Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2022 | 03h00

1.º de Maio

Força eleitoral

Se a força eleitoral de Lula e Bolsonaro é a que foi demonstrada pelas ruas e avenidas do País no domingo, 1º de maio, Dia do Trabalhador, a cinco meses da eleição, a campanha dos dois ao Planalto vai de mal a pior. Foi pífio o comparecimento nas manifestações de populares convocados pelos dois candidatos. Certamente decepcionados, deixam o caminho aberto para a escolha de um bom candidato da terceira via. Um alento para nós, brasileiros, porque Lula e Bolsonaro não têm nada a oferecer ao País.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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À espera de desculpas

Na tarde de domingo, em ato comemorativo do Dia do Trabalhador, Lula teve o desplante de dizer que há meses aguarda cabal pedido de desculpas a ele e ao País de todos aqueles que teriam cometido a aleivosia de o condenar indevidamente por crimes e arbitrariedades que ele não cometeu. Lula tem de entender, definitivamente, que não lhe cabem desculpas. Ora, ele foi condenado duas vezes e em esferas recursais, por corrupção e lavagem de dinheiro, e essas condenações foram confirmadas pelo Superior Tribunal de Justiça e a sua prisão só ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O sr. Lula da Silva, apesar da despudorada anulação de todos os processos e do controverso e parcial relatório do Comitê de Direitos Humanos da ONU – que não tem o poder da ablação e de torná-lo inocente –, continua bem distante de ser um sujeito honesto, injustiçado pelo Estado. Que fique bem claro que as provas em seu desfavor, amealhadas durante seis anos na Operação Lava Jato e aprovadas por nove juízes de três instâncias diferentes, são indefectíveis e indissolúveis, apesar da decisão espúria do STF de considerar o sr. Sergio Moro parcial no julgamento. Lula não é casto nem puro.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@outlook.com

Santos

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Experimento de risco

Aceitaram brincar de Frankenstein com Lula. Resta saber se, depois que a criatura acordar, os cientistas darão conta.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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O veredicto das ruas

O que poderia estar fazendo Lula rever sua participação nestas eleições? Será que o poder já não o fascina? Será que ele ainda tem algum receio de que as pessoas não acreditem em sua inocência? Será que o seu supremo argumento não lhe parece suficiente para convencer o seu fã-clube? Será que ele tem algo a temer se analisarem novamente seus feitos e os dos seus? Será que ele se cansou de fazer o papel de “Lulinha paz e amor”? Será que nem ele acredita nos 43%? Será que seus recentes discursos não têm feito mais sucesso entre os companheiros? Ou que os seus doadores e amigos não querem mais continuar patrocinando a tradicional amizade que tantos frutos e notícias deu? Será que a proposta de derrubada do limite de gastos não seria suficiente para dar a todos os aliados com quem costurou alianças tudo o que desejam? Será que o raciocínio anticorrupção poderia atingi-lo de alguma forma? Lula, não desista. As ruas o esperam ansiosamente para dar-lhe o seu veredicto. Neste 1º de Maio já começou. Para sua grande manifestação só veio uma claque mirrada, depois de horas de atraso e espera. E os trabalhadores não vieram. Nunca antes na história deste país os trabalhadores haviam colocado tanta fé em alguém como Lula. No passado. Mas algo os decepcionou. Algo muito sério, para os fazer se afastarem do seu grande comício de 1º de Maio, com todo o simbolismo do evento. Já a manifestação a favor de Bolsonaro... prefiro nem comentar, pois não quero motivá-lo a desistir. Continue, é importante para o Brasil.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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Teto de gastos

Aprendizado

Os candidatos à Presidência do Brasil Bolsonaro e Lula e seus apoiadores e partidários defendem o furo no teto dos gastos públicos. Ou seja, nestes 22 anos, não aprenderam nada com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

 São Paulo

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Cracolândia

Eterna promessa

O pré-candidato ao governo de São Paulo Márcio França (PSB) promete acabar com a cracolândia. Mais uma promessa que até agora nenhum governador e nenhum prefeito conseguiram cumprir. Será mais um?

Robert Haller

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REPUBLIQUETA DE BANANAS

Bolsonaro não é o tolo que se supõe. Aliás, esperteza é o que não falta naqueles que querem destruir o que já está estabelecido e requer constante manutenção para se aperfeiçoar e perdurar. Como é o caso das democracias, tão frágeis e atacadas nos dias de hoje. A exacerbação de movimentos ultradireitistas nunca contou com um momento mais propício ao radicalismo como nos dias atuais. Está difícil encontrar quem se proponha a colocar a boa política nos trilhos, grupos fortes que aglutinem os elementos capazes de deixar de lado os interesses mesquinhos em prol de um país melhor e mais justo para todos. É o que os brasileiros insatisfeitos com as candidaturas que se apresentaram até agora para o próximo pleito esperam que ainda surja antes do prazo estipulado para registro dos candidatos, em 5 de agosto. A irresponsabilidade toma conta das ruas, com grande contingente de pessoas gritando contra o Supremo Tribunal Federal (STF), instituição fundamental para manter o equilíbrio de forças com os demais poderes da República, bem como clamando pela volta da ditadura. É tão absurdo que a gente tenha de assistir a isso quando há tão poucas décadas nos livramos do arbítrio, que só admitindo mesmo que não passamos de uma republiqueta de bananas para aceitar uma coisa dessas. Acorda, gente! O mal está batendo nas portas de nossos lares, isso pra quem ainda tem um lar. Vamos resgatar aqueles que já foram expulsos dos seus e não deixar que aprofundem mais essa dança macabra que se abateu sobre nosso país. Ainda está em tempo.

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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MANIFESTAÇÃO NA PAULISTA

Ver um grande número de pessoas deixar a tranquilidade do domingo e ir para a Paulista em defesa da liberdade deveria ser comemorado. A imensa maioria estava de amarelo, simbolizando a democracia, e não trazia cartazes contra ministros – coisa de um ou outro. Eu fui, eu vi. Fomos por vontade e conta própria, não levados por ônibus e para ver show musical. Fomos pela liberdade de expressão. Censura da imprensa e ver o Estadão publicar receita é o que não queremos.

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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FREIOS E CONTRAPESOS

Assistimos, no fim de semana coincidente com o feriado do Dia do Trabalhador, a manifestações relativas à condenação (pelo Supremo Tribunal Federal) e perdão (pelo presidente da República) do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). O STF – ofendido nas declarações do parlamentar – usou toda a força e até cassou o seu mandato, usurpando a atribuição da Câmara dos Deputados. Bolsonaro usou o seu direito constitucional de anular a condenação e conceder graça ao deputado por considerar que a reprimenda judicial extrapolou e o transformou num perseguido político. Encontramos na sociedade repercussões das mais diversas, tanto a favor quanto contra o perdão presidencial. O respeitado jurista Ives Gandra Martins considera constitucional o perdão concedido e encontra importantes seguidores para a sua tese. Espera-se que a questão de Silveira não desande em manifestações populares e que se chegue ao denominador comum dentro dos escaninhos oficiais. Não podemos perder o equilíbrio institucional. Os freios e contrapesos bem operados é que garantem o equilíbrio dos poderes e a estabilidade da República. O Supremo Tribunal Federal brasileiro tem tradição e nos seus 130 anos de existência foi servido por grandes homens e mulheres que dignificaram o País e a Justiça. Para todos nós, brasileiros, é importante que essa tradição se mantenha e os poderes funcionem exatamente dentro da frequência que a lei determina. A regularidade e submissão aos ditames legais proporcionam a segurança à sociedade. Será muito perigoso se um dia tivermos um Judiciário que edite leis, casse mandatos, impeça ou ordene ações ao Legislativo e ao Executivo. Os políticos – inclusive os partidos – não devem agitar o caso e muito menos tentar atiçar o Judiciário a atitudes radicais. Isso não faz parte das tradições do País e só pode complicar a seara institucional. Oxalá a crise termine sem explícitos ganhadores ou perdedores. Que ganhe o País.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PAPEL DO SUPREMO

A defesa do Supremo Tribunal Federal é, sem dúvida, um dever de todos, como bem expõe o editorial O papel do Supremo na democracia (2/5, A3). Afinal, todos os conflitos, em sociedade civilizada, devem se encerrar com uma palavra final dada por uma instituição respeitada por sua paciente e reconhecida sabedoria. É fato, felizmente, que as críticas mais contundentes contra o STF decorrem de interpretações pouco refletidas e estranhas sobre o direito à liberdade de expressão, e que está contaminando outras instâncias do Judiciário, como no caso de recente decisão do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região contra o renomado professor Conrado Hübner Mendes. O que se espera é que a sabedoria e ponderação venha a se manifestar na leitura desse princípio tão fundamental nas democracias.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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ATAQUES AO STF

Cabe esclarecer que a comparação do atual despresidente com o “Marechal de Ferro” no afrontamento ao STF se dá à exceção dos períodos ditatoriais, que não foram poucos (Estado, 2/5, A3). À parte disso, resta o consolo de saber que Floriano Peixoto morreu menos de um ano depois de deixar a Presidência, não tendo tempo para outros arroubos.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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LIBERALISMO SOCIAL

Perfeito o editorial Novo extremismo de direita veio para ficar (2/5, A3). Assino embaixo. É preciso retomar os ideais do liberalismo social do início do século 20. Divulgar os autores e os livros. Repensar esse posicionamento político à luz do século 21.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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BOLSONARO TEM RAZÃO

Bolsonaro vive a atacar nosso sistema eleitoral. Quando o faz, é inegável que coloca em dúvida a legitimidade de sua própria eleição. Talvez tenha ele razão, porque difícil de acreditar que um povo tão ordeiro e pacífico como o brasileiro tenha eleito para o cargo de supremo mandatário da Nação uma pessoa intelectualmente tão indigente, tão despreparada para as elevadas funções que o cargo exige e, o que é pior, tão beligerante, tão criadora de confusão. Há que se repensar, mesmo, nosso sistema eleitoral, estabelecendo requisitos mínimos a serem atendidos pelos candidatos à Presidência da República, tais como: discurso minimamente articulado, comportamentos positivos, coerência na sua militância política, históricos de vida política e privada irreprocháveis e laudo médico atestando sua higidez mental – o que, convenhamos, não são atributos que ornem a personalidade de Bolsonaro.

Junia Verna Ferreira de Souza

juniaverna@uol.com.br

São Paulo

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PANDEMIA BOLSONARISTA/LULISTA

Bolsonarismo e lulismo são duas pandemias e estultices que ameaçam destruir o Brasil. Nenhum deles está preocupado com o futuro do País, o que lhes interessa é o poder. Mas poder para quê? Para melhorar a vida do povo? Pura ilusão, o que lhes interessa é o poder pelo poder, para fortalecer seus apaniguados e por orgulho pessoal de se considerar iluminado. Deus nos acuda! Vamos votar contra esses dois crápulas.

Filippo Pardini

filippo@pardini.net

São Sebastião

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ALCKMIN CONTINUA PICOLÉ DE CHUCHU

PT e PSB querem que Alckmin retorne ao centro, informa a Coluna do Estadão (2/5, A2) sobre a indevida guinada à esquerda do ex-tucano e ex-Opus Dei, mais conhecido e votado como Picolé de Chuchu, cansado de ser governador de São Paulo e agora fazendo dobradinha com seu ex-rival Lula da Silva. Sapo barbudo trabalhador e picolé de chuchu burguês, é assim que deve ser.

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA

Em que pese a estranha decisão do sr. Alckmin ao sair vice de Lula, creio que tem algum fundamento. Vejamos: o ex-tucano é sabidamente muito religioso e, como tal, deve gozar de alguma informação do criador quanto a casos fortuitos com o titular da chapa. Talvez esteja aí a tão propalada terceira via.

Benedito Antonio Turssi

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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ROUPA POR QUILO

Depois da comida por quilo, prática criada no Brasil nos velhos tempos de inflação alta, agora se vende também roupa nova por quilo para enfrentar a disparada da carestia (Brasileiro ‘garimpa’ roupa em loja que vende por quilo para driblar alta de preço, 2/5, B8). A que ponto chegamos!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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APETITE POR DESTRUIÇÃO

A empresa Vale está sendo acusada de enganar os investidores nos Estados Unidos ao esconder os riscos de rompimento de sua barragem de rejeitos que causou a tragédia em Brumadinho (Estado, 29/4, B28). É inacreditável que essa mesma empresa esteja prosperando em mais um projeto de altíssimo risco ambiental. A aprovação da mineração na área da Serra do Curral, próxima à cidade de Belo Horizonte, tem tudo para causar uma devastação irreparável que pode afetar o vizinho Parque Nacional da Serra da Gandarela, que é conhecido pela quantidade e qualidade de suas nascentes águas subterrâneas. A credibilidade da Vale é zero. Nada que essa empresa fale pode ser levado a sério no quesito ambiental. As autoridades competentes devem intervir e impedir mais essa tragédia anunciada. A Vale precisa acertar suas contas com a Justiça, com as vítimas das tragédias que ela causou e com os investidores que enganou antes de pensar em abrir novas frentes de destruição.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BRASÍLIA

Amo Brasília. Os governantes é que não merecem meu respeito. Quem gosta de Brasilia não pode ficar indiferente aos crescentes e assustadores problemas da cidade. O aniversário de 62 anos de Brasília, comemorado em 21 de abril, levantou o ânimo da população com shows e festas para todos os gostos, mas a lua de mel acabou. Agora é preciso encarar a cruel realidade. Em alguns aspectos, Brasília é uma capital comum igual às outras. Crimes, assaltos, feminicídios, roubos, golpes, sequestros e assassinatos são constantes em todo canto. O pedestre sai de casa com medo de ser assaltado. Arrastões em ônibus viraram rotina. Faz tempo que o brasiliense não tem mais sossego, paz nem tranquilidade. O noticiário policial amedronta. O desemprego aumenta. A fome e o esmoleu assustam. O policiamento nas ruas é precário. Céu bonito e concretos majestosos não enchem barriga. O transporte coletivo é tenebroso. Os hospitais e prontos-socorros humilham o cidadão. Faltam médicos. As escolas são medonhas. Verdadeiros pardieiros. Qualquer chuva forte destrói casas e carros e alaga tesourinhas. Calçadas, ruas e áreas comerciais sujas e esburacadas. Segurança, só nas mansões, mas nem elas escapam da fúria dos marginais. Gestores estão se lixando para os graves problemas da população. Botam uma banca danada e adoram posar de operosos. Outubro vai lavar a alma do brasiliense.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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RIO DE JANEIRO

Basta acompanhar o noticiário do jornalismo profissional, seja em que forma for, para se tomar conhecimento da violência no Estado do Rio de Janeiro, principalmente sua capital. A antiga e famosa cidade maravilhosa vive uma situação de extrema violência urbana, independente do bairro em que se viva. Tal triste realidade está provocando no comportamento das pessoas uma síndrome de medo, principalmente ao sair à noite, mesmo nas regiões de classe média alta da zona sul da cidade e na Barra da Tijuca. As autoridades de segurança precisam tomar providências no sentido de conter tais aberrações para que possamos a voltar a ter um relativa paz urbana, fundamental para o desenvolvimento do Estado como um todo.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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SÃO PAULO

Em São Paulo, na semana passada, assisti a um assalto de um motoqueiro a um motorista no Viaduto Alcântara Machado, no centro. Também na região central, a esquina da Avenida Ipiranga com a São Luís é campeã no roubo de celulares. A ferramenta de pagamentos bancários Pix virou arma de bandidos contra cidadãos, fazendo-os reféns para extorsão. Perfis falsos de internet levam pessoas ingênuas ou despreparadas a pagamentos enganosos e perdas financeiras. A população de rua, despejada da Praça Duque de Caxias, se distribuiu no centro e agora agride a população (como ocorreu com amigo meu) e pede ajuda, que realmente necessitam. Bandidos assassinam sem motivo maior pessoas que já se renderam a eles, seja para roubo de carros ou motos. Que mais será necessário ocorrer para que o poder público atue de forma mais eficaz na defesa de quem deveria proteger?

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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