político que por inúmeras vezes mencionou o nome do dr. Mário Covas como o seu mentor político – este, sim, um símbolo da luta pela democracia e com muita certeza seria contra esse complô contra o Brasil de se juntar com Lula e o PT. Dr. Alckmin, você mostrou a sua verdadeira cara, porém jamais abra a boca para mencionar o digníssimo e honrado Mário Covas como seu mentor.

Carlos Sulzer

csulzer@terra.com.br

Santos

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QUAL É MESMO A DE ALCKMIN?

Lendo o editorial O novo Alckmin, o velho Lula, senti um mal-estar tal qual aquele provocado por um mosquito no olho –  ou mesmo dentro do nariz. Como explicar o fato de um cidadão que durante três mandatos governou decentemente o Estado locomotiva do Brasil tendo os princípios democráticos como sua esteira aliar-se hoje ao que há de mais nefasto na política deste País –  Lula e o seu PT – argumentando uma luta pela volta da  democracia? A ideia era se encastelar no Planalto, mesmo como reserva do ex-presidiário? Não seja por isso! Parte considerável dos eleitores anseiam por uma terceira via que combata, de vez, essa polarização extrema-esquerda (lulismo) versus extrema-direita (bolsonarismo) que só nos leva ao retrocesso político. Entre os quadros possíveis para incorporar esse movimento, o nome de Geraldo Alckmin poderia figurar na liderança pelos seus serviços prestados ao Estado de São Paulo. Realmente as coisas poderiam acontecer dessa forma, porém o labirinto que permeia o PSDB, motivado pelas vaidades e descontrole dos seus componentes, impossibilitou a guinada que tanto esperamos. Definitivamente, o PSDB e Geraldo Alckmin desceram do bonde da história e, o que é bem pior, sem qualquer possibilidade de retorno. Pobre Brasil!

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA) 

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FÓRUM DOS ELEITORES

Dr. Geraldo Alckmin, não voto mais em você nem para síndico de condomínio. Adeus.

Norberto Hulle

hulle@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2022

Meu amplo, geral e irrestrito apoio ao texto de Francisco Gaetani e Gabriella Lotta (É preciso combater o apagão do Estado brasileiro, 8/4, A10). Muito oportuno, pois é uma contribuição significativa para o debate sério e profundo sobre o grave momento da vida nacional. Ao final da leitura das reflexões lúcidas e críticas de Gaetani e Lotta, com seus diagnósticos e propostas, partilho algumas indagações: como e por que chegamos à situação atual e como sairemos dela? Com que estado de espírito e consciência cívica nos dirigimos à urna eletrônica em 7 e 28 de outubro de 2018 e com que estado de espírito e de consciência cívica nos encaminharemos para a cabine de votação nos dias 2 e 30 de outubro de 2022? Constatada a vulnerabilidade do nosso país, o esfacelamento da administração pública federal e o risco de um colapso sistêmico, cabe-nos escolher entre a resiliência cívica e a rendição, a consciência crítica e a alienação, o voo cego e o projeto de de país, a civilização e a barbárie, a transparência e a opacidade, a demolição e a reconstrução, o humano e o desumano. Que o nosso voto seja um ato consciente e consequente. De olho em 1.º de janeiro de 2023 e com esperança num futuro melhor que o presente. Num Estado de que o Brasil precisa e funcione. Já.

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

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PESQUISAS

Pesquisas, sempre elas! "Qual o candidato mais honesto?", foi uma das perguntas da pesquisa encomendada por um folhetim semanal, ora em metástase editorial, divulgada no dia 9 de abril. Ouvidos 2020 eleitores presencialmente em 164 municípios da Federação, o mais votado obteve 38,8%. O segundo mais honesto, 25,1%. Escusando-me de citar nomes, por óbvio e pela acuidade da sociedade de bem, fica difícil imaginar o porquê dessa pergunta? Seria para atestar que o brasileiro não sabe votar? Que não é alfabetizado suficientemente para contestar a lógica e a tendência da pergunta? Ou defender a indecente teoria dos tempos do ábaco "rouba, mas faz", que reinou até uma República recente nada saudosa? Ora, não existe pouco ou mais honesto, mulher meio grávida etc. Ou é/está, ou não é/está! Que as empresas de pesquisas sejam verdadeiramente isentas e honestas como lhes sói acontecer, impõe o eleitor contribuinte, objeto de seu ofício. "Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro." (Mateus 6:24)

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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MERA COINCIDÊNCIA

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, no curto período em que presidiu o Brasil, além de exibir camisetas e motos, ele adorava dar um rolê nos aviões de caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Já o presidente atual, além das tradicionais motociatas, agora aparece se exibindo em rodeio galopando em um alazão de primeira. Quanto à governabilidade do País, tanto Fernando Collor como Jair Bolsonaro brincam de governar.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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‘BRAZIU, ZIU, ZIU’

Pelos pretendentes a cargos eletivos que temos, seria justo que o voto na urna valesse o que vale no confessionário do Big Brother Brasil. A sociedade teria uma ótima chance de tirar do jogo um monte de picaretas que por ora se apresentam aos eleitores.

Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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INFLAÇÃO

Não parece lógico que nada possa ser feito para controlar a inflação, principalmente de alimentos, além dos combustíveis, que somente em março atingiu 1,69%, o maior índice desde o Plano Real. O aumento dos juros básicos tem efeito a longo prazo, é certo, mas todo excesso acaba por não reproduzir muito o resultado desejado. Sou favorável a um tratamento mais inteligente das importações e exportações, que teria um duplo objetivo, tentando tornar as empresas nacionais mais produtivas e convencendo o empresariado exportador a atender prioritariamente o consumidor nacional com sua produção. Hoje os nacionais são periféricos das exportações.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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CONTEXTO PARA ESTAGNAÇÃO

Incertezas nas eleições, inflação difícil de enfrentar, juros muito altos, ambiente global conturbado por guerra e mercados em situação de instabilidade, na realidade, não estimulam os empresários a investirem, porque os riscos são bem grandes e aventuras não podem fazer parte da cartilha de programações empresariais. Outrossim, o ambiente da economia nacional e global não apresenta sintomas ou indicações de melhora a estimular empreendimentos e investimentos a curto ou médio prazos. A indicação é a espera, mas esta só faz aumentar as dúvidas e as incertezas. Céu nebuloso a prazo extensivo!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DALMO DALLARI

Se já não bastassem tantos infortúnios enfrentados pela sociedade brasileira na defesa de nosso regime democrático cada vez mais desidratado, agora nos deparamos com a tristeza avassaladora da perda do lendário professor e jurista Dalmo de Abreu Dallari (Estado, 9/4, A16), defensor infatigável dos direitos e garantias individuais e do Estado Democrático de Direito e que chegou a colocar, nos terríveis anos do regime autoritário de 1964, a própria integridade física em risco para defender intransigentemente esses valores. Sempre muito generoso em transmitir seus conhecimentos com o propósito idealístico de formar gerações mais éticas, já trazia do berço o exemplo de seu tio, Mário Hilário Dallari, herói constitucionalista de 1932 morto em combate. Das arcadas da São Francisco para as arcadas celestiais, o professor Dallari se preparará para proferir uma aula magna certamente sob o aplauso de Goffredo da Silva Telles Junior e de tantos outros lentes da velha academia que pugnaram por um Brasil melhor.

José D’amico Bauab

josedb02@gmail.com

São Paulo

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POST MORTEM

Há mortes em que lamentamos nossa mortalidade. Se fôssemos imortais, ficaríamos deitados por séculos e ninhos de pássaros estariam grudados por milênios em nossos peitos. Só a mortalidade nos faz humanos, mas a ida do professor Dalmo de Abreu Dallari nos leva àquele surrealismo. O melhor mestre, o dono de melhor e paciente didática, por cuja verve dominávamos a teoria geral do Estado como uma lúdica reflexão. Aos familiares, esposa, filhos e netos, a certeza de que conviveram com um gênio da ciência do Direito, das relações humanas, da ética e do compromisso com uma sociedade melhor.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MOSQUINHA DAS FRUTAS

Procuro resposta para uma pergunta simples e direta: por que nada consegue eliminar as chamadas mesquinhas das frutas que infestam nossas cozinhas? Inseticidas de todos os tipos parecem multiplicá-las; armadilhas com iscas também não funcionam porque apreendem meia dúzia de centenas; limpeza total e frequente de pias, ralos, lixeiras, armários, paredes, pisos etc. não tem efeito nenhum. Com tantos biólogos, entomologistas e vigaristas na praça (principalmente na internet), será que ninguém pode sugerir uma solução definitiva?

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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FATOS MARCANTES CIVILIZATÓRIOS

Dois acontecimentos marcantes aconteceram no mesmo período, um nos EUA e outro aqui, entre nós, tendo duas personalidades negras como personagens. Nos Estados Unidos a eleição de uma ministra para a Suprema Corte (Senado dos EUA aprova Jackson como primeira juíza negra na Suprema Corte, 8/4, A16) e, no Brasil, a posse de Gilberto Gil para a nossa Academia Brasileira de Letras. Essas duas realidades têm um imenso impacto sobre a evolução civilizatória e cultural da sociedade, o que pode acelerar o processo evolutivo do planeta como um todo.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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TEMPOS CHATOS

Cresci vendo uma negra como âncora do programa Fantástico (Glória Maria). Um nordestino, um negro, um galã de circo e um caipirinha (Didi, Mussum, Dedé e Zacarias) formarem um dos maiores grupos de humor do Brasil, Os Trapalhões, fazendo piadas e críticas ao sistema que hoje jamais seriam aceitas pela sociedade, como homossexualidade e problemas de dependência química com o álcool. Também vi um grupo heterogêneo como o Casseta & Planeta, que tinha negro, branco e homossexual, fazer piadas com as mesmas temáticas que os Trapalhões, ambos na Globo. Cresci vendo o melhor humorista do Brasil, Chico Anysio, e seus personagens negros, brancos, pais de santo, gays, etc. entrarem em nossas casas um dia por semana para nos trazer alegria. Vi uma travesti participar de todos os programas da família brasileira, sem nenhum tipo de problema (Rogéria). Um negro gay ser um dos grandes nomes do humor nacional (Jorge Lafond). Uma transsexual ser padrão de beleza feminina e capa de revista masculina (Roberta Close). Cresci vendo um gay, com roupas não ortodoxas, ser um dos maiores cantores e vozes do Brasil (Ney Matogrosso). Aliás, por falar em música, cresci tendo ídolos gays na música, como Cazuza e Renato Russo, Bethânia, Marina e muitos outros. Quase todos os meus ídolos do esporte são negros. Cresci vendo dois homens gordos zoando suas próprias gorduras e se tornando dois dos apresentadores mais bem pagos do País (Faustão e Jô Soares). Também vi um homossexual extremamente requintado, inteligente, com programas para a família brasileira, amado por muitos e um dos políticos mais bem votados do Brasil (Clodovil) explicar que a sexualidade é um direito de cada um, e que isso não tem nada a ver com o seu valor enquanto ser humano. Cresci vendo que a melhor maneira de defender seus direitos é abertamente, expressando-os de forma educada e inteligente. Eu cresci entendendo que preconceitos significam estupidez, pois toda a minha formação se deu com bons exemplos de representantes, de todas as classes, em um País que normalizou a presença de todos em programas de televisão, em que tudo era discutido sem qualquer pudor. Cresci entendendo de verdade o que era “liberdade de expressão”. Infelizmente, hoje, com esse “mimimi” chato para caramba, não temos mais isso. Tudo o que citei, antes normal, hoje seria execrado por esta nova sociedade chata. A dita “resistência” do politicamente correto luta contra “monstros” e "rótulos" que ela mesma criou. Queremos o nosso bom Brasil de volta.

Roberto Moreira da Silva

rrobertomsilva@gmail.com

Cotia

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DIALETO CAIPIRA

O desaparecimento do dialeto falado no interior "paulista" (Internet faz ‘caipirês’ cair em desuso no interior paulista, 7/4, A21) é de longe muito menos grave do que o desrespeito que essa região, que fez muito pelo Brasil e pela cidade de São Paulo, vem sofrendo por parte de emissoras, principalmente a Rede Globo e católicas como Canção Nova e Aparecida, que de modo extremamente grosseiro e estereotipado insistem em nos caracterizar como tipos grotescos, ridículos e atrasados, o que está muito longe da verdade. Mesmo tomar os filmes detestáveis do medíocre comediante Mazzaropi como referência denota uma profunda ignorância e preconceito contra uma região que poderia e deveria se tornar um Estado separado de São Paulo. Não somos paulistas! São Paulo nos detesta e nos discrimina.

José Antônio Marques Junior 

antonio1967m@hotmail.com 

Itapetininga

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