Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2022 | 03h00

Eleições 2022

Para apoiar Lula

Curiosas a de$i$tência de André Janone$ (Avante) de concorrer à Presidência e a indicação de Luciano Bivar (União Brasil) de que fará o mesmo. Pela grafia, acho que nem preciso justificar mais nada. Atualmente, os partidos políticos no Brasil não passam de balcões de negócios escusos. Comércio puro.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Oportunismo

Quer dizer que Luciano Bivar trouxe Sergio Moro para o seu partido, amordaçou a candidatura do ex-juiz, bloqueou o caminho e, agora, quer desistir da candidatura à Presidência para ofertar o partido ao vencedor? Luciano Bivar é um oportunista que representa a parte podre da política. Bloqueou um nome bom (Moro) para vender o partido aos dois piores candidatos que lideram as pesquisas.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Sem vergonha

Num país onde impera a corrupção, os políticos em geral não têm vergonha, têm bolso.

Valdemar W. Setzer

www.ime.usp.br/~vwsetzer

São Paulo

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Bolsonaro em Goiânia

Num país onde grande parte da população não tem sequer uma alpargata para calçar o pé, fazer motociata política é desprezo pela população e/ou absoluto analfabetismo político. Provavelmente ambos.

Marize Carvalho Vilela

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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Urnas eletrônicas

Erro lógico

A alegação de Bolsonaro de fraude na eleição de 2018, por ele mesmo vencida, padece de um grave erro lógico. A fraude teria ocorrido no primeiro turno, e apenas aí. A única razão para isso seria impedi-lo de vencer a eleição e se tornar presidente. Mas houve um segundo turno, Bolsonaro venceu e foi empossado. Ora, o que teria ocorrido entre os dois turnos? Os fraudadores desistiram? Por quê? Afinal, qual a diferença entre vencer uma eleição no primeiro ou no segundo turnos, em termos das atribuições do presidente eleito? Então, ao fim e ao cabo, a alegada fraude não teria prejudicado minimamente Jair Bolsonaro. Portanto, além das agressões em muitas frentes, o presidente agride também a nossa inteligência.

Benedito R. de Moraes Neto

brmneto@gmail.com

São Paulo

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Educação

Servidores de carreira

A respeito do editorial Enfim, algo se moveu no MEC (Estado, 30/7, A3), servidores de carreira podem garantir a estabilidade de políticas públicas, algo tanto mais importante na Educação. O corpo técnico de um ministério tão importante como o MEC ajuda a garantir o setor estratégico da Educação. Cidadãos educados são a condição necessária para uma sociedade justa e pacífica.

Pedro Paulo A. Funari, professor titular do Departamento de

História da Unicamp

ppfunari@uol.com.br

Campinas

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Risco

Existe um sério risco de o editorial Enfim, algo se moveu no MEC (30/7, A3) ter efeitos contraproducentes. Se o presidente Jair Bolsonaro for informado de que fez algo positivo para a Educação, provavelmente correrá para desfazê-lo. Afinal de contas, a única coisa que ele sabe sobre Educação é que existe (!) um tal de Paulo Freire, que deve ser xingado sempre que possível.

Arnaldo Mandel

amandel@gmail.com

São Paulo

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Ordem do Mérito Médico

Ainda a cloroquina

A médica Mayra Pinheiro será condecorada por Jair Bolsonaro com a Ordem do Mérito Médico (Estado, 29/7, A2), por defender o uso de remédio ineficaz contra a covid-19 e tornar-se cúmplice da morte de milhares de brasileiros junto com aquele que a condecorará. O Brasil vive um tempo absurdo. Inacreditável!

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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Medicina sem ciência

A médica Mayra Pinheiro ficou conhecida como “capitã cloroquina”, por ter feito propaganda do uso do remédio sem efeito comprovado contra a covid-19. Como uma pessoa que, sendo médica, joga no time adversário da ciência ainda é homenageada? Só no Brasil!

Mercedes P.Cuencas Dias

mercedesadv@hotmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

APOIO À TERCEIRA VIA

Muito bom e oportuno o manifesto pela democracia organizado pela Faculdade de Direito da USP, que rapidamente teve o apoio maciço de nossas elites empresariais e outras lideranças e que já foi endossado por mais de 500 mil assinaturas, até agora. Certamente, um movimento importante para que o resultado da eleição que se aproxima seja respeitado e, assim, a nossa Constituição seja preservada, sem sustos. Lamentável apenas que nenhum manifesto seja feito pelas elites e que boa parte de nossa imprensa não se preocupe da mesma forma com o fato de o candidato líder de todas as pesquisas ser uma pessoa que foi condenada até a terceira instância, por diversos delitos que causaram bilhões de reais de prejuízo ao País, e ter recuperado todos os seus direitos, sabe se lá como, inclusive para novamente poder ser eleito para a Presidência da República, também em flagrante desrespeito à Constituição. Bom seria se mais um manifesto fosse elaborado e a imprensa se engajasse para, enquanto é tempo, viabilizar uma candidatura de terceira via e o País poder sair da triste situação e perspectiva em que se encontra. Nossos filhos e netos agradeceriam!

John Landmann johnjpaljohn@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA COM HONESTIDADE

Preciso manifestar meu apreço pela honestidade do professor dr. Modesto Carvalhosa, ao se negar a subscrever a nova Carta aos Brasileiros, diferentemente do que fez há 45 anos. Em tempos de polarização extrema, o ilustre professor e jurista escapa da armadilha do mundo binário pretendido por muitos oportunistas. Boa parte dos graves problemas que hoje enfrentamos é gerada pelo desvio de função ou ausência de atuação de um dos Poderes da República: o Poder Judiciário. A impunidade tornou-se proteção de corruptos, que hoje dominam a cena política nacional. Querem nos fazer crer que há uma única saída para esta terrível crise: o populista com pesado passivo delitivo, mas impune, porque a cúpula do Poder Judiciário assim o permitiu. Não tenho bandido de estimação. Não tenho que assinar o tal manifesto pela democracia. No dia das eleições, embora esteja liberada da obrigação pela idade, irei fazer valer minha liberdade de pensamento e minha escolha: votarei em Simone Tebet. Ao professor Carvalhosa, meu profundo respeito.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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DESAFIO À CARTA USP

Perante diversos problemas, a atitude do presidente Jair Bolsonaro foi sempre a mesma: o problema vai desaparecer se for ignorado, ou se sua gravidade for diminuída. A covid-19, que matou mais de 677 mil pessoas, não passou de uma gripezinha; não precisa de se vacinar, basta ser atleta como ele; a carta escrita pelo pessoal da USP declarando apoio à democracia e confiança na votação eletrônica, e assinada por mais de 500 mil pessoas, não passa de reação de banqueiros ao PIX. Vale um desafio: que tal lançar uma carta dirigida à população declarando que: não nos importamos com a democracia; queremos a volta de votação em papel; o cidadão deve se armar para cuidar da sua própria segurança, e devemos continuar a destruição da Amazônia, pois é nossa? Vence a carta que coleta o maior número de assinaturas!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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‘EM DEFESA DE NOSSA MAIOR CONQUISTA’

O cidadão comum fica um pouco desorientado com a quantidade de informações políticas que tem de interpretar. Nesse sentido, se vale da imprensa para sintetizar o emaranhado de acontecimentos. Muito se tem falado da manifestação no Largo de São Francisco, da USP, pelo Estado Democrático de Direito, que rapidamente vem acumulando adesões da chamada sociedade civil e que deverá culminar em 11 de agosto próximo. O artigo Em Defesa de Nossa Maior Conquista, de João Gabriel de Lima, de 30/7 no Estadão, facilita perceber o alcance do que vem ocorrendo.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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ESTÁ NA HORA

Jair Bolsonaro ataca furiosamente as instituições, ataca a democracia, as eleições, o Estado Democrático de Direito; Bolsonaro ataca principalmente os cofres públicos. Existem motivos de sobra para Bolsonaro ser preso e ver a chave da cadeia ser jogada fora. Ele é diretamente responsável pela morte evitável de centenas de milhares de cidadãos brasileiros que perderam a vida devido ao atraso na vacinação, que foi cruelmente imposto por Bolsonaro. A resposta do País aos ataques de Bolsonaro são vergonhosamente tímidas, uma cartinha que grita “não me comprometa”, e mais nada. Está na hora de o povo voltar para as ruas e exigir a queda de Augusto Aras, que teve o atrevimento de mandar a vice-procuradora emitir uma decisão que diz respeito à vida de milhares de brasileiros. Está na hora de o povo exigir o afastamento de Arthur Lira, que só existe porque o STF é incapaz de concluir qualquer processo, mesmo que o destino da Nação dependa disso. Está na hora de o povo brasileiro gritar “Fora Bolsonaro!” e “Fora Lula! Queremos um governo honesto e competente!”

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO 2022

Chegou a hora de tirar o Brasil do atoleiro. Agora ou nunca. Está nas mãos delas, as mulheres. Votem nelas. Estamos à beira do precipício. A hora é agora!

Francisco Azevedo Figueiredo flaviadabus@gmail.com

Marília

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SIMONE TEBET

Na campanha eleitoral de 2004, assisti a um comício do senador Ramez Tebet, em Ivinhema (MS), que disse: “Hoje, ao chegar a esta cidade, um adolescente me falou: eu estudo na escola professora Angelina Ramez Tebet”. E, olhando para as pessoas presentes, indagou:     “Vocês sabem quem foi essa professora? Foi minha mãe”, avó da ilustre candidata a presidente. Achei interessante esse acontecimento e resolvi compartilhar.

Glória carmembuga@gmail.com

Dourados (MS)

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FINAL DE MANDATO

Diálogo entreouvido através da porta semiaberta da copa do Palácio do Planalto, após a divulgação da pesquisa Datafolha que mostrou Lula com vantagem de 18 pontos sobre Bolsonaro: “O presidente está pedindo para que seja servido café lá, no gabinete dele”. “Vou colocar a água para ferver”. “Larga de ser besta. Não perca seu tempo. Esquente o resto do café de ontem que está no bule e sirva”.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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O PRESIDENTE DO CENTRÃO

Enfim, a população reagiu às iniciativas torpes do presidente da República: convocar 70 embaixadores para atacar as urnas eletrônicas com mentiras, jamais comprovadas, por impossíveis; e, mais ainda, criticar os ministros do STF. Recuso-me a acreditar que não existe legislação para punir tamanho vilipêndio. A ousadia foi demais até para um Bolsonaro. Não bastasse o vexame, convocou os que ainda lhe dão atenção para atacar o STF, como já o fizera, justamente no dia 7 de setembro. A reação veio imediata e contundente, em 29/7, por meio da Faculdade de Direito da USP, com o Manifesto em Defesa da Democracia e do Sistema Eleitoral, que em três dias já havia recebido mais de 400 mil assinaturas. O presidente sentiu o golpe, ao seu estilo bisonho, chamando-o de “cartinha”. Já era hora de darmos um basta contra um presidente que, quando no Parlamento, foi membro do Centrão, e, assim como este grupo formado por parlamentares de alguns partidos que juntos dominam o Legislativo há anos, não se interessa pelo cargo do Executivo. Seu objetivo é garantir a maioria no Congresso, sobretudo na Câmara dos Deputados. A sua esperteza reside no fato de que nas eleições, como candidato, aparece com a sigla do seu partido. Assim, o eleitor desconhece que votou num candidato do Centrão.  Como formam a maioria, o presidente, seja quem for, terá de negociar com o grupo. Nesta legislatura, saiu-se melhor ainda, com um dos seus como presidente. E todos vimos como as verbas públicas foram desperdiçadas nas negociatas dos seus membros, a ponto de o governo, agora, ter de cortar as da Saúde e da Educação, entre outras.

Gilberto Pacini benetazzogp38@gmail.com

São Paulo

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‘CARTINHA’

Depois de chamar de “gripezinha” a tenebrosa pandemia de covid-19, que tirou a vida de quase 700 mil brasileiros, o negacionista presidente Bolsonaro deu de desprezar a importância da nova Carta aos Brasileiros em defesa da democracia e de eleições livres, oportuna e necessária iniciativa da icônica Faculdade de Direito da USP, com adesão de poderosas entidades como a Fiesp e a Febraban, que tem até agora a assinatura de mais de 500 mil pessoas. Nas próximas eleições, os votos tratarão de tirar do poder um fascistoide incompetente e despreparado para presidir um gigante como o Brasil, por ele tratado como se fosse um paisinho qualquer. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UM BRASIL LIVRE

“Bolsonaro cutucou a onça com vara curta e a onça civil acordou e os militares não viram”, em Eliane Cantanhêde (Estado, 29/7, A9), e “de ‘gripezinha’ à ‘cartinha’, querem diminuir o Brasil à condição de ‘paisinho’”, do professor Celso Campilongo (Estado, 29/7, A11), diretor da Faculdade de Direito da USP e autor da carta manifesto em favor das eleições e que já recebeu mais de 500 mil adesões. Essas duas manifestações resumem o que pensa o Brasil democrático em relação às eleições e à esperança de continuarmos uma nação livre de regimes totalitários e autocráticos.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ONÇA

Bolsonaro vem cutucando a onça com a vara curta faz 30 anos, a democracia. Mas agora, presidente, quer dar um golpe na democracia, e a sociedade civil demorou para acordar. Mas há, ainda, muita gente do mercado financeiro e outros grandes PIBs ao lado do golpista.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CONTROLAR O INCONTROLÁVEL?

O artigo Estamos esperando o quê?, do empresário do CEO do grupo J.Macedo (29/7, A4), é excelente e muito oportuno. Com 33 milhões de brasileiros passando fome, não tendo onde morar e sem as mínimas condições de uma vida digna, o País poderá, sem aviso prévio, explodir numa onda de saques a supermercados e outros pontos de abastecimento. Quando você vê seu filho prestes a morrer de fome, você é capaz de ações devastadoras, como diz o articulista e empresário Amarílio Macêdo. Então estamos esperando isso acontecer para, depois, tentar controlar o incontrolável?

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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‘ESTAMOS ESPERANDO O QUÊ?’

Sr. Amarílio Macêdo, as elites perderam com o novo governo do sr. Bolsonaro. São elas que negociam: taxas, preços de serviços, obras, cargos, perdões, juros, empréstimos, etc. O povo nunca foi importante para estas elites; a democracia, muito menos. O importante para as elites é o bolso cheio de dinheiro, sempre com o mínimo de esforço possível.

Enrique Bonifacio enrique@diatom.com.br

São Paulo

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LULA E O TETO DE GASTOS

O editorial A ‘fé no taco’ petista arruinou o País, no Estadão de 29/7, expõe, com todos os pingos dos is, a tragédia que foi o segundo governo de Dilma Rousseff em termos de gastos públicos sem o devido respaldo. Agora, vem o ex-presidiário afirmar que, caso eleito, buscará meios de acabar com o teto de gastos, já tão combalido pelo atual desgoverno. Lula, diante do quadro favorável das pesquisas de intenção de voto, já canta de galo e, sem o mínimo de pudor, prepara a goela da Nação para os desmandos que pretende pôr em prática quando no poder. Obviamente, se este escroque for eleito, a sociedade lhe passará um cheque em branco para agir como bem entender, com a conivência do Congresso Nacional e do STF – já estou vendo esse filme com todas as suas cores. Será uma tragédia anunciada! O pior de tudo isso é constatar que a democracia praticada no Brasil é algo para inglês ver.

Emmanoel Agostinho de Oliveira eaoliveira2011@gmail.com

Vitória da Conquista (BA)

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NOVOS EMPREGOS

Cansado de ouvir baboseiras e ultrajantes mentiras de alguns pré-candidatos ao Planalto com ensaiados e suspeitos lapsos da triste memória, em razão do início formal da campanha eleitoral, que fique claro aos arautos mal-intencionados que fazem, em palco privê, bullying e ameaças econômicas aos humildes trabalhadores, outrora segregados da cultura e da educação, hoje bem-antenados no noticiário pelas redes sociais, que o número de empregos com carteira assinada teve a terceira alta, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em junho, foram criados 277.944 empregos. Diz a antiga sabedoria popular que mentira tem pernas curtas. As ruas, inaudíveis pelas empresas de pesquisas (por quê?), estão a gritar que, pelo avanço da idade, o tratamento para curar os candidatos mitômanos e autistas por conveniência, portadores de deficiências nos membros e nas falas, com falhas de caráter, não surtirá resultados tempestivos para dar prosseguimento à recuperação econômica da Nação em curso, reconhecidamente atestada e respeitada por órgãos internacionais, bem como para dar provimento às reformas estruturais necessárias ao enxugamento da adiposa máquina estatal, sustentada com o sacrifício do cidadão contribuinte, fervoroso defensor da democracia. Para preservar o pouco da imagem ainda viva, recomenda-se que eles se recolham às suas casinhas, para cuidarem dos netos.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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EUA EM RECESSÃO

Nem mesmo a maior economia do mundo escapa da turbulência dos efeitos da insana guerra da Rússia contra a Ucrânia. Com a queda do PIB no primeiro trimestre deste ano de 1,6% e, no segundo, de 0,9%, o país de Tio Sam entra em recessão técnica. A inflação no acumulado dos últimos 12 meses até junho, lá, é de 9,1%. Nesse sentido o Fed, banco central americano, até com algum atraso, vem subindo os juros, e, com a alta da semana que passou, de 0,75%, a taxa básica está entre 2,25% e 2,5%. Esta recessão na terra presidida por Joe Biden vai atingir também os países parceiros dos EUA, incluindo o Brasil. Todo este quadro desolador que se avizinha, da provável queda da atividade produtiva pelo mundo, se soma aos efeitos da pandemia e do conflito da Rússia contra a Ucrânia. A guerra está afetando a falta e consequente alta dos preços de produtos básicos, assim como de fertilizantes, petróleo e gás e componentes eletrônicos para indústria, etc. Espero que o irresponsável governo de Bolsonaro não comemore que a inflação nos EUA está em 9,1% enquanto a do Brasil, em torno de 8%. Por lá, o desemprego é de apenas 3,6% (vegetativo) e, no Brasil, de 9,3%, acrescido do triste número de 39,3 milhões de brasileiros na informalidade, como acaba de divulgar o IBGE.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INTERNET 5G, UM SALTO DE QUALIDADE

A internet 5G já é realidade no Brasil. Começou em Brasília e, agora, avança para outras praças. Vinte capitais já estão prontas para começar a operar. A clientela está ansiosa pelos benefícios, que não ficarão restritos aos usuários 5G, pois se estenderão também aos de 4G e, possivelmente, de 3G, na medida em que as mensagens e impulsos que receberão serão mais consistentes e confiáveis. O grande diferencial imediato está no mundo corporativo. Grandes empresas passarão a utilizar a banda veloz e potente na interligação de seus equipamentos, que, com sinal forte e mais confiável, deverão funcionar melhor (Estadão, 29/7, C10 e C11). Máquina, veículos (até autônomos) e componentes de segurança deverão adquirir melhor performance e todos lucrarão. Quando o telefone celular chegou, no começo dos anos 90, e a internet também dava os primeiros passos, poucos sabiam ou imaginavam que a união dessas duas estruturas técnico-científicas poderia revolucionar os anos seguintes. Mas aconteceu. Quando a internet “pulou” para dentro do smartphone, começaram as evoluções setoriais que ainda vêm ocorrendo, e hoje é impossível de prever até onde e quando irão. Por uma questão de justiça, é importante lembrar que o Brasil só chegou a esse estágio porque nos anos 90, mesmo com toda a oposição, teve a coragem de privatizar a telefonia – o que permitiu que os investimentos privados sob concessão trouxessem as inovações. É essa constatação que nos leva à crença de que o País tem urgência de privatizar mais, até o ponto em que o governo deixe de atuar como empresário e apenas normatize e fiscalize a prestação de serviços. Correios, Petrobras e dezenas de estruturas que hoje funcionam sob o guarda-chuva do Estado precisam ser transferidas ao capital privado.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O ESPALHAMENTO DA CRACOLÂNDIA

A dispersão da Cracolândia em São Paulo possibilitou a criação de duas dezenas de minicracolândias espalhadas pelas regiões adjacentes. O problema não será equacionado enquanto não se atacar a causa raiz: o vício. E, se antes não havia amparo legal para internar o contingente de viciados perambulando como zumbis pelas ruas e ameaçando os demais cidadãos, agora há. A Lei n.º 13.840, de 5 de junho de 2019, prevê, entre outras medidas, a internação involuntária de dependente de drogas. De acordo com a lei, serão considerados dois tipos de internação: a voluntária e também a involuntária. Na internação involuntária, o texto diz que ela deve ser realizada após a formalização da decisão por “médico responsável”. Muito sensato e exequível. E, a princípio, devem permanecer internados pelo tempo necessário para desintoxicação do paciente. Se, ao serem liberados, voltarem ao vício, nova internação se processa. Os custos para a sociedade de interná-los é muito menor do que o custo que a sociedade está pagando por fingir haver como ignorar o problema até que surja uma fórmula mágica que não passe por isso.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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