Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2022 | 03h00

Eleição presidencial

Lula sem freios para gastar

Lula promete que, se eleito presidente, não vai respeitar o teto de gastos. É a fórmula que quebrou a Venezuela e a Argentina. Não há finanças que resistam a gastar mais do que sua capacidade. Conforme a intensidade do desequilíbrio, trata-se de algo potencialmente ainda mais destrutivo que a corrupção.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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Bobagens diárias

Todos os dias assistimos às bobagens dos dois candidatos favoritos na eleição presidencial. Bolsonaro, que nunca governou, passou todo o tempo de seu mandato até aqui em campanha e tentando proteger os filhos, é responsável por ao menos metade das mortes na pandemia e pela tragédia na educação, na cultura e na ciência e tecnologia. Lula, por sua vez, pensa em revogar a reforma trabalhista, criando pelegos sindicais; abandonar o teto de gastos, que deveria nos proteger; e recomeçar o “nós contra eles”, que destrói a possibilidade de união entre os brasileiros. Devemos rezar para que líderes políticos e econômico-financeiros se unam em torno do nome de Simone Tebet, cuja história de vida mostra que poderia nos levar àquele país do futuro com que tanto sonhamos para nossos filhos e netos.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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Para ontem

Sobre o editorial Lula anuncia que será irresponsável (Estadão, 13/5, A3), só tenho a lamentar profundamente até que ponto vai a degradação da política neste Brasil de meu Deus – aliás, eu nem deveria mencionar Seu divino nome nesta história. Afinal, o que Ele tem que ver com um país cujo povo pode referendar, em outubro, a candidatura de um corrupto para reocupar o cargo mais importante da República? Isso depois de ele ter promovido, junto com Dilma Rousseff e o PT, o maior desastre socioeconômico da história deste país, isso em tempo bem recente. Não quer dizer que tenhamos de recolocar no cargo o seu atual ocupante. Não se cura um mal com outro mal. Temos um número considerável de políticos que poderiam provocar uma reviravolta neste cenário. Trata-se da chamada terceira via, tão invocada pelos cidadãos atualmente. Mas é aí que a porca torce o rabo! O empecilho é a escolha de quem ocuparia a cabeça de chapa nessa candidatura, que considero a nossa libertação de um calvário que, tudo indica, pode não ter fim. Eu, como eleitor, opinaria pela construção de uma chapa com a senadora Simone Tebet e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, qualquer um deles liderando a chapa. O certo é que tudo isso teria de ser para ontem.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

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Lógica

Não entendo de política, mas entendo de lógica. Portanto, nem Lula nem Bolsonaro. Mas a terceira via está esbarrando na vaidade dos donos dos partidos. Agem como se fossem donos de seus currais. O Brasil fica para depois. Dessa forma, será Lula ou Bolsonaro. Opções péssimas. Significam o atraso em ambos os casos. Roubalheira explícita ou nau sem rumo – o que vem a ser a mesma coisa.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Eleitor passivo

Não é que a terceira via não decolou, é que a maioria do eleitorado brasileiro não se posicionou como “nem Lula nem Bolsonaro” e não se interessou em promover alguém de sua escolha. Pobre eleitor brasileiro, sempre passivo. Engana a si mesmo pensando que é sujeito de suas escolhas, mas não passa de um mero objeto. Tem sua mente colonizada por políticos, assim como tem o intestino colonizado por bactérias. É o Brasil de sempre.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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Cracolândia

Sob a lei do tráfico

Idas e vindas, rosca sem fim ou círculo vicioso. Qualquer um desses termos pode definir a situação de insegurança e medo que os cidadãos de São Paulo vivem há tempo demais. O problema só se agrava e já impede o trabalho normal do comércio em seus horários habituais. A informação de ontem foi de que muito generosamente o tráfico proíbe os assaltos. Estamos caminhando rápida e perigosamente para uma situação anômala e ilegal que, infelizmente, já ocorre em algumas capitais. Urge endurecer a legislação, já que São Paulo é uma usina de trabalho, e não serão marginais que vão detê-la.

Vera Bertolucci

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ARROBAS DE PRECONCEITO

A respeito da abominável atitude preconceituosa do presidente de perguntar a um negro, em novo episódio racista, quantas arrobas pesa, cabe perguntar quantas arrobas pesa o preconceito racial de Bolsonaro (Estado, 13/5, A13). Vergonha!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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BRASIL ESCRAVOCRATA

A escravidão foi abolida oficialmente há 134 anos, mas a mentalidade escravocrata continua na mente perversa de uma elite autoritária e fascista que se acha superior, que despreza e explora os mais pobres, pretos e indígenas, agindo como "senhores de escravos”. Casa grande e senzala continuam coexistindo neste país de todas as injustiças.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FANTASMAS

Após as declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin – aquele que anulou as condenações de Lula –, dizendo que “quem

trata da eleição são as forças desarmadas e que ninguém e nada interferirá” (Estado, 13/5, A10), com cara de paisagem vem o presidente Jair Bolsonaro dizer que “Fachin está vendo fantasmas”. Afinal, em uma rápida enquete chega-se ao consenso de que “11 entre 10” brasileiros têm certeza de que Bolsonaro é quem está vendo fantasmas para dar o golpe nas eleições. 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O GOLPE DO 171

Ele tenta o golpe desde 2019. Gente lerda e ruim ainda o apoia. O "golpe" é cortina de fumaça para fugir da cadeia pelos mortos da covid, roubo na vacina, milicianos, generais ladrões de Viagra e pastores vendilhões da fé. É a fumaça que faz a mídia tirar do foco Paulo Guedes, a minoria que lucra com a alta da gasolina e as 70 milhões de famílias falidas e famintas.

João Bosco Egas Carlucho

boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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DITADURA MILITAR

Finalmente o ministro Edson Fachin mostrou sua verdadeira face ao dizer que "uma geração deu sua vida durante 21 anos da ditadura civil-militar neste país para que nós pudéssemos a partir de 1988 exercer o direito de escolher". Ora, no mínimo é uma meia verdade, já que a maioria dos que lutaram contra o regime, naquele período, era a favor da implantação de um regime de extrema esquerda.

Helio Teixeira Pinto

helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

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CLIMA DE GOLPE

Louvável e oportuna essa reação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e também presidente do TSE, Edson Fachin, com duro recado ao Planalto. Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, disse que “quem incita intervenção militar está praticando um ato de afronta à Constituição e à democracia". Perfeito! Espero que esse implacável recado do presidente do TSE estanque de uma vez por todas essa tentativa repugnante de ingerência por parte do inconsequente e nada democrático Bolsonaro e de alguns membros das Forças Armadas. Se é que respeitam esta pátria. Caso contrário, um clima de golpe contra a nossa democracia ficará malcheiroso no ar.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FORÇAS DESARMADAS PARA OS DOIS LADOS

Forças desarmadas, ou melhor, "canetadas", servem para o bem e para o mal, conforme o interesse do momento. É a justiça das oito linhas da Constituição.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PORTA A PORTA

O TSE virou um puxadinho do STF.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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RECENTE DEMOCRACIA

Brilhantes as declarações do ministro Fachin! Sem ler, e isso é muito importante, em alto e bom som impôs limites às Forças Armadas e ao presidente. Parabéns, ministro, precisamos de gente que defenda a nossa tão recente democracia! Foi o recado mais claro e duro até agora. Tenha certeza de que o povo irá às ruas. Aliás, Bolsonaro está desenhando o grande golpe. A diferença hoje é que a população está sendo armada.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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PAÍS ABANDONADO

O nosso país está abandonado. A única estratégia de Bolsonaro, além de fazer campanha à reeleição, é poder manter as fortunas de uma minoria no topo da cadeia financeira, custe o que custar. A miséria da maioria não está nem de longe entre as preocupações do governo federal, entretanto, o povo demora demais para perceber essa situação, como se estivesse lobotomizado. Enquanto Bolsonaro faz campanhas através de motociatas e usa obras inacabadas para se autopromover, Paulo Guedes, Tereza Cristina, a direção da Petrobras e demais ministérios trabalham em silêncio. Muitos brasileiros estão sentindo na pele as inúmeras dificuldades para sobreviver com tamanho desemprego e inflação, tendo ainda de honrar com contas, alimentação, aluguel, saúde e falta de dinheiro. Bolsonaro governa para os ricos, os militares, os latifundiários, os fazendeiros que invadem terras indígenas junto com os garimpeiros e madeireiros ilegais. Governa para uma minoria que tem 99% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Um exemplo claro é a comparação entre o que o governo Bolsonaro destina ao salário mínimo, que é de R$ 1.194,00 (um mil cento e noventa e quatro reais), com o que ele autoriza aos militares de alta patente. Bolsonaro assinou decreto em abril de 2022 autorizando o acúmulo de salários e aposentadorias acima do teto constitucional, fazendo com que os generais integrantes do atual governo possam receber até R$ 350 mil a mais por ano. Esse decreto demonstra de forma inequívoca que o presidente governa apenas por meia dúzia e não pelo povo. Tem coragem de mentir dizendo que a inflação e os preços são uma situação que ocorre no mundo inteiro, o que não é verdade, sem comparar obviamente que os salários nesses países estão muito acima daquilo que 90% que os brasileiros recebem, menos os generais.

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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O QUE NOS ESPERA

Lula pode ser eleito presidente mas tem votos para ser preso novamente, com Alckmin assumindo e o PSDB em cima do muro, dificultando tudo. Bolsonaro pode ser eleito mas, com seus inimigos no STF, será impedido, com nova eleição convocada, já que dinheiro para campanhas nunca é problema. Em qualquer resultado, todos os políticos continuarão pensando neles e ganhando muito para deixar tudo como sempre ficou. Então, ou a terceira via acorda, ou pedimos aos portugueses que descubram um novo Brasil. Ou procuramos no Estadão de domingo por um novo presidente da República, pedindo currículo e destacando ser obrigatório comprovar bons antecedentes.

 

Carlos Gaspar 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE

Sei por que não temos candidatos interessantes para o País nas próximas eleições: os velhos caciques não permitem, querem se eternizar no poder. Basta!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA BRASILEIRA

Frustra a superficialidade com que nossos candidatos tratam a eleição presidencial. Educação, civilidade e menor diferença social do eleitorado faria diferença neste momento. Educação para avaliação das generalidades com que se expressam os candidatos, cobrando execuções concretas e não se deixar influenciar por resultados de pesquisa que mostram cenário de momento  Nossas questões públicas a resolver são óbvias. O que falta é alguém que resolva os nossos problemas de fato. Resolver problemas de Cuba, Nicarágua ou Guiné Bissau não nos ajuda. Um benefício tipo bolsa não pode valer um voto. Ataques a instituições e empresas para mostrar que governa tampouco é administrar. Lula e Bolsonaro são candidatos sempre. O índice de rejeição de ambos é enorme. Prevalecendo o atual cenário, não valerá nada no segundo turno porque mais uma vez elegeremos o menos pior. Desta vez, com o agravante do menos pior nem sequer se dar ao trabalho de dizer o que irá fazer. Quanto à terceira via, aparentemente a vaidade de ser indicado para a Presidência vale mais do que seu real poder de voto. Desconsideram os 40% de potencial de eleitores que não votariam de jeito nenhum nos atuais líderes de pesquisa. A isso denominamos lamentavelmente de democracia brasileira.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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SONHANDO COM A TERCEIRA VIA

Quem lê o Estadão regularmente, sabe que há um considerável contingente de brasileiros, entre os quais me incluo, que não estão contaminados com o fanatismo bolsopetista e que veem a atual cena política com extrema angústia. Os editoriais, os artigos, o fórum, publicados diariamente no jornal, são gritos de socorro dos brasileiros conscientes e preocupados com os rumos do nosso país, ora ditados pela escória dos nossos políticos. A leitura da carta "Ainda a terceira via" (Fórum dos Leitores, 6/5, A4) me induziu a um sonho que, quem sabe, poderia nos dar alguma esperança: que tal se as ativistas do movimento feminino, já com uma considerável lista de vitórias no combate às injustiças contra as mulheres, encetassem uma campanha de alcance nacional, prometendo voto em branco caso os donos dos partidos políticos não lançassem Simone Tebet como candidata da terceira via? Não só o voto para presidente, mas todos os votos? O voto é a única arma do povo e o terror dos políticos. As mulheres parecem que são mais aguerridas que os homens e podem ter um papel decisivo neste pesadelo. A situação é gravíssima e demanda soluções extremas. Não merecemos escolher entre o péssimo e o pior. O futuro pode ser melhor. O Brasil não pode ser um palácio de cristal no meio do lixão. Podem dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único.

Affonso Maria Lima Morel

affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Bobagem Gabigol estrilar porque deixou de ser convocado para a seleção pelo técnico Tite. A camisa do Flamengo é forte, mas Gabigol não tem futebol suficiente para brilhar com a amarelinha pentacampeã do mundo. Nessa linha, Copa do Mundo é guerra de poucos jogos. Vacilou, sai da disputa. Os jogadores selecionados precisam ser tarimbados. Dotados de força física e técnica. Serenos, com forte personalidade. Acostumados a enfrentar atletas acima da média. Apesar de achar que a conquista do hexa será difícil, creio que as convocações de Tite são corretas. Os próximos amistosos não modificarão os critérios adotados por Tite. O jogo é jogado, lambari é pescado.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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