Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2022 | 03h00

Combustíveis

Gritaria

Não adianta gritar. O preço do combustível no mercado interno tem de acompanhar a cotação internacional do petróleo. Se os dirigentes da Petrobras não agirem de maneira técnica na condução dos preços, podem ser punidos por autoridades e sofrer ações dos acionistas. A compensação pelo aumento dos preços do petróleo tem de vir de diminuição de impostos e melhor eficiência na gestão da empresa. Estamos vivendo uma crise internacional e o governo poderia amenizar isso com uma melhor gestão pública, com diminuição de despesas improdutivas e mais gastos com melhoria social.

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni1941@gmail.com

 São Paulo

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Privatize-se

Se a Petrobras tiver mesmo de sempre seguir os preços internacionais, apesar de ter o Brasil como sócio majoritário, então não faz sentido mantê-la. Que seja privatizada, perca as regalias de que desfruta como estatal e vá concorrer em igualdade de condições com as demais petroleiras.

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Reforme-se

A Petrobras continua a desafiar o governo e o povo brasileiro. O petróleo nunca foi do povo brasileiro, sempre foi dos acionistas da empresa e dos funcionários marajás que têm benefícios que nenhuma empresa no mundo tem. Infelizmente, ninguém tem coragem, há anos, de mexer nesse vespeiro. O povo passa fome, a classe média não suporta mais o preço da gasolina, enquanto uma casta de imexíveis e marajás chupa o sangue do povo. Isso tem de acabar.

Elio S. Silva

ele56@bol.com.br

São Paulo

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Brasil

O paraíso dos carrascos

Não mais se comentou o assunto, e os agentes da Gestapo brasileira, milícia de Bolsonaro em que se transformou a Polícia Rodoviária Federal, que sufocaram com gás letal no interior de uma viatura o cidadão brasileiro Genivaldo de Jesus estão livres como passarinhos, porquanto a juíza do respectivo inquérito considerou não se justificar sua prisão preventiva. Uma decisão simplesmente ruinosa, similar aos demais descalabros que presentemente nos desabam. Nosso país parece ultimamente o paraíso dos carrascos, envergonhado diante do mundo.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Crime na Amazônia

O Brasil exposto

O caso de Dom Phillips e Bruno Pereira trouxe à tona, para todo o mundo, a desnorteada situação das fronteiras da Amazônia com a Colômbia e o Peru. A região é habitada por traficantes, pescadores ilegais, garimpeiros, e a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Exército têm ações restritas nesse local. Além da perda irreparável para as famílias de Bruno e Dom, imagina-se que crimes semelhantes a este sejam frequentes, com bem menos repercussão nacional e internacional. O que se espera das autoridades brasileiras é um plano de ação legítimo e eficaz para extinguir, ou ao menos reduzir, a absurda desordem em nossas fronteiras.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Eleições 2022

Dias melhores

Alckmin é vaiado em ato de apoio a Lula em Natal (Estado, 17/6). O político que comandou por mais tempo o maior Estado da Federação desde a redemocratização já viu dias melhores. “Não existe a menor chance de aliança com o PT. Vou disputar e vencer o segundo turno, para recuperar os empregos que eles destruíram saqueando o Brasil. Jamais terão meu apoio para voltar à cena do crime” – frase dita por ele durante a segunda e última campanha presidencial em que se engajou, em 2018, contra o petista Fernando Haddad. Atingiu, então, um modesto quarto lugar no primeiro turno. Na primeira, em 2006, foi adversário direto do próprio Lula e chegou ao segundo turno, mas perdeu por não contar com o apoio explícito do seu partido, o PSDB. Os que nele votaram nos dois pleitos ainda não conseguiram digerir nem entender sua nova atitude de se lançar como vice-presidente na chapa de Lula. A desconcertante reviravolta, mais do que expor o até então dissimulado senso de oportunismo de Alckmin, revela a cepa lamentável do político brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRIME NA AMAZÔNIA

A comprovação do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips pelos irmãos Amarildo da Costa, o Pelado, e seu irmão, Oseney da Costa, no Estado do Amazonas, mostra como aquela região se transformou numa terra extremamente perigosa e sem lei. Urge que nossas autoridades ponham fim a essa triste realidade, para que não percamos a capacidade do controle daquela imensa região, fundamental para a preservação desse gigantesco bioma que é fundamental para todo o planeta e para nós, principalmente.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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EXEMPLO VEM DE CIMA

O prefeito de Atalaia do Norte (AM), Denis Paiva (União Brasil), afirmou que o desaparecimento de Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips na região foi um "caso isolado" que poderia ter relação com a "máfia dos peixes", e que “as notícias de que aqui é terra sem lei, que o narcotráfico reina, são mentira". Ele apenas está seguindo os passos de Bolsonaro, que declarou que havia “uma busca incansável pelos desaparecidos”, e que a destruição da Floresta Amazônica é “coisa que não existe" e que ela “não pegava fogo porque era uma floresta úmida". Mentiras grosseiras à parte, nada vai devolver os desaparecidos que foram vítimas do vácuo existente na Amazônia Legal, resultado da visão do governo de que se trata de uma Cosa Nostra, que deve ser explorada a qualquer custo ambiental, dane-se o Brasil, os brasileiros e o resto do mundo.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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CRIME ABALA IMAGEM DO PAÍS

Com a cara do descaso de Jair Bolsonaro para com o meio ambiente, mais um grave episódio ocorre com a morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips na Floresta Amazônica. Os suspeitos, Amarildo Oliveira e seu irmão, Oseney Oliveira, confessaram e indicaram à Policia Federal o local do bárbaro assassinato. Lógico que lamentamos os quase 50 mil assassinatos que, infelizmente, ocorrem por ano no Brasil. Porém, estarrece ver o comportamento inadequado do presidente Bolsonaro, literal inimigo da manutenção da nossa floresta, que primeiro chamou o indigenista e o jornalista inglês de “aventureiros”. E sobre o jornalista, disse que “esse inglês” era “malvisto” na região porque “fazia muita matéria contra garimpeiros, questão ambiental”. É assim que, infelizmente, Bolsonaro, vê aqueles brasileiros e estrangeiros que lutam pela preservação da Floresta Amazônica. Só faltou repetir o que diz sobre seu desprezo também às mortes na pandemia: “E daí? Não sou coveiro!”. Mais um fato lastimável que abala a imagem do País.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CASO BRUNO E DOM

Bolsonaro disse mais de uma vez que o indigenista e o jornalista eram malvistos na região. Entre as várias pessoas que não gostavam deles, estão os contrabandistas de madeira da época em que o ex-ministro Ricardo Salles queria deixar passar a boiada.

 

José Milton Glezer 

jmglezer@uol.com.br

São Paulo

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ECOSSISTEMA DO CRIME

O editorial do Estadão (O ecossistema do crime na Amazônia, 16/6, A3) revela as consequências do abandono total da vigilância e fiscalização da região pelo governo Bolsonaro. Dois homens íntegros e valorosos foram brutalmente assassinados para que se revelasse a barbárie e o abandono de território tão valioso do País. Mas não foi por acaso, e sim devido à implantação de uma política ignara que, a bem da verdade, o presidente declarou durante a sua campanha eleitoral. O problema é que a maioria dos eleitores não tinha conhecimento da magnitude do absurdo e das suas consequências. Porém, isso não o isenta de responder pelo que aparenta ser a maior perda das nossas riquezas durante um mandato. Cabe agora aos deputados federais que cumpram com as suas obrigações. No caso, exigir do deputado Arthur Lira, que vem retendo ilegalmente centenas de processos solicitando a destituição do presidente Bolsonaro, coloque-os em votação. Ou responda com ele pelos crimes relatados. Ainda temos aqueles contra a humanidade, em decorrência do aquecimento global. Em sete décadas que acompanho a política nacional, não lembro de nenhum outro presidente tão ruim. E não faltou estupidez neste período.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COBERTURA JORNALÍSTICA

Parabéns ao Estadão pela extraordinária cobertura jornalística do brutal assassinato de Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips na Amazônia. Esses crimes de repercussão mundial precisam ser um momento extraordinário de inflexão na história do Brasil em direção a uma virada total nas até aqui tão desastrosas políticas governamentais em relação à nossa grande floresta-mãe. Desmatar a Amazônia é matar o Brasil. Uma nação matricida cometendo suicídio coletivo por ignorância de muitos e perversa ambição de poucos. Ela é a fonte de água e vida para todo o Brasil, irrigando nossa agricultura, enchendo os nossos rios de água potável e movimentando as hidrelétricas, que nos dão energia e luz. O Brasil é uma dádiva da Amazônia.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BOLSONARO E A AMAZÔNIA

Nosso presidente, homem de escassa leitura, parece influenciado pelos “gibis”. Então, a exemplo do faroeste americano, ele imagina a ocupação da Amazônia com a neutralização dos “perigosos selvagens”, a derrubada do “inferno verde”, a promoção de uma corrida pelo ouro, nióbio, ferro e sabe-se lá que outros minérios, etc. Desde o início de seu governo, deixou patente suas intenções, quando, divulgadas as fotos sobre as queimadas, a providência foi exonerar o diretor responsável. De que adiantam as tão faladas fabulosas reservas minerais se, a pretexto da “soberania”, não se estabelecem regras para facilitar a exploração através de capitais estrangeiros, já que as empresas nacionais não possuem capitais suficientes?

Nestor Rodrigues Pereira Filho

nestor.filho43@gmail.com

São Paulo

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AS QUATRO LINHAS DE BOLSONARO

Bolsonaro diz que atua "dentro das quatro linhas da Constituição". Essa expressão, no jargão popular, refere-se às dimensões de um campo de futebol, que pode ser até de 120 m x 90 m. Só que as quatro linhas da Constituição de Bolsonaro são de um campo de golfe, que pode ter de 40 a 50 hectares.

Bernardo Assis

bafpsi7@uol.com.br

Rio Vermelho (BA)

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REELEIÇÃO

Por que alguém votaria na reeleição do presidente Bolsonaro se ele trocou o poder de 57 milhões de votos pelo Centrão, com seus interesses particulares?

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PEC DO CENTRÃO

A PEC do Centrão que dá ao Congresso poder de mudar decisão do Supremo Tribunal Federal me fez lembrar de uma frase de E. Zuroff: "A justiça não pode existir onde a política domina".

             

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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‘A IRONIA DE SIMONSEN’

Excelente artigo do engenheiro Jerson Kelman (A ironia de Simonsen, 15/6, A8)! Leitura obrigatória para todos nós e para os nossos congressistas.

Cleo Aidar

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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PRAÇA AMIR KHAIR

Eu e o meu irmão, Sérgio Khair, adotamos recentemente, pelo prazo de 12 meses, a Praça Amir Khair, na Rua Daniel Klein, Jardim São Luís, M'Boi Mirim, na zona sul paulistana. Firmamos o termo de cooperação com a Prefeitura Municipal de São Paulo e já estamos fazendo várias melhorias na praça. Com recursos exclusivamente nossos, iremos revitalizar o espaço público e dar um presente para a comunidade local, em uma área periférica da cidade. Seria bom que esse tipo de iniciativa fosse mostrado e divulgado para inspirar outras pessoas, baseado nos princípios da cidadania ativa, inclusão social, resgate do espaço público e combate à desigualdade.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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OCUPAÇÃO DAS RUAS

Já não bastasse os bares e restaurantes que ocupam as calçadas, agora a Prefeitura autorizou montarem plataformas nas ruas. Isso já é um pouco demais com o trânsito que temos na cidade e parte das ruas serem ocupadas por mesas de bares e restaurantes. Além disso, há o risco de, eventualmente, um carro colidir com esse tipo de "puxadinho" criado para invadir as ruas. A quantidade é tão grande que deixa claro que não é eventual nem abusivo: esses estabelecimentos devem estar pagando a Prefeitura de São Paulo para usar as ruas.

Carlos Alberto Duarte

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTÃO-ALIMENTAÇÃO

A diferença entre gestores públicos da minha região é gritante. Na cidade de Sumaré, onde sou servidor, nós temos o cartão-alimentação no valor de R$ 230 desde o ano de 2019. No final de março de 2022, foi aprovado o aumento para R$ 400. Cada servidor tem um valor descontado referente ao salário. Passados três meses do "acordo", até agora não recebemos o aumento. Nos últimos três anos, os preços das mercadorias dobraram e o prefeito sumareense se esqueceu dos servidores. Exemplo dos vizinhos: em Nova Odessa, fevereiro de 2022, foi aprovado o valor do cartão-alimentação para R$ 552, e retroativo a janeiro. Em Campinas, o cartão-alimentação é de R$ 1,249, aprovado em março e pago no mês de abril. Enfim, a desculpa de sempre é “orçamento”, porém leio o Diário Oficial do Município e foram criadas várias secretarias, e semanalmente tem nomeações de amigos/chegados e políticos, com festival de cargos e gratificações em que sobra/jorra dinheiro para os próprios interesses.

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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PROPAGANDA ENGANOSA

Depois de o icônico McDonald's ser flagrado ao ter lançado no País o sanduíche McPicanha sem a carne anunciada, o badalado Burger King teve de dar satisfações aos consumidores brasileiros que se sentiram enganados ao comprar o sanduíche Whopper Costela sem a carne citada. Agora, a mundialmente respeitada Nestlé foi chamada a prestar esclarecimentos sobre a linha de biscoitos Nesfit (aveia e mel, leite e mel, mel com amêndoas) sem o ingrediente mel destacado nas embalagens. Diante dos condenáveis e inadmissíveis casos de propaganda enganosa, que descumprem o prometido, é recomendado aos eleitores ficarem atentos às promessas ilusórias de Lula e Bolsonaro na campanha presidencial. Depois dos graves malfeitos que ambos fizeram ao País, todo cuidado será pouco para não comprar gato por lebre, corrupto por honesto e fascistoide por democrata.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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