Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2022 | 03h00

Inflação

‘Freio nos preços’

É incrível como a sede de poder distorce a mente de pessoas que se dizem defensoras da liberdade econômica. Paulo Guedes jogar sobre os donos de supermercados a responsabilidade pelos futuros aumentos de preços sem questionar os aumentos dos custos de produção e transporte dá voz àqueles que pregam tabelamentos e dizem que todos os problemas da sociedade vêm da ganância dos “burgueses”. Desinforma, deseduca e aparenta dar razão a seus adversários políticos. Hugo Chávez ri no túmulo.

Radoico Câmara Guimarães

radoico@gmail.com

São Paulo

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Casuísmo eleitoreiro

Talvez o liberal ministro Paulo Guedes pudesse tomar umas aulas, sobre como controlar a inflação sem recorrer a um congelamento de preços indesejado e ineficaz, com alguns economistas como Pérsio Arida, André Lara Resende, Edmar Bacha, Pedro Malan e outros que, brilhantemente, formularam o Plano Real, domando a inflação inercial sem recorrer a casuísmos eleitoreiros como é o caso de um congelamento de preços neste momento. Simples assim.

Joaquim Antonio Pereira Alves

metaexport@hotmail.com

Santos

Congelamento de preços

Desesperados com as pesquisas de intenção de voto, temos presidente da República e ministro da Economia querendo congelamento de preços. Era só o que nos faltava!

Maria Tereza Centola Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Farinha pouca?

Jair Bolsonaro pede “menor lucro possível” aos supermercados, o que é válido. Mas tem medo de pedir ganhos menores à alta cúpula dos Três Poderes. E não abre mão nem do fundo eleitoral nem do fundo partidário.

José Milton Glezer

jmglezer@uol.com.br

São Paulo

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Fome

Imobilismo

Cumprimento o Estadão pelo editorial de 9/6 sobre a fome (O Brasil foi abandonado). Sei que a situação se agravou recentemente por causa do descaso do governo de plantão, todavia este problema convive conosco desde sempre e nós, privilegiados leitores de jornal, passamos a considerá-lo como normal, parte da paisagem. Será que teremos de esperar acontecer alguma comoção social para, só então, tomarmos uma atitude, deixando o imobilismo em que confortavelmente nos instalamos?

Francisco Soares

soares.fe@uol.com.br

Campinas

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Na escuridão medieval

O século 21 ressurge no século 14 (na Idade Média umbrosa), conhecido pela união simultânea dos três grandes flagelos da humanidade: fome, pandemia e guerra. Hoje, nosso mais poderoso adversário é a pandemia, com suas causas naturais com as quais as sociedades estremecem, ainda não de todo debelada. Mas a guerra e a fome não precisavam estar aí. Governanças humanas e solidárias, libertas de grosseiros interesses e ideologias insólitas, poderiam nos devolver esperanças fundadas de resiliência do estado de paz e do bem-estar.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Planos de saúde

A saúde e a Justiça

Sobre a carta do leitor sr. Claudio Hebling (Visão distorcida, 10/6, A4), o Brasil não cresce porque, do montante arrecadado em impostos, parte considerável vai para uma casta de políticos e juristas com inúmeros privilégios que nós, pobres mortais cidadãos comuns, jamais teremos. Hoje eles podem, inclusive, pegar dinheiro dos impostos e dar a quem quiserem, sem prestar contas. Não é porque o Estado tutela pessoas que, como eu – e por isso estou vivo –, foram beneficiadas por uma decisão judicial que fez com que o convênio médico ficasse obrigado a fornecer remédio moderno e eficaz para o tratamento de câncer. Assim como eu, milhares de pessoas estão vivas por felizes decisões da Justiça nesse sentido. Se nos tirarem o remédio e falecermos, quem paga por este atentado à nossa saúde? Seria um crime. O fato é que convênios médicos têm de acompanhar a evolução científica e estarem atentos a modernos métodos de tratamento. Para isso trabalham cientistas e laboratórios arduamente. O que seria das locadoras de carro, se ainda estivessem locando veículos de 1970? Esse é o perfil dos planos de saúde, infelizmente.

Jose Quesada Jimenez

jl.quesada@outlook.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AS NARRATIVAS DOS INFAMES

Face a face com Joe Biden, o capitão brasileiro se perde em seu deserto intelectual: diz que respeitará a democracia e o resultado das eleições, mas estas devem ser "auditadas" (Estado, 10/6, A10). Por outro lado, de lá atribui culpa às vítimas de um provável homicídio nas selvas cerradas da Amazônia, o indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips. Vê-se que absorveu bem as lições de seus amigos sicários do DOI-Codi, claustro sangrento de prisões, torturas e mortes no regime militar, ao erigir as narrativas dissimulatórias como “Vladimir Herzog não foi enforcado; suicidou-se”.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE MODOS

Na foto estampada na primeira página do Estadão desta sexta-feira, 10, Bolsonaro aparece sentado ao lado de Biden, na Cúpula das Américas, de maneira displicente, como se estivesse enfastiado ou com dor de barriga. Só faltou aparecer ao encontro vestindo a camisa de seu time de futebol. Pobre Brasil e seu povo, que não merece a vergonha pela qual passa.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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DESEQUILIBRADAS AUTORIDADES

Diante do fracasso nas políticas econômicas adotadas, Bolsonaro e Guedes resolveram pedir arrego aos empresários brasileiros. A desprezível ideia de que os empresários podem diminuir as suas margens de lucro é tão incoerente que nos leva a acreditar que estamos sendo governados por enlouquecidos membros do Poder Executivo. A falta de planejamento, estrutura e organização nos coloca neste cenário atual de inflação anual de 12%, desemprego de 10% e condução do País para sérias adversidades econômicas a partir de 2023. Esculhambar a economia de todos os Estados, reduzindo a arrecadação de ICMS, só pode ser um ponto de vista de um insano ministro da Economia. A angústia dos brasileiros aumenta a cada dia diante da irresponsabilidade do governo federal.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VERGONHA ALHEIA

O clamor de Bolsonaro e Guedes por congelamento de preços foi patético, como se fosse possível governar um país só com pedidos melodramáticos. Se esse tipo de chororô transformasse a realidade, bastaria implorar aos corruptos que não mais se locupletassem, aos assassinos e ladrões que não mais praticassem seus crimes (agora com armas legais), aos estômagos vazios da multidão de famélicos que não mais roncassem, aos incontáveis sem-teto que desocupassem as marquises e praças e, ao Brasil, que crescesse e saísse da estagnação. Essa dupla incompetente e bisonha merece o “troféu vergonha alheia” do ano.

 

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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MTST

Bastou Lula despontar como presidenciável e com chance de vitória, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) reapareceu, invadindo famoso shopping de São Paulo para protestar contra a fome que atinge milhões de brasileiros. Os invasores escolheram um shopping para protestar, quando deveriam se manifestar contra os parlamentares municipais, estaduais e federais, ou seja, os fazedores de leis. Com certeza, após os protestos, aproveitaram para fazer umas comprinhas.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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INVASÃO DE SHOPPING

Mais de 33 milhões de pessoas passando fome e mais de 100 milhões que não têm o que comer todos os dias. Aí, uma pessoa representante da alta – ou seria baixa? – sociedade paulista reclama que a invasão em shopping pelo MTST é absurda, pois é ali onde ela quer segurança. Retrato desta sociedade podre.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CHEQUE COM FUNDOS

O Estadão errou ao dizer que Lula passará cheques sem fundo para executar suas políticas populistas (O cheque sem fundos de Lula, 10/6, A3). O jornal se esquece de que o chefe do Executivo tem uma máquina que nenhum chefe de família tem: a máquina de imprimir dinheiro. Lula na Presidência inevitavelmente levará nosso país de volta à hiperinflação, como vemos na Argentina e na Venezuela.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

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POLÍCIA DESATADORA DE NÓS

A revelação da operação policial desencadeada pela Polícia Civil de São Paulo sobre a atuação do crime organizado numa das empresas de ônibus que operam na capital (Estado, 10/6, A20) representa a abertura de uma imensa caixa-preta. Aponta o motivo da morte do presidente da transportadora, em 2020: ele deixou de repassar aos criminosos a parte combinada do faturamento. A teia envolve o vereador Senival Moura, do PT, presidente da Comissão de Transportes da Câmara Municipal, e lança questionamentos sobre a fiscalização da Prefeitura de São Paulo aos contratos que mantém com as empresas de ônibus, um serviço de utilidade pública e sustentado parcialmente por subsídios. Louve-se a Polícia Civil, que consegue oferecer à Justiça provas de supostos ilícitos. Espera-se que o vereador tenha as devidas justificativas e os responsáveis pela fiscalização dos contratos sejam capazes de explicar a relação. A ação da polícia tem desencorajado sequestros, roubos de cargas, o novo cangaço (explosão de bancos e transportadoras de valores por quadrilhas fortemente armadas) e outros ilícitos planejados e de difícil prevenção. O competente trabalho de inteligência, investigação e identificação dos criminosos e seu modus operandi os impede de agir. Os de maior potencial ofensivo estão relacionados, muitos deles presos, outros processados e os suspeitos catalogados conforme sua “especialidade”. Criou-se a certeza de que seus executores não ficarão impunes. Isso os leva a atuar em outros Estados, onde a possibilidade de reação é menor. As polícias – tanto a civil quanto a militar – têm funções específicas definidas em lei. Desse trabalho resulta a segurança da população. Sempre que são impedidas de atuar ou sofrem ataques ou retaliações, quem padece é o povo. Oxalá o bom momento em que podem cumprir o seu papel se perenize e expanda para todo o território nacional. Isso fará muito bem a todos os brasileiros.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves,

tenente e dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo (Aspomil)

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CÂMERAS DE MONITORAMENTO DA POLÍCIA

A respeito da polêmica declaração de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), um dos candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, sobre o uso das câmeras de monitoramento por policiais ser mais dispendioso do que tornozeleiras eletrônicas, cabe dizer que estas servem para monitorar bandidos, enquanto aquelas, para checar, no confronto com os criminosos, quem é bandido fora da lei e bandido fardado de policial.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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MINORIAS

Acho ótimo todas as campanhas em relação às minorias. Mas quando essas minorias cometem crimes e não respeitam outras minorias, nada é alardeado. Ou seja, usar sérios problemas só politicamente é uma prova de um Brasil hipócrita. São lamentáveis os fins de semana na Consolação, ao lado do Sírio-Libanês. Quem fiscaliza os alvarás? Só quero dormir e ir e vir.

Antônio José G. Marques

ajgmescalhao@gmail.com

São Paulo

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CAFÉ COM LEITE

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça não participarão dos julgamentos em processos já com votos dos ministros aposentados e que foram realizados através de sessões virtuais. A restrição é autoexplicativa, haja vista que se forem participar desses julgamentos há um grande risco de que tentem, novamente, praticar as excrescências vistas no caso do deputado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Afinal, ambos são considerados pela Corte como ministros “café com leite”.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TERCEIRA VIA

Simone Tebet, “habemus” terceira via. Mãos à obra!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DESESPERO

O deslumbramento e a ânsia pelo poder secam os neurônios. Perdido no mato sem cachorro, o PSDB pensou que dando rasteira em João Doria estariam resolvidos os dramas do partido. A agremiação continuaria forte e altaneira, logo encontrariam candidato próprio para disputar a Presidência da República. Tiro no pé. Na prática política, a teoria é outra. O jeito foi o PSDB aceitar, esboçando sorriso amarelo e otimismo, voltar ao jogo como vice na chapa da senadora Simone Tebet. Nem o PSDB nem o MDB estão completamente convencidos da sobrenatural união. Tebet permanece nas pesquisas batendo como marisco nas rochas, bailando e flertando com 3%. Vai acabar, melancolicamente, conhecida como nota de 3 reais.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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CAIADO

Eu queria Caiado na terceira via, com certeza tudo estaria diferente, não sobraria para o atual e nem para o ex-presidente. Caiado é um político capacitado, promete e faz. Veja como ele encontrou e como está hoje o Estado de Goiás. Saúde, educação, segurança pública, tudo vai muito bem. Eu queria Caiado nessa disputa porque ele tem qualidades que outros políticos não têm. Governa para todos, com ele não tem oposição. Investe no social, pensa no cidadão.

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Brasília

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ELEIÇÕES 2022

É impressionante ler as cartas dos leitores dos jornais. Há uma certeza de que Lula está eleito no primeiro turno e Bolsonaro é carta fora do baralho: esperneia, estrebucha e, como no desenho animado, esgoela espargindo lágrimas de bebê chorão enquanto titio Lira e primo Pacheco não chegam para participar da pantomima do ICMS fora da alíquota do preço da gasolina, para enganar os famélicos que reviram o lixo como se a Venezuela fosse aqui. Querem mostrar ao populacho que o despresidente e seu desministro da Economia tentam fazer algo para aliviar a fome que se espalhou feito praga do Egito. Já são 33 milhões de famintos nas costas desse desgoverno. E há quem ainda acredita que ele, o maligno das trevas, possa ser reeleito. Quanto a Lula, esse despista, certo de que ainda tem cacife pra levar essa vitória de pirro na maciota. Os outros candidatos não existem, são sombras no fundo do palco apenas para compor o cenário. Esquecem que ainda há gente inteligente no País. Que aguardem!

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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