Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2022 | 03h00

Orçamento

Indignação

Estou indignada de saber que o Hospital São Paulo, vinculado à Escola Paulista de Medicina, gerenciado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, está na maior pindura, sofrendo a falta do básico, como gaze. Se falta isso, imaginem o resto. De acordo com uma pessoa entrevistada, ontem (20/4) não era possível fazer ali exames de sangue, por falta de material. Enquanto isso, os deputados brasileiros (Centrão à frente) nadam em dinheiro dos nossos impostos e continuam sem prestar contas do orçamento secreto para a ministra Rosa Weber, mas não acontece nada. O povo brasileiro precisa aprender a votar em deputados federais, estaduais e senadores decentes, pois são mais importantes que os políticos do Poder Executivo.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

 São Paulo

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No Brasil e no mundo

Sobre o artigo Emendas parlamentares: no resto do mundo é assim? (Estado, 20/4, A4), no meu entender, a questão das emendas pode ser entendida como mais um sintoma da urgente necessidade de atualização da legislação orçamentária brasileira. Na prática, o processo orçamentário foi relegado a pouco mais que um mero ritual a ser cumprido periodicamente, tendo em vista que não existe, na prática, uma contabilidade de custos transparente para a sociedade nem fóruns especializados que a auxiliem de forma técnica e imparcial sobre como os recursos existentes podem ser eficientemente aplicados a partir das várias alternativas disponíveis. Na falta desses elementos, o que sobra é uma triste cacofonia em que a culpa pela baixa eficiência do Estado é sempre atribuída a um reduzido número de categorias. Por outro lado, será que nas Constituições dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) são estipulados valores mínimos de aplicação de recursos, a exemplo das áreas de Educação e Saúde, na ordem de grandeza que ocorre no Brasil? As realidades são comparáveis? Provavelmente não.

Fernando T. H. F. Machado

fthfmachado@hotmail.com

São Paulo

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Muito além do verbo

Mais uma excrescência na política brasileira a questão das emendas denunciada pelo Estado de 19/4 (Captura do Orçamento pelo Congresso é 20 vezes maior no Brasil que na OCDE, página A8). Emendar, ensina o verbo, deveria ser corrigir, consertar ou coisa parecida. No nosso Congresso e nos Legislativos de modo geral, transformou-se o verbo em mais uma oportunidade de corrupção, de compra de apoio, de votos e reeleição de maus políticos. Parlamentares são, no Brasil, líderes mundiais no avanço sobre a economia pública, sem rigor na fiscalização da destinação correta de verbas. Leva mais quem melhor bajula e pode representar mais votos. Quando vamos ser um país de todos e para todos, com igualdade?

Adriles Ulhoa Filho

adriles@uai.com.br

Belo Horizonte

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Reajuste salarial

Os servidores públicos federais reivindicam aumento salarial de ao menos 19,99%, enquanto o governo federal fala em conceder 5%. Em ano eleitoral, com ameaças mais contundentes dos servidores, certamente o governo vai ceder. Talvez com uma proposta de 12,5% se chegue a um acordo.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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Pressão

Como pressão da Polícia Federal hoje por um aumento salarial acima dos 5%, poderia ela investigar a fundo os malfeitos da família presidencial.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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Trânsito

Depois da pandemia

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pode até estar correta ao afirmar que, embora o trânsito em São Paulo tenha aumentado após as flexibilizações, ainda está aquém dos níveis pré-pandêmicos. Não é o que se vê no dia a dia: dependendo do horário, há bolsões caóticos, piores do que antes da pandemia. A CET poderia aproveitar o momento e rever trechos mal desenhados de corredores exclusivos para ônibus e táxis. É o caso do viaduto que liga as Avenidas Pacaembu e Dr. Abraão Ribeiro: o fluxo de ônibus e táxis é insignificante perto da quantidade de veículos que se acumulam nas 2 pistas permitidas. Há outros locais assim na cidade e, enquanto o transporte público não alivia o trânsito, os engenheiros de tráfego poderiam ser mais práticos.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GENERAIS

Colossal papelão da dupla de generais: um, presidente do Superior Tribunal Militar (STM); o outro, vice-presidente da República. Ambos debochando e desdenhando do grave teor das gravações de ministros do STM sobre torturas durante o regime militar (Presidente do STM diz que áudio não estragou Páscoa de ninguém, 20/4, A12). Pelo visto, resta a melancólica certeza de que não se fazem mais oficiais superiores das Forças Armadas como antigamente. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ERA MELHOR FICAR CALADO

Revelações de áudio da época da ditadura militar no Brasil, nos idos de 1970, são tristes, e repercutiu muito mal quando o ministro presidente do STM afirmou que a divulgação, resgatada pelo historiador Carlos Fico e publicada pela mídia, era notícia “requentada” – mas acusou o golpe. Na verdade, com cara de paisagem e demonstrando desdenho, disse que se tratava de notícia “de um único lado” e que isso “não estragou a Páscoa de ninguém”. Talvez ele não saiba, mas na Páscoa se comemora a vida. Apesar de desconsiderar as confissões dos ministros daquela ocasião, nas mais de 10 mil horas de áudio, o general disse que ficou só um pouco incomodado. Ora, mesmo após 50 anos, ele ainda não reconheceu a barbárie imposta “goela abaixo” aos brasileiros. Aquela senhorinha de Taubaté, personagem de Luis Fernando Verissimo, teria exclamado: “Ministro, era melhor ficar calado!”.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DE OLHO NO RETROVISOR

O Brasil viveu momentos conturbados durante o chamado regime militar: atos terroristas, assaltos, sequestros, assassinatos e repressão violenta. A tentativa de novos tempos teve início com a anistia ampla, geral e irrestrita, em que, com paz e harmonia, os olhos se voltariam para o futuro. Usar o retrovisor com um áudio daquele tempo apenas para tentar  expor e constranger o vice-presidente, general do Exército, é muito estranho. Mais estranho ainda quando feito por uma emissora que na época vivia de divulgar as realizações do então governo.

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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DAS CATACUMBAS

Momento difícil de suportar este, quando nos imaginávamos livres do autoritarismo militar, com toda aquela brutalidade, ausência de liberdades individuais, censura, martírios, vidas interrompidas. Após um bom período de redemocratizacão do País, eis que surgem novamente, como se retirados das catacumbas do inferno, os fantasmas daqueles tempos de horror. Bolsonaro e seu clã fizeram renascer com força os arautos da morte, da perversidade, da desconstrução de um país que, bem ou mal, vinha se aperfeiçoando com seus erros e acertos. E agora? Que angústia! Só nos resta aguardar até outubro com muito medo do que pode acontecer.

Eliana França Leme 

efleme@gmail.com

Campinas

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EMENDAS PARLAMENTARES

O artigo Emendas parlamentares: no resto do mundo é assim?, de Marcos Mendes (Estado, 20/4, A4), expõe uma das principais feridas da nossa democracia: a forma como são conduzidas as emendas parlamentares, e ao mesmo tempo constata que no resto do mundo minimamente civilizado não é assim como no Brasil. Nem nos demais países da América Latina é assim. Afinal, o que justifica o fato de a 12.ª economia mundial – já foi a 6ª – se portar tal e qual países mais subdesenvolvidos no tocante ao controle de suas contas públicas? A despeito de ocupar tal posição no ranking mundial e ser considerado um grande celeiro na produção e exportação de commodities – preferencialmente alimentos –, quase metade da população brasileira ou passa fome literalmente ou sofre de insegurança alimentar, além de outros percalços socialmente falando, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Tal cenário forma a cereja do bolo para a grande maioria dos políticos dessas regiões. Qualquer mudança para o bem-estar dessa população funciona como uma estaca de prata no peito dessa canalha. A miséria e a ignorância têm que se perpetuar entre essas pessoas. Aí, entram as emendas parlamentares – que não passam da compra de apoio político com recursos do erário público –, que  possibilitam a esses maus políticos a sua perpetuidade no poder ou, minimamente, no seio deste. Não conheço, em todo o mundo, negócio mais lucrativo – você investe com dinheiro que não é seu, sem qualquer compromisso de quitação e se mantém no "bem-bom" pelo resto da sua vida e, com a sua morte, a atividade é herdada pelos seus descendentes devidamente escolados de como agir com a manada, dando prosseguimento a esse ciclo vicioso. Aspectos da colônia que persistem nos dias de hoje dentro da nossa peculiar democracia, sem qualquer expectativa de uma guinada salvadora caso não tomemos as atitudes necessárias no próximo dia 2 de outubro.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

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ELEGIA À MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA

Parabenizo o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira pelo artigo de terça-feira (Sem amá-lo não teremos o Brasil dos nossos sonhos, 19/4, A4), principalmente no tocante aos conteúdos abordados, questionando certos padrões históricos de construção do imaginário do povo brasileiro, construídos pela classe dominante e dirigente do país denegrindo a "cultura, comportamento e costumes populares" (os "macunaímas", referindo-me à obra do modernista paulistano Mário de Andrade) em comparação com outros povos, especificamente europeus e norte-americanos. Como bem destacou o professor, tais posturas históricas da classe dominante tupiniquim a cegou, em muitos momentos, de enxergar as potencialidades e inventividades da população pobre dos rincões deste continental país, fundamentalmente negra e mestiça. Não me alongarei no comentário, mas gostaria de destacar neste ano, quando se comemora os 200 anos da Independência do Brasil e os cem anos da Semana de Arte Moderna, a importância do resgate da obra do antropólogo mineiro Darcy Ribeiro e a defesa que fez durante a sua vida da formação do povo brasileiro como resultante da miscigenação entre povos e culturas completamente diferentes, que aqui desembarcaram durante e após o período de colonização, citada na sua obra O Povo Brasileiro. Que em 2022, e para além, possamos ter uma elegia à "miscigenação brasileira". Uma forma de nos alimentarmos de tudo o que é exterior, porém, exteriorizando para o mundo as potencialidades do nosso belo país e povo, de acordo com as nossas características.

Kassiano César de Souza Baptista

kassianocesar@hotmail.com

São Paulo

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MINGAU QUENTE

Acabo de voltar de férias, liguei a TV para a ver as notícias e desliguei logo em seguida. Faz muito que não tenho mais dúvida de que o nosso buraco sempre pode estar mais embaixo ainda, e pelos poucos minutos que vi está muito mais embaixo do que no mês passado, quando deixei o Brasil. A cada palavra sobre a política nacional fica a certeza de que, para a maioria dos políticos e todos que têm interesses pertinentes, só vale o seu próprio bem-estar. O "Sabe com quem está falando?" é coisa passada, hoje desnecessária. Para eles o Brasil não existe. O poder de alguns parece a cada dia maior, mais intocável, numa soberba que explode em fogos de artifício. Os minutos de notícias que ouvi me fizeram voltar à pergunta que eu e milhões de brasileiros nos fazemos: como frear esta loucura generalizada? Mingau quente se come pelas bordas, em colheradas bem pequenas. Minha viagem começou com um cruzeiro de Santos para Gênova no MSC Seaside, onde um grupo pequeno de brasileiros autodenominados ou realmente juízes, desembargadores e advogados enfiaram dedo em riste na cara do comandante, autoridade máxima e inquestionável dentro da embarcação, e comandaram uma tentativa de motim tentando cooptar inclusive a tripulação, movimento infrutífero que se seguiu a algumas isoladas ameaças. A única saída para este Brasil é comer lentamente o mingau fervendo pelas bordas, soprando e conversando muito antes de colocar na boca. O que aconteceu nesta viagem parece uma quirela, mas definitivamente não é. Trata-se do mesmo mingau fervente que nos queima a boca e o futuro de todos os brasileiros.

Arturo Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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VOTO

Acompanho, na qualidade de assinante há mais de 70 anos, o que falou Pelé, no início de sua brilhante e inigualável carreira no nosso futebol. O que vemos hoje, lamentavelmente, é que uma grande parte dos eleitores são mal-informados e votam em demagogos de plantão que, se eleitos, dedicam-se a seus interesses particulares e não patrióticos.

Armindo Teixeira de Magalhães

São Paulo

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JUSTIÇA INCONGRUENTE

A nova prisão da conhecida doleira Nelma Kodama (Estado, 20/4, A16), desta vez por envolvimento em esquema de tráfico internacional de cocaína, é mais um exemplo da incongruência da justiça brasileira quando sobrepõe tecnicalidades em detrimento do bom senso e da justeza propriamente. Nelma foi condenada e presa em 2014 na Operação Lava Jato por corrupção, evasão de divisas e organização criminosa e, após ser beneficiada por indulto natalino presidencial em 2017, foi novamente acusada por receptação de joias roubadas em 2018 e, em 2019, solta por determinação da Justiça federal, apesar de seus antecedentes pouco recomendáveis. A reincidência da doleira na delinquência era mais que previsível e é nesse ponto que a Justiça peca em todas as instâncias e nos mais diversos crimes: o alto índice de repetição de crimes por condenados soltos. É preciso mudar. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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DOLEIRA

Nelma Kodama, doleira da Lava Jato, foi presa novamente, agora fazendo parte da cúpula de um esquema de tráfico de cocaína. Lembremos que foi a primeira a ter o benefício da delação premiada. E quem era o juiz? Sergio Moro. Não precisa dizer mais nada.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ECONOMIA CRESCENTE, DISTRIBUIÇÃO INJUSTA

A economia passa por um bom momento. Tanto que bancos, consultorias e o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisaram a elevação do PIB brasileiro, antes prevista em 0,3%, para 0,8% neste ano (Estado, 20/5, B1). A alta nas vendas do varejo, a liberação dos saques no FGTS e a valorização internacional dos produtos que exportamos são os motivos. No mês de março, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,53 bilhões, um recorde para o mês, 29,4% maior que o realizado no mesmo período do ano passado. A bestial guerra política tem levado os políticos a tentarem fazer o povo acreditar que o problema é culpa de seus adversários. É de se esperar que os candidatos deste ano façam campanhas propositivas e digam claramente ao eleitor o que pretendem realizar caso sejam eleitos. O agronegócio é o grande trunfo brasileiro dentro de um planeta que corre o risco da escassez de alimentos para a população, que já chega a quase oito bilhões de indivíduos. O maior problema brasileiro – e que faz a população até passar fome – é a má distribuição da renda. Governo e sociedade precisam trabalhar para garantir oportunidade de trabalho e renda à população. Os desempregados precisam ser oportunizados e estimulados a buscar qualificação e colocação no mercado de trabalho. Na medida do possível, os programas sociais que distribuem auxílios sem contrapartida têm de migrar para a condição de atividade econômica. É necessário encontrar os meios para seus integrantes em idade laboral terem ocupação lícita e voltarem a se orgulhar de viver às próprias custas, e não da caridade oficial ou particular. Quando se passa os olhos sobre as condições gerais brasileiras, chega-se à conclusão de que os nossos problemas não são rigorosamente de escassez, mas de má distribuição dos recursos, falta de estruturação adequada nos serviços públicos e vícios que sempre atravancaram a Nação e, dia mais, dia menos, terão de ser enfrentados e combatidos para deixarmos de ser o eterno país do futuro e adentrarmos em um presente que favoreça a todos. O principal já temos na economia, gerada por muito trabalho da iniciativa privada e por ações em que o governo não a atrapalhou. Precisamos agora encontrar o equilíbrio para que o setor privado possa atingir o máximo de sua capacidade e o poder público abandone os vícios e também atue de forma moderna e sustentável para beneficiar a todos os brasileiros, e não apenas a uma parte privilegiada da população, como o funcionalismo de supersalários. Temos, por exemplo, de reduzir a grande diferença entre o maior e o menor salário para, na divisão do bolo, cada cidadão ter garantida a parcela que lhe seja justa e suficiente para seu sustento.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                 

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PERIGO MORTAL

Leandro Karnal é um colunista interessantíssimo. Ele nos traz de volta Walden, de Thoreau (Estado, 20/4, C8). Também fui embalada pelo canto libertário e ecológico de sua passagem pelo lago inspirador, antes que a tendência de se afastar dos excessos da civilização se tornasse a tônica da sobrevivência de toda uma geração que acordava para o horror de uma Terra em risco de ver extintos todos os seres vivos, inclusive nós, humanos. E, olhando essas décadas passadas, é de dar calafrios o que faz esse desgoverno de Bolsonaro contra nossas matas e os indígenas, tão importantes para cuidar dessa riqueza e de todo o bioma. Essa criatura ainda tem eleitores! Acho que estão todos de olhos vendados e ouvidos bem tapados. Não é possível que a essa altura, em que beiramos o risco de a natureza não conseguir se recompor, ainda somos assombrados com tamanha monstruosidade. Além do terror da iminência de uma guerra nuclear provocada pelo insano Putin. Onde andam os jovens que protestavam inspirados pela adolescente Greta Thunberg?

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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QUE VENHA O CARNAVAL

O ano de 2022 é mais um atípico em que após a Semana Santa vem o carnaval. Presumo que aqueles que fizeram penitência agora poderão entrar de cabeça na folia, que para muitos é uma festa pagã. Para os nossos políticos, esse carnaval será um "prato cheio" em que muitos criam asas e voam para bem distante, mesmo que as passagens aéreas sejam pagas com dinheiro dos contribuintes, até porque eles não irão necessitar dos R$ 1.000 que o governo liberou do FGTS.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A FESTA DOS PARKLETS

Parklets se espalham e prejudicam paulistanos. A cidade sempre teve vagas insuficientes para os carros que nela circulam. E precisa reservar parte importante delas para idosos, motos, ônibus, vias rebaixadas, etc. Aí, veio a moda dos parklets, o que passou a consumir um porcentual importante das vagas de estacionamento. É uma forma barata e rápida de se apropriar de espaços públicos (ruas e calçadas) montando estruturas personalizadas pelos estabelecimentos, usadas como extensão dos mesmos. Assim, por exemplo, uma lanchonete aumenta o seu número de mesas e quem fornece a área e paga o pato é o cidadão. A desculpa que o local vira um espaço de convivência pública, e não uma extensão do estabelecimento particular que a instalou, só convence quem não vive na cidade.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CIDADÃO PAULISTANO?

Como se sabe, o importante e icônico título de cidadão paulistano deve ser concedido pela Câmara dos Vereadores a pessoas que tenham se destacado sobremaneira em alguma área e realizado feito marcante e de grande impacto para a cidade de São Paulo. Isso posto, não é por ser torcedor santista que ponho em discussão a razão que justifique o vereador Toninho Vespoli (PSOL) ter protocolado projeto de decreto legislativo para conferir ao talentoso e vitorioso técnico de futebol do Palmeiras, o cidadão português Abel Ferreira, o título máximo da capital paulista. Por ora, em sua passagem pelo Brasil, seus feitos marcantes trouxeram benefícios única e exclusivamente ao "verdão". Dessa forma, merece com mérito o título de “cidadão palmeirense”, nada mais.

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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