Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2022 | 03h00

Fome no Brasil

Discurso nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro, em Los Angeles, discursando na Cúpula das Américas, afirmou que o Brasil garante a “segurança alimentar de 1/6 da população mundial”. Só não explicou por que mais de 30 milhões de brasileiros não têm o que comer.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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33 milhões

Acompanhei o discurso de Bolsonaro na Cúpula das Américas e refiro-me ao momento em que ele disse que o Brasil alimenta 1 bilhão de pessoas no mundo. Acho que o presidente se esqueceu da dramática situação brasileira. Em vez de 1 bilhão, o presidente deveria ter dito que o Brasil alimenta 967 milhões de pessoas no mundo, porque no Brasil há 33 milhões de pessoas passando fome, isso sem falar dos mal alimentados.

José Carlos

jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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Eleições 2022

O programa do PT

Prévia de programa de Lula formaliza revogação do teto e da reforma da CLT (Estado, 7/6, A8). A sorte do Brasil é que os partidos políticos, depois da eleição, se esquecem do próprio programa de governo. E os eleitos nem se lembram do que estava escrito no programa.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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Pesadelo

Lula da Silva, “descondenado” e livre para disputar as eleições presidenciais de 2022, na esteira de ações mal explicadas pela Corte Suprema, está em plena campanha, por enquanto só no modo indoor, sem aparições públicas. Alguns institutos de pesquisa de opinião o apontam como franco favorito. Formam-se, assim, sombrias perspectivas para uma sociedade que, em face da baixa capacidade de visão do eleitor brasileiro – já demonstrada em ocasiões anteriores –, corre o risco de ver retornar ao poder um esquema que fracassou ao tentar implantar, em associação com pesado esquema de corrupção, um projeto de protagonismo partidário de esquerda, estranho à índole do povo brasileiro e danoso à economia. Esta, dilacerada, luta hoje por difícil recuperação em face da magnitude dos desatinos cometidos durante os governos orientados pelo hoje “descondenado” e enfrenta sérios obstáculos, turbinados pela pandemia, para retomar um ritmo próximo do normal. Um pesadelo de uma noite de inverno?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O eleitor da rejeição

“Rejeitor”, excelente a palavra usada por Paulo Delgado no artigo Cinco nomes e um destino (8/6, A4). O eleitor, obrigado a exercer o direito de votar, foi cassado de sua função por dois candidatos, Lula e Bolsonaro. Sem possibilidade de escolher em meio a tanto barulho, é induzido a rejeitar. Auditáveis deveriam ser os atos e as palavras dos governantes, mas o Congresso Nacional, habilitado para isso, só descruza os braços para abrir os bolsos. Assim, temos estes dois que, em modo furtivo, conseguem fraudar o instituto da eleição.

Carlos Serafim Martinez

gymno@uol.com.br

São Paulo

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Covid-19

Decisão desvairada

Quer dizer que a Secretaria Municipal da Cultura está organizando um “esquenta” do carnaval 2023 nas ruas de São Paulo em julho deste ano? Será que as secretarias não conversam entre si? Seria interessante, ao menos em tempos de pandemia, as secretarias conversarem com a da Saúde, pois de que adianta “esquentar” o povo nas ruas para, depois, esfriá-lo nos postos de saúde, hospitais e UTIs? Como podem tomar uma decisão desta diante do aumento do número de casos de covid? Mesmo sem aumento do número de mortes, há o risco de crescerem as complicações de saúde da população, além dos desdobramentos econômicos nefastos. Repensem essa decisão desvairada!

Silvia R. P. Almeida

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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Eletrobras

R$ 33,7 bi na Bolsa

O grande sucesso da privatização da Eletrobras, foco de corrupção e incompetência há décadas, lamentado pela esquerda e por políticos que mamavam na estatal, me recorda uma frase de Roberto Campos, avô do atual presidente do Banco Central: “O Brasil é um país rico, mas tem vocação para a pobreza”.

Luiz Henrique Penchiari Jr.

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SISTEMA ELEITORAL

O delirante, antipático e pernóstico presidente Jair Bolsonaro voltou a reiterar ataques ao sistema eleitoral brasileiro, às urnas eletrônicas e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que é impossível não haver segundo turno ou ele não vencer no primeiro turno as eleições deste ano. Ou seja, ajudar, que é bom, jamais, mas fazer o possível e o impossível para sempre atrapalhar o máximo possível tudo o que puder, isso, sim, é próprio desse presidente que não deixará saudades quando for retirado do nosso cenário político e passar a comparecer aos noticiários da Justiça, da polícia e dos humoristas que se fartam com as babaquices humanas.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘FAKE NEWS’ PRESIDENCIAIS

 

Acho que o presidente Bolsonaro age com hipocrisia em difundir tanta mentira sobre o sistema eleitoral brasileiro. Quando ele e seus partidários ganham as eleições, está tudo bem, nada a reclamar. Mas quando há risco de ele não ganhar eleição, a fala é outra, é de desconfiança, mentiras e até ameças contra a ordem pública, as instituições e o próprio sistema eleitoral brasileiro que ele deveria ser o primeiro a respeitar, já que foi oficial das Forças Armadas e, lá, a gente (servi no quartel como soldado do EB-Intendência, 1988), aprende a ter disciplina, amor à Pátria e respeito às instituições, sejam governamentais ou do Poder Judiciário.

Célio Borba

borba.celio@bol.com.br

Curitiba

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MISSÃO IMPOSSÍVEL DE BOLSONARO

Não será fácil para o capitão explicar os absurdos de seu desgoverno na Cúpula das Américas, em Los Angeles, muito menos convencer os participantes. Bastam três exemplos: como é possível que, no Brasil, o celeiro do mundo e o maior produtor de proteína animal, 33 milhões de pessoas passem fome e 60% dos domicílios sofram algum tipo de insegurança alimentar? É porque pobre não interessa? Por que as autoridades levaram mais de 48 horas e precisaram de uma ordem judicial para começar a procurar os desaparecidos na Amazônia, Dom Phillips e Bruno Pereira? É por que são incômodos, os ambientalistas? Por que atacar insistentemente as urnas eletrônicas apesar de todas as garantias dadas da inviolabilidade do sistema de votação? Está seguindo os passos do truculento Trump, quando este percebeu que não seria reeleito? Mais um vexame internacional.

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SOCIOPATIA

O Brasil atualmente é governado por um sociopata, enquadrado pela classificação internacional DSM-V.  Segundo ela, um sociopata precisa apresentar ao menos três das seguintes características: repetidamente quebrar a lei/normas sociais; repetidamente apresentar comportamento falso (ex.: enganar os outros para benefício próprio, mentir compulsoriamente, etc.); ser impulsivo e/ou incapaz de traçar um planejamento realista para o longo prazo; ser facilmente irritável ou apresentar agressividade; apresentar total indiferença para com sua segurança ou a de outrem (ex.: dirigir perigosamente a só ou com passageiros); ser consistentemente irresponsável; falta de remorso severa. Nosso chefe de governo apresenta não apenas três, mas todas elas. Sua atuação poderia muito bem ser resumida pelo descaso com o desaparecimento de um jornalista e um indigenista na Amazônia, mas com uma ressalva. Bruno Pereira e Dom Phillips representam áreas que vêm sendo combatidas e degradadas intencionalmente pelo governo – imprensa, cultura, minorias, meio ambiente, liberdade, inclusão. A ressalva se refere às mulheres, também desprezadas pelo presidente e por sua família. Usam mulher como laranja para atividades criminosas pagas em cheque; fazem uma filha passar vergonha ao colocá-la em uma escola sem fazer concurso para ingresso e dizem que ela nasceu mulher por fraqueza; comunicam o sexo feminino de uma bebê metralhando bexigas de festa com fuzil; fazem questão de agredir verbalmente mulheres cultural, profissional e intelectualmente desenvolvidas. Se aproxima o momento em que poderemos passar a limpo essa gestão para que tenhamos a oportunidade de retomar nosso processo civilizatório.

Gustavo Senna

guchelles@gmail.com

São Paulo

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GOLPE

Audiências sobre invasão do Capitólio dos EUA vão colocar Trump no centro do motim, informou o Estadão. Acusar Donald Trump de ter organizado tentativa de golpe para anular o resultado das eleições presidenciais só porque ele perdeu por oito milhões de votos é altamente salutar como exemplo para o que está sendo orquestrado no Brasil desde o início do mandato de Bolsonaro e seu clã. Nunca um golpe antidemocrático foi preparado e anunciado com tanta antecedência e tão descaradamente.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FINALIDADE DAS ARMAS

Lendo, todos os dias, as notícias das armas de fogo liberadas pelo presidente Bolsonaro, não posso deixar de contradizer "os benefícios" que tais instrumentos possam trazer aos cidadãos esclarecidos, pois as armas de fogo só têm três finalidades, todas criminosas: ameaçar (artigo 147 do Código Penal), ferir (artigo 129 do mesmo CP) e matar (artigo 121 do respectivo diploma penal). Assim, todo aquele indivíduo que defende as armas de fogo não passa de um criminoso em potencial, pois pode ferir ou matar ao receber um empurrão ou ouvir um palavrão contra sua pessoa. O resto é conversa para boi dormir, especialmente porque as balas não são codificadas, por exemplo, com um QR code para identificar seus possuidores criminosos.

Bismael B. Moraes

bismoraes@uol.com.br

Guarulhos

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ICMS DA GASOLINA

Sobre abrir mão do ICMS, ao meu ver, é mais um dos atos de covardia do sr. presidente. Percebam que Bolsonaro não quer enfrentar o que realmente provoca a inflação do preço da gasolina: a paridade com a importação. Seria como se um dia a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) resolvesse utilizar a cotação do litro da água da Alemanha para São Paulo, sendo que todos os insumos, mão de obra, etc. são nacionais. Assim sendo, Bolsonaro preferiu ficar do lado dos acionistas da Petrobras, garantindo seus polpudos dividendos oriundos do lucro obtido de um povo pobre, miserável e sem governo, ao invés de ficar do lado da população brasileira.

Franz Josef Hildinger

frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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PÉ ESQUERDO

Dentre as 90 diretrizes divulgadas pela equipe de Lula para a montagem de um programa de governo petista, a pré-campanha propõe “recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento”: “Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, que é disfuncional e perdeu totalmente sua credibilidade”. Ora, o que tem a ver uma coisa com outra? Políticas sociais inteligentes e responsáveis podem muito bem cumprir seu papel sem ter de revogar o teto, o que reconduziria à gastança irresponsável – os governos petistas fizeram isso por oito anos e quase quebraram o País. No item que trata da reforma trabalhista, o documento propõe a revogação da reforma feita no governo Temer, a construção de uma nova legislação trabalhista e a rediscussão do fortalecimento dos sindicatos “sem a volta do imposto sindical”. O PT finalmente reconhece que o imposto comia o dinheiro do trabalhador, mas, convenhamos, alguém sente falta da maioria dos sindicatos que desapareceram? Não seria mais inteligente aperfeiçoar a legislação vigente que já mostrou benefícios em relação à anterior? Com o perdão do trocadilho: o PT parece querer começar a campanha com o pé… esquerdo.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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MULTIVERSO E LULA-ALCKMIN

A interessante reportagem sobre a Marvel e o multiverso (Estado, 10/6, A22), apontando a cronologia do termo desde a física, passando pelos “quadrinhos” e chegando à “telona”, fez-me de imediato correlacionar com o “filme político brasileiro”: vivemos num multiverso político, de universos paralelos dividindo tempo e espaço. Alckmin do passado não é o mesmo Alckmin do presente, tal qual o vilão-irmão de Thor, há várias versões dele, pois como bem mostra o artigo, “o multiverso surgiu para solucionar um problema de contradição”. Nesse cenário, não há mais entidades políticas confiáveis, tal qual em Amálgama, misturam-se os personagens mais imprevisíveis até então: Lula-Alckmim é pura abstração. O universo da glória do petista no passado mistura-se com o tempo presente de condenado e corrupto sem o mínimo problema na mente de milhões, o multiverso os ajuda. Pois é, irá o eleitor embarcar nessa nau? Em tempo, o primeiro exemplo de multiverso encontra-se na mitologia grega. Leiam, vale a pena!

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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BOBAGENS DE LULA

Depois das várias declarações idiotas que Lula está soltando em prejuízo próprio, tem razão os que diziam antigamente “quem fala demais dá bom-dia para cavalo”. Dá impressão que seu vice, Alckmin, pensa que o petista está num processo inicial de perda de controle mental. Assim, antes do término de seu governo renunciaria (ou “o renunciariam”), cabendo ao vice tucano terminar o mandato. Apenas essa hipótese explicaria Alckmin aliar-se a ele. Penso o contrário: coisa ruim dura muito e Alckmin terminará jogado num canto qualquer como tapete velho.

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

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PAU QUE BATE EM CHICO

O ex-juiz Sergio Moro teve seu título de eleitor por São Paulo revogado. A alegação é de que ele não mora nem nunca morou no Estado. Pergunto se o candidato bolsonarista ao governo de São Paulo é paulista e/ou mora por aqui. Sabemos que não. Nunca morou em São Paulo, é carioca e tem residência em Brasília. Mais ou menos como José Sarney, que tinha título no Amapá. Isso pode? Isso é legal? Isso é moralmente aceitável? Nunca tivemos um nível tão baixo de moralidade como nestes tempos. Pobre Brasil e pobre São Paulo.

Maria Tereza Centola Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DOMICÍLIO

Então, hotel, flat, etc. não podem ser moradia nem endereço de uma pessoa? Tenho um parente que antes de decidir morar na cidade que queria, casou-se e se mudou para um hotel. Morou nessa cidade, no hotel, por um ano antes de se estabelecer definitivamente, onde nasceu sua filha. Agora pergunto: quando recebia suas correspondências, compras, etc., qual endereço ele colocava para recebê-las? Claro que o domicílio era o hotel ou flat. Como o PT tem muito medo de que Moro tenha milhares ou milhões de votos, e eles querem ter muitos deputados pró-Lula, tinham de "arranjar" essas firulas. Os outros candidatos provaram alguma coisa?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PLANO PILOTO X PARQUE CIDADE JARDIM

Em alusão ao artigo de José Serra (Estado, 9/6, A4), Brasília fez bem para o outrora “Brasil Profundo”, mas penso que os contras da capital superam, e muito, os prós. Naquela ilha da fantasia, os legisladores nacionais e a elite econômica do funcionalismo público vivem em um universo paralelo de altíssimos salários, privilégios e mordomias de toda espécie, distantes das forças produtivas do País e relativamente protegidos das suas pressões. Fora do Plano Piloto, a pobreza e mesmo a miséria grassam. A propósito, o Plano Piloto é um grande Parque Cidade Jardim. Não esqueço a primeira vez que vi aquele monstrengo às margens do apodrecido Rio Pinheiros, como um castelo medieval de muros enormes a separar um mundinho de riqueza e segurança da cidade violenta e desvalida.

Zandor Ferreira

zandorferreira@protonmail.com

Goiânia

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COMPROMISSOS

Gostaria de parabenizar o leitor Arturo Alcorta por sua pertinente opinião a respeito do assunto mobilidade urbana, no Fórum dos Leitores (9/6). Ao mesmo tempo, concitaria os nossos políticos – mormente aos bem-intencionados – a refletirem sobre o assunto, bem como se comprometerem perante os seus eleitores no sentido de proporcionar soluções urgentes para o mister. Incluiria também nessa petição a questão do saneamento básico principalmente dos Estados do Norte-Nordeste. A hora da assunção desses compromissos é agora.

Emmanoel Agostinho de Oliveira

eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA) 

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ILUSTRES DESCONHECIDOS

Longe dos holofotes, como sempre pediu. Assim foi a última passagem do príncipe Harry e família pela Inglaterra durante o Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth II – não despertou a atenção de ninguém. Devem ter adorado.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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