Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2022 | 03h00

Eleições 2022

Simone Tebet

Vamos direto ao ponto: já passava da hora de os presidentes do PSDB, MDB e Cidadania indicarem a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata única da terceira via à Presidência. Os sinais de que o candidato João Doria não decolaria para ser capaz de capturar os votos dos que não querem nem a volta de Lula nem, muito menos, a reeleição de Bolsonaro não poderiam ser mais eloquentes. E a senadora é um elemento de força nesse vácuo: mulher, experiente na política e familiarizada com as vicissitudes das negociações – e, por que não dizer, negociatas – que ocorrem ao longo de cada legislatura em nosso Parlamento. Simone Tebet tem todas as condições morais e intelectuais para colocar o Brasil nos trilhos novamente.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

*

Possível

Eis que surge uma terceira via possível. Simone Tebet não é novata na política, tem experiência e é combativa. Bem-vinda para acabar com a polarização entre os dois candidatos que já mostraram como governam em prol de si mesmos e dos muy amigos. Que João Doria aguarde a sua vez, reflita sobre o porquê de tanta rejeição e não termine de acabar com o PSDB. Mario Covas faz falta!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

Violência

Rasante carioca

No Rio de Janeiro, traficantes alvejaram um helicóptero civil para que todos saibam que, sobre as favelas, o espaço aéreo está fechado. É, gente, igualzinho na Ucrânia, mas por aqui isso não é coisa de Vladimir Putin.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

Educação

Salve-se quem puder

O ensino domiciliar, ou homeschoolling – projeto cujo texto-base foi aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira –, não se trata de ser pauta deste ou daquele governo. O fato é que os tempos são outros. A pandemia expôs a decadência do ensino público. Além do despreparo das escolas e de professores, os alunos tiveram perdas irrecuperáveis por causa do longo tempo em que as escolas ficaram fechadas. Quem estudou em casa não perdeu, e dizer que alunos que estudam em casa perdem o contato social não é verdade. O que seria ideal? Que toda criança tivesse acesso a um ensino gratuito e de qualidade, mas o sistema faliu. E quem pode paga pela educação. É triste, mas é real, estamos vivendo um salve-se quem puder.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

*

Aviação comercial

Despacho de bagagem

Creio que a nossa consciência coletiva sobre gratuidade em geral careça de revisão e atualização. Ao observar a decisão do Senado esta semana de aprovar o despacho gratuito de bagagem na aviação comercial, nota-se que conceitos velhos e anacrônicos, longe da realidade, grassam entre nossos representantes. Primeiro, gratuidade não existe. O fato de o consumidor não pagar por um serviço prestado não significa que ele nada custe. Trata-se de uma ilusão. Tanto uma refeição grátis como uma bagagem despachada sem pagar serão, certamente, custeadas por alguém envolvido na operação, mesmo que o beneficiário não ponha a mão no bolso. Para que as companhias aéreas ofereçam o serviço de despacho de bagagem, elas incorrem em vários custos, elevadíssimos, começando por oferecer alguém no balcão do aeroporto para acolher e etiquetar a bagagem, despachando-a para o avião, depois retirando-a de lá no destino e, por fim, devolvendo-a ao seu proprietário. Isso se não ocorrer furto ou dano na mala. Querer que as companhias não cobrem pelo serviço parece insensatez e deslocamento da realidade. Na Europa, por exemplo, onde operam algumas companhias aéreas de baixo custo, o passageiro que opta por despachar a mala arca com valores às vezes bem superiores ao valor da própria passagem. Para evitar isso, leva uma pequena bagagem de mão, e pronto. A decisão do Senado merece revisão. Ao cobrar o despacho da bagagem apenas do viajante que requisita o serviço, criamos um ambiente de negócios mais moderno, atraente e atual. Isso deve levar a um menor valor de passagem para todos aqueles que não utilizam o serviço. Simples assim.

Marcos Nogueira Destro mdestro@amcham.com.br

São Paulo

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PSDB: PARTIDO INCONFIÁVEL.

João Doria vence as prévias do PSDB e deixa o Governo de São Paulo para o vice Rodrigo Garcia. Enfrenta o perdedor Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, até que este resolva desistir de ser também candidato à Presidência. Agora, a agremiação está de amores com o MDB, desejando apoiar Simone Tebet como representante da terceira via (Estado, 19/5, A11). Certamente, enfrentará outras e novas dificuldades. Em suma: quem é filiado ao PSDB não precisa procurar inimigo, porque já tem um enorme. Não seria melhor sair logo da agremiação?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

TUCANOS APRESSADOS

João Doria e Eduardo Leite deveriam estar concorrendo à reeleição como governadores de seus Estados e não à Presidência, em que não têm chance por não serem nomes nacionais. Agora atrapalham a candidatura de Simone Tebet, não deixando o PSDB lançar um bom nome como vice na chapa da brilhante senadora do MDB. A fogueira das vaidades está inviabilizando uma candidatura de centro contra a dupla de candidatos do atraso que conduzirá o Brasil para o buraco negro da história. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

E AGORA, JOÃO?

A respeito da descabida e arriscada decisão do PSDB de rifar a candidatura à Presidência de João Doria e dar apoio à da senadora do MDB Simone Tebet, cabe, por oportuno, reproduzir o célebre poema José, de Drummond (1942), que ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar: "E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?”. Diante da rasteira levada e do futuro político incerto, cabe perguntar: e agora, João?

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

*

AGORA A TERCEIRA VIA TEM NOME

Eu sou Simonet! Nem Bolsonaro nem Lula, vai dar Simone Tebet! Ânimo, mulherada! Ela vai restaurar a nossa esperança em um Brasil melhor para todos, todas e todes.

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

*

RUIM E PIOR

Nunca tivemos condições tão favoráveis para que uma terceira via mandasse para o quinto dos infernos a mais sórdida e nefasta polarização que já se apresentou em um eleição em nosso país, ainda mais sendo um o cabo eleitoral mais eficiente do outro, devido aos absurdos que esse dois irresponsáveis candidatos dizem todos os dias. Mas interesses mesquinhos e particulares vão nos obrigar a votar no ruim para afastar o pior.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

RESIGNAÇÃO CONDENÁVEL

O editorial A democracia tem como se defender (Estado, 19/5, A3) aponta muito apropriadamente a infeliz constatação de que "malgrado a tragédia de sua administração em múltiplas áreas, Bolsonaro ainda conta com o apoio de mais brasileiros do que seria merecedor". Sem dúvida. Só que, mais lamentável do que isso é igualmente constatar, segundo mostram as pesquisas, que muitos eleitores estão transformando a desilusão em Bolsonaro em apoio a Lula, mais do que também o ex-presidente seria merecedor. É verdade que as alternativas, neste momento, não são nada animadoras. Porém, a campanha não começou e é inadmissível que brasileiros conscientes da necessidade de mudanças estejam, em atitude derrotista antecipada, planejando rifar o voto entre Bolsonaro e Lula sem ao menos examinar a viabilidade de um terceiro caminho. O Brasil não merece essa resignação.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

*

CASAMENTO MILIONÁRIO

Não tenho nada contra a vida amorosa do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, mas é uma ofensa aos brasileiros dar uma festa suntuosa de casamento (Ex-presidente se casa com socióloga em SP, 19/5, A12) em um momento triste do País com pessoas sem trabalho e sustento para suas famílias – principalmente por causa da origem suspeita de seus ganhos milionários. Não esqueçam que ele quer ser, de novo, presidente da República.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

REGA-BOFE ELEITORAL

"O uso do cachimbo faz a boca torta", diz a sabedoria popular. Acostumado com a prática que lhe rendeu uma descomunal fortuna, até no fausto casamento o bandido ladrão Lula aplicou a regra básica dos governos petistas. Com os 10% inclusos, soube-se que foram convidados apenas 220 transigentes companheiros/as da "diretoria" para o lauto rega-bofe eleitoral, regado a premiadas bebidas de custos exorbitantes, harmonizadas com um arquipélago de nobres pratos da culinária nacional e internacional, precedidos por sofisticados aperitivos. E o pobre, cara pálida? "Eu quero que o pobre se exploda", diria o arrogante deputado Justo Veríssimo. Garçom, fecha a conta e passa a régua, a gente se vê em outubro, está a dizer o honesto e consciente cidadão de bem, repelindo a volta dos que já se foram.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

*

JUDICIÁRIO

Por que não tem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para as férias do Judiciário serem iguais às dos simples mortais, de 30 dias? Depois da última PEC aprovada (aumento salarial por tempo de serviço), vai vir a famosa isonomia, e a transferência da mamata para os funcionários dos demais Poderes.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

*

SALÁRIOS

Gozado: dinheiro para a volta do quinquênio para os magistrados e procuradores tem. Para os nobres políticos, também tem. Mas, para melhorar a qualidade de vida do povão, não tem.

Milton Bulach 

mbulach@gmail.com

São Paulo

*

SEM SAÍDA

Eleitores cariocas estão numa enrascada dos diabos. Terão que escolher, para o Senado, Romário ou Daniel Silveira. Opções medonhas. O roto e o estragado. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

DECADÊNCIA DO RIO

O Rio de Janeiro sofre um processo de total degradação e decadência econômica há mais de 40 anos. A revitalização passa por investimentos públicos e privados que atraiam negócios e indústrias para a cidade. E nisso investimentos chineses e dos países árabes seriam muito bem-vindos. No Rio inexistem projetos de urbanização de favelas, como a Rocinha e o Complexo do Alemão, e de saneamento da Baía de Guanabara. O Rio carece de um grande projeto de obras públicas que revitalize a aparência decadente da cidade e forneça uma feição mais moderna em termos de vias públicas, novos parques e principalmente modal de transportes. O meio ambiente da cidade está relaxado e abandonado, com lagoas imundas e sequer tem um sistema de esgoto tratado na Barra. O Rio até hoje parece uma cidade velha dos anos 1950 caindo aos pedaços. Ocupar esta população de rua via trabalho em obras públicas é algo para ontem. O poder público a tudo isso assiste, sem qualquer iniciativa em área alguma.

Paulo Alves

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

CIDADE SUJA

O crescimento da população em situação de rua em São Paulo confirma que o problema está mais nas drogas de governantes eleitos do que nas vendidas livremente pelos traficantes. 

Carlos Gaspar

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

*

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

As apressadas tratativas para a privatização da Eletrobras (Estado, 19/5, B1) vão ao encontro de uma histórica tendência governamental desde o período Vargas dos anos 1950 de criar empresas estatais ligadas ao fornecimento de energia entre nós. Quais os efeitos para a nossa economia desta mudança de postura do atual governo nesse setor? Só o tempo vai poder dizer.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ENERGIA PARA O FUTURO

Interessantíssimo o artigo O poder do discurso de petroleiras e ecologistas (Estado, 19/5, A15). Eu disse "interessantíssimo" porque não vejo assunto mais importante a ser discutido no que diz respeito ao futuro do nosso planeta enquanto proporcionador de vida autossustentável aos terráqueos, ao menos nos moldes contemporâneos: com produção de energia renovável (solar e eólica). As grandes petroleiras, em tempos de petróleo escasso como o atual, veem como saída para a crise o aumento da produção da tão necessária commodity e a intensificação na exploração de novos poços. Ora, todos nós sabemos que as minas de petróleo não são eternas, portanto, essa não seria a solução mais promissora. Por outro lado, os ambientalistas – entre os quais me incluo – se preocupam principalmente com o superaquecimento terrestre à medida em que consumimos energia gerada a partir de fontes fósseis – no que têm plena razão –  e propõem a troca pelas chamadas energias renováveis, mormente pela maior acessibilidade econômica no tocante à aquisição dos insumos. Porém, esse tipo de geração exigirá a construção das chamadas fazendas geradoras que terão de ocupar espaços físicos de alta monta, o que não deixará de agredir o meio ambiente, a exemplo do que já ocorre no nosso país com as geradoras de energia limpa – as hidrelétricas –, tendo como exemplo maior a de Belo Monte, no rio Xingu, que, mesmo com os consideráveis impactos ao meio ambiente acrescidos pelo deslocamento de milhares de indígenas que habitavam a área e outras mazelas mais, não vem cumprindo a sua função no que diz respeito à quantidade de MW a ser gerada, dependendo até da utilização de termelétricas (altas consumidoras de combustíveis fósseis). Enfim, a hidrelétrica de Belo Monte se transformou num gigantesco elefante branco mantido pelos recursos públicos. Concluindo, a ampliação das fazendas geradoras de energias renováveis é de suma importância para a vida no planeta, até porque, para a sua instalação – principalmente em se tratando de Brasil – podem ser utilizados espaços físicos não habitados do nosso semiárido, o que geraria ganhos consideráveis, a  título de royalties, para o nosso já tão sofrido povo nordestino. Enfim, trata-se do futuro! E, para a construção dessa omelete, há que se quebrar ovos, sim.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.