Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2022 | 03h00

Eleições 2022

Planos econômicos

Em editorial, o Estadão denuncia a total falta de planos econômicos nos projetos de governo de Lula e Bolsonaro (Caixas-pretas econômicas, 14/5, A3). O receio é que reeditem suas críticas atuações anteriores. Essa dupla de ignorantes só sabe enterrar a economia em caixões pretos no cortejo fúnebre de seus funestos desgovernos, que estão mais para buracos negros.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Terceira via

Vejo alguns missivistas deste nobre espaço “promovendo” a terceira via por meio de Ciro Gomes. Indivíduo desequilibrado, bateu boca em 2019, embriagado, com frequentadores de um bar de Fortaleza. Há poucos dias, em visita à Agrishow, agrediu verbalmente e da pior forma possível um bolsonarista, referindo-se à mãe do indivíduo da maneira mais baixa que conhece. Uma semana depois, chamou de “vagabundo” um conhecido empresário alencarino, dono de uma rede de mais de 50 restaurantes espalhados pelo Brasil que emprega, formalmente, milhares de pessoas. Uma pena que tenhamos de esperar até 2026 por gente da estirpe de Romeu Zema e Tarcísio de Freitas como candidatos à Presidência.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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Bons nomes

Lula, Bolsonaro, Ciro, Doria, Tebet e os etcéteras: o que fizeram de bom pelo País? Absolutamente nada. Parecem uma estirpe rara de predadores. E os coloquei na ordem do mal que já fizeram ao Brasil. Parecem criptomoedas, não valem nada. Suas redenções seriam todos abdicarem de suas pretensões. Se isso ocorrer, passo a acreditar em milagre. Há ainda bons nomes e eles surgirão naturalmente.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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Ciência

Carlos Nobre

Em meio à destruição do meio ambiente e dos sistemas de Educação e de Ciência e Tecnologia em nosso país, a escolha de Carlos Nobre para a Royal Society (Estado, 14/5, A26) é um sopro de alívio e reconhecimento a esse eminente cientista. É curioso que os extremistas de direita, que têm em Dom Pedro II um ícone e enaltecem a figura culta do imperador, o outro brasileiro nomeado para a prestigiosa instituição britânica, silenciem agora.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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É para se orgulhar

Com méritos, Carlos Nobre é reconhecido mundo afora por seus trabalhos sobre os impactos climáticos do desmatamento da Amazônia. Será que o Palácio do Planalto vai ter a dignidade de cumprimentá-lo?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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São Paulo

Direitos assimétricos

Minicracolândias foram formadas em um novo ataque à cidade causado pelas drogas (13/5, A17). Há quatro anos, a então Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano afirmou que a questão do crack não foi incluída no Projeto de Intervenção Urbana do setor central porque seria tratada em separado, mas nada aconteceu. Solicitações de informações não tiveram sucesso até 2021, quando a Secretaria de Governo Municipal saiu pela tangente. Em resumo, não há nada previsto pelas autoridades para controlar a dependência química e suas mazelas urbanas. Só há a ênfase nos direitos dos drogados de ir e vir e de não ser submetidos à internação compulsória. Não existe qualquer discussão sobre os direitos da maioria de moradores, trabalhadores e frequentadores do centro. Então, como ficam seus direitos de entrar e sair de suas casas e negócios, de ter uma vida saudável, de andar em ruas limpas? Todas as camadas da população da cidade são atingidas. De fato, os direitos dos drogados errantes anulam os direitos dos demais cidadãos paulistanos. As autoridades – que nada fazem – criam, assim, direitos assimétricos inaceitáveis.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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Morumbi

Enquanto estamos entregues à sanha dos assaltantes com armas na cabeça, os políticos que nos depenam, em carros pretos com sinalização vermelha, eram protegidos por seguranças e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na última sexta-feira, 13, no Morumbi.

Renato Rodrigues Tucunduva Júnior renato.tucunduva.junior@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

LUCRO DA PETROBRAS

Alguém tem que avisar ao presidente Bolsonaro que o "estupro" da Petrobras distribuiu nos últimos três anos o dobro do lucro ao seu governo, num total de R$ 447 bilhões. Então eu pergunto: onde o governo aplicou esse dinheirama? Para ajudar os brasileiros em geral e principalmente os pobres e esfomeados? Se há estupro, não é o da Petrobras.

Tania Tavares   

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Em breve Bolsonaro irá demitir outro da Petrobras, até porque nem se ele colocar o seu fiel escudeiro, Queiroz, não irá conseguir baixar o preço dos combustíveis, mas por outras questões, e não pelo que o presidente pensa – aliás, não pensa.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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IDEIA PARA O MITO

Já que a reeleição está perigando, o mito deveria se autonomear presidente da Petrobras e mostrar como se dirige uma grande empresa.

Rubens Dagoberto Aranha Pacheco

dagopache@terra.com.br

Santana de Parnaíba

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PROGRAMAS ECONÔMICOS

Em todas as eleições presidenciais, exceto para a sucessão de Sarney, todos os candidatos melhor apontados pelas pesquisas apresentaram seus programas e plataformas econômicas. E o debate sempre foi realizado em nível de realizações ou providências na economia, o que não ocorre na eleição de 2022, cujos candidatos fogem da apreciação dos fatos econômicos, recolhendo-se a pequenas críticas e sugestões parciais que não possibilitam ao eleitor uma visão geral e global de todos os planos dos candidatos (Caixas-pretas econômicas, 14/5, A3). Bolsonaro fixa-se nos aumentos dos combustíveis e na Petrobras, e Lula da Silva tem ideia fixa na derrubada do teto de gastos. Assim, resumindo a programação de ambos os candidatos preferidos dos eleitores, sabemos que muito pouco será feito para alavancar nossa economia, aumentar o emprego, angariar mais investidores, combater a inflação e dar mais estímulos para a aceleração do progresso. Teremos, então, dois governos medíocres e atrelados em suas pregações ideológicas, restando a economia como um verdadeiro incômodo para se encarar e resolver.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SE LULA FOR REELEITO

Se Lula for reeleito para presidente do Brasil e a gangue do PT quebrar o Brasil outra vez, o maior culpado será o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O maior golpe contra a democracia foi dado por ele ao anular a condenação de Lula. Se Curitiba não tinha competência, então por que deixaram o processo correr até o fim? E os juízes do tribunal de Porto Alegre, também não eram competentes? Como a simples declaração do sr. Fachin pode derrubar um processo que correu durante tantos meses, sem problemas? São muitas perguntas sem resposta. O ministro Edson Fachin é candidato a ter remorsos irreversíveis assim que o candidato Lula e o PT assumirem o poder e demonstrarem a que vieram.

Károly J. Gombert

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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OUVIDOS MOUCOS

O escritor peruano Mario Vargas Llosa declarou que prefere Bolsonaro, com suas palhaçadas, a Lula, que é adorado na Europa por ter supostamente inventado dois milhões de empregos. Gostaria de saber onde estão esses dois milhões. Vargas Llosa ainda elogiou o ex-juiz Sergio Moro por ter encarcerado Lula. Ecoa do alto dos Andes uma mensagem para os ouvidos moucos dos brasileiros.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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MOROSIDADE BENÉFICA

Não ouço mais falarem dos processos contra Lula. Qual será o motivo: evitar notícias negativas durante a campanha eleitoral e/ou facilitar a ocorrência da prescrição?

F. G. Salgado Cesar

fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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IRRESPONSABILIDADE

Lula alardeando sua irresponsabilidade já não espanta ninguém (Lula anuncia que será irresponsável, 13/5, A3). O que assusta, e muito, é a irresponsabilidade dos eleitores demonstrada pelas atuais pesquisas de intenção de voto.

A. Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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LISURA DO PROCESSO

Parabenizo a sra. Maria T. A. Galvão de França por sua carta (Fórum dos Leitores, 13/5, A4), que representa quase integralmente o que penso sobre a dupla "BolsoLula". Inegavelmente, se eu tivesse escrito sobre o tema, não seria com o brilhantismo da sra. Maria de França. Também tenho quase 80 anos, bem vividos, e peço licença para registrar minha discordância com as linhas finais da mencionada carta. Não é preciso ter profundos conhecimentos do Direito brasileiro para saber que qualquer coisa ilícita, seja no rito processual, no foro inadequado, na prova colhida ou outros desvios, compromete a lisura do processo. Não se descarta o benefício da dúvida. A maioria dos erros são por desconhecimento dos detalhes, mas há casos em que os desvios são propositais para, como se diz vulgarmente, "melar o processo" e salvar a pele do meliante. Como exemplos, posso citar eventuais casos em que se tenha fortes indícios que o parlamentar obteve vantagens de algo conhecido como "rachadinha", mas se provas importantes foram obtidas com quebra de sigilo do acusado sem autorização judicial, o tal processo fica prejudicado. Igualmente, no caso em que o juiz da ação orienta os promotores e demais encarregados da acusação a obter provas mais contundentes, o processo fica prejudicado. Principalmente quando o juiz não verifica se o foro é mesmo de sua área de atuação e ainda vai ser ministro do favorecido no resultado das eleições. Portanto, ainda não tenho candidato.

Carlos Gonçalves de Faria

marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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ESPERANÇA

Entusiasmo e esperança foram os frutos colhidos da leitura da carta Tristeza, de Maria T. A. Galvão de França. Ali, a ilustre escritora expressa seus sentimentos de amargura por dois presentes motivos: a guerra na Ucrânia e a possibilidade de não encontrarmos uma terceira via, isto é, uma opção para presidente da República que não seja Lula nem Bolsonaro. Ambos, segundo a escritora, de passagem pífia e fraudulenta no comando da Nação. De fato, assim é. Lula, quem diria, alguém que esbarrondou com os cofres públicos, roubou e deixou roubar a garfadas milionárias, desnudando a Petrobras de seu patrimônio, deixando-a à beira da bancarrota. Bolsonaro, por sua vez, totalmente desequilibrado e nos pregando sustos em cada dia. Pois está na hora de nós, brasileiros, nos darmos as mãos e, num gesto de fraternidade e irmandade, buscarmos alguém que tome as rédeas do País; um estadista que devolva ao povo brasileiro o sorriso nos lábios em vez da tristeza, e a esperança no coração.

Antonio B. Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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FORÇAS ARMADAS E DESARMADAS

As Forças Armadas têm a elevada missão de garantir os Poderes constitucionais por força do artigo 142 da Constituição. Essa prerrogativa consta em praticamente todas as Constituições brasileiras. Geralmente, a “desgarantia” dos Poderes constitucionais ocorre por deliberada ação de forças desarmadas, muitas vezes subrreptícias, ensejando a preocupação do legislador constitucional em plasmar o caput do artigo 142 da Carta Magna como a última e excepcional salvaguarda da democracia.

 

Milton Cordova Junior

milton.cordova@gmail.com

Brasília

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ASSOCIAÇÃO SURREALISTA

A primeira coisa que faço ao acordar é ver as notícias, para saber se o mundo acabou. Ao ler notícias diárias sobre esta surrealista associação entre militares e Bolsonaro, pensei em vários ditados. Comecemos com "pulando da frigideira e caindo no fogo". Supostamente, o concurso dos militares ao bolsonarismo teria como objetivo livrar o Brasil da ameaça petista. Então vamos impedir Satanás de ser governante e apoiar Belzebu? Lembro-me de outro ditado: galinha que anda com pato acaba se afogando. Agora, militares associados às confusões de Bolsonaro estarão nas miras das Justiças civil e militar. A solução, em minha opinião, seria os militares se reunirem com Lula (ou outro candidato que quiserem) e colocarem o preto no branco, as cartas na mesa: queremos anistia parte 2. Do contrário, militares poderiam estar interessados num golpe não para manter Bolsonaro no poder, muito pelo contrário, mas para assumirem o poder. Esta lama na qual a política brasileira se envolveu pode continuar servindo de terreno fértil para plantarmos bananas, afinal essa é a especialidade da nossa República.

Magdalena F. Hausch

magdalenafloreshausch@protonmail.com

Belo Horizonte

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ELEIÇÃO SEM DEBATE

Pelo amor de Deus, gente! Outra vez eleição sem debate? Nada aprendemos com 2018, sua marcha da insensatez e suas trágicas consequências para um país que se pretende democrático, fraterno e republicano? Que sentido tem e para que serve eleição sem debate? É assim que se faz numa sociedade aberta? Então transforme-se o debate em sabatina. E que o eleitor cidadão preste atenção ao perfil, história, companhias, valores e projetos dos candidatos que comparecerem por não ter medo de se expor ao debate no espaço público.

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

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CRISTÃO NA POLÍTICA

Só no Brasil, terra mater da esperteza, um cidadão que afronta tudo o que Cristo pregou consegue se legitimar como um cristão fervoroso. O que confirma a tese que diz que, onde todo mundo é esperto, todo mundo é otário. O político que se disfarça de pregador e coloca a bandeira do cristianismo como régua moral para a sociedade deveria saber que a pedra angular da doutrina cristã é o amor: “Se alguém diz ‘eu amo a Deus’ e odeia a seu irmão, é mentiroso” (1 João 4:20).

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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A RELIGIÃO E A ELEIÇÃO

Em seu artigo no Estadão, o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, nos dá uma correta imagem do que deve ser a religião em relação a um Estado democrático como o nosso (Brasil: esperança e apreensão, 14/5, A8). Sempre em decorrência dos temas abordados na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos católicos respeitam a Constituição no que tange ao fato de que o Brasil é um Estado laico, mas também se preocupam com a política e a economia do País. O presidente Bolsonaro, não. Desrespeita a Carta Magna quando procura privilegiar os evangélicos, através de seus votos e apoio no Congresso, como se fosse fervoroso cristão. Os pastores infiltrados no Ministério da Educação pelo presidente achacaram os prefeitos de várias cidades para receber a verba que lhes era devida. Nada a ver com os ensinamentos de Cristo, mas sim com os da máfia. Muito evangélico se aproveita, ao se destacar na sociedade, para galgar cargo no Parlamento, onde pratica atos em nada cristãos. Aliás, cumpre chamar a atenção de que certos atos do presidente contrariam os ensinamentos de Cristo, motivo pelo qual a aprovação do seu governo por evangélicos é uma aberração. Como bem destaca Dom Scherer, “as atenções estão voltadas quase inteiramente para o pleito presidencial, sem a devida consideração com a importância da eleição dos governadores e parlamentares”. E mais adiante: “A escolha de parlamentares idôneos é fundamental para o bom funcionamento do sistema político”. Na atual conjuntura nacional, sábio conselho. Os que formam o Centrão vêm dominando o governo federal há anos e nós, ingênuos, continuamos a elegê-los, pois se apresentam como candidatos pela sigla de seus partidos, recebendo votos sem se identificarem como sendo do Centrão. Na atual legislatura, passaram da conta, com a complacência de um presidente antigo membro do grupo surrupiando grande butim do erário.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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