Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2022 | 03h00

Governo Bolsonaro

Tumultuando

Quase três anos e meio depois, e o homem que foi eleito para ser encarregado pelos destinos do País ainda vive a procurar encrencas, como no tempo em que estava no Exército. Foi eleito parlamentar inúmeras vezes sem reclamar do sistema eleitoral, mas agora, que parece temer ficar fora da boquinha, está com fixação nas urnas eletrônicas e na apuração dos votos, a ponto de sugerir uma apuração paralela pelas Forças Armadas. Brincadeira ou loucura? Entre as funções das Forças Armadas não está a contagem de votos (art. 142 da Constituição). O presidente não sabe ou quer tumultuar mesmo?

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hottmail.com

Cunha

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Palanque na Agrishow

Todos os dias o presidente nos brinda com mais confusões, alimentando o noticiário com assuntos que passam longe dos nossos problemas reais. Bolsonaro transformou uma nação promissora e altaneira num país surreal. Tomando como exemplo o Estadão de 28/4, soubemos das preocupações dos bolsonaristas com a inflação inédita para as gerações mais novas. Mas não por causa das dificuldades que a população está enfrentando, e sim pela possibilidade de ela atrapalhar a reeleição. Na maior feira de agronegócio do País, Bolsonaro limitou-se a elogiar um deputado condenado pelo plenário do STF por atacar um dos Poderes da República e a própria democracia e propôs a ideia estapafúrdia de vigilância das Forças Armadas na apuração das eleições. Sobre o fim do financiamento para as futuras safras, nenhuma palavra. Ou seja, foi até lá só para fazer propaganda eleitoral antecipada. Seu governo nos remeteu à era anterior ao Plano Real. Os mais velhos, que conviveram com uma inflação de 235% em 1985, herança do regime militar, sabem que a escalada da inflação começa exatamente como tem ocorrido agora. Bolsonaro se revelou o pior presidente da nossa República e já provocou danos ao País que são irrecuperáveis – que o diga a Floresta Amazônica.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Ignorância

Está faltando dinheiro para o Plano Safra 2022/2023. Aposto que vão tirar o resto do orçamento da Educação e da Cultura, que para este governo não têm nenhuma importância.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Estratégia

Embora não haja consenso entre cientistas políticos, juristas, ex-juízes, jornalistas, etc., quanto à legitimidade do perdão presidencial concedido ao deputado Daniel Silveira, há uma tendência em considerar a tal graça improcedente, mas essa questão, neste momento, é secundária. O que é certo é que Jair Bolsonaro pouco se importa com regras, Constituição ou o futuro deste ou daquele deputado. O agraciamento foi ato nitidamente provocativo, assim como foi a nomeação de Silveira para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob a bênção presidencial, assim como foram e serão outras atitudes semelhantes. A estratégia é tumultuar o ano de eleição no intuito de cooptar o maior número possível de eleitores indecisos, e este é o ponto. É inadmissível que, afora os seguidores fanáticos bolsonaristas, existam eleitores que ainda admirem ou enxerguem alguma nesga de moralidade e racionalidade nas falas e atos patéticos de Jair Bolsonaro, cujos exemplos, desde o início do mandato, passando pela pandemia, não foram poucos. Quem se preocupa verdadeiramente com o futuro da Nação não pode mais levar Bolsonaro a sério. As alternativas neste momento são desanimadoras, é verdade, mas insistir em Bolsonaro chega a ser antipatriótico.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Apoio cristão

É sério que pastores bolsonaristas defendem o uso de armas? É sério que eles defenderam um deputado violento, condenado pela Justiça? Se passar a ser conveniente a Jair Bolsonaro defender o aborto, eles o seguirão? Não percebem que a sedução pelo poder lhes afasta dos princípios fundamentais do cristianismo? A impressão que fica é a de que trocaram de deus.

Flávio Rodrigues

rodriguesflavio@uol.com.br

São Paulo

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Refis do Simples

O recado do governo

Toda vez que o governo lança um Refis, ele está querendo dizer ao povo brasileiro: “Não precisa pagar imposto em dia”.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CHARGE DE DANIEL SILVEIRA

Lendo o Estadão de quinta-feira (Sinais particulares, 25/4, A2), deparei-me com a charge de Daniel Silveira rodando a tornozeleira no dedo, o que provocou em mim uma enorme tristeza ao dar-me conta do baixíssimo nível do nosso Congresso Nacional, e também de como o Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou um amontoado de juízes que ganham a vaga muito mais por serem amigos do rei do que por seu notável saber jurídico. Foi-se o tempo em que podíamos nos encantar com o voto de um Ayres Britto, um Celso de Mello, um Brossard de Souza Pinto e tantos outros. Infelizmente tivemos de nos conformar com um K. Marques e um terrivelmente evangélico (saber jurídico?). Como advogada, historiadora e professora de Direito Usual e Legislação Aplicada, hoje já aposentada, fico me questionando o que os estudantes de Direito ou História se perguntam lendo os disparates que surgem nos jornais diariamente (quando leem, pois em tempos de Instagram, Twitter, etc, talvez a leitura de jornais passe ao largo) envolvendo essas figuras bizarras na política nacional e no Judiciário. Sem falar na participação de muitos deles nas redes sociais. Como chegamos a este nível tão risível? É assustador. Vivemos num país tão lindo e, no entanto, o que estamos vendo é uma degradação generalizada. Ódio, preconceito, agressividade, venda indiscriminada de armas, feminicídio, assassinato de jovens negros, devastação dos nossos biomas. Onde foi parar o Brasil em que nasci, em 1945? Como conseguimos eleger o governo que está aí, provocando todo tipo de aberrações? Triste, muito triste.

Maria Augusta Xavier da Silveira

maugustaxs@hotmail.com

Porto Alegre

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TÁTICA QUE LHE RESTA

Em artigo, o jornalista Fernando Gabeira faz uma análise precisa da atuação e pretensões de Bolsonaro em seu ataque aos ministros do STF, mais precisamente daqueles que atuam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (Qual é a graça de Bolsonaro?, 29/4, A8). Seu governo se mostrou medíocre, trazendo de volta a inflação e o desemprego, além de liberar a Amazônia e outros biomas para a ação de quadrilhas de grileiros, madeireiros e mineradores, cujo único objetivo é roubar as nossas riquezas. Infelizmente, não consigo enxergar nenhuma ação positiva no que concerne à produção de energia elétrica. Ao contrário, sua ignara política no combate à pandemia causou a morte inútil de 40% das vítimas do vírus, segundo estudos de renomados infectologistas brasileiros. Vem relegando para segundo plano as eólicas e as fotovoltaicas, insistindo em hidroelétricas na Amazônia. Enfim, se os eleitores forem bem esclarecidos pelos políticos e pela imprensa isenta, com a devida honestidade, o presidente não tem nenhuma possibilidade de se reeleger. Por isso a sua insistência em relação às redes que divulgam falsas notícias, as chamadas fake news. Em seu governo, o Brasil regrediu décadas. Portanto, o que lhe resta é uma imitação barata da tentativa do ex-presidente Trump, seu ídolo, em atacar as instituições democráticas para insuflar aqueles que ainda creem em suas balelas e perpetrar algum tipo de desordem. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SEM GRAÇA

Não tem graça nenhuma o tal do "perdão" açodado e totalmente inconstitucional que o presidente Bolsonaro quer conceder ao criminoso Daniel Silveira. Menos ainda a palhaçada que alguns partidos políticos de colegas do deputado, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, fizeram ao indicá-lo como membro titular a cinco comissões da Câmara, inclusive a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais cobiçadas da Casa, e a de Segurança Pública, nesta como vice-presidente. Além de um escárnio, um tapa na cara da sociedade e uma vergonha para o País perante o mundo todo, este novo circo montado por Bolsonaro e aplaudido por grande parte dos congressistas certamente trará graves consequências para a democracia que eles mesmos juraram defender e que, no final, ao invés de rirem, poderão chorar muito. Mas aí será tarde demais, pois o picadeiro já terá sido desmontado e a velha lona guardada de novo.

João Di Renna 

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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GRAÇA OU DESGRAÇA 

A palavra “graça” tem vários sentidos. Um ministro do STF dá o ar de sua graça justificando seu voto condenatório nas redes sociais. Nosso presidente, do alto de sua graça, concede uma graça ao condenado, alegando que não quer peitar a corte. Por graça divina, julga haver excesso, e só a ele caberia desfazer a "injustiça". Fechando o discurso com graça, o presidente alega que, mesmo diante de um resultado no julgamento de 10 X 1, entende que houve excesso. No sentido geral, a graça dos discursos e das situações é flagrante, quando não triste, risíveis pelo desalinho, deselegância e desprimor, afinal, nada é de graça. A graça parece que é ter muito o que fazer e não fazer nada.

 

Luiz A. Bernardi

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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CASO DANIEL SILVEIRA

Gostaria de entender o porquê de tanta repercussão do caso Daniel Silveira, afinal, ele deveria receber uma advertência, mas o caso está em toda a mídia diariamente. Será que esse caso é mais importante do que os desvios de dinheiro público promovidos por vários Estados durante a pandemia? O consórcio do Nordeste pagou uma fortuna por respiradores que nunca foram entregues. Por que o STF não examina esses casos para esclarecer a Nação tudo o que os políticos se aproveitaram durante a pandemia? Ou é mais importante não permitir comentários de políticos contrários ao STF? Queremos saber onde estão colocando nosso dinheiro. Comentários inconvenientes não tiram dinheiro da Nação.

Carlos Alberto Duarte

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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ESCORREGOU E CAIU

Em campanha eleitoral antecipada, o presidente Jair Bolsonaro esteve no evento da União dos Vereadores do Brasil (UVB) em Brasília, com a presença de mais de 3.500 deles. O tema deste ano foi “O Brasil do futuro passa pela liderança e o protagonismo do Legislativo municipal”. Em seu pronunciamento, Bolsonaro, pretendendo ser ele o protagonista, se emocionou demais e chegou a escorregar e cair, sendo ajudado pelos participantes. Imediatamente, aquela senhorinha de Taubaté exclamou: “Meu filho, isso é uma mensagem do além! Cuidado com escorregões e tombos”. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O EXTERMINADOR DO FUTURO

É impressionante e desesperadora a situação em que este país se encontra: o que há de pior em todos os sentidos está acontecendo. O presidente usa suas prerrogativas como se tudo lhe pertencesse e não ao Estado; faz o que bem entende. Quem tem um mínimo de discernimento assiste a tudo isto atônito e impotente. Há algum tempo atrás, tínhamos a impressão de que este país tinha jeito; hoje mais parecemos uma terra sem lei, um país em processo de degradação moral e ética sem precedentes. Os que se diferem disso, nada conseguem fazer. Não há nenhum setor que não esteja sendo afetado. O Brasil está muito doente, quase em estado terminal. O que nos resta? Esperar pelo golpe de misericórdia? Triste fim de um país que um dia foi chamado de "país do futuro". Estamos no ponto do 

"não retorno", desafortunadamente. Incrível o poder se destruição de Jair Messias Bolsonaro! Quem diria! 

Eliana França Leme 

efleme@gmail.com

Campinas

 

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PSDB PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Doria diz que Lula é inteligente e tem passado. É, e as pessoas inteligentes não passam por amnésia e conhecem muito bem o passado de Lula. Há quem se pergunte se essa sua declaração foi um presente gratuito ou a revelação de um passado desconhecido que o ligava a Lula. De qualquer forma, esse movimento não inteligente por parte de Doria comprometeu o que restava de seu futuro. Espero que, pelo menos daqui em diante, o PSDB saiba escolher melhor os seus líderes. Ou que, pelo menos, os eleitores do partido saibam escolher melhor em quem votar. 

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MORO, ‘CONSUMMATUM EST’

A petralha e seus admiradores da mídia “esquerdista” devem ter ido ao orgasmo na quinta, 28/4, com a decisão jurídica final da Comissão dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que concluiu que a Operação Lava Jato tratou com parcialidade o ex-presidente Lula, culpa do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador da República Deltan Dallagnol. O “x” da questão é que essa decisão tem valor apenas político, porque não tem o poder de anular decisões que cabem apenas à Justiça brasileira, mesmo porque  a comissão não pode eliminar o descalabro de governo de 13,5 anos no qual Lula mandou diretamente no País como presidente e depois de forma indireta sobre a ex-presidente Dilma, período este no qual foi montado um esquema de corrupção de tamanho jamais visto e que até agora não se descobriu o montante roubado. Melhor ir devagar com o andor, pois Lula, se não roubou um centavo sequer do governo, foi de incapacidade total em não descobrir o que seus subordinados aprontavam, portanto, no mínimo, é culpado pela cegueira administrativa e mostrou não ter condições de administrar sequer um boteco de favela, mas mesmo assim julga-se perfeito para administrar o Brasil.

Laércio  Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

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ONU CONTRA A LAVA JATO

Por que a ONU não manda a guerra Rússia-Ucrânia acabar? Quer mandar aqui por decisão de um conselho que se reúne de vez em quando e sem ouvir todas as partes. Estranho!

Paulo Tarso J Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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MELHOR CABO ELEITORAL DO MUNDO

Sergio Moro elegeu Jair Bolsonaro em 2018 e vai eleger Lula em 2022. Um gênio do marketing político. 

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O VELHO CIRO

Ciro Gomes é o candidato-hospício: fugiu rapidinho, xingou todo mundo e voltou ao manicômio. 

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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ESPECULAÇÃO PESSOAL

O desenvolvimento científico nem sempre, ou quase nunca, se dá de modo contínuo e crescente. Os meios de comunicação muitas vezes, no entanto, transmitem ao público a sensação de que cada conclusão – normalmente anunciada não pelo cientista que está no "front" do trabalho, mas pelo porta-voz do laboratório – é uma assertiva pétrea e contribui de maneira aditiva e definitiva ao conhecimento. Ao contrário, a história da ciência é pródiga em exemplos que mostram outras realidades. Mesmo para o estabelecimento de verdades relativas – sujeitas a modificações diante do aparecimento de novos fatos experimentais – há uma espécie de processo de idas e vindas. Assim, quando algum "especialista" declara que tal e tal questão apresenta ou não a chamada "comprovação científica", seria mais honesto que citasse também as limitações e incertezas, sempre presentes, que acompanham sua afirmativa. De outra forma, tudo não passará de especulação pessoal.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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HOLOCAUSTO NUNCA MAIS

Pelo Dia do Holocausto e do Heroísmo, celebrado em 28/4, um minuto de silêncio em homenagem e respeito à memória dos seis milhões (!) de judeus covarde, brutal e criminosamente perseguidos e assassinados pela sanguinária e poderosa máquina de guerra nazista da Alemanha na 2.ª Guerra Mundial. Holocausto nunca mais!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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FERIDA ABERTA

Passadas mais de sete décadas do mais tenebroso e covarde crime de lesa-humanidade da história, o brutal e criminoso genocídio de seis milhões de judeus pela besta nazista da Alemanha de Hitler na 2.ª Guerra Mundial, a ferida continua aberta, sem sinal de cicatrização. Perdoar, nunca. Esquecer, jamais.

Vicky Vogel

vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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