Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2022 | 03h00

 Eleições 2022

Fuga dos debates

Já se achando os primeiros colocados inalcançáveis na disputa pela Presidência da República, Lula e Bolsonaro não pretendem participar dos debates no primeiro turno, por não quererem ser saco de pancadas dos demais candidatos (Estado, 1/6, A12). Essa atitude mostra como eles temem as críticas à atuação que já tiveram na Presidência – assunto dominante na campanha eleitoral. Presentes ou ausentes, vão levar muita e merecida paulada. A estratégia dos dois pode dar errado, se um dos demais candidatos souber sobressair-se com uma boa plataforma e atrair a preferência do eleitorado como a grande alternativa que o Brasil tanto merece e gostaria de eleger, para uma reconstrução nacional, fora da polarização de dois populistas sem competência para presidir uma nação tão notável como o nosso maltratado Brasil. Somos uma nação na hora mais decisiva de sua história.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Mais do que medo

O que leva um presidenciável a se tornar um fujão? O que explica a recusa de um candidato que preze a democracia a participar de debates? Talvez seja mais do que insegurança e medo de levar pancada. Em seu livro O País Distorcido, página 44, Milton Santos diz: “Ora, a democracia não se constrói sem partidos que digam claramente qual é o seu projeto de nação, sua visão de mundo e das relações interpessoais no país – e que ajam em consequência”.

João Pedro da Fonseca

fonsecaj@usp.br

São Paulo

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Nosso futuro em jogo

Recomendo aos eleitores que não votem em quem se recusa a ir aos debates. É o futuro do País que está em jogo, e precisamos saber o que têm a apresentar os candidatos. Bolsonaro não tem o que mostrar além do desmonte da saúde, da educação, da cultura, da ciência e os danos na Amazônia. Isso, além de motociatas e lanchaciatas, orçamento secreto para o Centrão, filhos enriquecidos com loja de chocolates e financiamentos generosos, inflação alta, combustíveis também, facilitação da compra de armas e ameaças de desrespeito ao resultado eleitoral. Lula, o novo queridinho da classe média, também pensa em fugir dos debates, já que fala uma bobagem atrás da outra, pretende esconder sua cria Dilma, que por pouco não nos deixou na miséria, e teria de explicar muito do que permitiu ser feito na Petrobras. Lula conseguiu que o Supremo Tribunal Federal anulasse seus processos, mas não foi inocentado. Queremos votar em quem tenha programa para o País e passado limpo.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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Sem conteúdo

O capitão Bolsonaro foge do debate como o capeta foge da cruz. Entende-se. Afinal, quem por três décadas habitou, no Congresso Nacional, o presépio como integrante do baixo clero não tem conteúdo para discutir problemas brasileiros diante de postulantes sobejamente mais preparados. A mesa de debates, por fim, não se constitui em cercadinho ocupado por alienados, presa fácil diante de seus rompantes megalômanos.

Antonio Francisco da Silva

anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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Contra o bom senso

Sr. Lula, não votarei em Bolsonaro novamente, mas, se o sr. continuar lançando diatribes contra o bom senso, econômico e de forma geral, perderá o meu voto.

Cássio M. de R. e Camargos

cassiocam@terra.com.br

São Paulo

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O caminho

Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) começam a conversar (Campanhas de Tebet e Ciro articulam pacto de não agressão e agenda comum, Estado, 3/6, A10). Esse é o caminho natural. Sem união, não conseguirão vencer a nefasta polarização.

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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A guerra de Putin

100 dias

A criminosa e injustificada invasão da Ucrânia pela Rússia acaba de completar 100 dias (2/6). Uma proeza e tanto do modesto exército ucraniano contra o gigantesco poderio nuclear do exército vermelho russo, que deveria vencer a guerra em apenas poucos dias, na imaginação do czar Vladimir Putin. Na luta desigual contra o gigante Golias, o pequeno e valente Davi repete a saga heroica bíblica. Viva a Ucrânia livre e soberana. Fora, Putin!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com 

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ENSINO DOMICILIAR

O editorial Professor não é bandido (Estado, 30/5, A3) chama atenção para uma questão relevante que não foi devidamente discutida até agora nem pelas associações de classe, a saber, a acusação de que os professores seriam agentes de uma lavagem cerebral esquerdizante e a escola, um lugar ameaçador, afirmação que não resiste a uma observação mais acurada e atenta em relação à ação dos nossos professores. O tom de ameaça subjacente à “acusação” parece operar como justificativa para a possibilidade de substituição da escola pelo ensino domiciliar. O editorial do jornal talvez não enfatize o problema mais grave dessa questão: o ensino domiciliar não pode ser alternativa à escola. Essa possibilidade é um golpe na formação de nossas crianças e na existência de uma sociedade livre e plural que tentamos construir. A escola, com todos os defeitos, é o instrumento mais importante de um regime democrático num Estado de Direito para formar nossos cidadãos. É imperativo retomar ao sentido real e fundamental dessa noção, talvez um tanto esvaziada, para relembrar a importância da escola, sem a qual a própria sociedade carece de rumos e referências civilizatórias, como as de igualdade, justiça e liberdade, base, inclusive, para o processo de sociabilização das crianças. A escola é o espaço de liberdade que leva as crianças a ultrapassarem a condição de filhos para atingir a de cidadãos do mundo, membros da sociedade. Acho que não estamos formando bem nossos cidadãos, mas não podemos permitir que o Estado retire da sociedade este que é o maior instrumento de que ela dispõe para sua sobrevivência e desenvolvimento livre e integral das crianças. Concordo com a posição do jornal de que “professor não é bandido”, mas o objetivo desta reflexão é nos posicionarmos contra o ensino domiciliar como substituto da escola, pela ameaça que representa à sociedade, às famílias e às crianças. Façamos o exercício de imaginar como nós seríamos hoje se não tivéssemos frequentado uma escola.

Maria Auxiliadora Albergaria

mariaaapereira@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Para o Brasil melhorar e deslanchar, é preciso adubar a semente do saber. Priorizar a educação é a chave para dar oportunidade a todos e solucionar a maioria dos problemas. Educação é a mãe de todas as profissões, mas está desvalorizada com baixos salários e falta aprimoramento dos mestres e condições ideais das escolas. Educação é o melhor investimento para todo país.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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UMA BOA HISTÓRIA

Aluna mineira de baixa renda vai a Harvard (Estado, 2/6, A24). Sofia Santos de Oliveira irá estudar em Harvard em razão do sistema de cotas ou por seu mérito?

Cláudio Eustáquio Duarte

claudioeduarte50@gmail.com

Belo Horizonte

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JUVENTUDE

Acertadamente, em São José dos Campos, o segmento da juventude está muito bem representado por jovens líderes responsáveis, exemplares e comprometidos com o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas. Destaco o papel do presidente Alef Sousa Ramos e seu vice, Fabrício Filho, na juventude do PSD de São José dos Campos.

Alexis Gabriel Madrigal

contatomadrigal@hotmail.com

São Paulo

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SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO

Li uma entrevista da dra. Jennifer Marx, a principal especialista do Médicos Sem Fronteiras em saúde de jovens e adolescentes, e lembrei-me do artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco (Estado, 30/6, A6), sobre o qual tenho restrições. A entrevista da médica é sobre a abordagem que devemos dar na educação à sexualidade dos adolescentes, que precisam compreender os processos físicos e emocionais de desenvolvimento vivenciados na puberdade. O que nos faltam são políticas de educação de prevenção para os alunos nessa faixa etária, principalmente das escolas públicas a partir dos 12 anos e que envolvam seus pais. São nessas aulas que eles podem obter informações e esclarecer dúvidas sobre prevenção da gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, drogas, etc. A taxa de gravidez na adolescência entre 15 e 19 anos é a maior no Brasil. Temos as gravidezes indesejadas, mas, e aí, quem tem que cuidar? Não adianta só condenar, tem que entender que faltou muita orientação, já que muitos pais não tocam no assunto por vergonha ou ignorância. A carta da sra. Jane Araújo, no Fórum dos Leitores do portal (2/6), é para ser lida. Ninguém faz aborto por prazer.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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LULA

Mais claro impossível o editorial É isto um democrata? (Estado, 3/6, A3), em que Lula revela seu lado cruel e ameaçador. Lula, que sempre demonizou o governo de FHC, sabe que recebeu um país com a economia nos trilhos. Mesmo tendo sido contra o Plano Real, gritou o tempo inteiro que recebeu uma herança maldita. Interessado em seu candidato poste ao governo de São Paulo, tirou Alckmin da disputa pelo governo, deixando o caminho livre para Haddad. Alckmin caiu direitinho na armadilha, mas o que não se faz por dinheiro e poder? Resta ao cidadão não embarcar nas promessas do pretenso salvador do Brasil com uma visão tão tacanha de mundo e muito distante de ser um democrata. Voltou mais amargo, vingativo, autoritário e demagogo. O pior está por vir.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EX-PRESIDENTE

O boquirroto Lula tem se esmerado em monumentais sandices. Sem máscara, atropela o bom senso e a higiene sanitária. Declarou, com a maior cara lambida, para a plateia de áulicos: "Éramos civilizados", indagando, a seguir, com candente hipocrisia e desfaçatez, “O que aconteceu?". O "éramos civilizados" de Lula reflete a saudade que o PT tem dos gloriosos tempos do "petrolão". Estão loucos para quebrar novamente a empresa. Quando Lula afirma que "éramos civilizados", é para enfatizar o balaio de medonhas façanhas dos velhos tempos petistas, como fraudes, lavagem de dinheiro, subornos e envio de dinheiro dos brasileiros para ditadores. O cretino "éramos civilizados" às avessas do presidenciável Lula anda ansioso pela volta ao poder.  

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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CONCEITOS DEMOCRÁTICOS

Para Lula da Silva, democracia é um sistema de governo em que o partido político do presidente eleito faz e desfaz, porque é o maior e mais conceituado. Para Bolsonaro, a democracia verdadeira é aquela em que os militares apoiam todas as ações do governo eleito, desde que ele seja ligado a eles. Em resumo: para ambos, a democracia é o regime que é bom enquanto atende aos interesses de ambos, caso contrário, a opção certa é a ditadura, com eles ditando.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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LULA FILOSOFA SOBRE BOLSONARO

Lula declarou que “a ignorância gera Bolsonaro”. Frase curta e grossa do genial demiurgo de Garanhuns, e é impossível discordar dele. Aproveitando sua verve genial, uma pergunta: Lula pode filosofar sobre “mensalão” e "petrolão”? Não sei o que ele dirá, mas o brasileiro comum, mesmo sem os conhecimentos do filósofo Lula, pode resumir numa frase: a clarividência petista gera corrupção.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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FALAS DE LULA

O que mais assusta nas falas de Lula é que há um claro vestígio de que ele está chegando à senilidade. Segundo seus discursos, e ele deve acreditar no que fala, não se lembra de seu governo cheio de promessas. Teve anos para realizá-las, e nada fez além de dilapidar o patrimônio público.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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NOVOS HÁBITOS

Ser chique não é mais levar a família para jantar fora. Ser chique agora é estar com os tanques dos veículos da família cheios de gasolina, manter a geladeira cheia e o pagamento do plano de saúde em dia e, claro, receber salário no dia do vencimento. E a luta continua.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PERDA DE CONFIANÇA

A atuação do prefeito do Rio de Janeiro vem sendo severamente criticada por boa parte dos seus munícipes. Há uma sensação de que a cidade se encontra abandonada, fato materializado, entre outros cenários, pela lamentável situação do transporte público, pela falta de conservação de muitas de suas vias, cobertas com asfaltos de tão má qualidade que, em pouco tempo, mais se assemelham a paisagens lunares, e pela falta de cuidado com os prédios históricos e monumentos, cobertos com pichações desagradáveis. Como muitos políticos brasileiros em casos de fracassos, a sua reação, quando questionado, consiste em atribuir responsabilidades pelos problemas atuais às administrações anteriores, sendo a sua uma das recentes, exercida sob os holofotes da preparação dos jogos olímpicos de 2016. Não resta dúvida de que está trilhando o caminho mais curto para a total perda de confiança da população.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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‘AMANTES TARDIOS’

A respeito do artigo Amantes tardios (Estado, 2/6, A8), do jornalista e professor da ECA (USP) Eugênio Bucci, cabem dois comentários. Sobre as capas promocionais, é preciso dizer que nestes novos tempos de redes sociais, responsáveis pela grave crise financeira que atinge os veículos de mídia, a publicidade ajuda a compor o caixa para o pagamento de todo o complexo da indústria de comunicação, incluindo o salário de jornalistas. Sobre a campanha publicitária da empresa de vestuário Reserva, para o Dia dos Namorados, é merecedora de toda a sorte de elogios pela coragem e ousadia de exibir com cuidado e respeito belas fotos sensuais de um casal da terceira idade abraçado em trajes íntimos, adotando o necessário viés de combate ao etarismo. Como evoca a criativa campanha publicitária, o amor e a atração física não têm idade, são eternos enquanto duram, como escreveu Vinicius de Moraes.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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EUGÊNIO BUCCI

Durante minha longa trajetória como leitor do Estadão, jamais fiquei tão empolgado como ao ler a crônica do mestre da escrita Eugênio Bucci. O escritor me tocou sobremaneira com a descrição da página mercadológica que cobria o jornal. Seria de bom alvitre se o articulista optasse por escrever crônicas tão leves e inteligentes, cotidianamente, ao invés de se debruçar sobre assuntos políticos desgastantes.

José Roberto Cersósimo

jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo

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O HOMEM QUE ROUBAVA A CENA

Milton Gonçalves era o homem que roubava a cena em qualquer produção audiovisual. Eu nunca tirei da cabeça o filme Lúcio Flávio: Passageiro da Agonia, de 1977, dirigido por Hector Babenco. O que me lembro do filme são justamente as cenas de Milton Gonçalves. Que ator!

Rynaldo Papoy

papoy3@gmail.com

São Paulo

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