Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2022 | 03h00

Amazônia

Vale do Javari

Apenas seis agentes da Força Nacional vigiam todo o Vale do Javari (Estado, 15/6), e isso sabemos que foi obra do governo Bolsonaro, que desmantelou os órgãos de controle e foi deixando “a boiada passar”.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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Transporte público

Péssimo e caro serviço

Há uma semana os motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo ameaçavam uma greve, que só se confirmou na terça-feira e, então, mostrou o despreparo do prefeito Ricardo Nunes na prevenção da paralisação e, também, no inevitável aumento do valor das passagens, que virá provavelmente acima da inflação. Não há como a população continuar bancando subsídios bilionários para empresas que prestam um péssimo serviço. Parece que a estratégia do prefeito de congelar os preços das passagens por questões eleitoreiras está pelo fio da navalha. Provavelmente, o prefeito desconhece os serviços públicos ofertados à população.

Giovani Lima Montenegro

giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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Cracolândia

Parque Princesa Isabel

Agora, que a Câmara Municipal de São Paulo entendeu o “caminho das pedras” de como fechar uma praça, quantas delas restarão abertas? A técnica de transformar uma praça em parque para que se possa fechá-la nada mais é que uma venda aos reais problemas da sociedade. Desloca os incômodos para outras cercanias e deixa a cidade mais triste. Que infeliz caminho urbanístico estamos pegando.

André Ferrazzo,

arquiteto e urbanista

alo.ferrazzo@gmail.com

Jundiaí

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Planos de saúde

Indefesos

Foi de estarrecer a entrevista concedida ao Estado pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello, que teve a cara de pau de afirmar: “Nosso trabalho é defender o beneficiário”. Como milhões de brasileiros, fiquei mais de dois anos sem ter um único centavo de reajuste nos meus proventos, e agora fui brindado com um aumento de quase 20% no valor do meu plano de saúde. Quem a ANS defende? Só se forem as operadoras.

Antonio S. Ribeiro

ribe1959@gmail.com

São Paulo

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‘Carrascos’

O diretor-presidente da ANS dizer que não são “carrascos” e que ele apoia os beneficiários de planos de saúde foi a piada (de mau gosto) do dia. Fossem verdadeiras as afirmações da ANS à imprensa, não teríamos uma infindável quantidade de processos em curso no Judiciário, sem contar os já encerrados, requerendo a redução de mensalidades e a devolução de valores cobrados ilegal e abusivamente, após terem sido autorizados pela ANS. Não são carrascos, disse Rebello sobre a agência. A ser verdade, são violadores do Código de Defesa do Consumidor, do Código Civil e da Constituição, bastando para comprovar um simples levantamento dos processos interpostos pelos pagantes de planos e seguros-saúde julgados procedentes, nos quais os preditos planos/seguros têm de reembolsar o que cobraram a maior, ilegal e abusivamente.

Fernando de Oliveira Geribello

fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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Independência

Moeda comemorativa

Desde a Roma Antiga, moedas são emitidas para comemorar grandes feitos e eventos de relevância histórica. Por alcançar toda a população, cédulas e moedas são excelentes ferramentas de difusão cultural. O Brasil sempre teve forte tradição na emissão de moedas e cédulas comemorativas. Em 1922 (centenário) e em 1972 (sesquicentenário) houve muita divulgação e destaque para as moedas e cédulas comemorativas. Nesse sentido, é desconcertante a falta de informações sobre o lançamento de moedas comemorativas para nosso bicentenário da Independência. Anunciadas desde o ano passado, das moedas ainda se sabe muito pouco, e não existe nenhuma previsão de lançamento, apesar de estarmos a menos de três meses da comemoração. Urge ao Banco Central compreender a relevância do momento histórico e fazer chegar à população, com uma campanha maciça de divulgação, as moedas comemorativas, que se constituem em elemento cultural importantíssimo do País.

Hilton Lucio, numismata

hilton.lucio@anteagroup.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CIDADE REFÉM

A greve é um instrumento legal previsto na Constituição. Mas, assim como há limites para tudo, com greve é a mesma coisa. São Paulo vivenciou na terça-feira, 14/6, mais um dia dos velhos e conhecidos transtornos que acontecem sempre que motoristas e cobradores de ônibus paralisam suas atividades (Greve de 15h prejudica 1,5 milhão em SP e vai aumentar custo do transporte, 15/6, A17). Trabalhadores autônomos deixam de ganhar pelo dia não trabalhado, outros tantos dependem da boa vontade do empregador para abonar a falta. Pessoas deixam de realizar exames médicos marcados há muito tempo na rede pública. Essas são apenas algumas das diversas consequências desastrosas da greve. Assim como é inadmissível que policiais se recusem a abordar crimes violentos em andamento ou médicos deixem de atender emergências, é igualmente inadmissível a desordem causada por paralisação do transporte público. Desnecessário dizer que nem o mínimo de ônibus nas ruas, determinado por lei, é cumprido. A cidade sempre foi refém da categoria. É preciso mudar.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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POVO LESADO

Prefeito deixa a greve acontecer por ser incompetente. Depois de o povo ter sofrido, ele de repente entra no meio para dar uma de super-homem e acabar com a paralisação. Por que nada foi feito antes de o povo ser lesado? É lamentável.

Zureia Baruch Jr.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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CATRACAS

A greve de ônibus em São Paulo é desumana com as pessoas que dependem deles para trabalhar. Por que o sindicato apenas não liberou as catracas? Assim só prejudicariam quem queriam atingir.

Cecilia Centurión

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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TRANSPORTE EM SÃO PAULO

São Paulo com greve de ônibus e o Metrô Linha Vermelha com velocidade reduzida devido à falha de equipamento na Linha Azul. Você chegava no Anhangabaú para tentar chegar ao Terminal Bandeira, mas a funcionária do mesmo avisava que o terminal estava totalmente inoperante. Uber cobrando no mínimo R$ 50 a corrida. Não tinha táxi. Além de o cidadão precisar disputar espaço com os ambulantes da Rua Formosa. Melhor ficar só nisso pra não azedar mais.

João Camargo

inteligencianomundo@hotmail.com

São Paulo

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CORONAVÍRUS

Todo dia vejo as manchetes sobre aumento do número de infectados pela covid. E nunca vejo fiscalização de aglomerações irregulares, em especial na Consolação, terra de ninguém aos fins de semana. As ditas minorias não podem virar maiorias em desrespeito e falta de educação em relação à covid, com aglomerações de centenas, barulho e imundície até as 7h da manhã. E ninguém escuta ou vê isso. Quero só dormir e ir e vir. Sou minoria, idosa. Cadê os direitos humanos ou, no caso, desumanos? A hipocrisia da ciência e da Prefeitura são um desrespeito total.

 

Marieta Barugo

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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DROGAS

Dois menores colocam fogo em escola de Belo Horizonte, só de livros são mais de cinco mil queimados. A escola ficará fechada por tempo indeterminado e os alunos, sem aula, prejudicados. Os garotos fizeram isso por terem sido alertados para não usarem drogas na escola. E o que acontecerá com eles e outros que dizimam famílias honestas e após terem 18 anos ficam livres, leves e soltos? Estamos numa sociedade perdida onde só algumas vidas importam. Se nada mudar, isso só vai piorar. Com tantas Marchas da Maconha e vendo a Cracolândia, posso dizer: Brasil, tu nunca serás sério. O que compensa é o errado.

Antônio José G. Marques

ajgmescalhao@gmail.com

São Paulo

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AO SABOR DAS MARÉS 

O ex-governador de São Paulo, João Doria, declarou que saiu da vida pública para não mais voltar. Como político, acostumado às traições e mentiras, ele sabe que existem poucas maneiras de sair dela e uma é por morte natural. Ou por morte provocada. Tem, ainda, a possibilidade (remotíssima) de ser preso, se bem que alguns conseguem se safar, sair da prisão e até voltar a disputar a Presidência da República, o Senado Federal, etc. Claro que João – como pediu pra ser chamado – tem exitosa carreira como empresário e "as chuteiras penduradas", de prefeito e governador do maior Estado e município da América do Sul, além de comporem o currículo e cenário de sua bela mansão, provavelmente estarão ali para lembrá-lo de algumas máximas de Maquiavel, como "A política ama a traição, mas abomina o traidor" e "Na política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã". Doria, como homem de marketing, também conhece várias estratégias para voltar por cima, o que pode tê-lo convencido a bater em retirada num momento tão desconfortável e adverso como este. Para tentar voltar, muito em breve, ao cenário de traições, mentiras e outras "qualidades" que tanto viu de perto e, birras à parte, parece ter gostado.

João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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FOME NO BRASIL

O editorial do Estadão (O Brasil foi abandonado, 9/6, A3) explica as razões de haver no Brasil singelos 33 milhões de brasileiros em situação de lastimável penúria e passando fome. Na verdade o texto esclarece: Bolsonaro e seus sócios do Centrão largaram o Brasil à própria sorte para cuidar de seus interesses eleitorais. Como já dizia Bezerra da Silva, na “reunião de bacanas”, se gritar “pega Centrão”, não fica um, meu irmão. Mesmo assim, ainda há presidente pensando em reeleição. Agora seu slogan é “mais Brasília, menos Brasil”.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GILMAR SOBRE FUX

"Tortura”, ministro Gilmar, é o que o senhor faz com o povo brasileiro, tentando desacreditar tudo o que a Lava Jato fez (Gilmar sobre fala de Fux: ‘Ninguém discute se houve corrupção’, 14/6, A8)

Cleo Aidar

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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‘DESOPERAÇÃO’ LAVA JATO

Conforme noticiado, está em curso a “Desoperação” Lava Jato, com condenados procurando todas as vias para se livrar das sanções e anular acordos com a Justiça. Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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CONTRAPESO

A “segurança jurídica” é abalada quando os próprios defensores da Constituição a desrespeitam, não honram as nobres togas que os embalam, são parciais e não se sentem impedidos em julgar causas envolvendo antigos parceiros. Daí o gesto de contrapeso do Congresso (Bancadas ruralista e evangélica dão aval à PEC que anula decisões do STF, 15/6, A11), atuando como o VAR do futebol, para amenizar a situação, objetivando corrigir excessos em que o equilíbrio, transparência e imparcialidade são imprescindíveis.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SELEÇÃO BRASILEIRA

O Barcelona já avisou Daniel Alves de que não vai renovar seu contrato, mas Tite continua firme e Daniel continua apesar de mostrar claramente que já não tem a velocidade necessária para a sua posição. Tite afirmou que pretende deixar a seleção depois do Mundial, mas eu fico em dúvida se ele não deveria sair antes do torneio, acho que seu tempo já passou.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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JOYCE E SARAMAGO

A celebração do Bloomsday, em homenagem ao personagem de Ulysses, de James Joyce, é marca indelével da importância da literatura na formação cultural, ainda que estrangeira (Estado, 15/6, C4). Poderíamos aproveitar o ensejo e introduzir homenagens aos 12 anos da morte de José Saramago, em 18/6, não brasileiro também, mas ao menos, até agora, o único representante da língua portuguesa no Nobel de Literatura, cujo centenário de nascimento segue por este ano.

 

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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MILTON HATOUM

Na Colônia Penal, de Kafka, eu não li, mas depois do artigo de Hatoum senti-me na obrigação de ler (Estado, 12/6, C7). O paralelo do oficial sádico com o presidente e seus filhos infames, e também com os generais vis de seu entorno, provocou minha curiosidade. O Estadão tem escritores preciosos em seu quadro. É por isso que acordo e durmo lendo o jornal. Obrigada!

Jane Araújo 

janeandrade48@gmail.com

Brasília

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MANDAMENTOS

A carta da senhora Maria Gilka (Fórum dos Leitores, 13/6) revela os equívocos que se cometem em nome da religião e que perpetram tantos equívocos, desencontros e ações anticristãs. Listando como pecado ações como o divórcio, a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo e outros, a leitora conclui que são pecados “descritos nos dez mandamentos”. Que conste, todos os mandamentos foram resumidos em apenas dois: amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. Assim, sugiro que o exercício das interpretações bíblicas se socorra das devidas hermenêuticas verdadeiramente cristãs e não abuse de pretensas interpretações dos mandamentos feitas de modo tão amplo e inadequado, a bel prazer de seitas, igrejas e sentimentos anticristãos.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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