Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2022 | 03h00

Codevasf

Acabou o medo

Depois da libertação da maioria dos corruptos condenados e presos no mensalão e no petrolão, a canalha política perdeu totalmente a vergonha e voltou à prática dos cambalachos habituais. Basta ver, como exemplo, a notícia no Estadão de sexta-feira (22/4) informando que Empresas de favorecidos com o auxílio emergencial vencem pregão da Codevasf para “fornecer picapes de tração 4 x 4 à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)”. O órgão é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, controlado por partidos do Centrão. E a quem pertencia uma dessas empresas? A uma “cabeleireira, que aparece como dona”. E, pasmem, “mesmo sem capital suficiente, essa empresa fez proposta de R$ 2 bilhões para vender 3.850 veículos destinados ao transporte de estudantes de áreas rurais a outro órgão do governo também controlado pelo Centrão, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação”. Dá para aguentar isso?

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Remédios em falta

Indignidade

O Estadão veiculou na primeira página da edição de 21/4 a notícia de que faltam remédios e insumos em hospitais e farmácias, muitos por causa de problemas no Ministério da Saúde. Os pagadores de impostos não se conformam com o fato de não faltar Viagra nem próteses penianas para as Forças Armadas. Haverão os bons militares de se insurgir contra essa indignidade.

Eduardo Ricca

eduardo@vikanis.com.br

São Paulo

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Eletrobras

E as agências?

A privatização de serviços monopolísticos sem agências independentes subordinadas aos interesses permanentes do Estado, e não dos governos, seria, de fato, O grande salto para trás (editorial de 21/4, A3), e, mais do que isso, uma fonte institucionalizada, sem precedência, de corrupção. Basta imaginar uma empresa do tamanho e da importância da Eletrobras nas mãos de investidores sem escrúpulos, tendo por trás políticos desonestos definindo o dinheiro que entra ou sai do caixa da empresa por meio de seus apadrinhados, via tarifária. A prevalecer uma das duas candidaturas (Lula ou Bolsonaro), com essas bandeiras, o retrocesso seria neste caso não um mero acidente, mas um objetivo, pois que, como destaca o editorial, tanto o lulopetismo como o bolsonarismo almejam reduzir a autonomia das agências reguladoras.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

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Nova estatal

A nova estatal criada pelo governo quer contratar cerca de 200 funcionários para executar suas funções. Suas funções – gerenciar os ativos da Eletronuclear e de Itaipu após a privatização da Eletrobras – eram executadas pela Eletrobras, então por que não transferir os funcionários da Eletrobras para a ENBPar?

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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Policiais federais

‘Frustrados’

Policiais federais se dizem ‘frustrados’ com Bolsonaro e marcam protesto para o dia 28 por aumento (Estado, 20/4). É interessante que dirigentes da Federação Nacional dos Policiais Federais (FenaPef) notaram agora o não cumprimento de promessas de campanha, mas só daquela promessa que os favoreceria. Promessas para o Brasil não cumpridas não são importantes?

José Luiz Pereira Quinete

jlpquinette@gmail.com

Campinas

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Futebol

Impiedosos

Deixando um pouco de falar sobre política, eleições e guerra, pergunto hoje para onde vai o futebol brasileiro atual com jogos marcados para quase todos os dias da semana. Fala-se muito do desgaste físico dos jogadores (muito justo), mas se esquecem da figura do técnico de futebol, que tem de preparar a equipe para todos esses compromissos. Os jogadores podem ser substituídos ou poupados, o técnico não. Por isso os comentaristas esportivos e, principalmente, os torcedores que os massacram impiedosamente, sem compaixão, devem ter mais respeito, pois eles são de fato os mais prejudicados e menos culpados pelo que acontece com o atual futebol brasileiro, que vai perdendo diariamente seu encanto do passado.

João Ernesto Varallo

jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

IMUNIDADE X IMPUNIDADE

A respeito do imbróglio envolvendo o boquirroto e brutamontes deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), há, de um lado, a merecida condenação a oito anos e nove meses de reclusão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por 10 votos a 1, pelos crimes de incitar agressões aos ministros e atentar contra o Estado Democrático de Direito; e, de outro, o descabido decreto presidencial de Bolsonaro concedendo ao famigerado o indulto e a graça constitucional. Diante do polêmico caso, cabe dizer que não se pode confundir imunidade parlamentar com impunidade de um parlamentar. No ar, a pergunta: Supremo Tribunal Federal ou "supremo perdão presidencial"? Em jogo, a democracia verde amarela. Cassação já, sem mais delongas.

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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O CAMINHO PARA A CRISE INSTITUCIONAL

O dia 22 de abril – descobrimento do Brasil – foi feriado por muitos anos até que, considerando sua proximidade com Tiradentes (21), optou-se pela homenagem ao inconfidente. Neste ano, vislumbra-se adicionalmente a crise institucional. O Supremo condenou e cassou o mandato do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). Parlamentares pediram para que o presidente da Câmara, Arthur Lira, coloque o assunto na pauta para que o plenário decida sobre o mandato de Silveira. Até porque a única instância judicial a recorrer seria o próprio STF, que já se posicionou por defenestrar o deputado. Na opinião de parlamentares, o STF extrapolou ao decretar a cassação do mandato, cabendo à Câmara decidir a respeito. Só pode cassar mandato recebido do povo via eleições quem também detém mandato popular, no caso, os deputados. Aconteça o que acontecer, a crise institucional estará criada. Se a Câmara tiver posicionamento diferente do emitido pelo STF, a decisão da Corte será descumprida e ficará explicitamente rompido o princípio contido no artigo 2.º da Constituição, que determina que os poderes da União (Legislativo, Executivo e Judiciário) sejam “independentes e harmônicos entre si”. E, nesse quadro nada harmônico, como se comportarão a Câmara e o próprio STF para se manterem íntegros? É preciso manter a altivez e a independência dos poderes institucionais. Do contrário, a crise tende a causar outros e imprevisíveis danos.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br           

São Paulo                                     

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INDULTO QUE AFRONTA A NAÇÃO

Se é verdade que Jair Bolsonaro foi eleito democraticamente, também não dá para esconder que, desde sua posse em 2019, esse irresponsável presidente da República foi e continua sendo pródigo em afrontar o País e a nossa Constituição. Assim como na segunda, 21, decidiu publicar um decreto no qual concede perdão ou indulto ao desajustado deputado Daniel Silveira por crimes que mereceram pena de oito anos e nove meses aplicada pelo plenário do STF por 10 votos a 1. Que também tenha seu mandato cassado, já que, como fiel seguidor de Bolsonaro, não passa de um anarquista que não somente ofende o nosso Supremo, como desrespeita a nossa Constituição. Porém, é de estarrecer que esse esquizofrênico presidente da República sequer respeite vidas, como nesta pandemia, afirme que as afrontas de Silveira são de legítima “liberdade de expressão”. Ora, Jair Bolsonaro não surpreende por sua minúscula visão sobre valores democráticos. Infelizmente, além de enlamear a imagem do País, carrega em seu desprezível currículo a expulsão do Exército por ato de terrorismo e a idolatria por torturadores e ditadores. Na realidade, o que mais deseja Bolsonaro é criar uma grave crise institucional. Não conseguirá! Mesmo porque, a pedido de partidos de oposição, que até pedem seu impeachment, certamente nas próximas horas ou dias o STF deve anular o decreto presidencial que concede indulto a Daniel Silveira.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GOL DE BOLSONARO

Bolsonaro na verdade está se lixando para Daniel Silveira, mas quer bagunça e confusão no ano eleitoral para justificar seu golpe para quando perder a eleição. Toda a mídia só fala nisso, o tal do Daniel nem pena tem ainda, portanto muito barulho por nada. Que constrangedor para nós, mulheres, a triste figura da mulher do presidente aparecendo ao seu lado numa situação de menino mimado que acha que pode tudo. Pobre Brasil!

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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COMOÇÃO SOCIAL

Eu estou atordoado. Falaram em comoção social gerada pela condenação de Daniel Silveira. Será que a indignação foi manifestada pelos marcianos e não pela população brasileira? Ah, onde eu estava que nada vi? Será que passei por um arrebatamento? Por favor, preciso de ajuda, quero recobrar a minha capacidade de discernimento. Que venha logo o meu socorro. Eu quero estar bem nas próximas eleições, não posso votar errado, chega de decepções.   

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Brasília

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CAINDO NAS ‘GRAÇAS’ DO CHEFÃO

No Brasil fascistão do clã bolsonarista, quanto mais violento, reacionário e troglodita for o seguidor, mais cai nas graças do Poderoso Chefão.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BOLSONARO E O INDULTO

Falar nesse homem é sentir cheiro de golpe. Desde que assumiu a Presidência não faz outra coisa além de afrontar as leis e o Estado Democrático vigente (por enquanto). Trabalhar mesmo, para o que foi eleito, nada. Morre gente pela pandemia da covid e pelas enchentes enquanto o homem passeia pelas praias, dando shows em jet ski e em motocas. Dinheiro público indo para os ralos. Agora, em última afronta à Justiça e à democracia, antes mesmo do trânsito em julgado no caso de um péssimo deputado, decreta a graça (espécie de indulto) ao condenado a mais de oito anos de prisão. Esperar mais o quê? Membros de quadrilhas, façam fila e vão até o homem. Como os reis absolutistas de outrora, ele acha que é Deus.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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DECRETO DE BOLSONARO

Errar é humano; perdoar, divino. Mas não se compara ao “jeitinho” brasileiro no decreto de Bolsonaro.

A. Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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SALÁRIO DO PRESIDENTE

Nós estamos pagando salário para um presidente da República brincar de indulto? O dinheiro público um dia ainda será melhor empregado no Brasil.

Paulo Seiji Isewaki

isewaki@gmail.com

São Paulo

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A DESGRAÇA DA ‘GRAÇA’

O Brasil virou um nada, um amontoado de imbecis que estão prontos e de plantão para dar  “graça” para um bando de sujeitos que fazem parte da nossa pior “elite” política. Convivemos com a desgraça política, que vem lucrando com a desgraça do povo. Não à toa, estão “passando pano” nos crimes e rasgando a nossa Constituição. Na verdade, querem e estão se protegendo de futuras sanções. Como limpar a sujeira jogada diariamente na nossa cara, sem qualquer pudor? O atual governo está cumprindo abnegadamente seu principal papel, que tem como objetivo rasgar todos os dias nossos valores éticos e morais. Como educador, tenho pena das futuras gerações. Vivemos e viveremos uma desgraça sem precedentes com atos da “graça”. Rasgam-se as famílias, rasga-se a Justiça, rasga-se o respeito, rasga-se a possibilidade de sonhar, infelizmente.

André Landeira 

andreem@garriga.com.br

Rio de Janeiro

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NÃO PODE ACABAR EM SAMBA

A patética “concessão da graça” decretada por Jair Bolsonaro ao grotesco, arrogante e nada engraçado deputado Daniel Silveira é mais uma jogada eleitoreira rasteira de um presidente que despreza a democracia e só não deflagrou um golpe militar até agora porque não encontrou apoio para tal. O tiro de Bolsonaro sairá pela culatra (é piada evocar a Constituição apenas quando lhe convém), pois nem a opinião pública que preza a democracia, nem o STF vão tolerar tamanho insulto aos pilares da República. No país do carnaval fora de hora, tamanha imoralidade não pode acabar em samba. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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TIRO PELA CULATRA

O sr. Bolsonaro pode estar usando de seu direito de "anistiar" a figura de um cara que desacata a Constituição, nossa Lei maior, esquecendo ser o Supremo Tribunal Federal o guardião dela. Essa é uma atitude autoritária que não respeita o STF, afrontando-o e deixando que eleitores indecisos, ainda esperando a terceira via, temam suas atitudes e decidam a contenda já no primeiro turno. Será um tiro pela culatra!

Tania Tavares   

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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A TERCEIRA VIA CONTINUA A MESMA

A chamada terceira via vai cometer o mesmo erro de 2018, o que obrigará os eleitores a escolherem no segundo turno entre dois candidatos que não representam o melhor para o País. Em 2018, Dilma Rousseff entregou o Brasil para o seu vice-presidente de modo tão desorganizado que se apresentaram inúmeros candidatos, sem nenhuma qualificação para dirigir a Nação. Entre eles, Bolsonaro, que ardilosamente se aproveitou das redes sociais, passando para o segundo turno e derrotando seu oponente Haddad, transformado em poste pelo ex-presidente Lula. E o resultado foi a eleição desse que já em seu primeiro ano de mandato se qualificou como o pior presidente da história da nossa República, superando e muito a sua antecessora. Agora, estamos novamente na mesma situação, entre Bolsonaro e Lula, a meu ver, longe de ser a nossa melhor opção. Porém, o que estamos assistindo é a repetição de 2018. O ex-governador Doria, que se elegeu prefeito através de uma falácia, ou seja, se dizendo gestor e não político – como se o alcaide da maior cidade do País, não devesse ter tais qualidades –, nem terminou o mandato e se lançou ao cargo de governador do Estado de São Paulo. Ambicioso, detonou o PSDB e se lançou candidato à Presidência da República. Seu oponente, no próprio partido, também renunciou ao cargo de governador e se lança também à Presidência, apesar de perder uma prévia, a meu ver, absurda. Não creio que carreiras tão meteóricas são suficientes para o cargo que almejam agora. Mormente na situação catastrófica que Bolsonaro vai entregar o governo do País. Acho incrível que o candidato que está na terceira colocação nas pesquisas, Ciro Gomes, ainda não tenha sido procurado pelos demais partidos. Afinal de contas, entre todos eles, é o que apresenta o melhor currículo, além de ser o mais experiente de todos. Faria um bom governo? Claro que não dá para saber. Contudo, se tivesse sido apoiado em 2018, teria com certeza vencido Bolsonaro. Haddad jamais venceria, com o PT desmoralizado naquela época.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A IMPORTÂNCIA DO VOTO

Gostaria de lembrar a todos que tão ou mais importante que a eleição presidencial é a eleição para governador, deputado estadual e federal e senador. São eles que, fiscalizando o que o Executivo faz e apresentando projetos para melhorar nossas vidas, nos ajudam. No caso de governador, lembro da importância da iniciativa de João Doria que, mesmo contra as determinações do governo federal, acionou o Instituto Butantan e, de forma pioneira, buscou uma vacina contra a covid, iniciativa que certamente evitou um número maior de mortes. Deputados e senadores também tiveram papel importante, evitando o superfaturamento no valor para compra de vacinas e apurando a compra de remédios ineficazes para o combate à pandemia por parte do Ministério da Saúde. São eles os responsáveis pela apresentação de projetos para a modernização do Código Civil e Criminal, Proposta de Emendas Constitucionais (PECs), reforma administrativa, reforma tributária, enfim, coisas que afetam nosso dia a dia de fato. Precisamos eleger parlamentares ativos, que pensem no bem do Brasil. Por isso é superimportante pesquisar, se informar sobre a vida desses candidatos e sabermos com clareza suas intenções, evitando votar em pessoas populistas que costumam aparecer nessa época e que, depois de eleitos, se esquecem dos eleitores, passando quatro anos na mordomia de Brasília, sendo chamados de doutores e não contribuindo em nada para melhorarmos o Brasil. Hoje, com a internet, temos várias maneiras de conhecermos a vida desses candidatos, para isso basta pesquisarmos para sabermos quem são eles. Esse é um direito e uma obrigação de todos os brasileiros.

 

Valdecir Ginevro

valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

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UCRÂNIA

Recebe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dólares, meios de defesa e subsistência. Do front russo, balas e extermínio de sua pátria, seu futuro e sua juventude. A que frente desejará se vincular? Essa é a alternativa que a Rússia oferece à Ucrânia. Alea jacta est.

Lairton Costa

lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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