Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2022 | 03h00

Petrobras

Uma renúncia por semana

Como era esperado, o presidente da Petrobras José Mauro Coelho acabou cedendo às pressões do capitão Bolsonaro e de Arthur Lira e renunciou ao cargo. A política de preços da Petrobras é pautada no preço de paridade de importação (PPI), implantado na época de Michel Temer. O Congresso pode revogar essa ementa, mas não o faz. Em 2021, o valor das importações de derivados de petróleo aumentou em 82%, não só por causa do aumento do preço do petróleo e da taxa de câmbio, mas também porque em 2019 a Petrobras ignorou o alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a necessidade de aumentar a capacidade de refino do petróleo para evitar escassez de gasolina, óleo diesel e gás no mercado. Logo, poderíamos ter reduzido a importação dos derivados e evitado a necessidade de paridade com os preços internacionais. O governo é o maior acionista da estatal e pode usar uma parte de seus lucros para amortecer os constantes aumentos de preços, mas prefere terceirizar o prejuízo. Estes são os fatos, e nada vai mudar, porque o objetivo é enrolar até as eleições. O resto é fake news.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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No espelho

“Saia daí, saia já! Esse lugar não é seu. É do Brasil!” Essas palavras, dirigidas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, a José Mauro Coelho, agora ex-presidente da Petrobras, numa reação demagógica diante do recente reajuste dos preços dos combustíveis, deveriam se voltar, sim, para ele próprio, que se tem valido do cargo para promoção pessoal, visando a interesses eleitorais.

Geraldo Tadeu Santos Almeida

gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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Histeria

Perguntar não ofende, mas faz pensar: se este não fosse um ano de eleições majoritárias, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Arthur Lira, estariam nesta histeria contra a Petrobras, que dá milhões de dividendos ao governo? Será o medo de não reeleição e de ambos perderem seus poderes?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Insumo estratégico

O preço do combustível é o calcanhar de aquiles do governo e um drama para a sociedade, porque gera inflação e pobreza. Combustível, portanto, deve ser tratado como insumo estratégico nacional.

Valerio Costa Bronzeado

valeriocostabronzeado@gmail.com

João Pessoa

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Crime na Amazônia

Exibição repugnante

Novamente, Jair Bolsonaro dá mau exemplo ao mundo. No sábado (18/6), participou de uma motociata em Manaus, Estado onde há poucos dias foram executados o indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips, causando repugnância internacional. Desdenhando do nefasto acontecimento, porém, Bolsonaro resolveu se divertir com seus seguidores. Trabalhar, que é bom, nada. Afinal, estava comemorando o fim trágico dos defensores da Amazônia ou a gasolina a R$ 10,00 o litro? De qualquer maneira, é o pior presidente jamais visto na história deste país, como diz o ex-presidiário Lula da Silva.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Velho-Oeste tupiniquim

A morte brutal de Bruno Araújo e Dom Phillips é o retrato do Brasil na era Bolsonaro. Somos um país que deixou de respeitar os direitos humanos básicos, a Constituição e as legislações para colocar o lucro e a exploração acima de todos. Caso não fosse a pressão da mídia, nem sequer saberíamos deste caso horrendo que o mandatário da República tratou como mero caso de desaparecimento de dois homens “malvistos” na região. Até quando regrediremos à condição de Velho-Oeste tupiniquim?

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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50 anos de Watergate

Quem é Bolsonaro

Lendo o artigo escrito por Carl Bernstein e Bob Woodward Manobras de Trump foram além das de Nixon (Estado, 18/6, A20 a A22), não é necessário ser muito esperto para entender com clareza quem é Jair Bolsonaro, o que ele fez, o que está fazendo e o que pretende fazer quando perder as eleições. Penso que, no mínimo, vai seguir o conselho de Steve Bannon no sentido de “envenenar” o próximo governo, para que já nasça “morto”.

Regis Buttignol

regis@bersanimoveis.com.br

Valinhos

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PETROBRAS

A privatização da Petrobras é o tema dominante em Brasília e em todas as rodas políticas e econômicas do País. Não é vantagem alguma para o povo brasileiro ter o seu dinheiro investido numa petroleira e os seus representantes – governantes e congressistas – não poderem decidir sobre a política de preços dos produtos. Só teria algum significado se houvesse falta de petróleo e derivados e a existência da Petrobras garantisse o abastecimento. Mas isso é feito por qualquer empresa do ramo. A Petrobras prospectou petróleo e montou o parque de refino, mas, desde 2016, quando passou a ser obrigada a seguir a tabela internacional do óleo, não faz qualquer diferença para o consumidor em relação a uma empresa privada do setor. Privatizá-la é o melhor a fazer. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado em vender todas as estatais e retornar o dinheiro ao povo, seu verdadeiro dono. Isso seria uma tarefa para depois das eleições e para ser cumprida em quatro, cinco ou seis anos. Mas antes nada impediria o governo de utilizar o lucro das estatais em empreendimentos sociais que compensem o patrimônio popular nelas investido. Eletrobras, Correios, Petrobras e centenas de negócios que possuem dinheiro público em sua estrutura societária precisam ser privatizados e o numerário, carreado ao sustento de programas sociais para os mais pobres e para saldar a grande dívida de saúde do governo brasileiro para com a população: a modernização e recuperação do Sistema Único de Saúde (SUS), que foi criado para ser o maior programa de saúde do mundo, mas nunca funcionou nesse nível apesar dos rios de dinheiro que consome. Temos hoje a desculpa da pandemia, mas mesmo antes de sua chegada já havia a nefasta fila de doentes de todas as complexidades nas portas dos hospitais públicos e conveniados à espera de internação e, principalmente, cirurgias. Muitos morreram antes de serem atendidos.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br  

São Paulo

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PREÇO DO COMBUSTÍVEL

Quem mais grita com o preço do combustível é quem mais se beneficia. O poder público deve receber este ano, até julho, mais de R$ 30 bilhões da petroleira. Se quer diminuir de verdade o preço do combustível, deve usar esse lucro para subsidiar o preço do diesel e assim amenizar o problema e não onerar o acionista minoritário nem a gestão eficiente da empresa.

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni1941@gmail.com

São Paulo

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O CUSTO BOLSONARO

A interferência de Bolsonaro causou prejuízos bilionários para a Petrobras e não irá reduzir o preço dos combustíveis. A interferência de Bolsonaro na saúde atrasou o combate à pandemia e a compra das vacinas, e o resultado foi um número de mortos muito maior do que a média mundial. A interferência de Bolsonaro no meio ambiente causou a explosão do desmatamento e dos crimes ambientais, que deixaram de ser combatidos. A interferência de Bolsonaro na Polícia Federal causou o fim das investigações que poderiam prejudicar seus filhos e a açodada conclusão de que não houve mandante no assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira. A gestão de Jair Bolsonaro é catastrófica para o País. O Brasil precisa acordar e sair do estado de letargia em que se encontra e escorraçar Bolsonaro da Presidência da República.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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OS MATADORES DA FLORESTA

Os perigos da floresta sempre foram as onças-pintadas e seus congêneres capazes de matar um homem pelas garras e dentes. Hoje eles têm a companhia de seres racionais, porém dirigidos por mefistófeles e seus asseclas do primeiro estágio da eternidade de Dante, o inferno. E seu chefe os orienta do Planalto, dissimulando que fiscaliza as terras amazônicas.

Amadeu Garrido

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MANDANTES DOS CRIMES

Sob um governo de viés autoritário, fascistoide e negacionista, os mandantes dos bárbaros e covardes crimes de assassinato e eliminação dos defensores das minorias perseguidas jamais serão encontrados. A culpa cairá sempre nos peixinhos pequenos, marionetes vítimas dos tubarões defensores do status quo do crime organizado no Rio de Janeiro, na Amazônia, em qualquer parte do País. Está tudo dominado.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘REMANESCENTES HUMANOS’

Procurei em todos os sites e jornais e não encontrei resposta que justificasse, para além da patética entrevista coletiva da "força-tarefa" que anunciou, orgulhosa, o "desfecho do assassinato" de Dom e Bruno, a inexplicável e macabra cerimônia do desembarque dos "remanescentes humanos", que ainda seguiriam para análise científica de identificação, dentro de caixões carregados com pompa e circunstância por agentes da Policia Federal, tendo à frente seu diretor-geral. Cômico e ridículo se não fosse trágico.

Paulo Fernando Borges

pfmborges@gmail.com

São Paulo

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RÉQUIEM DOS ESQUECIDOS

Parabéns ao jornal pelo tocante editorial Réquiem para dois amigos do Brasil (18/6, A3), no alvo. Uma perda lastimável a de Bruno Pereira, abnegado funcionário que, a despeito de todas as dificuldades, perseverava, como faz a entender o editorial. Um homem para ser louvado foi crucificado e não ressuscitará. Perdemos todos.

Dionyzio Klavdianos

dionyzio@me.com

Brasília

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TERCEIRA VIA

Quando o PSDB acordar a eleição já passou e, por essa sonolência, vamos caminhar para o abismo. 

Fabio Duarte de Araújo 

fabionyube2830@gmail.com

São Paulo

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CONTADOR LIGADO A LULA

Conforme divulgado no Estadão, descobrimos o contador "mais honesto do País", que por coincidência era quem fazia o Imposto de Renda (IR) do "homem mais honesto do Brasil" e tem escritório no mesmo endereço de Lulinha. Depois de ganhar 55 vezes na loteria apenas no ano passado, fico imaginando como era feita a declaração de IR do ex-presidente. Se vivêssemos num país sério, tais declarações deveriam ser todas revisadas.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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‘O JOGADOR’

Lendo a coluna do sr. Ignácio de Loyola Brandão (Estado, 19/6, C7), desculpe-me mas acho que ele está completamente errado em não conferir os seus jogos de loteria, uma vez que o contador do homem mais honesto deste país, o ex-presidente Lula, já ganhou mais de 50 vezes.

Ariovaldo J. Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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GEOPOLÍTICA

A Colômbia elegeu um guerrilheiro (Em eleição apertada, candidato de esquerda vence na Colômbia, 20/6, A11). O Brasil balança entre um esquerdocorrupto e um nanoditador. De fato, abaixo do canal do Panamá, o território é mesmo a tal “América Latrina”.

A. Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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TIO SAM

Os americanos se cansaram de fazer o discurso "EUA first" e agora, se não abrirem os olhos, terão toda a América Latina “esquerdizada”, aumentando e ampliando as forças russas e chinesas em combate à globalização. A miséria populacional, fruto do desajuste social, somada à pandemia e ao fracasso da economia fizeram com que a sociedade devotasse esperanças nos projetos socialistas e comunistas. Assim, se o Tio Sam se mantiver neutro, perderá forças e o domínio completo da situação nas Américas.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES NA FRANÇA

O presidente Emmanuel Macron não conseguiu obter a maioria absoluta na Assembleia Nacional porque o resultado das eleições legislativas foi afetado por um conjunto improvável de fatores: a guerra na Ucrânia, o aumento dos combustíveis, a inflação interanual em quase 6%, os incidentes no Stade de France, as acusações sexuais contra um ministro do gabinete e uma intensa onda de calor em parte do país que chegou a secar rios. A primeira-ministra Elisabeth Borne prometeu buscar construir uma maioria de ação para tentar a aprovação de sua agenda de reformas (aumento da idade mínima de aposentadoria, planificação ecológica e enfrentamento da emergência climática). A maioria relativa da coalizão governista (Juntos) é resultado do surgimento de uma tripolarização em decorrência dos resultados tanto da coalizão de esquerda (Nupes) de Jean-Luc Mélenchon como da Reunião Nacional de Marine Le Pen. Os desafios da França serão grandes nos próximos cinco anos.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PARADA LGBT+

Sucesso estrondoso a Parada LGBT+ em São Paulo (Estado, 20/6, A14). Presentes cerca de 3 milhões de participantes. Mulheres e homens que não querem compaixão, mas exigem respeito. Somos todos iguais como seres humanos e ninguém merece ser ofendido nem agredido, muito menos assassinado, porque tem opção sexual diferente da sua. É preciso, urgente, que decaídos de espírito e de sentimentos amadureçam. Fim da linha para a brutal e covarde intolerância. Que o amor e a compreensão perdurem para sempre nos corações.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FERROVIAS PAULISTAS

Gostaria de sugerir à imprensa que pedisse aos senhores candidatos ao Governo do Estado de São Paulo seus planos de trabalho. Não existe inovação no Estado há muito tempo. Na questão cada vez mais crítica da energia que afeta o transporte, a inação é total. É necessária a reativação das ferrovias paulistas. Da mesma forma que o governo central criou as LCA e LCI, o Governo de São Paulo pode criar a LCF-P, um investimento que cada um de nós pode fazer, criando recursos para o desenvolvimento ferroviário de São Paulo. Basta que cada um de nós paulistas veja sua conta mensal de pedágio e combustível. Qualquer valor que possamos investir nas LCF-P nos dará um grande retorno. A palavra inovação deve se contrapor a essa mesmice medíocre de A falar de B, porque nada se constrói nesse estado. O mundo todo tem problemas e trabalha para resolvê-los. Aqui, não se fala de trabalho ou se procura solução. Que tal mudar?

Maria Cristina Cordeiro Dellatorre

cristina.cordeiro1414@uol.com.br

Itatiba

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