Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2022 | 03h00

PEC dos Benefícios

Chora, Brasil

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022 pelo Senado, na quinta-feira passada, foi de fato uma afronta à Constituição. Sem passar por discussões mais sérias nem tampouco ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, essa aprovação, com o acordo de todo o Senado – que, como bem nos lembrou o Estadão, foi covarde –, com a exceção do senador José Serra, acabou com toda a esperança de termos nesta Casa Legislativa um dos pilares de defesa de nossa democracia. O reconhecimento de “estado de emergência”, apenas para atender a interesses eleitoreiros, é de uma desfaçatez que agride o cidadão brasileiro e destrói “quase” tudo aquilo que, custosamente, o brasileiro conseguiu desde a redemocratização. É o mais lamentável e descarado exemplo de compra de votos. Caso a Câmara dos Deputados aprove essa PEC, o que é bastante provável, será o momento de todos nós chorarmos.

Paulo Roberto Guedes

prguedes51@gmail.com

São Paulo

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Suicida não

O termo kamikaze (vento divino) teve vários sentidos ao longo da história do Japão, mas o mais conhecido é daquele piloto que partia com uma bomba presa ao corpo, o combustível só de ida e espatifava o avião contra o navio de guerra americano. Embora pareça uma estupidez, era a última arma de que os japoneses dispunham com objetivos nobres de salvar a pátria, oferecendo a sua própria vida. A PEC que estão chamando de Kamikaze não tem nada que ver com isso. Muito ao contrário, tem um único objetivo: de catar votos nas eleições deste ano e garantir sua sobrevivência política, utilizando impunemente o nosso dinheiro.

Guenji Yamazoe

guenji@yamazoe.com.br

São Paulo

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Cobertor curto

Será que a grana obtida com a venda da Eletrobras será suficiente para cobrir o pacote de bondades que Bolsonaro promete? Acredito que não.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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Educação e trabalho

Formação profissional

Reportagem de Juliana Pio no Estado de 3/7 (B1 e B2) mostrou que as empresas estão formando seus profissionais para suprir as necessidades de mão de obra qualificada. A formação superior deveria cumprir o papel econômico vital, não só de preparar profissionais cada vez mais habilitados, mas também elevar o nível cultural e político da sociedade, com reflexos positivos no aumento da produtividade e do PIB de um país. Mas é recorrente a reclamação de empregadores quanto às competências e habilidades dos alunos formados pelas Instituições de Ensino Superior (IES). De modo geral, as empresas acabam consumindo tempo e recursos em programas de qualificação profissional para suprir a falta de conhecimento que os recém-formados deveriam ter adquirido nos bancos escolares. Pesquisa recente, apresentada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, sobre o nível de preparo dos recém-formados para exercer a profissão mostra o abismo de competências. Enquanto 62% dos recém-formados e 69% dos gestores acadêmicos indicam um alto grau de preparo na formação dos estudantes, só 39% dos empregadores consideram os alunos preparados para a profissão. Para analisar o impacto na sociedade da falta de profissionais qualificados, estudo realizado pela Korn Ferry com empregadores das 20 maiores economias do mundo chegou a resultados estarrecedores: em 2025 a falta de mão de obra qualificada será responsável pelo déficit de US$ 3,8 trilhões na produção mundial e chegará a US$ 8,5 trilhões em 2030. No Brasil, a projeção para esse déficit de produtividade é de R$ 800 bilhões em 2030. Infelizmente, muito pouco tem sido feito nesse sentido pelas universidades, principalmente porque o MEC, como órgão regulador do sistema de ensino superior, não tem exigido das IES um desempenho mínimo de empregabilidade dos formandos em seus processos avaliativos.

Oscar Hipólito,

professor titular da USP

ohipolito@uol.com.br

São Paulo

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Dom Cláudio Hummes

Exemplo

O País está consternado com a morte de Dom Cláudio Hummes, cardeal-arcebispo emérito de São Paulo. Exemplo de fé e de coragem em defesa dos excluídos e da restauração da democracia, em plena ditadura militar. Um verdadeiro franciscano.

Geraldo Tadeu Santos Almeida

gege.1952@yahoo.com.br

Itapeva

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

POIS, POIS

Em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro cancelar o encontro com o presidente de Portugal, sr. Marcelo R. de Sousa, é de rir. Quem aí é o néscio?

                              

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com  

São Paulo

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BRASIL E PORTUGAL

“A reunião foi muito boa, foi formalmente muito boa, foi substancialmente muito boa. Como eu disse, e como disse o presidente Bolsonaro, era uma reunião entre irmãos, foi uma reunião entre irmãos”, disse o presidente de Portugal no final do encontro com o presidente do Brasil, no Palácio do Planalto, em 2/1/2019. Esse era o pé em que as coisas estavam antes de retornar ao Brasil. Camões tem muito a ensinar para os que vão além da Taprobana sobre o conflito entre o amor e os poderes perversos do mundo.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ENGOLINDO SAPO

O presidente Jair Bolsonaro, depois de afrontar a Rede Globo de todas as formas possíveis, agora tenta se socorrer em sua audiência para sair do ostracismo político e divulgar as obras de seu desgoverno. Na verdade, não é a primeira vez e nem será a última que Bolsonaro precisa engolir sapo para manter sua saga para a reeleição que se mostra cada vez mais distante. Quem viver verá mais sapos engolidos!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LULA NA BAHIA

Resumo da exaurida participação do pré-candidato Lula na festa do povo baiano, em 2/7/2022: inovando, leu, sem muito gaguejar, um texto padrão que cabe também à campanha de qualquer adversário, citando, como promessas, dispositivos constitucionais. Nessa fase, foi um Lula bem-ensaiado na leitura pela professora Janja, que estava ao seu lado cuidando das laudas. Esquecendo-se, creio, das aulas, sem conseguir controlar os involuntários impulsos pelo improviso, distante das laudas, das apostilas e da Janja, voltou a ser o falastrão Lula de sempre, que nem aos "cumpanhêro" bajuladores convence mais. Aquele que ainda pensa ser o brasileiro um idiota, um catecúmeno. Falou, falou e falou, com zero poder de convencimento e de verdade. Intuiu, por absurdo, que no seu governo os bandidos e marginais da lei serão investigados, condenados e presos. Tendo passado por esse protocolo há pouco tempo, com dois anos de cadeia já cumpridos, restar-lhe-á assinar para si o decreto da graça e do autoindulto. Alô, Lula, ainda há tempo para incluir esse decreto como promessa de campanha. De qualquer forma, continue falando, com ou sem ódio, tanto faz. O eleitor agradece.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARTIDO NOVO

‘O Novo é o único comprometido com uma 3ª via’ (Estado, 2/7, A15). Não há dúvida de que o Partido Novo mexeu com o sossego de muitos políticos de carteirinha, e promoveu  avanços. Mas é ainda um partido desconhecido da maioria da população. O momento delicado em que o país se encontra pede bom senso e a devida urgência. O Novo deveria abrir mão da candidatura única a presidente e engrossar o time de Simone Tebet, como fizeram o PSDB e o Cidadania. Antes que seja tarde.

Maria Lucia Ruhnke Jorge

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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PESQUISAS ELEITORAIS

Penso que a imprensa e as pesquisas eleitorais prestam um desserviço às eleições e à democracia ao apontar quem serão os mais votados, quem irá ao segundo turno e quem já ganhou a eleição presidencial muito antes do início da campanha eleitoral, tirando a motivação de candidatos e de eleitores. Se já se sabe quem vai ganhar, nem vamos mais votar. Imprensa e pesquisas deveriam informar e pesquisar o que os eleitores querem e quais os programas dos candidatos. O que deve ser feito para melhorar a vida dos brasileiros. E não ficarem fazendo fofocas de comadres e dando palpites furados. Os eleitores brasileiros, em sua maioria, não acompanham a complexa vida política nem estão interessados. Ao definir dois nomes liderando as pesquisas, inviabilizam outros candidatos. O eleitor pesquisado aponta nomes que ele conhece, e não necessariamente os melhores. As pesquisas são marteladas na televisão até enlouquecer o eleitor. E depois a imprensa fala mal da polarização que ela popularizou.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PEC KAMIKAZE

Espero que os jornais de todo o Brasil publiquem uma lista dos deputados federais que votarem a favor da PEC Kamikaze, para que os eleitores possam tomar conhecimento de quem votará responsavelmente ou quem seguirá a covardia com que votaram os senadores, com medo de serem apontados como algozes do tão sofrido povo brasileiro que ora passa por tantas necessidades. A exemplo do senador José Serra, que mostrem para eles que essa Proposta de Emenda à Constituição não foi criada para minimizar sua penúria, mas sim para usar seu sofrimento apenas para que Jair Bolsonaro, em seus delírios maquiavélicos, possa obter vantagens eleitorais, porque logo em seguida terão esse auxílio oportunista comido pela inflação e alta de juros, com piora na já tão frágil economia e com consequências nefastas para o País, sobretudo para os que ele mente sobre esse benefício de última hora. Seria importante e tão mais eficaz que os deputados deixassem bem claro que pretendem ajudá-los, sim, não dessa forma que é mais uma armadilha do que auxílio, porém de maneira bem pensada e responsável para que esse benefício não se transforme numa bomba-relógio a estourar nas mãos do próximo governo, prejudicando-os ainda mais. O povo, mesmo em sofrimento, com certeza será capaz de entender. Para isso é preciso que os parlamentares e o presidente da Câmara, Arthur Lira,  coloquem de verdade – e não de fancaria – "o Brasil acima de tudo", em especial acima de um governante oportunista, sem amor à Pátria e sem o menor interesse pelo povo que lhe concedeu o privilégio e a enorme responsabilidade de dirigir os destinos desta nação. Que esse milagre tenha chance de acontecer!

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

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FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Apesar do desemprego, faltam profissionais bem preparados no mercado de trabalho. Grandes empresas nos EUA, em alguns países europeus como a Alemanha e agora no Brasil passaram a formar profissionais em escolas próprias (Estado, 3/7, B1). A XP investiu R$ 100 milhões criando sua faculdade. A BTG investiu outros R$ 200 milhões inaugurando em fevereiro o Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli). O Hospital Albert Einstein, com seu curso de Técnica de Enfermagem, contrata mais de 80% dos alunos. Assim como a Weg Motores, que aproveita 100% de seus alunos. Também um grupo de 45 empresas pelo País, como a 3M, Loreal, Suzano, Siemens e Volkswagen, investem no Instituto Formare. A taxa de empregabilidade do programa chega a 93%, e 65% dos alunos ainda fazem graduação. Ou seja, enquanto o governo de Jair Bolsonaro não é capaz de ter um ministro da Educação digno da importância que se exige dessa pasta, e ainda permite que amigos picaretas desviem recursos da área, as empresas, que não têm tempo a perder, investem em escolas próprias na formação de profissionais.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GOLPE DO ‘JOÃO-SEM-BRAÇO’

A reportagem de André Borges sobre escassez de fertilizantes (Estado, 4/7, B1) é por demais oportuna em vista da ignorância que abunda no atual governo federal, com o auxílio de um Congresso capturado pelo chamado Centrão. É inacreditável não só a estupidez do atual governo, como a da maioria das empresas que já solicitaram 50 pedidos de pesquisas e lavras relacionadas à extração de potássio (K), mineral na Amazônia ao longo da calha do Rio Madeira. Para eles, o aquecimento global é assunto inexistente, assim como a importância daquele bioma no combate ao fenômeno que ameaça a existência da atual civilização. E a alta dos pedidos ocorre enquanto o Ministério da Agricultura busca alternativas. Tais pedidos nos enojam ante o depoimento à reportagem do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Luís Azevedo, que já atuou com projetos de K, afirmando que as suas jazidas na Amazônia, onde estão as rochas com maior concentração de minério, se localizam a 800 metros de profundidade. Só a sondagem levaria de dois a três meses. Custo inicial: US$ 1 bilhão. Ora, essas solicitações parecem interessadas em mais explorar as demais riquezas da floresta do que socorrer a agricultura, tais como o ouro e outros minérios, as árvores, além da terra propriamente dita. Um autêntico golpe do “joão-sem-braço”. Mas, neste governo, pode até colar.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CARVALHOSA E O STF

No último domingo, Modesto Carvalhosa, com a habilidade de poucos, traçou diagnóstico e prescreveu receita para as mazelas que as sociedades democráticas têm sofrido sob a "tutela" das supremas cortes contemporâneas (Neutralizar o poder político da Suprema Corte e do STF, 3/4, A4). Com todo o possível respeito que o ilustre doutrinador merece, o problema não está necessariamente no sistema de eleição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sim na (in)conveniente inércia do Legislativo, que deveria determinar exatamente quais são as regras que o STF deveria proteger e observar. Se o STF não protege e observa as leis, então o problema é outro e a solução, mais uma vez, está sob a responsabilidade do Legislativo. Em um país onde a elite política tem o interesse do Estado acima do individual, e onde a ética fornece o norte comportamental, o sistema atual funcionaria. Como essas premissas não ocorrem no Brasil atual, não é a mudança do sistema de eleição para o STF que mudará o comportamento daquela Corte. A sociedade precisa entender como o sistema funciona e votar visando a resolução desse problema. Procura-se um estadista.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

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‘ESPAÇO ABERTO’

O Supremo Tribunal Federal tem sido objeto de atenção nos últimos dias na seção Espaço Aberto em razão de decisões carregadas de cunho político, algo evitável se julgasse apenas questões constitucionais, e não coisas corriqueiras de um tribunal de recursos, sem contar atuar também como foro privilegiado para julgamento de políticos envolvidos em ilicitudes. Sem dúvida está na hora de uma reforma desse colegiado de modo a evitar tais aberrações em uma Corte da qual se espera sabedoria, serenidade e prudência.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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SUPREMA CORTE DOS EUA

Desde a Antiguidade, os primeiros conjuntos de leis (a exemplo do Código de Hamurabi, século 18 a.C.) visavam não só manter a ordem, mas também homogeneizar a cultura e o comportamento da sociedade do reino (no exemplo, a Babilônia). Apesar da evolução humana nestes 40 séculos, assistimos agora a um retrocesso civilizacional provocado pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Sem entrar no mérito da questão, reverter o direito constitucional ao aborto, ou mesmo discutir a revogação de precedentes que asseguram o acesso a contraceptivos e o casamento entre homossexuais, são controversos e não se coadunam com a sociedade norte-americana pela sua formação multiétnica e uma das mais avançadas e instruídas do mundo.

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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DUAS DORES

Sempre avaliei como um dos acontecimentos mais carregados de sofrimento a perda de um filho com os pais ainda vivos. Tal reflexão quase sempre me remete às imagens de milhares destes despedindo-se de filhos que, bastante jovens, dirigiram-se às guerras e não contaram com sorte bastante para regressar, e a tantas outras situações nas quais os seres talvez mais amados pelas pessoas que os acompanharam no seu desenvolvimento desvanecem, deixando um vazio às vezes difícil de preencher. Recentemente, o filho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, morreu aos 40 anos de idade (Estado, 4/7, A8), e poucos anos atrás o técnico de futebol Abel Braga foi impactado pela notícia da queda de seu filho do apartamento onde residia. São fatalidades, entre muitas outras, que despertam em minha memória casos semelhantes envolvendo amigos e conhecidos que tiveram de enfrentar dores idênticas.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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SERGIO ROUANET

Nestes tempos sombrios e bicudos que o País vive sob o negacionista e fascistoide desgoverno Bolsonaro, em que a cultura é vista como grande inimiga e relegada à quinta categoria, cabe um minuto de silêncio em respeito ao diplomata e ex-ministro da Cultura Sergio Paulo Rouanet (Estado, 4/7, C7), criador da chamada Lei Rouanet, em 1991, dispositivo que beneficiava as produções culturais. Sob a (indi)gestão bolsonarista, a lei teve seu nome alterado para Lei de Incentivo à Cultura, despencando de um valor de R$ 60 milhões por projeto para apenas R$ 1 milhão. Como bem disse o filósofo e historiador italiano Guglielmo Ferrero, "a cultura ajuda um povo a lutar com as palavras em vez de o fazer com armas". Viva Rouanet!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘HÁ UM SÉCULO’

Embora com atraso, gostaria de agradecer ao jornalista responsável pela publicação da coluna Há um século, que publicou sobre Tarsila do Amaral ter entrado com sua obra numa mostra em Paris. Sempre perguntei aos professores de História da Arte, e não tive resposta, sobre algo que sempre despertou minha curiosidade: por que uma artista plástica que embora não tenha participado pessoalmente da Semana de Arte Moderna de 1922, por não estar no Brasil, depois aderiu ao tipo de pintura conhecida como arte moderna e inscreveu quadros no Primeiro Salão Paulista de Belas Artes, inaugurado em 1934?

Maria Gilka

mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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