Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2022 | 03h00

Cúpula das Américas

Ameaças à democracia

Se a Cúpula das Américas, em junho em Los Angeles, vai tratar de “ameaças à democracia”, como informou a Coluna do Estadão (8/5, A2), Jair Bolsonaro será persona non grata. Joe Biden não teria motivos para receber um pupilo de Donald Trump que prepara um golpe, ou uma invasão à moda Trump, se perder a reeleição.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Eleições 2022

A elite e Bolsonaro

Poucas vezes li um editorial tão claro sobre o risco que o País corre com a adesão da elite de empresários a uma possível reeleição de Bolsonaro (Estado, 9/5, A3). Parece que os interesses de um grupo que tem muito poder de decisão se sobrepõem à própria sobrevivência da Nação soberana com a qual sonhamos lá atrás, quando conseguimos pôr ordem no Brasil, mandando de volta à caserna ditadores que se apossaram do poder por longos 20 anos, transformando nosso país numa reles republiqueta onde imperou a lei do mais forte. Agora, o pesadelo está de volta e ameaça tornar o Brasil mais uma nação de ultradireita. A elite do atraso parece ter se esquecido de que militar bom deve se conter no papel que o Estado lhe atribui: vigiar as fronteiras, manter a ordem quando acionado por um dos Poderes republicanos e atender a população nas grandes calamidades ambientais. E ponto.

Jane Araújo

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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Não vesti a carapuça do editorial de 9/5, pois não sou bolsonarista nem membro da elite empresarial do País. Contudo, lembro que ambos os lados nesta disputa eleitoral defendem retrocessos. O outro lado defende furar o teto de gastos, esquecer da Lei de Responsabilidade Fiscal, a exclusão da reforma tributária, intervenção na economia e na Petrobras, o controle da mídia e a anulação de outros avanços, como os Marcos do Saneamento e Ferroviário. O Brasil precisa de novos caminhos além destes dois, e urgentemente.

Marcelo Teixeira

profmteixeira@gmail.com

São Paulo

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Educação

Ingressos mais acessíveis

Aproveitando a divulgação da posição corretíssima do Estadão a respeito da educação e como está sendo maltratada pelo atual governo (Educação ou Bolsonaro, 9/5, A13), gostaria de acrescentar algo mais: a responsabilidade que a sociedade civil tem a esse respeito. Está na hora de empresas patrocinadoras de grandes eventos culturais reverem suas contribuições. Há necessidade de complementar as doações que fazem de forma a viabilizar o acesso da população mais pobre a eventos de arte. Um exemplo é a atual exposição de Portinari em São Paulo, uma mostra maravilhosa. No domingo, Dia das Mães, considerei a frequência baixíssima, mas o preço do ingresso, de R$ 45 por pessoa, inviabiliza a ida de famílias de baixa renda a eventos culturais dessa magnitude. Por que não criar um passaporte cultural, que englobe o passe de transporte coletivo e o ingresso a custo zero para essas famílias?

Regina Cutin

rcutin@gmail.com

São Paulo

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Saúde pública

A volta da pólio

O editorial do Estadão (8/5, A17) sobre a volta da poliomielite ao País, pelo fato de os pais não vacinarem seus filhos, influenciados pelo negacionismo ignaro de Jair Bolsonaro, merecia uma reação dos demais Poderes da República, inclusive em direção à destituição do presidente da República e do deputado Arthur Lira, que se convenceu de ser o “rei da cocada preta” e vem segurando ilegalmente centenas de pedidos de impeachment do pior chefe do Executivo de nossa história. Fui vítima da poliomielite. Na minha época ainda não existia a vacina. Tive de conviver para sempre com as suas sequelas e demais consequências advindas do tratamento a que fui submetido para não morrer. Creio que é preciso, ainda, tornar as leis mais rígidas para punir os pais que decidem jogar roleta-russa com seus filhos, não os vacinando por extrema ignorância e influenciados pelo discurso do presidente. As mazelas que Jair Bolsonaro e Arthur Lira estão impingindo ao Brasil nesta legislatura, um apoiando o outro, são crimes de lesa-pátria e contra a humanidade. Principalmente em relação à preservação do meio ambiente e da saúde da população brasileira.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A MUDA FALOU

Até 7 de maio, a insossa e desocupada primeira-dama do País se mantinha muda, como se fosse apenas um papagaio vendido a freguês desprevenido e que fatalmente não aprenderia palavra alguma. Pois não é que a criatura resolveu abrir o bico e foi logo ao arrepio da lei, fazendo a maior propaganda do marido candidato à reeleição em horário nobre em todas as emissoras de rádio e TV? Ninguém entendeu até agora por que um sujeito, que usou o mandato de presidente da República nos três anos e meio em que está à frente do governo apenas para recreação (se exibindo em jet skis e promovendo motociatas de Norte a Sul à custa do erário), quando não está destruindo o País com todo o tipo de atos e canetadas que não têm deixado pedra sobre pedra do que foi duramente conquistado ao longo dos últimos 30 anos de democracia, insiste em querer mais um mandato. Parece que quer sair na frente de Putin e detonar uma bomba atômica aqui mesmo, no quintal do terceiro mundo. E sem guerra nenhuma declarada, a não ser contra seu próprio povo. Vai ficar por isso mesmo? Com a palavra, a Justiça Eleitoral.

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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INEPTO E REATIVO

Que Bolsonaro é incapaz de ser proativo, sabemos. Se por incapacidade cognitiva ou simples má-fé, se dedica permanentemente a diversionismos na tentativa de desviar o foco dos problemas de governo que não procura resolver ou não sabe como encontrar soluções. Apesar dessa inaptidão para assumir as responsabilidades, busca nas 24 horas diárias agarrar-se ao cargo exclusivamente por obsessão ao poder que não sabe exercer. Infelizmente, o que mais impressiona nisso tudo é conseguir liderar uma falange de adeptos patologicamente amarrados ao mito e aparentemente satisfeitos com a falta de rumo, de ética e de valores e com a negação do senso do que seja governar e enfrentar nossos problemas estruturais. E, desse modo, de gerações em gerações, seguimos como o país do futuro sem sair do lugar e, eventualmente, regredindo sem descortino.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo

amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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TESTE PSICOLÓGICO

Presidentes deveriam passar num teste psicológico para detectar psicopatias. Bolsonaro é um caso clássico – qualquer estudante de primeiro ano seria capaz de diagnosticar sua incapacidade moral e intelectual para qualquer cargo público. Não por acaso, o nosso “glorioso” Exército convidou-o a se retirar de suas fileiras.

Marize Carvalho Vilela

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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NA FALTA DE OPÇÃO

Definitivamente, lula com chuchu não é nenhuma iguaria do ponto de vista culinário. Entretanto, na falta de opção melhor, o estômago aceita qualquer coisa. Na política é assim também. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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CHAPA ‘LULACKMIN’

Se a grave ameaça se tornar realidade e o pior acontecer – o terrível pesadelo da reeleição do condenado ficha-suja Lula para o terceiro mandato –, que o País esteja preparado para a indigesta dobradinha de carne de sapo com chuchu. Haja estômago e sal de frutas. Ecaaa!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES

É de entristecer ver certos cronistas, e são muitos, só se limitarem a falar de Lula e Bolsonaro, e pior: alguns deles querendo nos fazer acreditar que Lula é melhor que Bolsonaro. Melhor fariam para o Brasil se utilizassem o poder que têm para relegar esses dois personagens ao esquecimento, e tratassem de exaltar as qualidades de eventuais postulantes ao cargo máximo. Em relação a Simone Tebet e João Doria, por exemplo, existem qualidades e virtudes que poderiam muito bem substituir a lavagem cerebral que tentam nos impingir.

Carlos Ayrton Biasetto

carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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PSDB

Quando pensamos que estava muito ruim para o PSDB, com sua escolha por João Doria, um não tucano, eles decidem que agora irão tratar a reeleição de Garcia, outro não tucano, como prioridade, enquanto Doria patina (Estado, 9/5, A6). Que sina.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ELITE QUE APOIA O ATRASO

Irretocável! Devastador! O editorial A parte da elite que apoia o atraso (Estado, 9/5, A3) não deixou pedra sobre pedra! Parabéns!

Albino Bonomi

acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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A DESEDUCAÇÃO REINANTE

Sobre o editorial Educação ou Bolsonaro (Estado, 9/5, A13), a questão do descaso com a Educação pelos governos no nosso país não vem de hoje, é estrutural. Não é que não se invista nesse segmento, até que se investe, principalmente nas universidades federais e estaduais, mas muito mal, a começar pela escolha de dirigentes da área na alçada de confiança do governo federal, mormente neste desgoverno que aí está. Bolsonaro ridicularizou o tratamento dado à Educação com as suas desastradas e mal intencionadas escolhas. A deseducação e a ignorância que permeiam o ambiente dos nossos jovens continua sendo o grande trunfo para os políticos populistas e desavergonhados. Não pensemos nós que, com Lula eleito, esta situação poderá melhorar, o que poderá ser feito será a continuidade da abertura de novas universidades sem a mínima estrutura em detrimento de um ensino básico de qualidade, posto que isso lhe rendeu e continuará rendendo altos dividendos na área política. A continuar este quadro seguiremos sendo o "país do passado", onde o bom futuro será apenas exclusividade da canalha política. Outra questão que influi negativamente no aspecto social brasileiro é a ausência de programas relacionados a uma reforma agrária séria, consistente e sustentável – o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) funciona apenas, como o próprio Lula já se referiu, como "o exército de Stédile", ou seja, mais um considerável ganho político. Aliás, reforma agrária decente nunca foi observada pelos nossos governantes como agente revolucionário na luta contra a fome, o desemprego, a criminalidade e outros males que afligem o nosso dia a dia provocados pelo cada vez mais crescente êxodo rural – as grandes nações mundo afora já puseram em prática há muito tempo esse mister. Reformas do setor rural não são apenas atos de governo, mas uma questão de Estado. A atenção maior ao desenvolvimento do campo, no Brasil, é proporcionada ao agronegócio – carro-chefe da exportação de commodities com subsídios oficiais e outras benesses ofertadas aos grandes ruralistas. Tal situação, para nossa infelicidade, ainda nos mantêm com o cordão umbilical fortemente ligado ao Brasil colônia. Com tudo isso, ainda mantenho a esperança de que os nossos poucos políticos, voltados ao bem-estar comum, se unam formando uma necessária e muito bem-vinda terceira via que possibilite uma guinada neste quadro até o próximo dia 2 de outubro. Aliás, tal movimento é para ontem.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

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PAÍS REGRESSIVO

Enquanto os países do primeiro mundo caminham para consolidar a revolução industrial 4.0, se convertendo em sociedades de conhecimento tecnologicamente avançadas e abertas, o Brasil caminha rapidamente para voltar a ser uma sociedade agrária, extrativista e primitiva, que cultua a violência e a destruição da natureza. Um país regressivo no sentido de retomar a agenda da guerra fria que abraça o obscurantismo e repudia a arte, a ciência e a educação.

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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MÉDICOS SEM FRONTEIRAS

Vejo diariamente na TV a mendicância da ONG Médicos sem Fronteiras, que atua no atendimento médico às pessoas de países pobres pelo mundo, e sinto uma tristeza quando vejo ao mesmo tempo os desperdícios de dinheiro que os políticos fazem para subirem ao poder e ou para se manterem nele, desviando e enriquecendo às custas dos nossos impostos. Poderiam, num gesto de humanidade, ceder uma boa parte para ONGs como essa. Talvez recebessem honrarias da população pelo gesto. Infelizmente para nós, humanos, parece que eles são seres de outro planeta.

Arnaldo Vieira da Silva

arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

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FALAR REMOTAMENTE É FÁCIL

Sempre que tem a oportunidade, Lula diz que o povo brasileiro gosta dele e do Partido dos Trabalhadores. Lula poderia comprovar essa afirmação passeando pelas ruas do centro de qualquer capital brasileira, de mãos dadas com Dilma, Gleisi, Jandira, Lindbergh, entre outros petistas. Bolsonaro, que gosta de passear de motocicleta pelas estradas paulistas, poderia caminhar pela Avenida Paulista de mãos dadas com seus filhos parlamentares, Guedes, Queiroga, Braga Netto, entre outros bolsonaristas. Sendo ícones da política brasileira, viveriam uma experiência única, repleta de abraços e beijos. Tanto Lula como Bolsonaro deveriam fazer esse teste de popularidade, discutindo propostas para os problemas reais dos brasileiros: inflação, desemprego, saneamento, segurança e saúde.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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‘TENHO MEDO DO COMUNISMO’

Outro dia, num encontro fortuito no meio da rua, disparei a conversar sobre eleições com um senhor muito bem vestido. De cara ele disparou: "Meu voto está definido pelo medo que tenho do comunismo e por não concordar com 'certas coisas' que foram alavancadas nos governos anteriores", fazendo um gesto desmunhecado com a mão. Na conversa, ele disse que atua no setor de moda, um dos grandes do setor. Indaguei por que não demitia todos os possíveis esquerdistas da empresa. "Não dá. Se fizer isso, eu quebro", disse. Seguindo uma boa conversa civilizada, fiz a pergunta final: "Bom, então tem um meio termo nessa questão da administração empresarial?". "Tem que ter. Se não tiver, não funciona", respondeu rindo. Deixo as mesmas perguntas para os dois lados, os dois extremos desta eleição que fecham questão em pontos que os próprios não sustentam em suas vidas pessoais. Se ter medo quase histérico do incerto não funciona na administração da vida pessoal, numa pequena, média e grande empresa, funcionará na administração de um país? Funcionou? Está funcionando? Dois pesos, duas medidas? 

Arturo Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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POR UM PACTO DE DESJUDICIALIZAÇÃO

O artigo do advogado Luciano Benetti Timm, Por um pacto de desjudicialização (Estado, 9/5, A4), merece ser lido com atenção pelas autoridades, especialmente do Judiciário, visto o alto custo decorrente da judicialização exacerbada que vem sendo praticada em nosso meio. Para se resolver este descalabro, primeiramente, como o artigo chama a atenção, deve-se começar pela aprovação do trânsito em julgado na decisão de segunda instância, sem contar que cabe ao Judiciário aumentar o “custo” da corrupção e do descumprimento de leis.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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CRATERA EM PINHEIROS

Na manhã de segunda-feira, 9/5, do lado de minha casa, entre as ruas Padre Carvalho e Vupabussu, em Pinheiros, na zona oeste paulistana, entrei com o meu carro em um buraco que era uma verdadeira cratera. Resultado: perda total do pneu novo dianteiro direito e um gasto de cerca de R$ 600, fora tempo e energia. A Prefeitura Municipal de São Paulo e/ou a Companhia de Engenharia de Tráfego vão arcar com o meu prejuízo? Irão me indenizar pelos danos causados? Claro que não. Isso sem falar no risco e perigo para todos os demais motoristas incautos que derem a má sorte caírem nessa mesma via pública. A cidade, que é a maior e mais rica do Brasil e da América do Sul, está muito mal cuidada, com as ruas e calçadas lotadas de buracos, causando todo tipo de riscos, perigos e transtornos aos cidadãos. Lamentável.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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