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A confiança do empresariado se fortalece

Há, em média, uma avaliação bastante favorável de todos os setores, incluindo o de serviços, para o momento atual e para os próximos meses

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2021 | 03h00

Ainda que lenta, a retomada do crescimento vem consolidando a confiança do empresariado brasileiro. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) subiu 4,3 pontos em junho, alcançando 98,8 pontos, o nível mais alto desde dezembro de 2013. É a terceira alta mensal consecutiva, o que fez a média do segundo trimestre do ano superar a do trimestre anterior em 7,2 pontos.

O ICE combina os índices aferidos pelo Ibre/FGV para a indústria, os serviços, o comércio e a construção. O da indústria vem se destacando entre eles, pois “registra desde outubro de 2020 os maiores níveis médios de confiança desde 2011”, diz o estudo.

Também a recuperação de confiança do setor de serviços é expressiva. Foi, entre todos, o segmento mais afetado pela pandemia e é o que tem mostrado mais dificuldades para recuperar-se. Mas, “após a terceira alta expressiva seguida, a confiança do setor alcança o maior nível desde o início da pandemia”.

Trata-se, porém, de uma recuperação muito desigual. A heterogeneidade dos serviços, em razão da maneira diversa como eles são prestados, produz resultados díspares. Como observa o estudo, os serviços prestados às famílias – todos de natureza presencial e, por isso, mais afetados pelas medidas restritivas exigidas pelo combate à pandemia – avançam mais lentamente, “sob a influência ainda preponderante das expectativas”.

É um setor, por isso, muito dependente de um ambiente seguro. Assim, “a aceleração do programa de vacinação é essencial para a normalização do nível de atividade deste segmento ao longo do segundo semestre”, diz o superintendente de Estatísticas do Ibre/FGV, Aloisio Campelo Jr.

Há, em média, uma avaliação bastante favorável de todos os setores, incluindo o de serviços, para o momento atual e para os próximos meses. Daí a evolução favorável do ICE nos últimos meses.

É interessante que outro indicador do Ibre/FGV, o de Incerteza da Economia (IIE), tenha subido 2,4 pontos em junho, alcançando 122,3 pontos, 7,2 pontos acima do resultado de fevereiro do ano passado. Além de incertezas com relação à evolução da pandemia, ruídos afetam o ânimo dos empreendedores. O risco de uma crise energética e o desenrolar da CPI da Covid são fontes desses ruídos.

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