Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2022 | 03h00

Motociata em SP

‘Liberdade’

Sexta-feira Santa, primeiro dia do fim de semana prolongado, famílias querendo visitar familiares longe, e a mais importante via de acesso ao interior do Estado de São Paulo está bloqueada para o sr. presidente da República promover um evento de campanha eleitoral antes do permitido, e com o nosso dinheiro! Essa é a “liberdade” que ele e seus apoiadores defendem. Realmente, o deboche e o escárnio desta turma com o povo brasileiro atingiram o limite.

Maria S. Barros de Macedo Coda

stella@terra.com.br

São Paulo

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Quem autorizou?

Por que foi autorizado um passeio motociclístico de uma minoria, contrário ao interesse público, fechando a Rodovia dos Bandeirantes num início de feriado? Quem no governo de São Paulo fez tal autorização? O sr. Jair Bolsonaro (que neste evento não se apresenta como presidente, e sim como candidato, fazendo campanha ilegal fora do período regulamentar) foi abordado e multado por utilizar capacete fora da regulamentação? O Partido Liberal, patrocinador da campanha do sr. Jair Bolsonaro, vai reembolsar os contribuintes do Estado de São Paulo pelo R$ 1 milhão de dinheiro público gasto com a operação de cunho privado e político-partidário?

Gustavo Chelles

guchelles@gmail.com

São Paulo

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Em busca de votos

Em dia de feriado nacional, nada como 30 km de congestionamento em rodovia para o senhor sem noção desfilar, com o seu indefectível sorriso de boneco de ventríloquo, em busca dos votos que se perderam por total falta de seriedade, dignidade, sinceridade e competência.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Governo Bolsonaro

Passividade

Estou indignado com tanta passividade dos brasileiros diante de tudo o que está acontecendo no Brasil. Com certeza, isso é culpa da minha geração. Nasci em 1958 e, seis anos depois, os militares assumiram o poder. Não aprendemos a protestar nem ensinamos nossos filhos a protestarem. O governo compra leite condensado, picanha, Viagra e próteses penianas para militares, contabiliza mais de 660 mil mortos por covid-19 por falta de eficiência governamental, os preços dos combustíveis, do gás de cozinha, dos alimentos, da energia, que afetam nosso dia a dia, sobem de maneira estratosférica, com desemprego em alta. Temos um governo que não governa, mas se preocupa com aumentar o salário e as mordomias dos sorvidores que estão ao seu lado, na intenção de se reeleger e garantir sua sobrevivência. Não podemos mais ficar passivos nem aceitar esses desmandos. Já passou da hora de tomarmos uma atitude. Temos de tirar o traseiro do sofá e mostrar a estes senhores, que só se importam com eles mesmos e seus familiares, que somos um povo pacífico, mas não aceitamos mais políticos mentirosos e incompetentes cuidando do Brasil. Pelo bem e pelo futuro do nosso país.

Valdecir Ginevro

valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

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35 vezes no Planalto

Tudo indica que o pastor lobista Arilton Moura, suspeito de pedir propina no Ministério da Educação (MEC), esteve mais vezes no Palácio do Planalto do que pregando na sua igreja. É a isso que se dá o nome de Teologia da Prosperidade? Oremos.

Geraldo Tadeu Santos Almeida

gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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‘Em cem anos saberá’

Quer dizer que Jair Bolsonaro mandou guardar por cem anos as falcatruas que acontecem em Brasília, para que o povo continue acreditando nas suas mentiras e desvarios? Acorda, Brasil!

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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CPMF

Preconceito

A barreira para superar o que o sr. Marcos Cintra chamou de preconceito com a CPMF (Estado, 15/4, B2) está na forma como tem aspirado o afã arrecadatório dos governos, o que acentua o desequilíbrio nas relações com o contribuinte. Racionalmente, para que a CPMF possa ser aventada é necessário eliminar outros impostos para compensar a sua introdução. Ou sob a condição sine qua non de que o contribuinte possa compensar integralmente os valores de CPMF no acerto de contas anual com o Leão. De outra forma, resulta inaceitável.

João Carlos Araujo Figueira

jfigueira@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VIDA EM RISCO

A alegação do Palácio do Planalto para negar o acesso às movimentações dos pastores Airton Moura e Gilmar Santos, para lá de suspeitas, tem como base a Lei de Acesso à Informação e é muito ridícula, além do mais, ofende a inteligência de toda a sociedade. Se saber onde o governo gasta o dinheiro arrecadado dos impostos põe em risco a vida do presidente Bolsonaro, fica evidente que houve maracutaia na distribuição das verbas secretas e envolvimento com bandidos.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O SEGREDO

As relações do presidente Bolsonaro com os pastores do Ministério da Educação suspeitos de cobrarem propinas estão em segredo. As coisas honestas merecem propaganda, as desonestas necessitam de segredo.

Francisco Anéas

franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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A HORA E A VEZ DE SIMONE TEBET

Entre um ex-presidente com tal rejeição que acabou elegendo o atual presidente, ainda mais rejeitado ao término do mandato, o que acaba favorecendo o retorno do rejeitado que o elegeu, numa circular novela mexicana sem fim, o Brasil só pode sair desta gangorra se eleger uma estadista nata, jovem, inteligente, corajosa e apoiada por todos os candidatos, também com altos índices de merecida rejeição e oceânico ego e ambição, como Doria e Ciro. Senadora mais atuante na CPI da Covid, com programa definido e posição política de centro, Simone Tebet é a única saída para um Brasil perplexo e desorientado. Os 148 milhões de eleitores brasileiros precisam votar bem e com inteligência ou vamos todos afundar abraçados às nossas vãs esperanças.

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUEM MANDA NOS PARTIDOS

Para o leigo político, mesmo se considerando esclarecido, é difícil entender as maquinações dos partidos e o poder de seus dirigentes um tanto encobertos, sob alegação de resistências internas. Por exemplo, o caso atual de Sergio Moro no União Brasil. Ele alcançava o terceiro lugar nas pesquisas para a Presidência da República quando estava no Podemos. Era, aparentemente, o único capaz de representar alguma ameaça às candidaturas de Lula e Bolsonaro. Ninguém mais lhes faz frente. Por motivos não perfeitamente esclarecidos, como é de seu feitio, do dia para a noite chutou tudo para o alto e aderiu ao União Brasil, em que é abertamente hostilizado e possivelmente não consiga nem ser candidato ao Senado, muito menos à já descartada Presidência. Moro perdeu muitíssimo prestígio ao trabalhar para Bolsonaro e se submeter a muitas humilhações. Mas quem mais pode, até o momento, fazer frente a esses velhos e inconvenientes fortes candidatos?

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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A CORRIDA AOS CABOS ELEITORAIS

 

Com os pré-candidatos já acomodados nos partidos pelos quais deverão concorrer, chegou agora o sedutor período de conquistar os cabos eleitorais. Quem conseguir os melhores terá maior chance de vitória. Mas, pela própria natureza da eleição, será muito candidato para pouca vaga. Principalmente considerando-se que, depois de fusões e outras mudanças, ainda temos 32 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Só para a Câmara dos Deputados, de 513 membros, cada partido tem o direito de registrar até 769 candidatos. Não existe tanto interessado assim na aventura e, mesmo dos que se lançarem, a maioria não tem a mínima chance de eleição. Sem dinheiro nem estrutura para campanha, a maioria dos candidatos tenta ganhar cabos eleitorais com a promessa de emprego. Mas como não há vagas para tanta gente, muitos ficam de fora e passam a odiar aqueles a quem ajudaram na busca de votos. Essa é uma das incongruências do nosso processo de campanha e votação. É preciso mudar e, na medida do possível, diminuir o número de partidos porque, do jeito que está, eles não vão a lugar algum. Quem perde é a dita democracia brasileira e o povo.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PUXADOR

Circula nos meios políticos de Brasília que Cristovam Buarque é lembrado como importante puxador de votos pelo partido Cidadania. Pena que o fascinante escritor de livros encalhados não possa aceitar a honrosa missão política. Motivo: Cristovam já havia firmado dois irrecusáveis compromissos para participar dos desfiles do carnaval carioca no templo sagrado da Marquês de Sapucaí. O primeiro, para ser puxador de carro alegórico da escola recém-promovida para o grupo de elite, Demitidos pelo Telefone. O segundo compromisso do ex-ministro, ex-senador, ex-governador e ex-reitor será como puxador do samba da escola Sou Ruim de Serviço, também promovida para o grupo especial. A voz de taquara rachada do adorável Cristovam ecoará pela Sapucaí. Será a glória.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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MONITORAMENTO DAS ELEIÇÕES

Leio que o TSE convidou a União Europeia (UE) para monitorar as eleições de outubro e produzir relatórios. Considerando que não é tradição órgãos internacionais se prestarem a essa manobra política, e que a UE não envia missões eleitorais nem a seus 27 Estados-membros, em tempos de carnaval, se o objeto do convite são os holofotes midiáticos, melhor seria convidar a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro para fazer o monitoramento. Verdadeiramente, com a credibilidade que desfrutam no meio, seus membros, com isenção, atestarão se "valeu (ou não) o que estava escrito".

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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CPI

Está em vias de instalar mais um palanque político chamado de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para evidenciar políticos no ostracismo e, mais uma vez, não dar em nada. Se não quer ajudar, não atrapalha.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O CALMANTE

O presidente Jair Bolsonaro disse que o orçamento secreto serve para “acalmar” o Congresso – leia-se Centrão. Na verdade, quem fica realmente “calmo” é o próprio Bolsonaro, que pode dormir tranquilo por apaziguar os ânimos dos congressistas que só pensam em receber bilhões de recursos ilícitos e esquecer temporariamente os imbróglios em que ele se mete. Afinal, uma mão presidencial lava muitas outras mãos do Centrão, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CENTRÃO NO PODER CENTRAL

A seis meses do primeiro turno das eleições, já se pode antecipar um vitorioso, seja lá qual for o veredito das urnas: o famigerado e fisiológico Centrão como copresidente do País. Pobre Brasil.

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ALCKMIN E LULA

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), será o vice de Lula nas eleições presidenciais. No passado, votei duas vezes no Alckmin para governador. Ele, não distante no tempo, dizia que Lula era mentiroso e associado com a corrupção, que quebrou o Brasil e que queria voltar à cena do crime. E agora, em sua infelicidade no antigo partido (PSDB), Alckmin faz dupla com o pior. Assistindo ao vídeo da apresentação da chapa Lula/Alckmin, a mulher mais nojenta do Brasil, a deputada federal Gleisi Hoffmann, chama Alckmin de “companheiro”. Pior ainda foi Alckmin dizer que Lula é o melhor para o Brasil. Enfim, como pode um homem inteligente e com uma boa biografia se associar a Lula?

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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VISTA GROSSA PARA TUCANOS

Agora a imprensa está sem saída. Ela, que sempre fez vista grossa para os tucanos, agora provavelmente começará a "investigar" Alckmin.

Eliel Queiroz Barros

monoblocosantoandre@hotmail.com

Santo André

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'COLUNA DO ESTADÃO'

Que grata satisfação, Mariana Carneiro, ver seu nome estampado na primeira página do Estadão (Jornalista Mariana Carneiro assume ‘Coluna do Estadão’, 14/4, A15). Eu, não mais como jornalista assessora, mas como fiel leitora agora aposentada, tive o prazer de lê-la em diversos jornais. Parabéns pelo novo desafio!

Tereza Anunziata

tereza.anunziata@gmail.com

Carapicuíba

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CARNAVAL DE RUA E PERIGOS

O vírus da covid-19 veio para ficar? Estávamos na Delta e passamos para a Ômicron. Chegamos à Deltacron. Enfrentamos, na atualidade, a XE e, certamente, vamos para outras subvariantes logo mais. O perigo está entre nós ainda. E as festividades como carnaval, mesmo que de rua, constituem perigoso meio de contaminação. O governo não deveria interferir mais e impedir o relaxamento da cautela e dos cuidados como distanciamento e uso de máscaras?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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RINCÓN

A morte do jogador Freddy Rincón após um acidente de trânsito num cruzamento com semáforos deveria provocar reflexões e análise das imagens de vídeo: 1) calcular a velocidade dos dois veículos; 2) estabelecer a distância percorrida entre a posição das faixas de parada, com a visão do semáforo e o ponto de impacto; 3) constatar qual a duração do tempo do laranja para mudar para vermelho; 4) verificar se há utilização ou não de um tempo de duplo vermelho, como forma de segurança para os veículos completarem a travessia. A dinâmica do acidente pode mostrar se ambos seguiram ou não todas as regras de trânsito.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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