Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2022 | 03h00

Corrupção

A memória da Lava Jato

Segundo matéria publicada no Estadão de domingo (12/6, A10), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, deixou claro que a corrupção comprovada pela Operação Lava Jato realmente existiu. Não se pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no mensalão, no petrolão, os R$ 51 milhões em espécie apreendidos num apartamento ligado a um ex-ministro em 2017, os US$ 98 milhões devolvidos por um ex-gerente da Petrobras. São provas robustas da corrupção no Brasil. Os diretores da Petrobras, políticos beneficiários e empresários acusados pela Lava Jato não foram absolvidos pelo STF, que apenas anulou a ação penal em que eram acusados, por incompetência da Justiça de Curitiba para processá-los.

Reynaldo José Gatti Busch

rjgbusch@hotmail.com

Limeira

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Oportuno

Quando o “clube vip” de empreiteiras da Lava Jato tenta rever acordos de leniência bilionários, como publicou o Estadão (13/6, A8), é bom repercutir mais as afirmações do ministro Fux ditas em palestra, de que houve corrupção, que as anulações de pena foram “formais” e de que cada ato de corrupção é um colégio que fica sem merenda para as crianças, um hospital sem leito e uma localidade sem saneamento. Os milhões desviados eram reais, não eram notas falsificadas. Os dizeres do ministro são oportunos, sobretudo em época de eleição.

Paulo T. J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Amazônia

Conivência proveitosa

Sobre a matéria Bruno Pereira treinava vigilância indígena contra o crime (Estadão, 12/6, A11), é preciso salientar que a omissão no controle da cadeia criminosa na região do Vale do Javari pode estar beneficiando vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados e senadores, além de setores do Executivo nacional. Nióbio, potássio, manganês, tântalo e ouro justificam a cobiça de brasileiros graduados, além de traficantes, pescadores e madeireiros. Existe um Conselho Nacional da Amazônia, com uma Secretaria Executiva e estrutura fartamente constituída por pessoal militar, que assumiu o papel de organizar a defesa e a proteção do território da Amazônia. Por que não incluem e responsabilizam os brasileiros graduados, locais, regionais e federais, que têm obrigações com o controle do território? Afinal, os servidores públicos colocados nas funções de governo estão lá para defender o interesse público. É, simplesmente, mapear, monitorar e punir quem está se beneficiando com esta conivência inexplicável.

Nelson Frederico Seiffert

nfseiffert@outlook.com.br

Florianópolis

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Sociedade

Pobreza menstrual

Gostaria de cumprimentar este jornal por encerrar a edição dominical com a informação de projeto que tenta criar alternativas para o enfrentamento da denominada pobreza menstrual, fato que atinge um sem-número de mulheres no País (12/6, A24). O tema deve ser, cada vez mais, pauta da sociedade contemporânea, marcada por desigualdades gritantes e silêncios comprometedores que sedimentam e normalizam atentados à dignidade humana. Como professor de Direito na Universidade de Marília, tenho, em conjunto com os atuantes acadêmicos, desenvolvido atos que, além de doações de absorventes, propiciam o reconhecimento de um problema mundial que assola a mulher, mais uma vez preterida em seus mais comezinhos direitos.

Galdino Luiz Ramos Junior

advos@terra.com.br

Marília

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Uma década de espera

Sobre a história publicada no dia 10/6 (A24), Homem consegue adotar o filho da ex-mulher, num processo que demorou quase uma década, essa demora é lastimável no nosso Judiciário. Isso deixa de ser justiça, como já disse a ministra Cármen Lúcia.

Regina Brumati

rebrumati@gmail.com

Rio Claro

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Eder Jofre

O insuperável peso-galo

Merecida homenagem ao nosso “galo de ouro” (Estado, 12/6, A20). Para assistir às suas lutas no Ginásio do Ibirapuera, havia uma condição: chegar bem cedo, porque muitas delas terminavam logo no início do primeiro round. Em algumas lutas, não vi os nocautes, só cheguei para os aplausos. Mas tudo valeu a pena! Obrigado, Eder, um lutador de 53 nocautes.

Arcangelo Sforcin Filho                          

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESAPARECIMENTOS

Os assassinatos do sertanista Chico Mendes e da missionária Dorothy Stang, ocorridos na região amazônica há muitos anos – que chamaram a atenção do mundo e são lembrados até hoje –, já deveriam ter sido motivo suficiente para que isso nunca mais acontecesse. Fato é que, sai governo, entra governo, o Estado nunca teve controle efetivo da região. Com Bolsonaro a situação piorou, mas não é exclusiva dele, e o desaparecimento do indigenista e do jornalista inglês são mais dois de dezenas que aconteceram desde Mendes e Stang. Existe possibilidade de resolução sim, desde que haja vontade política. Basta lembrar o episódio recente dos garimpeiros que queriam extrair ouro a qualquer custo do Rio Madeira. A Polícia Federal agiu de forma eficaz e os garimpeiros desistiram.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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MORTES IGNORADAS

Acreditando na pouca memória dos brasileiros, os bolsonaristas agora querem culpar o lockdown durante a pior fase da pandemia para justificar a incompetência econômica do governo federal. No mundo inteiro foi essa a solução encontrada para frear as vítimas da covid. Mas, para Bolsonaro, se tivéssemos mais de um milhão de mortos não faria a menor diferença dentro de sua falta de empatia para com seus governados.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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COVID-19

É muito preocupante ver que, à nossa volta, cada vez mais vemos pessoas cujos exames deram positivo para covid, mas parece que a população se comporta como se a pandemia já tivesse terminado. Depois da pressa em se vacinar no início do ano passado, as pessoas se desinteressaram em fazer as doses de reforço e poucas crianças receberam as duas doses. O Ministério da Saúde, que não se interessa pela saúde da população, nada faz pela conscientização dos brasileiros, seu único interesse é a reeleição de Bolsonaro. É importante que a mídia supra as deficiências das autoridades e alerte a população.

Aldo Bertolucci   

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO

Embora não tenha merecido a manchete do jornal deste domingo, a constatação por autoridade superior do Poder Judiciário de que a Operação Lava Jato apurou óbvia corrupção no governo petista (Estado, 12/6, A10) deixa claríssimo que a anulação do julgamento de Lula foi formal (para não dizer de juiz petista notório). Na verdade, não fosse o formalismo processual, Lula estaria cumprindo pena e não concorrendo à Presidência do Brasil.

Ademir Valezi

adevale@uol.com.br

São Paulo

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LUIZ FUX

Muito lúcida e contundente a fala do ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), de que "ninguém pode esquecer" que houve corrupção no Brasil. Ministro, seu discurso resgatou aos esquecidos que o mensalão, o Petrolão e outros desvios nos governo do PT existiram, e a Lava Jato demonstrou isso através das delações e enormes quantias devolvidas. Talvez por isso a perseguição e ódio ao ex-juiz Sergio Moro, que desmascarou o PT, partido que propalava, segundo José Dirceu, ser o mais honesto do Brasil.

             

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SIMONE TEBET

Se já acreditava na capacidade e liderança política da senadora Simone Tebet (MDB-MS), depois da excelente entrevista concedida ao Estadão (‘Sou contra a privatização da Petrobras’, 12/6, A7) estou mais confiante ainda na pré-candidata escolhida para representar a terceira via no pleito deste ano para o Planalto. E como provável nome encorpando essa chapa, um dos mais lúcidos senadores desta República, Tasso Jereissati (PSDB-CE). Tebet diz que é a favor das privatizações desde que tenham um fim social. Se vencer, como primeiro ato, será um decreto para revogar uma das loucuras de Bolsonaro que facilitou o porte de armas. Essa candidata que preza as nossas instituições e a democracia certamente não presidirá o País com o estômago, odiando oponentes, etc. Com livre trânsito que felizmente tem em todos os partidos e ótima ouvinte que é, preservará o diálogo saudável em busca de soluções definitivas para o sustentável desenvolvimento econômico e social que há muito não ocorre neste maltratado Brasil. Ufa! Finalmente temos um nome para iluminar o futuro desta nação.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POLÍTICA PARTIDÁRIA

Nossa política partidária é um grande circo. A pré-candidata do MDB – quem? – longe está de ser opção ao afirmar “Minha ligação com o Tasso é umbilical" e fazer parte do esquema em que o MDB nos Estados se alinha aos líderes da campanha enquanto fala em respeito aos palanques regionais. Me dê licença, ilustre candidata: melhor continuar no Senado enquanto o povo de seu Estado quiser. Lamentável!

Edmar Augusto Monteiro

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

Candidata à Presidência se manifesta contra a privatização da nossa petroleira alegando que a mesma é lucrativa. É preciso lembrar o estado de penúria em que estava a empresa em um governo irresponsável.

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni1941@gmail.com

São Paulo

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PESQUISAS ELEITORAIS

Simone Tebet será tão esquecida e esquecível como é hoje nas pesquisas.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ICMS DOS COMBUSTÍVEIS

Não há perda de arrecadação quando o valor do petróleo aumentou cerca de 70% em um ano e o "corte" do imposto seria para 17%, considerando a média de 25% atualmente cobrada. É matemática pura: o valor absoluto aumenta mesmo com o porcentual menor. Choradeira inócua, a dos Estados.

Márcio da Cruz Leite 

marcioleitte60@gmail.com

São Paulo

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MATRIZ ENERGÉTICA

Como empresário e acima de tudo cidadão, gostaria de propor uma discussão sobre a atual política que atrela o preço do etanol ao preço da gasolina. Acredito que, no mínimo, deveríamos ter exceções a essa regra em momentos críticos como esta crise de combustíveis global.

Luiz C. Andrade Jr.

landrade53@hotmail.com

São Paulo

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EDITORIAIS

Os editoriais desta segunda são perfeitos: A aflição de Bolsonaro e 'Greenwashing', ou o mau capitalismo (13/6, A3). Parecem ser temas diferentes, mas são siameses. Os dois refletem um mundo de interesses pessoais sem nexo com a verdade ou a realidade e se comunicam de forma interessante. Pedir para os supermercados congelarem os preços para salvar a eleição é uma ingenuidade. Enquanto o ESG é outra forma de dizer que “vamos defender o planeta” desde que não afete os lucros. O resumo é: muita “cara de pau”.

Luis Norberto Pascoal

luisn@dpaschoal.com.br

São Paulo

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DI FRANCO

Sobre o artigo Eleições – a hora da liberdade (Estado, 13/6, A6), na "nova democracia", no jornalismo e na "liberdade de imprensa", os formadores de opinião (sem barganha e só com as verdades) e os raros e escassos leitores só podem dizer, juntos e em coro: a única certeza é que tudo são dúvidas.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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LEANDRO KARNAL

Leandro Karnal é brilhante e divertido. Humano, erudito e muito sabido. É gente como a gente, só que mais arguto e dedicado ao seu ofício de escrevinhador. Amo seus artigos, sua opinião, seus belos livros. O que escreveu dissecando o Hamlet de Shakespeare é uma preciosidade. Também gostei de ele nos apresentar sua avó paterna, Edith Hacker Karnal (Quem se lembrará?, 12/6, C8). Hacker? Futurista danada para quem nasceu em 1904. Karnal é mágico. Vida longa a ele que, como eu, também visita cemitérios por gosto.

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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‘O DIÁRIO DE ANNE FRANK’

Quando estudei na Europa, tive a oportunidade de visitar o museu Anne Frank, e impressionam tanto a história do Holocausto quanto a importância que ali se dá pela preservação documental e arquitetônica. Muito longe do que vivemos aqui no Brasil, hoje em dia. A reportagem de Maria Fernandes Rodrigues sobre o diário da geminiana adolescente (Muito além de um documento histórico, 12/6, A22) é um texto profundo por conter outros relatos pessoais mais recentes de guerras vividas e análises de especialistas no tema. A clareza dessas leituras não alivia as angústias, mas reforça que escrever é preciso.

 

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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