Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2022 | 03h00

Eleições 2022

Jovens eleitores

Mobilização leva 2 milhões de jovens a tirar título de eleitor foi a manchete de primeira página do Estadão de 6/5. As campanhas de alistamento dos jovens foram boas. Pena e frustração para estes jovens que, em seu primeiro voto, não terão opção de candidato sério e honesto para a Presidência da República, com reais chances de se eleger para de fato ajudar o País. Direita, centro e esquerda precisam parar de fazer contas com objetivos pessoais e apresentar ao País ao menos uma terceira opção que de fato mereça a Presidência.

Luiz Sertório

luizsertorio@hotmail.com

São Paulo

*

Opções precárias

Observando o ex-presidente Lula e o atual, Bolsonaro, na frente da corrida presidencial, percebo que as opções políticas no Brasil são lamentáveis. Distanciar-se da política é a conduta dos brasileiros honrados. Herdar um país arruinado pelos governantes, nos últimos 19 anos, é uma incumbência para os temerários e velhos caciques tupiniquins.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

Descrença

Em razão da idade, há mais de 20 anos não sou mais obrigado a votar. Mas acompanho a política desde sempre por meio deste jornal. Minha revolta, o asco que sinto dos profissionais da política de uns anos para cá, me faz pensar que o futuro deste país é muito triste. A eles não interessa dar educação de qualidade à população, porque a pobreza, associada à falta de educação e à dependência dos favores do Estado, faz com que o povo, quantitativamente (não qualitativamente), vote no mais populista. O que tenho visto nas duas últimas décadas, ao menos, me entristece e me faz descrer num futuro ao menos razoável para este pobre país. E o Brasil tem condições, como nenhum outro país, de ser a maior economia do mundo.

Ildeu Caudi do Lago

lago.walisa@gmail.com

São Paulo

*

Economia

Produtividade

Há alguns dias, tive a grata surpresa de ler neste jornal o artigo Produtividade descuidada faz mal ao País (28/4, A8), de autoria do engenheiro e empresário Robert Schoueri. O artigo, focando o tema produtividade, raramente tratado em profundidade na mídia não especializada, remeteu-me, de imediato, à lembrança do meu pai, Aristides Pileggi, falecido em 1990. Empresário industrial do ramo de cerâmica, ele foi por muitos anos diretor do Instituto de Racionalização do Trabalho e diretor do Departamento de Produtividade da Fiesp/Ciesp. Estudioso e entusiasta do assunto, era um incansável batalhador do tema, pois entendia que o produto nacional só seria competitivo se o conceito de produtividade fosse devidamente assimilado por nossos empresários. Assim, com o pensamento nele, congratulo-me com o destacado industrial Robert Schoueri por insistir na relevância e atualidade do tema.

Sergio Pileggi

sergio@pileggiarquitetura.com.br

São Paulo

*

No escurinho do cinema

É atitude dicotômica de empresários aderirem e implementarem no mundo micro de suas empresas as políticas corporativas de ESG (ambiental, social e governança) e apoiarem no macro a manutenção de um governo que é a antítese de tudo o que as políticas ESG representam, sendo responsável pelo desmonte das políticas ambientais do País, que eram referência mundial, das políticas sociais nos campos da educação e saúde, com os retrocessos aí registrados, e o mais grave desgoverno que o País teve em várias décadas. Será que as políticas ESG desses empresários não passam de “cinema”?

Elie Rr. Levy

elierlevy@gmail.com

São Paulo

*

Contas públicas

Teto de gastos

O teto de gastos deve ser entendido como uma importante ferramenta de gestão, não como um dogma sacrossanto. Casos excepcionais podem ocorrer e requerer medidas adequadas. O que é revoltante é o cinismo daqueles que pretendem violentar as contas públicas, pois na sua percepção “superior” algumas despesas são tão meritórias que podem ocorrer à margem do teto de gastos, que permaneceria milagrosamente intacto. Não existem dois tipos de moedas, uma comum e outra virtuosa. Já ouvimos essa “narrativa” nos tempos do PAC. Corremos o risco de sermos submergidos por uma onda de contabiloucura.

Alexandru Solomon

alex_sol@terra.com.br

São Paulo

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ‘SHOWMIXO’ DO PT

No domingo ensolarado do feriado de 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, o PT vermelho desbotado promoveu junto com sete centrais sindicais um evento na Praça Charles Miller, no Pacaembu. Ao arrepio da lei eleitoral, alguns artistas contratados com recursos públicos do município se apresentaram e fizeram elogios à candidatura de Lula, que teve de atrasar por três longas horas seu discurso colado ao show de Daniela Mercury na esperança de ter maior audiência. Pela baixa adesão de público, em vez de showmício o que se viu foi um “showmixo” à altura do partido do condenado ficha-suja. Pobre PT.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

DIA DO TRABALHADOR

Soube através da imprensa que o show da Daniela Mercury para o PT foi pago com dinheiro do contribuinte de São Paulo através de emendas parlamentares. Por que esse dinheiro não poderia ser utilizado para ajudar pobres, famintos e mais necessitados neste momento tão difícil que o País está atravessando? Como morador de São Paulo e pagando os impostos municipais neste município, quero a parcela que me cabe de volta. Não concordo em pagar show para o PT com meu dinheiro. Gostaria que o prefeito se manifestasse a respeito, pois para o show do PT conseguiram dinheiro, mas para o apoio da direita na Paulista, que sempre abre aos domingos para a população, deixaram a avenida aberta aos carros até as 12h para prejudicar a manifestação. Com essas atitudes já se conclui de que lado nosso prefeito está.

Carlos Alberto Duarte

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

*

PAPAGAIADA

Ucrânia. Policiais. Aborto. Será que o espírito da Dilma se incorporou no Luiz Inácio? Ou é a idiotice normal do PT?

Charles Alexander Forbes

charles@saving.com.br

São Paulo

*

DIVÓRCIO DO BRASIL E BOLSONARO

Não será amigável o divórcio entre o Brasil e Jair Bolsonaro. Essa separação será litigiosa, haverá guerra. O ataque frontal desferido por Bolsonaro contra o sistema eleitoral brasileiro lembra o marido que chega em casa esmurrando a esposa, alegando sem qualquer fiapo de evidência que está sendo traído. Está na hora da bancada da corrupção, dona do Congresso, contar os lucros e tratar de sua sobrevivência, expelindo Bolsonaro da Presidência da República antes que ele feche o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Está na hora dos generais, entupidos de Viagra, se lembrarem de deveres. Está na hora da Procuradoria-Geral da República cumprir as suas obrigações institucionais. Está na hora de todos os partidos políticos se unirem contra o mal maior. Que ninguém se engane, o Brasil está em guerra e o inimigo se chama Jair Messias Bolsonaro.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

AVIVAMENTO

Michelle Bolsonaro participou de um culto promovido pela Frente Parlamentar Evangélica  no plenário da Câmara e, de joelhos, pediu que haja um “avivamento” no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Mas, senhora Michelle, se tal houver, todos os crimes que já foram cometidos neste país deverão encontrar a sua devida justiça e, aí, como irá ficar a situação para todos os que se ocupam da política ao redor deste atual governo?

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

MICHELLE, A PERFORMÁTICA

Primeira-dama insossa, muda e desocupada, casada com um misógino declarado, Michelle Bolsonaro, vez ou outra, chama atenção por gesto em público que impressiona pelo inusitado. Deu pulinhos de alegria quando o “terrivelmente evangélico” pastor André Mendonça foi aprovado pelo Senado para a Corte Suprema, que deveria zelar, entre outras coisas, pela laicidade do Estado. Agora foi flagrada dramaticamente ajoelhada a implorar pela cura para o Brasil. O marido deveria ter uma conversa séria com ela, já que tenta a reeleição e é a pior doença que já acometeu este país, que está na UTI em todos os aspectos por conta de suas ações.

Jane Araujo

janeandrade48@gmail.com

Brasília

*

SALVEM O BRASIL

Se temos um presidente como Jair Bolsonaro, que não governa e mais deseja a baderna institucional, o que dizer então do ex-presidiário? O mesmo que, em seus dois mandatos, promoveu o maior nível de corrupção da nossa história e, hoje, líder nas pesquisas como candidato ao Planalto (cruz credo!), em entrevista à revista americana ‘Time’, estarreceu o País quando afirmou que o presidente Zelenski “é tão responsável quanto Putin pela guerra” que, infelizmente, ocorre na Ucrânia. E, como idólatra de ditadores, incluindo Vladimir Putin, Lula foi mais longe e fez críticas aos EUA, União Europeia e Otan. Ora, estamos no fundo do poço! O atual presidente, que já apoiou suas milícias que desejam fechar o STF e o Congresso, afirmou que não vai mais respeitar as decisões da nossa Corte. E o Congresso de cócoras para o Planalto, silencia, se esconde das suas responsabilidades, evita o impeachment de Bolsonaro e dá guarida ao inútil e anarquista deputado federal Daniel Silveira. Salvem o Brasil! Já que, hoje, é uma nação sem perspectiva, alto desemprego, economia esganada e em nível de pobreza como há décadas não é visto no País. E, se em outubro próximo o eleitor eleger Lula ou Bolsonaro, serão mais quatro anos de desolação, angústia e de grande humilhação para a nossa imagem.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

AINDA A TERCEIRA VIA

Com relação à carta de Maria Cristina, Mary Ann, Beatriz e Cecília (Fórum dos Leitores, 6/5, A4) com o título acima, a ideia é muito bem-vinda, afinal somos 53% das eleitoras neste país e podemos fazer a diferença. O MDB tem que deixar que a candidatura de Simone Tebet participe do 1.º turno, independente do vice que for escolhido, afinal ela tem esse direito. Por que este adesismo já no primeiro turno? Querer apoiar os candidatos que estão na frente é oportunismo ou o quê?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

O CENTRÃO E A ECONOMIA

O professor Roberto Macedo, em seu artigo Políticos negligenciam o crescimento econômico (Estado, 6/5, A4), nos demonstra como o Centrão – conjunto de partidos que se unem no Congresso para defender interesses particulares de seus parlamentares em detrimento das reais necessidades do País – vem sugando as receitas do governo federal e comprometendo o seu crescimento econômico. Também cita os absurdos excepcionais na atual legislatura, quando o famigerado agrupamento conseguiu colocar na Presidência da República um deputado federal, membro do grupo de longa data. As “verbas especiais” criadas pelos parlamentares foram de tal monta que se assemelham a um butim. Eis o destino de uma parcela significativa dos impostos que pagamos com o suor do nosso trabalho. E o pior é que, nas próximas eleições, cada vez mais se configura um segundo turno entre os dois candidatos, a meu ver, menos qualificados a assumir a Presidência em 2023, com a espinhosa incumbência de tirar o País do atoleiro em que Bolsonaro nos colocou. A chamada terceira via se afogou em um mar de vaidades e insanidades.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

AVANÇO ECONÔMICO E ESPERANÇA

Pouco a pouco a nossa economia volta a crescer em todos os setores da atividade econômica, como veículos de jornalismo estão divulgando. Um exemplo significativo desse crescimento é o setor das artes, cujo avanço dos grandes shows musicais está começando a acontecer após quase três anos de recessão. Esperemos que, com a proximidades das eleições e o aumento significativo dos votos da juventude em mais de dois milhões de novos eleitores na faixa de 16 a 18 anos, tenhamos, no ano que vem, um promissor avanço de nosso desenvolvimento econômico, rumo à construção da grande nação que tanto sonhamos e temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ICMS NOS COMBUSTÍVEIS

É exorbitante o imposto estadual que incide sobre os combustíveis que, em efeito dominó, generaliza a elevação da carga tributária nacional em todos os sentidos. É preciso disciplinar, legalizar o generoso ICMS recebido de graça pelos Estados, sem nenhum esforço, onerando sensivelmente o valor dos combustíveis. Dez por cento será um porcentual justo de ICMS, incidente na origem (refinaria), com base no primeiro dia útil de cada mês e com validade mensal. É a forma inteligente e sensata de solucionar o problema. Acabar com a farra do ICMS dos combustíveis só depende dos nossos deputados e senadores.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

BRASIL, PAÍS DO PASSADO

O Brasil “país do futuro", como gerações de brasileiros se acostumaram a ouvir e proclamar ao mundo, morreu na praia. Hoje somos uma nação em decadência muito antes de atingir o apogeu. O progresso relativo na economia e em vários setores do País se deve unicamente a iniciativas de pessoas e empresas. Apesar dos desgovernos que teimam em manter o Brasil em estagnação e descompasso em relação ao mundo, o mesmo povo que elege mal suas lideranças e se mantém resignado com tanta incompetência, trabalha incansavelmente movido por um eterno sentimento de verde esperança. Está passando da hora de nossos eleitores entenderem que precisamos eleger os melhores quadros da Nação para nos liderar, e não figuras populares de demagogos populistas, incompetentes e corruptos, que só são úteis aos plutocratas e parasitas deste nosso país sem futuro. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

RIO E PORTO ALEGRE

No Rio de Janeiro e em Porto Alegre, como na maioria das capitais, o mar de desocupados que ficam pelas ruas roubando bueiros e depredando as cidades deveriam ser obrigatoriamente ocupados em trabalho social de reforma urbana. Colocar esses vagabundos para trabalhar é algo para ontem! No Rio, pela absurda miséria existente, o quadro é ainda mais grave. A lei permite que essa gente fique pelas ruas assaltando e incomodando a população de bem, o que é um absurdo. No Brasil, a legislação penal é uma brincadeira. Marginais são soltos em audiências de custódia e apenas é possível prender neste país mediante flagrante, o que é outro absurdo. As penas de crimes violentos são ridículas. A lei de execução penal é outro absurdo absoluto: com 1/6 da pena cumprida, marginais de altíssima periculosidade estão nas ruas. Assassinos recebem indulto de natal, preso sequer é obrigado a trabalhar neste país. Qual a razão da Presidência e de bancadas federais não encaminharem em regime de urgência para o Congresso um projeto severíssimo de código e de processo penal, como a mudança total dessa vergonhosa lei de execução penal para que haja punição severa ao banditismo? O que faz este Legislativo pela segurança pública deste país?

Paulo Alves

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

RIO DE JANEIRO DESTRUÍDO

Nas redes sociais e na mídia foram divulgados os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Qualquer um que ganhe não vai melhorar em nada a vida do carioca ou fluminense. Todos fracassados e ladrões, para poupar palavras. Não é à toa que o índice de emigração para outros Estados e países é o maior do Brasil, quiçá do mundo. Ex-cidade maravilhosa. Perdemos para os traficantes, milicianos e, principalmente, para os políticos e o Judiciário.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

VEREADOR DE CURITIBA

Incrível como o vereador de Curitiba Renato Freitas, jovem de periferia e que luta pelos menos favorecidos com sua cultura e sua forma de protestar, está sendo perseguido com requintes de hipocrisia e mediocridade por falsos defensores da sociedade. Nas sagradas escrituras, Jesus diz: "Vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos". Então, por que condenar um cidadão afrodescendente que adentrou um templo cristão, construido pelos seus antepassados negros, escravizados, diga-se de passagem, para gritar por justiça, sentindo-se cansado de sofrer discriminação pela cor e oprimido pela violência de todas as partes contra negros, pobres e meninos de periferia? Creio fielmente que o Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Curitiba não pode cassar o mandato de um garoto negro da periferia, que após muita luta se formou e se elegeu vereador da nossa capital, porque para protestar contra o assassinato de um irmão negroe de tantos episódios de racism, adentrou com seu grupo no templo sem atrapalhar qualquer rito ou missa, pois já tinha sido encerrada. Muitos que o condenam usam o fato politicamente, e de tamanha desigual proporção são os ataques que mais levam ao lado do racismo e da discriminação do que qualquer "clamor à justiça". Será que a moral dos falsos moralistas é inabalada ou tem muita gente que se diz conservadora e cristã, mas peca muito mais do que um grupo que adentrou uma igreja pedindo a Deus proteção contra opressão? Muitos que o julgam sequer frequentam igrejas, cultos ou missas, mas, para eles, é mais fácil jogar pedra na vidraça do que compreender a luta das causas sociais e suas injustiças. Será que esses que o condenam sistematicamente acham normal a prática criminosa de racismo, opressão, discriminação e intolerância social com nossos irmãos negros, jovens da periferia? Se queremos uma cidade humanista, isso passa pela tolerância, pelo respeito e pelo diálogo: saber falar, mas também saber ouvir.

Célio Borba

borba.celio@bol.com.br

Curitiba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.