Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2022 | 03h00

Jair Bolsonaro

‘Lanchaciata’ em Brasília

Vergonhoso o uso de equipamento militar, uma moto aquática da Marinha, em brincadeira arriscada e sem propósito, como se viu na foto divulgada na primeira página do Estadão de ontem.

Paulo Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

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Eterna festa

Não há outros termos para definir o sentimento que a fotografia da primeira página do Estadão de ontem me causou. O desplante de Jair Bolsonaro, ao usar veículo de propriedade da Marinha – logo, de propriedade da população brasileira, com gasolina e manutenção pagas também por nós – em “lanchaciata” em Brasília, ilustra bem o seu descaramento. Na foto se vê que ele foi aplaudido por meia dúzia de alegres apoiadores instalados em poderosa lancha. Ao ler a matéria referente à foto, deu-me engulhos saber que alguns participantes do festival faziam churrasco em seus barcos e exibiam as carnes. Enquanto isso, o povo que se desespere com o desemprego e a alta dos preços de mantimentos, combustíveis, remédios, energia, etc. Mas o que desespera, de fato, é saber que boa parte da população apoia este desgoverno liderado por um despreparado moral e intelectualmente. O País não merece mais quatro anos deste desastre. E, antes que me acusem, deixo claro que não sou petista, muito menos comunista. Sou só um cidadão revoltado com a eterna festa instalada no Distrito Federal, nos Três Poderes da República. E o povo? Ora, o povo que pague a conta e fique caladinho.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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Reino distante

Passeatas de moto, de lancha, a cavalo. Cada vez mais Brasília se parece com um reino distante onde o povo passava fome e era aconselhado a comer brioches, já que não havia pães. Isso aconteceu no longínquo século 18, na França, onde estranhamente existia um lugar sinistro chamado Bastilha. Mas, voltando ao século 21, o que estamos testemunhando é, também, um show de alienação e indiferença.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Os rumos da Petrobras

‘Pergunta ao Sachsida’

É possível que haja uma nova troca de comando na Petrobras, se o seu atual presidente, José Mauro Ferreira Coelho, continuar fazendo o que Jair Bolsonaro não quer neste ano eleitoral. Nem Sergio Moro, nem Paulo Guedes, ninguém nunca teve carta branca no governo Bolsonaro. Na Petrobras, essas transições de liderança causam uma instabilidade muito grande. Provavelmente, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, pressionará o conselho administrativo da petroleira para manter a defasagem do diesel e também da gasolina, garantindo o bom desempenho de Bolsonaro na eleição de outubro. Interferir no trabalho de ministros é a grande especialidade do atual presidente da República.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Eleições 2022

Hipocrisia

Agradeço ao escritor Leandro Karnal pela excelente crônica Hipocrisia, no Estadão de 15/5 (C8). Lamento apenas não ter sido publicada na página A10 da mesma edição, junto com a manchete Lula aposta em Alckmin na cúpula da campanha e busca atrair tucanos.

Fábio Soares fabiosoares77@bol.com.br

São Paulo

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Voto em branco

Sobre a entrevista publicada no Estado de domingo (‘Grupo que apoia Lula deixa marca dolorosa no MDB’, página A8), Pedro Simon é merecedor de todo respeito, pela correção e ética que sempre pautaram sua atividade política. Contudo, ao declarar que votaria em branco se o segundo turno da eleição presidencial deste ano fosse disputado por Bolsonaro e Lula, demonstrou não aceitar o posicionamento daquele filósofo que dizia “não voto em ninguém, sempre contra alguém”.

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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Município de São Paulo

Um ano da gestão Nunes

Com R$ 30 bi em caixa, Nunes adota ‘parlamentarismo branco’ (Estado, 16/5, A8). Aposto que toda essa grana não cabe nos bilhões de buracos das ruas de nossa sofrida capital.

Antonio Fernando Abrahão

abrahao@icn.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ÚLTIMO ESFORÇO

Temos apenas alguns dias para chegar a uma chapa única que, reunindo os votos dos eleitores que não querem nem Lula e seu PT nem Bolsonaro e sua insensatez, possa chegar ao segundo turno e conquistar a Presidência. Quem poderia facilmente capitanear essa chapa salvadora seria Sergio Moro, se não tivesse sido cuidadosamente destruído pela grande massa de políticos profissionais e demais interessados em manter o “status” atual. Resta uma difícil alternativa, ainda em discussão, com a bem preparada Simone Tebet (que talvez consiga despertar o voto feminino) mais um político confiável, de sua escolha, e a retirada de todas as outras candidaturas próximas ao centro político. Essa será a última tentativa de evitar um futuro desastroso, com líderes comprovadamente incompetentes e inconfiáveis. Uma renovação completa, tanto no Executivo como no Legislativo, para conseguir governar o nosso Brasil.

Luiz Ribeiro Pinto

brasilcat@uolcom.br

Ribeirão Preto

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TERCEIRA VIA INVIÁVEL

Está cada dia mais inviável a decolagem de uma “terceira via” nas candidaturas a presidente da República. Sonho dos que rejeitam a polarização Bolsonaro-Lula (ou Lula-Bolsonaro), a alternativa já perdeu a esperada adesão do União Brasil (resultado da fusão de DEM e PSL) e patina com os tucanos. João Doria ganhou a prévia, mas não consegue se impor aos que não querem sua candidatura. Significativos nomes do partido namoram a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-governador paulista ameaça judicializar a questão, o que poderá aumentar o racha. Parece simples, mas a participação na montagem de uma força alternativa para o encaminhamento político da Nação é algo mais complexo e exigente de renúncias pessoais. Para se aproximar dos ditos líderes populares, o grupo teria de escolher um nome de consenso e com ele marchar até a eleição. Escolhido o nome de consenso, os demais veriam suas chances se esvaírem, especialmente porque há a reeleição, e quem se eleger certamente tentará um segundo mandato. Muitos dos pretendentes não chegarão ao final dos oito anos vindouros ainda com vigor físico e plenas condições para enfrentar a luta. O processo eleitoral brasileiro é por demais complicado. O melhor seria passar por ampla reforma para se tornar mais moderno e inclusivo. Do jeito que está, só os caciques de penacho mais longo.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CANOA FURADA

Sergio Moro não deve aceitar ser vice de Luciano Bivar, que o "desbancou" (Coluna do Estadão, 15/5, A2). Bivar é um ilustre desconhecido e, portanto, uma canoa furada, só prejudicaria ainda mais Moro. Se é para ser vice, que seja da candidata Simone Tebet. Que inicie negociações nesse sentido ou encare com vigor a campanha para o Senado. Temos que sair da mesmice e experimentar algo novo. É isso que vejo em Simone Tebet.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PASSATEMPO

Entre motociatas e “lanchaciatas”, Jair Bolsonaro está se divertindo muito. Resta saber até quando essas diversões irão durar.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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GOVERNO BOLSONARO

Motociatas, “lanchaciatas”, insensatas, psicopatas, negociatas, caricatas, mamatas. Vá plantar batatas!

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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EM DEFESA DO PRESIDENTE

O renomado jornalista e articulista do Estadão J. R. Guzzo tem demonstrado alguma dificuldade de reconhecer que Jair Bolsonaro é um péssimo presidente. Talvez o pior da nossa história. Num tópico de seu artigo deste domingo (Pesadelo imaginário, 16/5, A10), vejo seu equívoco quando diz “a economia do mundo inteiro não cresce. Como o Brasil poderia crescer sozinho?”. Ao citar os EUA, cuja inflação está em 8,5%, parece que se esqueceu de mencionar que o desemprego na terra de Tio Sam é vegetativo, ou de menos de 4%, e o crescimento econômico previsto é de 2,8%. E no Brasil? A inflação acumulada de 12 meses é de 12,35%, desemprego de mais de 11%, e um PIB que neste ano não deve chegar a 1%, ou seja, de quase 1/3 dos EUA.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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J. R. GUZZO

Parabéns, sr. Guzzo, pelos comentários construtivos, destituídos de vieses ideológicos no artigo Pesadelos imaginários.Também ao Estadão, permitindo essências dessa natureza.

Cesar Eduardo Jacob

cesared30@gmail.com

São Paulo

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SACHSIDA E A PETROBRA$

Apenas um dia após ser alçado a ministro de Minas e Energia por indicação do ministro Guedes, Sachsida entrega ao governo um grande projeto de venda da Petrobras (elaborado em tempo recorde). No caminho da desnacionalização e desestatização do que resta do patrimônio brasileiro, o novo ministro dá continuidade ao desmantelamento da estatal que, forjada nos idos de 1950 na esteira de uma luta de Monteiro Lobato, militares nacionalistas e jovens estudantes integrantes da campanha “o petróleo é nosso”, cumpriu o importante papel de nos fazer independentes das multinacionais que sempre foram donas da rica indústria petroleira. Dona de um patrimônio tecnológico que a guindou aos primeiros degraus mundiais de exploração, refino e distribuição de petróleo, há muito foi usada como moeda de transações políticas que a dilapidaram e tornaram alvo de grupos internacionais fortíssimos. Será que, agora que está no caminho de nos reconduzir ao posto de grandes exploradores e exportadores de petróleo, nosso povo, nosso Congresso e os restantes militares nacionalistas que ainda estão ativos em nossas Forças Armadas permitirão que essa dilapidação ocorra?

Roberto Cardieri Ferreira

roberto1283@terra.com.br

Ilha Solteira

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ESTRATÉGIA CONTRA A CORRUPÇÃO

O indicado por Jair Bolsonaro ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem uma missão hercúlea pela frente. Com seus assessores prepara estratégia para rebater a corrupção instalada no governo federal, do qual fez parte como ministro. Este não é o primeiro e nem será o último que lançará mão de explicações ao povo brasileiro sobre a corrupção federal, quando o objetivo é a caça de votos. Quem manda aceitar apoio de Jair Bolsonaro?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EXEMPLO DO POUPATEMPO

Quem mora no estado de São Paulo e conhece o Poupatempo sabe que pode obter em minutos a renovação de documentos que, em outros tempos, demorariam dias e custariam dinheiro com a intermediação de despachantes. Essa instituição foi criada pelo governo do Estado e funciona de forma exemplar cumprindo horários rigorosos com funcionários muito gentis que se orgulham do que fazem e da instituição onde trabalham. Tudo isso comprova que, quando há vontade política, a vida dos brasileiros é simplificada pela eliminação da burocracia. Por que não sonhar que todo o serviço público possa ser assim? Quando formos votar, é nosso dever eleger deputados e senadores que nos conduzam para esse país do futuro.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CORREIOS

Estou escrevendo para fazer uma reclamação sobre os Correios. Encomendei um busto, paguei o seguro, pedi para colocar em uma caixa segura, bem acomodada. Pedi para tirar foto de tudo antes de mandar para garantir que iria chegar bem. O busto chegou em novembro de 2020 quebrado! Tirei fotos da caixa ainda dentro do carro dos Correios. Abri lá mesmo e tirei foto do busto quebrado. A partir daí começou um pesadelo. Entrei em contato com os Correios dizendo que o objeto havia sido quebrado e eles mandavam respostas automáticas com algo como “seu objeto já foi entregue”. Depois de muito custo, começaram a dizer que não havia feito a reclamação e que não tinha nenhum registro de reclamação. Pedi para eles verem as fotos de tudo, mas durante muito tempo eles se negaram. Depois de muita insistência, enviaram um funcionário que viu o objeto, viu as fotos e constatou que, sim, eu estava certo. Em seguida, buscaram o objeto e disseram que iriam me pagar. Pediram para pagar para o remetente. Tive um trabalho gigante para conseguir o contato dele, mas consegui, coloquei todos os dados dele. Eles então disseram que não havia sido informado qual era o banco, mas nesse momento encerraram a reclamação, não permitindo responder a esse e-mail. Liguei, falei com a ouvidoria e com muito custo reabriram a denúncia e disseram que em 90 dias seria pago o valor devido. Passaram os 90 dias e nada. Eu e o remetente entramos de novo em contato com os Correios e eles deram mais cinco dias úteis para responderem, disseram que colocaram o caso como urgente porque era algo que eu tinha razão... e nada. Tentamos por mais três oportunidades entrar em contato com e sempre dizem que vão reativar a reclamação colocando como urgente, mas sempre passa o prazo e nenhuma resposta é dada. Estamos até hoje, em 2022, depois de mais de um ano e meio, e os Correios não pagam o que devem por terem destruído o objeto em trânsito no carro deles. Mesmo pagando o seguro, mesmo tendo todas as provas, mesmo com o funcionário deles afirmando que eu tenho razão, não consigo receber o valor devido. Não existem mais canais para eu reclamar, simplesmente não respondem. Sem contar que, cada vez que se tenta falar nos Correios, demora no mínimo cinco minutos para chegar a um atendente e cai a ligação na sequência. Para conseguir falar, é preciso ligar pelo menos quatro vezes. Neste meio tempo a moeda está se desvalorizando e o valor de R$ 2.000 do seguro mais o valor do envio estão se desvalorizando. Não sei mais com quem reclamar, não sei mais o que fazer. Estou esgotado e preciso do dinheiro. Espero que tornando este caso público e com a ajuda do jornal algo possa ser feito contra o abuso que está ocorrendo.

Daniel Alberti Perez

ator.daniel.alberti@gmail.com

Diamantina (MG)

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CRIMES E PRESÍDIOS

Repetimos, quantas vezes forem necessárias, que apenas construir presídios não evita que os crimes sejam praticados. Essas construções, além de possibilitarem, não raramente, eventuais contratos fraudulentos (com cara de honestos) ou eivados de vícios ideológicos, representam atividades dispendiosas, exigidas pela incúria de providências antecedentes de prevenção. Deixam transparecer a existência de interesses escusos de quem visa aos resultados subsequentes, assegurados pelo encarceramento de milhares de pessoas por infrações penais que poderiam ter sido prevenidas, mas que, agora, já produziram danos físicos, morais e materiais incontornáveis aos indivíduos, bem como despesas astronômicas aos cofres do Estado.

Bismael B. Moraes

bismoraes@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE NO IRPF

Com o avanço das tecnologias virtuais, é impressionante como tem aumentado igualmente os golpes na rede. É o caso do que está acontecendo na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), em que criminosos enviam e-mails fraudulentos pedindo confirmação de falso cadastro, com o objetivo de lesar os contribuintes. Ficar atento a tais golpes virtuais é uma das maiores preocupações do cidadão de nossos dias.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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34 ANOS DE SUS

SUSsesso apesar de tudo. O Sistema Único de Saúde (SUS) nasceu em 17 de maio de 1988, no Congresso Nacional, filho legítimo do esforço de muitas pessoas preocupadas com a total ausência de assistência na área da saúde de milhões de brasileiros. É o mais abrangente sistema público de saúde do mundo. Graças a sua rede e experiência, somos tão bem sucedidos em campanhas de vacinas, apesar de eventuais governantes serem negacionistas, por ignorância e perversidade, além de atos de corrupção por parte de agentes públicos. A atuação incansável de médicos e enfermeiros do SUS salvou muitas vidas na pandemia da covid. Vida longa ao SUS!

 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ABORTO

Milhares protestam pelo direito ao aborto nos EUA (Estado, 15/5, A13). Devido ao fato de ser um crime contra a vida, o aborto não pode ser, ou ser assemelhado, a um direito. Seria então entendido como “uma concessão extraordinária” ou “uma tolerância formalizada/institucionalizada”. No quanto se trata da formação de percepções e de comportamentos dos cidadãos, essa diferenciação não é um mero jogo de palavras.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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