Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2022 | 03h00

Mortes em Pernambuco

Solidariedade

A catástrofe das chuvas intensas desde quarta-feira já ceifou mais de 90 vidas e desabrigou outras tantas. Recife está em situação de emergência. Vamos unir forças para ajudar o povo pernambucano com a nossa solidariedade, especialmente aquelas famílias que perderam parentes e sua casa. A Bíblia diz “abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos” (Provérbios 31:20).

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhoma@hotmail.com

Brasília

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Eleições 2022

‘O que nos une’

Brilhante e atual o chamado pela união contra a intolerância e contra a vitória da truculência sobre a lei, exposto em artigo no Estado (29/5, A6) por oito mulheres participantes de grupos que atuam em causas sociais. Para não restar dúvida e deixar mais objetivo o artigo, acredito que tenha faltado às autoras um posicionamento firme em relação aos dois pré-candidatos que no momento lideram as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, vez que estes representam essa intolerância e essa truculência. Já que são mulheres e representantes de segmentos sociais com diferenças expressivas, mas que se uniram em prol do bem comum, melhor ainda se também já tivessem se posicionado claramente a favor da pré-candidata Simone Tebet, que vem defendendo pautas que têm muitos pontos de contato com o que é defendido no artigo. Já está mais do que na hora de o Brasil dar nome aos bois e dizer em alto e bom som o que não deseja.

Carlos Ayrton Biasetto

carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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Abandonados

Em relação ao editorial A eleição não está decidida (29/5, A3), no meu entender, o sistema político brasileiro atual está formatado para que o povo seja sempre o grande perdedor, independentemente de quem ganhe a eleição para presidente, deputado, senador ou governador. Esta chamada terceira via não passa de uma mera ilusão: faltando cinco meses para o pleito, não há sequer uma única minuta de projeto de governo para apresentar ao País, apenas a preocupação de sempre com a divisão das benesses do poder, tais como as verbas (secretas ou não), cargos comissionados para os apoiadores, amigos e familiares, etc. Infelizmente, não é exagero dizer que o povo brasileiro está praticamente abandonado pelo sistema político atual, que virou um fim em si mesmo e, por isso, necessita de urgente mudança para que a nossa jovem democracia seja aprimorada. Tristes trópicos.

Fernando T. H. F. Machado

fthfmachado@hotmail.com

São Paulo

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Lula e a Justiça

A propósito do artigo A verdade proibida, do jornalista J. R. Guzzo (29/5, A10), pergunto: se, após oito anos, descobríssemos que 9 dos 11 jogadores alemães (em alusão aos nove juízes que condenaram Lula) estivessem sob efeito de esteroides anabolizantes, a seleção brasileira teria, mesmo, perdido de 7 a 1?

Luiz Antônio Silva Bressane

labressane@yahoo.com.br

São Paulo

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Educação

‘Professor não é bandido’

A valorização dos professores, bem lembrada por editorial do Estadão (30/5, A3), tem imenso potencial de indução ao bem-estar social: diminuição de desigualdades e da violência, fortalecimento dos vínculos pelo convívio. Políticas públicas devem incluir o incremento da remuneração docente, o aprimoramento da formação continuada e a facilitação ao acesso a material didático e de apoio. Cada tostão aplicado se multiplica em muitos. A longa caminhada começa com o primeiro e decisivo passo da valorização docente.

Pedro Paulo A. Funari, professor titular no Departamento de História da Unicamp

ppfunari@unicamp.br

Campinas

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Henrique Meirelles

Novo colunista

Assim como o ex-ministro sr. Henrique Meirelles, sou leitor e assinante do Estadão há décadas. A par desse registro, envio os meus cumprimentos ao jornal por este novo colunista, que, na sua estreia, com a coluna intitulada Meus propósitos (30/5, B6), traz a receita do bolo para que o País saia desta situação caótica. A meu ver, falta apenas um ingrediente, qual seja, vontade política. Continuo na torcida, por dias melhores, para que possamos ver o “gigante” adormecido acordar.

Carlos Augusto Ferrari Saraiva

ferrarisaraiva@outlook.com

Barueri

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VIRADA CULTURAL

Moradores de Interlagos e bairros próximos sofreram muito com o som da música eletrônica em volume inacreditavelmente alto que foi produzido no autódromo de sábado até cerca das 8 horas da manhã de domingo, 29/5, sem descanso. Resido a mais de 2 km do autódromo e passei a noite em claro, com um som de abalar os nervos. Possivelmente chamam isso de Virada Cultural, mas evidentemente nenhuma pessoa de bom senso  assumiria a responsabilidade por essa tragédia que prejudicou milhares de pessoas. Claro que isso vai passar sem a busca por um responsável, mas fica registrado o meu protesto e a certeza absoluta de que não formamos uma nação civilizada.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo

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LINGUAGEM INCLUSIVA

Em tempos politicamente corretos, até na Virada Cultural, sugiro que adotemos o mussunês como linguagem inclusiva: "Boa noite a todis! Será que vocês estão preparadis?". A linguagem será neutra, bem-humorada e homenageará um dis maiores comediantis afro-descendentis.

Celso Francisco Álvares Leite

celsoleite932@gmail.com

Limeira

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SEGURANÇA

A repórter Renata Mesquita (Violência na Virada exige mais polícia às pressas e põe evento em xeque, 30/5, A13) disse que perdeu “a segurança de fazer reportagens sozinha de madrugada” após os arrastões recém-ocorridos na Virada Cultural. Prezada repórter, pode continuar trabalhando, pois você perdeu apenas uma ilusão, não há segurança para seres vivos. Vou citar alguns exemplos baseados apenas nas reportagens da edição de segunda: fetos, crianças do Texas, habitantes da Região Metropolitana de Recife, orca no Rio Sena, motoboys, mulheres negras pobres. Meu conselho (não pedido): cuide-se, mas viva sua vida, faça o que a realiza e, se quiser minimizar a insegurança, não vote nunca, mas nunca mesmo, em vigaristas.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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ENCHENTES RECORRENTES

O último temporal que atingiu Recife, em Pernambuco, provocando mais de 90 mortes e outros desaparecidos, é uma realidade recorrente na maioria das grandes cidades brasileiras. Só este ano, tais tragédias ocorreram na Bahia, Minas Gerais e Petrópolis, na Região Serrana do Rio, causando mortes sem fim. Tristes realidades se devem às construções residenciais inadequadas à beira dos rios ou encostas de montanhas. Quando as fortes chuvas chegam, provocam essas tragédias. A solução é um ordenamento urbano adequado a essas cidades que precisa ser equacionado, posto que, com as mudanças climáticas que estão se intensificando, as hecatombes podem aumentar entre nós.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROFESSORES

Sobre o editorial Professor não é bandido (Estado, 30/5, A3), afirmo, com toda certeza, que, se hoje tenho um ótimo emprego (sou fiscal da Receita Estadual de Minas Gerais), isso se deve em grande parte aos excelentes Professores (maiúscula intencional) que tive durante a minha vida estudantil. Mas é fato que uma minoria desses “professores” (aspas e minúsculas intencionais) é completamente indigna dessa honrosa missão de vida. Para ficar em somente dois exemplos, um deles faltou à mais da metade das aulas que deveria dar. Outro, ao invés de ensinar sua disciplina, praticava a doutrinação para que seus alunos pensassem igual a ele. E, pior, esses casos ocorreram numa universidade pública. Educação irresponsável e com amarras ideológicas é o oposto do que deveria ser.

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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PROFESSOR MERECE PRESTÍGIO

Neste governo da República, o Ministério da Educação, além das muitas falhas e outras demandas criticáveis, está primando por não prestigiar os professores. Como diz o editorial Professor não é bandido, "nenhum sistema educacional jamais será melhor que seus professores”. “Valorizá-los é o primeiro passo", o que não faz o órgão educacional. De outro lado, a desconfiança que impera com relação a imposições de ideologia pelos mestres não faz sentido, porque inexiste o radicalismo de esquerda ou de direita nas escolas e os professores explicam questões que lhes são postas, sem politizar ou doutrinar. Esse medo à cultura é que traz fantasmas capazes de derrotar o ensino e as suas finalidades.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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EDUCAÇÃO DESPREZADA

Chegamos no limite da incompetência dos últimos governos na área de Educação. Há ótimos empregos, mas faltam brasileiros qualificados. Essa área nunca interessou aos políticos.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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FAPESP

Diferentemente do que ocorre com o governo federal, que despreza a importância da ciência e tecnologia para o desenvolvimento do Brasil, e até corta verbas desse ministério, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) é orgulho do País e merece a nossa reverência ao completar 60 anos de relevantes serviços prestados. Foi criada pelo governador Carvalho Pinto, em 1960, e teve início em 1962. Tem autonomia administrativa, e seu orçamento é garantido por lei com um porcentual da arrecadação do ICMS. A Fapesp apoia mais de 20 mil projetos por ano. Em 60 anos, foram concedidas 180 mil bolsas e 130 mil auxílios a pesquisas. Neste período, também resultou em 1.580 pedidos de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). E, nesta pandemia, contribuiu no sequenciamento genético do novo coronavírus, etc. É com essa cara de eficiência e pujança da Fapesp que desejamos ver um dia o Brasil.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CIÊNCIA PAULISTA

A Fapesp é considerada a tábua de salvação para a ciência paulista – e, em grande parte, nacional – há muito tempo. O editorial É preciso festejar a Fapesp (Estado, 29/5, A18) é mais do que a celebração de uma efeméride. O modelo de gestão praticado por cientistas e a garantia constitucional do orçamento são um exemplo respeitado no mundo todo e tem sido proposto aos pré-candidatos à Presidência do País. Quiçá tivéssemos algo parecido para os órgãos federais de fomento à ciência e tecnologia, não estaríamos caminhando para as trevas do obscurantismo e do negacionismo.

Adilson Roberto Gonçalves,

pesquisador da Unesp

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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VOLKSWAGEN ACUSADA

Como se sabe, o grupo alemão Volkswagen (VW), segunda maior montadora mundial de automóveis, foi alvo de ação judicial no passado em razão de sua comprovada colaboração com o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), de São Paulo, e o Destacamento de Operações de Informação (DOI), do 2.º Exército, pela condenável prática de identificação de possíveis suspeitos de atuação política contra o governo entre seus funcionários, permitindo prisões e torturas até mesmo dentro de sua fábrica de São Bernardo do Campo. Sabe-se agora de novas acusações contra o grupo VW por práticas escravagistas, tráfico de seres humanos e violações sistemáticas dos direitos humanos em suas fazendas da Amazônia, entre 1974 e 1986, quando trabalhadores eram vítimas de torturas e violências aplicadas pelos capatazes armados e pelos aliciadores de mão de obra (Estado, 30/5, B3). Dentre as denúncias de condições inumanas na fazenda Companhia do Vale do Rio Cristalino, há testemunhos de maus-tratos, desaparecimentos de suspeitos, vítimas de estupros entre as mulheres, entre outras barbaridades cometidas. Diante do exposto, cabe, por oportuno, lembrar que o poderoso grupo germânico sempre esteve associado e próximo do lado errado da história. Basta lembrar que, em 1934, a besta nazista Hitler assinou contrato com o designer alemão Ferdinand Porsche para a criação de um carro simples e barato a ser industrializado pela VW. Surgiu daí o icônico sucesso mundial Volkswagen apelidado de beetle (besouro) – fusca, no Brasil. Diante das novas denúncias, não será surpresa se dentro em breve a montadora lançar no País campanha publicitária institucional falando como o carro faz parte da história de sucesso da indústria automobilística nacional ou como muitos brasileiros (eu, inclusive) tiveram como seu primeiro veículo um fusca. Por oportuno, cabe deplorar suas abomináveis ações cometidas no passado e suas ligações espúrias com a parte podre da sociedade.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ABORTO

Parabéns ao professor Di Franco pelo necessário artigo sobre o aborto (Aborto – Cássia Kiss versus Lula, 30/5, A6). É um espanto como a mídia hipocritamente correta apoia decididamente a “descriminalização” como um “avanço civilizatório”, como ouvi outro dia da Eliane Cantanhêde e já li aqui mesmo, no Estadão. Aos que acham que a defesa da vida do feto é baseada em “crenças religiosas fundamentalistas”, lanço um desafio: provem-me, cientificamente, que o feto não é um ser humano vivo diferente da mãe, com DNA próprio, em um estágio inicial e contínuo de desenvolvimento que só terminará com sua morte. No processo do aborto esse ser humano é morto, retalhado em pedaços, retirado e lançado no lixo, como um pedaço de carne estragada. Não se deve dar a menor impressão de que se tratava de uma criança em desenvolvimento, para não causar um “complexo de culpa” na mãe. Isso é “progresso”? Ou volta à barbárie?

César Garcia 

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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ARTIGO

Excelente, o artigo do Carlos Alberto Di Franco! Compartilho da opinião do autor de que o aborto é nefasto e que se busca aprová-lo a partir de situações excepcionais. Depois, seguramente, haverá ações para considerá-lo legítimo em qualquer circunstância. Fico feliz em poder contar com artigos como esse para colocar luz em temas que são tratados de forma enviesada.

Nazareth Bocchese

nazare3@uol.com.br

São Paulo

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‘CÁSSIA KIS VERSUS LULA’

Gostaria de parabenizar o jornalista Carlos Alberto Di Franco e o Estadão pela publicação do excelente artigo!

Carlos Alberto Garcia

d.garcia@terra.com.br

São Paulo

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‘CULTURA DA MORTE’

Para o autor do artigo Aborto – Cássia Kis versus Lula, a legalização é "o primeiro elo da imensa cadeia da cultura da morte”. Discordo dessa opinião baseada em emoções e/ou religião. Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, autores do bestseller Freakonomics, chegaram à conclusão de que a legalização do aborto nos Estados Unidos nos anos 1970 foi a grande responsável pela diminuição dos crimes violentos no país. A razão é simples:  aborto significa menos filhos indesejados crescendo em ambientes desfavoráveis. A legalização do aborto, portanto, ajudará a quebrar a “cultura da morte” atual e a diminuir a enorme quantidade de homicídios no Brasil.

Marc Sauerman

marc_sauerman@hotmail.com

Curitiba

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DIREITO

O aborto é um direito regido por lei em inúmeros países que o respeitam. Países muito mais desenvolvidos permitem o aborto e a eutanásia, mas o Brasil é uma vergonha. Cada mulher/família tem o direito de decidir. Somente pessoas retrógradas e desumanas não sabem o quanto uma mulher/família/filhos sofrem por serem obrigados a gerar/receber/criar nos seus lares um ser não querido. O artigo é uma vergonha na ajuda ao nosso país!

Werner Sönksen    

wsonksen@hotmail.com

São Paulo

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