Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2022 | 03h00

Elon Musk no Brasil

Protocolo invertido

Nada contra o empresário mais rico do mundo visitar o Brasil para oferecer e prospectar negócios no País e, por intermédio de órgãos oficiais, como o Itamaraty, o Ministério da Economia, o das Comunicações, etc., agendar encontro com o presidente da República para “vender seu peixe”. O nosso presidente humilhou o Brasil ao inverter este protocolo observado em qualquer país do mundo. Ao invés de receber o empresário no Palácio do Planalto, sede do Executivo, deslocou-se para um condomínio de ricaços no interior de São Paulo onde, inclusive, foi esnobado pelo visitante, conforme noticiário (Musk fala pouco com presidente e muito com empresários, Estadão, 21/5, A14). Infelizmente, fomos rebaixados a uma republiqueta das bananas.

Avelino B. Schmitt abschmitt@uol.com.br

São Paulo

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Papo com o Inpe

Alguém precisa avisar o sr. Elon Musk que o monitoramento por satélites que ele pretende fazer na Amazônia não pode mostrar dados que desagradem ao presidente Bolsonaro. Caso os satélites mostrem o avanço do desmatamento, as clareiras da mineração ilegal, as queimadas criminosas, enfim, se tudo isso for mostrado, os satélites serão jogados no lixo por Bolsonaro. O sr. Musk deveria bater um papo com a turma que foi demitida do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para saber o que pode e o que não pode ser mostrado pelos satélites.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Vale tudo

O “magnânimo” presidente Bolsonaro cumprimenta o seu desafeto Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em cerimônia de posse no Tribunal Superior do Trabalho e faz contato com o bilionário Elon Musk. Tudo planejado para melhorar seu rendimento na eleição de outubro. Vale tudo.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Eleições 2022

Nulos, brancos e ausentes

As eleições presidenciais deste ano, com dois candidatos radicais dominando as pesquisas até aqui, podem ser as que terão mais votos nulos, em branco ou ausências às urnas. Pelo visto, a inexistência de uma terceira via palatável fará deste pleito um exemplo e uma notificação importante aos nossos políticos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Democracia

23 de maio de 1932

A propósito da crise moral que nosso país vem atravessando nos últimos tempos, aliada à errônea interpretação de Lula sobre o Movimento Constitucionalista, nada mais oportuno relembrarmos a data 23 de maio de 1932, não só para servir de exemplo às novas gerações, como para ressaltar o patriotismo de quatro jovens, Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo (daí a sigla MMDC), mortos naquela data quando clamavam por liberdade, o que levou, em 9 de julho, ao início da luta armada pela restauração dos direitos constitucionais de nosso país, promessa não cumprida por Getúlio Vargas quando assumiu o governo em 1930. A melhor definição do Movimento Constitucionalista vem do poeta Paulo Bomfim: “A trincheira de 32 foi a pia batismal da democracia em nossa terra”.

Pedro Paulo Penna Trindade pennatrindade@gmail.com

São Paulo

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Esporte e cidadania

O sangue das torcidas

A respeito das vítimas do apedrejamento por insanos torcedores rubronegros a uma composição da Supervia após o jogo de futebol Botafogo x Fortaleza no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em entrevista a uma emissora de TV, um humilde e sensato cidadão, condenando a violência que cresce progressivamente entre as torcidas adversárias, sem lenga-lenga, com clarividência e sabedoria, recomendou que as torcidas e os clubes que lhes dão sustento promovessem competições mais inteligentes, humanas e solidárias entre si, citando, por exemplo, a doação de sangue para suprir a crônica carência em nossa rede hospitalar. Não haverá perdedores! O que falta aos clubes e à mídia para dar vida ao grito do referido cidadão e despertar o altruísmo e a irmandade entre os torcedores, afastando a beligerante atitude adotada pelas passionais torcidas organizadas, que promovem a violência gratuita, ceifando a vida de uns e causando danos físicos irreversíveis em outros?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS

Finalmente, poderemos ter uma grande estatal privatizada neste governo, longe das mãos de políticos que por décadas fizeram da Eletrobrás um centro de orgia e desvios de recursos dos contribuintes. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a privatização da estatal que atua na geração e transmissão de energia. O governo pretende realizar a venda ainda neste primeiro semestre. Para o caixa do Tesouro isso deverá significar a entrada de R$ 25,3 bilhões. Assim como ocorreu na gestão de FHC, com a Petrobrás e a Vale, trabalhadores poderão adquirir as ações da Eletrobrás com parte de seu FGTS (até 50%), o que certamente vai render muito mais do que aplicação deste fundo de garantia. Administrada pelo setor privado, a hoje estatal poderá investir mais e ser mais eficiente e lucrativa. É uma boa notícia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PRIVATIZAÇÃO – ENTRAVES E BENEFÍCIOS

Será que o povo brasileiro conhece os reais motivos para a não privatização da Eletrobrás? Com certeza não, pois o que se diz é que a venda da estatal trará prejuízos ao Brasil. Antes, precisamos conhecer quais são os entraves de dificultam a privatização: os corporativistas, os fisiológicos, os fornecedores e prestadores de serviço. Todos têm algo a perder. Privatizar significa tirar das mãos do Estado e deixar a iniciativa privada gerir. Isso acaba com privilégios, benefícios, elimina os famigerados cabides de emprego, além do tráfico de influência que facilita a obtenção de contratos e o desmame dos parasitas. A venda da estatal vai expandir as fontes geradoras de energia, aumentar as redes de transmissão e a substituição de energia fóssil por energia renovável. Há anos os brasileiros sofrem com apagões e as crises de suprimento de energia. O Tesouro se mostrou ineficiente como controlador. Mas nossos parlamentares não olham para o Brasil e os problemas advindos dessa estatal, que a cada dia se amontoam, eles olham para suas perdas específicas. Enquanto tivermos esse tipo de gente que olha para o próprio umbigo no comandando do País, não veremos um Brasil moderno e eficiente. Já se perdeu muito tempo com objeções e medo de perder privilégios. O tempo urge. Hora de mostrar serviço, pois as urnas vão cobrar.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A RESISTÊNCIA À PRIVATIZAÇÃO DAS ESTATAIS

Aprovada pelo TCU, a privatização da Eletrobrás tem a oposição declarada dos que temem perder privilégios, parlamentares e outros políticos que usam a empresa e subsidiárias como cabide de emprego para seus aliados e cabos eleitorais, fornecedores que gozam de bom tráfego e, com isso, lucram alto, e dos ideológicos que pensam uma estatal como as de antigamente. Isso que ocorre no setor elétrico é apenas uma amostra do que se verificará em outros setores que o governo pretender passar para a iniciativa privada. Para não ser extenso, cito apenas Correios e Petrobrás, dois monstros que atenderiam melhor ao País e à população se deixassem o guarda-chuva estatal. O time de Bolsonaro apurou a existência de “dinheiro do governo” em 600 negócios, e não só nas 130 e poucas empresas até então conhecidas. Tenta vender sua participação naquelas que não administra e enfrenta os titulares das benesses nas que tem sob seu controle. Tanto que o ministro Salim Mattar deixou o cargo no ano passado alegando que não conseguia implementar seus planos. Além da Eletrobrás, fala-se na possível desestatização dos Correios, da Petrobrás e até da Casa da Moeda. Desde que colocou ações no mercado, a Petrobrás perdeu o seu caráter estatal e – pior – tem a obrigação de cotar seus produtos (diesel, gasolina, etanol e lubrificantes) a preços internacionais, baseados no dólar. Isso tem feito os valores disparar. A hibridez (público e privado) não convive bem e não tem razão de existir. Hoje não há diferença entre comprar combustíveis da Petrobrás e de uma companhia internacional privada. Custa a mesma coisa. Logo, não há razão para manter o investimento estatal. Privatize-se já.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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‘A CORRIDA PARA VENDER A ELETROBRAS’

Sobre o editorial A corrida para vender a Eletrobras (20/5, A3), há R$ 100 bilhões à beira do buraco negro do Centrão, no bojo da privatização da Eletrobrás: um gasoduto de para as termoelétricas movidas a gás e recursos públicos, pelo Centrãoduto, direto para o “Rei do Gás”, Carlos Suarez, e os príncipes do Centrão. O preço da conta de luz vai eletrocutar os consumidores.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A ELETROBRÁS E OS JABUTIS

O que o Poder Executivo trata como o processo da privatização da Eletrobrás é, na verdade, a dos jabutis – artigos piratas inseridos nos projetos de leis por parlamentares desonestos, alheios ao seu objetivo, para atender aos trambiques de alguns empresários inescrupulosos –, para que o governo financie negócios particulares ultrapassados e antieconômicos. Como exemplos, temos o carvão mineral, utilizado pelas usinas termoelétricas de Santa Catarina, e o gasoduto para abastecer as que se utilizam de gás – poderá custar até cerca de R$ 100 bilhões ao poder público. Usinas fadadas à extinção, por produzirem gases que provocam o aquecimento global. Projetos estes para o Nordeste, com o seu potencial para de usinas fotovoltaicas, já é crime de lesa-Pátria. São energias limpas, assim como a eólica, que cínicos alegam ser intermitente, omitindo que as nossas matrizes são todas interligadas. Chega de aturar mais estes achaques que este governo e o Centrão nos impõem, seja através das contas de energia elétrica ou de outros encargos. Se os deputados não obrigarem Arthur Lira a mandar para a frente os processos pedindo a cassação de Bolsonaro, creio que nos resta uma revolta cívica: não votando em nenhum deputado nem senador deste grupo que faz do assalto ao erário o seu meio de vida.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Na guerra da comunicação entre candidatos polarizados vale tudo: casamento versus reunião com Elon Musk. Pesquisas de várias tendências darão as respostas requeridas por um e por outro. Para o eleitor comum ficam algumas evidências: Lula virou burguês. De casamento de trabalhador aquilo não teve nada. Nem churrasquinho para quem foi assistir na porta. O outro, atual presidente, veio a São Paulo para eventualmente trabalhar. Trabalho em Porto Feliz, nome de cidade de marketing positivo. Na verdade, quem trabalhava era Elon Musk, que viajou para vender por aqui produtos de seu interesse. Pergunta sem ofensa: vão pesquisar entre as várias classes sociais quem já ouviu falar de Elon Musk? Uma eleição à moda Kardashian: tudo serve para alardear feitos. Até as superficialidades. Cada país tem os candidatos que merece.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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O FENÔMENO X O MITO

Elon Musk é um sucesso fenomenal, com alguns negócios visionários como o carro elétrico Tesla e o SpaceX, dona dos foguetes que servem a Estação Espacial Internacional (ISS), e que lançam vários satélites simultaneamente. Quais são seus motivos da compra do Twitter, porque ele veio aqui, e o que ele fez para o Brasil para merecer medalha de honra são outros assuntos. Porém, todas as ações do capitão mito têm por objetivo a sua reeleição. Basta um exemplo recente: para “imprimir” a sua marca na mente do povo, insiste em emitir um novo cartão de Auxílio Brasil, a custo de R$ 324 milhões, embora este cartão não vá melhorar em nada o sistema de distribuição de renda do País. O fato é que Elon Musk faz tudo com seu próprio dinheiro, enquanto o capitão não poupa dinheiro – público, naturalmente – na esperança da sua reeleição. Que tal mandar o capitão numa missão para a ISS até outubro próximo?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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MUSK NO BRASIL

Elon Musk bem que poderia fazer o bem para o Brasil e dar uma passagem de ida para Lula, Bolsonaro, Marina, Ciro e Doria, direto para o espaço... Sem volta.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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CHANCHADA POLÍTICA

Em teatrinho encenado para eleitores deslumbrados, Fábio Faria, ministro das Comunicações, foi mestre-sala do encontro dos “mitos” em Porto Feliz, onde foi anunciado o noivado de Bolsonaro com o bilionário Elon Musk. Os filhos do presidente se apressaram em anunciar o encontro BolsoMusk “mitos”. “Conectando a Amazônia” pela Starlink é o negócio inicial e “monitorar a Amazônia” é o anúncio para gringo ver como o desgoverno desmatador se importa com a Amazônia. A volta da chanchada política, ao vivo, encenada pelos “muskiteiros”.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PARODIANDO

A respeito do encontro entre Bolsonaro e o empresário Elon Musk em Porto Feliz, interior de São Paulo, cabem dois comentários. Parodiando a célebre frase de Maomé, fundador do Islamismo: se Musk não foi a Bolsonaro, este veio a Musk, num sinal vergonhoso de submissão do presidente a um bilionário americano. O outro parodia a conhecida frase “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, do embaixador brasileiro naquele país, Juraci Magalhães, nos tempos bicudos da ditadura militar: o que é bom para Musk é bom para o Brasil. Tristes trópicos...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DANÇANDO NA CHUVA

Como perguntar não é ofensa, como os milhares de brasileiros que estão passando fome receberam a visita do bilionário americano Elon Musk ao Brasil?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MINIRREFORMA TRIBUTÁRIA

O projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados visando a fixar um teto para o ICMS sobre energia, combustíveis, telecomunicações e transporte é um estímulo vital para a economia e um alívio no bolso dos contribuintes, duramente penalizados pela elevada carga tributária incidente sobre serviços essenciais, para compensar a perda de receita dos Estados com benefícios fiscais a alguns setores econômicos.

Marcos Abrão mabrao7@gmail.com

São Paulo

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O CUSTO DO JUDICIÁRIO

Na edição de 20 de maio do corrente, foi comentada em dois artigos a polêmica introdução do quinquênio para os membros do Judiciário, sendo o mesmo assunto comentado em Notas & Informações (A contrarreforma administrativa, A15) e em A democracia e o quinquênio (Eliane Cantanhêde, A12). Quanto ao quinquênio, o valor de 5% é elevado. Faltou um debate sobre a diminuição dos 60 dias de férias para 30 dias, o que poderia diminuir o tempo dos julgamentos. Para não prejudicar os membros do Judiciário, a compensação seria aumentar o salário de 1/12 avos. E sobre a licença- prêmio, ela deveria ser eliminada para os novos concursados.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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CULTO AO BARULHO EM SP

Venho me solidarizar com o leitor sr. Carlos Benjamin de Castro (O barulho das motos, 20/5), pois tal conduta antiurbana só ocorre por conivência das autoridades, uma vez que temos legislação para enfrentar este grave problema da poluição sonora. Destaco, apenas, que tal protesto merece ser estendido aos carros esportivos em geral, especialmente aos importados, que igualmente infernizam a vida dos paulistanos e são tolerados, seja com os escapamentos abertos, seja com caixas de som produzindo mais de uma centena de decibéis. Não me parece exagero afirmar que há um culto ao barulho em vários segmentos da sociedade e das autoridades, parcialmente explicado pela ignorância aos males que provocam à nossa saúde e, ainda, por acreditarem que isso é ser moderno.

Rui Tavares Maluf ruitavaresmaluf@gmail.com

São Paulo

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VELOZES E BARULHENTOS

Além da Avenida Rebouças, mencionada pelo leitor, os motoqueiros passam todas as madrugadas em suas motos de escapamento aberto na Avenida Consolação, acordando moradores e, provavelmente, todos os santos da bela igreja da região.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO PEDE SOCORRO

A cidade maravilhosa de São Paulo pede socorro. A criminalidade explodiu. O lixo tomou conta de toda a cidade, tanto no centro como na periferia. As ruas estão completamente esburacadas. Os sem-teto dormem a céu aberto. As praças foram tomadas por barracas: a Praça da Sé virou um verdadeiro campo de refugiados. A gloriosa Avenida Paulista foi completamente tomada por vendedores ambulantes. Traficantes e dependentes químicos se espalharam por toda a cidade. Nas portas de supermercado, sem-teto pedem alimentos ou qualquer outra coisa. Temos a nítida impressão de que a cidade não tem um mínimo de zeladoria. Precisamos lembrar que a nossa cidade é um importante centro econômico e financeiro internacional. Se considerarmos que temos uma excelente rede de hotelaria, tendo sido inaugurado recentemente um dos melhores hotéis do mundo, se considerarmos que temos uma gastronomia de Primeiro Mundo e ótimos centros de compras com marcas internacionais, temos tudo para sermos um dos mais importantes centros turísticos do mundo, igualando a Nova York. Necessitamos urgentemente de servidores públicos responsáveis para recuperar a cidade do caos. Precisamos de um zelador responsável e competente.

Marco Antonio Martignoni mmartignoni1941@gmail.com

São Paulo

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O PT E EDUARDO SUPLICY

Ao rejeitar Eduardo Suplicy, que não foi convidado para o casamento de Lula em São Paulo na semana passada, o PT apenas confirma ser a sigla da corrupção. Afinal, o ex-senador é um dos raríssimos membros do partido que tem passado ilibado e jamais participou da quadrilha travestida de agremiação política.

Eduardo Alberto Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

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MINERAÇÃO EM BELO HORIZONTE

Tenho observado estarrecido as investidas da mineração na Serra do Curral, cartão-postal da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Custa-me acreditar que a população mineira aceite esse desatino. Qualquer civilização sensata não permite mineração em seu território, visto que os prejuízos atuais e futuros não compensam os irrisórios ganhos momentâneos. Tragédias como as de Mariana e Brumadinho são exemplos de como essa atividade é catastrófica. Permitir a mineração próximo a grandes ou pequenas cidades é condenar a população a problemas sérios de saúde, devido à poluição ambiental, e desvalorizar os investimentos que já foram realizados na infraestrutura. Nossas autoridades precisam avaliar com sensatez a permissão de atividades mineradoras, visto que nosso país depende de suas riquezas minerais para manter seu posto como uma das maiores economias do planeta. Já dizia nosso poeta maior, daqui de Itabira, Drummond: No meio do caminho tinha uma pedra; Tinha uma pedra no meio do caminho... Façamos dessa pedra nosso alicerce e catapulta, não mais nosso obstáculo.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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COVID-19

O mundo inteiro sente os efeitos de mais um surto da covid-19. Enquanto isso, no Brasil, em razão da proximidade das eleições, tema único, a saúde pública está sendo deixada de lado. Consequência disso é o aumento de doenças infectocontagiosas, mais ainda no tempo gelado e nas baixas temperaturas. Se não houver uma política pública séria dos governantes, o vírus ficará sem controle, explodindo novamente o número de internações e, infelizmente, de óbitos.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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DESPACHO DE BAGAGEM

Quem deveria pagar pelo despacho de bagagem são os senadores, por causa de sua decisão esdrúxula da semana passada. Eu, que sempre viajo com bagagem de mão, serei um dos muitos obrigados a pagar, indiretamente, por um serviço que não contratei.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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