Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2022 | 03h00

Amazombras

Rolo à vista

Manchete do Estadão no domingo: Rombos de estatais custaram R$ 160 bi à União em dez anos. A reportagem mostra as vantagens da privatização. Logo na página seguinte, a notícia de que o PSB, partido de Geraldo Alckmin, vice de Lula, vai propor no programa de governo a criação de uma estatal para a Amazônia, a Amazombras. Político adora uma estatal para fazer rolo. Mais um motivo para não votar na chapa Lula-Alckmin.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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E o Ibama?

Tudo bem que Geraldo Alckmin teve de ir para um partido socialista porque o seu, o da Social Democracia Brasileira, acabou. Mas daí a abraçar a tese de mais uma estatal é demais para quem sempre defendeu a bandeira do Estado necessário e sempre condenou o Estado máximo (e o Estado mínimo). Não só a Amazônia deve ser levada a sério e preservada para o bem da humanidade. O Pantanal, a Mata Atlântica, nossos rios e nossas praias também merecem e precisam dos mesmos cuidados, pelas mesmas razões. Mas para isso já temos o Ibama. Por que não o fortalecer e transformá-lo em agência reguladora? Será que vamos criar mais um cabidão a serviço das idiossincrasias do governante de plantão?

Ruy Salgado Ribeiro

ruysalgado@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Só pensam ‘naquilo’

Burro é aquele que não aprende com os próprios erros, já dizia um saudoso mestre do meu curso de Engenharia na Poli-USP. O Estadão noticiou no domingo que o PSB de Alckmin – e, por tabela, de Lula – quer a criação de uma estatal (imaginem) de capital misto, ou seja, com capital público e privado, para promover o crescimento da região amazônica. Só quem só pensa naquilo acha que essa é uma boa ideia para alocação de capital público e crescimento econômico na região. Aliás, lembrando que a ideia é de uma estatal de capital misto, se o projeto fosse bom, já teríamos filas de empresários brigando pelo mercado. Mas a esquerda brasileira, sempre sedenta por aquilo, não consegue se contentar que o papel do Estado na economia deve ser restrito a regulá-lo e a mantê-lo competitivo. Não. Sem aquilo, não dá. Não dá, inclusive, para aprovar o que precisa ser aprovado no Congresso para que esse tipo de ideia genial seja implementada. Pensando bem, o problema deste povo não é burrice, mas só a noção de que aquilo é que faz o mundo girar. E, como já vimos, com impunidade.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

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Eleições 2022

Desserviço à democracia

A “desistência” do deputado federal Luciano Bivar (União-PE) de concorrer à Presidência da República é expressão do desserviço que legendas fisiológicas, sem, pois, espírito público e identidade programática e ideológica, prestam à democracia brasileira. O fruto da fusão entre PSL, partido pelo qual Bolsonaro chegou à Presidência, e  DEM, historicamente rival do petismo, agora flerta com apoio à candidatura de Lula. Ao fim e ao cabo, tal qual Bivar, nomes e mais nomes se lançaram à disputa pela Presidência com o único intuito de fortalecer suas próprias condições de barganha em conjunturas e alianças regionais. Não à toa a dita terceira via naufragou antes mesmo do início da disputa eleitoral. Que sejamos surpreendidos por um fato novo que possa nos afastar desta assombrosa polarização Lula-Bolsonaro, a despeito do desserviço prestado por partidos e políticos fisiológicos como os do referido episódio.

Elias Menezes

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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Partido de Moro apoia Lula

O deputado Eduardo Bolsonaro debochou do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), chamando-o de “bobo do ano”, por causa da emboscada que sofreu de Luciano Bivar. E nós, cidadãos que conseguimos distinguir gato de lebre, ficamos constrangidos pela liberdade com que políticos imorais zombam de quem tenta moralizar um pouco este achincalhado país, que deveria hoje ser chamado de Bobrasil.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Democracia

Nada de errado

Lendo o artigo Ataques à democracia (Estado, 31/7, A11), fiquei confuso se era mesmo um texto de J. R. Guzzo ou de Augusto Aras. E eu sempre admirei o jornalista e sou a favor da terceira via nesta eleição. Tempos difíceis.

Francisco Miranda

francisco669@hotmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ARMADILHAS DA POLÍTICA

O ex-juiz Sergio Moro tem muito o que aprender com as repugnantes manobras políticas, haja vista o que o deputado federal Luciano Bivar aprontou com o mesmo (Bivar desiste do Planalto e tentará Câmara, 1/8, A8). O ex-juiz poderia ter estudado a carreira política e empresarial, consultado os processos em tramitação em que Luciano Bivar é citado e avaliado a sua hombridade. Agora, com a desistência de Luciano Bivar de concorrer à Presidência, o mesmo estaria livre para indicar Moro, mas penso que o seu principal objetivo era tirar o ex-juiz da disputa pela Presidência, pois já deve estar compromissado com algum candidato, possivelmente Lula. Agora é esperar.

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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INTERESSES PARTIDÁRIOS

A$ con$tante$ mudança$ da$ candidatura$ na ante$$ala da$ próxima$ eleiçõe$ provam, infelizmente, que projetos e ideologia não são prioritários para os nossos políticos.

Jorge Spunberg

jspunberg@gmail.com

São Paulo 

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SIMONE TEBET

Coloco esperança em Simone Tebet. É preciso dar-lhe uma chance, os outros já conhecemos e desaprovamos. Permitam-me, portanto, sugerir alguns nomes para seu vice: Sergio Moro, o ex-juiz da Lava Jato; Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); ou o general Santos Cruz. Há outros bons nomes, mas eu ficaria com um dos três, aquele que Simone achasse que mais poderia ajudá-la.

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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ELEITORAS

Nós, mulheres eleitoras brasileiras, somamos 53% dos votos. Vamos eleger uma chapa feminina para Presidência do Brasil. Por que eleger novamente candidatos masculinos? Eles já mostraram do que são capazes, isto é: não governam com honestidade, mas para si próprios e seus amigos.

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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APOIO EXPLÍCITO

O consagrado ator Lázaro Ramos afirmou que a História vai se lembrar para sempre dos artistas que não se posicionaram politicamente aos postulantes à Presidência da República. Ele tem toda razão, pois declarar voto em qualquer um dos dois líderes em pesquisas vai macular a imagem de qualquer artista, portanto, é melhor fechar a boca.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CIRO GOMES

O desenrolar da atual campanha eleitoral parece indicar uma preocupação comum aos lulistas e aos bolsonaristas. De fato, tais segmentos acentuam a estratégia de que votar no candidato trabalhista seria inviabilizar a chegada de um ou outro ao segundo turno. Ambos os segmentos denotam preocupação de disputar o turno decisivo tendo como oponente Ciro Gomes. Este, com muito menos espaço midiático, mas aceito em sua franqueza e exitosa experiência administrativa, ao chegar à etapa final e decisiva, estaria mais habilitado para alcançar a vitória tanto sobre Lula quanto sobre Bolsonaro. Por isso, se acentua a proliferação de um deplorável eleitoralismo de resultado, adotado tanto pelo bolsonarismo quanto pelo lulismo.

Antonio Francisco da Silva

anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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‘ARTHUR LIRA É FODA’

Roberto Livianu, em artigo no Estadão (O medo da derrota de quem tem apego ao poder, 1/8, A4), informou que o presidente da Câmara, Athur Lira, se autodenomina "foda". Um ato de notável sinceridade tendo em vista que fod* a Nação, o Orçamento e tudo mais em benefício de seu Poder sobre o ausente Poder Executivo, para perplexidade do País, em danação geral.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TRUMP

Donald Trump segurou a América e foi um ótimo cuidador dos interesses do Ocidente. Acalmou os russos, até o líder da Coreia do Norte. Tentou salvar a Venezuela do ditador apoiando Juan Guaidó, a favor da democracia. Conseguiu em meio à pandemia segurar a economia. Cometeu erros? Sim. Mas o destino triste para o qual caminham os Estados Unidos nas mãos de Biden e suas "inteligentíssimas" jogadas diplomáticas vai deixar o país no prego. Donald Trump possivelmente teria evitado esta guerra da Rússia. Sorry, "progressistas maravilhosos e humanistas de umbigo", mas essa é a real, gostando ou não. Melhor que isso só o retorno da esquerda no Brasil. E antes de chiar, vide a Argentina.

Roberto Moreira da Silva

r56729202@gmail.com

São Paulo

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PETROBRAS

A Petrobras, a exemplo da Vale, quando bem administrada e sem corrupção, é lucrativa e remunera os seus acionistas com excelentes dividendos. A corrupção devido ao desvio de recursos em consequência de males aparentemente inofensivos é o pior dos malefícios a repercutir na vida de todos nós (em saúde, educação, segurança e infraestrutura). Queira Deus que nunca mais haja corrupção envolvendo a Petrobras.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CORRUPÇÃO DEMOCRÁTICA

Felipe Moura Brasil, em seu artigo Muitos pró-‘democracia’, poucos antissistema (Estado, 1/8, A8), foi muito feliz ao definir a corrupção no Brasil: democrática. Qual o propósito de se questionar a ética se o sistema coopera para que a corrupção seja sistêmica? Juntando hipocrisia com cinismo, vão nos enfiando goela abaixo Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que hoje beneficiam minorias que nem sempre precisam do montante recebido, mas em troca de votos. O valor ora distribuído será pago futuramente pelo cidadão contribuinte, com juros e correção monetária. Ironia, o gigante não adormeceu. Era de pau-brasil, apodreceu.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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AMANTES DO PODER

Quem não consegue viver sem o poder nas mãos, na verdade, não pode ser um bom administrador, porque este não pode temer ameaças e só pode defender-se sobre os pilares do universo particular que administra e que não se erguem sobre alicerces da coisa pública. Quem tem capacidade para construir fora das comodidades da coisa pública é capaz de enfrentar as mazelas da vida e de atingir os objetivos almejados. O poder, na realidade, só é bem usado por aqueles que sabem administrar e liderar.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ELEIÇÃO DIRETA PARA PGR

A respeito de notícia divulgada pelo Estadão Procuradores buscam candidatos ao Planalto para defender lista tríplice na escolha de PGR (1/8, A7), registro, por oportuno, que no VI Congresso Nacional do Ministério Público, realizado na capital do Estado de São Paulo, no período de 26 a 29 de junho de 1985, no Hotel Transamérica, ainda promotor de Justiça da Comarca de Campo Grande, formulei, ao final aprovada pelo plenário daquele inesquecível congresso, a tese denominada O Ministério Público e a Constituição (Justitia, página 93), com a seguinte redação: “A escolha do procurador-geral da República será (...) promovida pelos membros do Ministério Público, em escrutínio secreto, na forma prevista em Lei Complementar, sem ingerência de qualquer dos demais Poderes”.

Carlos Bobadilla Garcia

carlosbobadillagarcia@gmail.com 

Campo Grande

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OAB

A missão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) consiste basicamente na defesa da sociedade, através da vigilância constante da atuação das autoridades constituídas, no sentido de ser por elas praticado o respeito aos direitos e garantias fundamentais consagrados na Constituição. Diante de tão nobre atribuição, é natural esperar da OAB uma espécie de assessoria às faculdades de Direito a fim de preservar um nível mínimo de qualidade dos profissionais a ela filiados. Como, no entanto, ela cumpre tal objetivo? Sendo a única entidade de classe a exigir dos representados a realização de um dispendioso “pós-vestibular”, fomentador de cursinhos especializados país afora. A aprovação é condição necessária para o exercício da profissão, obrigando os que logram êxito a contribuírem compulsoriamente para a manutenção da OAB, uma espécie de imposto sindical, hoje proibido por recente reforma trabalhista. Será tal quota imposta respeitosa em relação aos direitos e garantias consagrados na Carta Magna?

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SUPREMO

É mais que correto o pedido de prisão preventiva para o homem que ameaçou invadir o STF, feito pelo ministro Alexandre de Moraes. Não podemos tolerar esse tipo de abuso. Aqueles que são favoráveis, pensem em alguém ameaçando invadir sua casa.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PRETENSÃO

Muitas cartas, publicações, matérias assinadas e até editoriais, após apresentarem fatos reais, análises válidas e propostas de ação, se encerram com o bordão "acorda, Brasil" ou uma variação dele. O grau de pretensiosidade embutido nesse chamado é imensurável, causando um asco que oblitera todo o conteúdo anterior do texto. Acordadores do Brasil, durmam!

Arnaldo Mandel

amandel@gmail.com

São Paulo

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