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À espera de mais voos para o interior

Ampliar o número de rotas para o interior de São Paulo foi o principal objetivo da concessão de 22 aeroportos regionais

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2021 | 03h00

Ampliar o número de rotas regulares para o interior do Estado, oferecer mais e melhores serviços ligados ao transporte aéreo às principais cidades paulistas e assim estimular investimentos e turismo são alguns dos objetivos esperados pelas autoridades estaduais com a concessão de 22 aeroportos regionais, realizada na quinta-feira passada na B3. Com o êxito do leilão, o governo do Estado de São Paulo não tem mais nenhum aeroporto sob sua responsabilidade. Como resultado dos investimentos diretos de R$ 447 milhões ao longo do período de concessão, de 30 anos, é esperado aumento no número de linhas aéreas regulares para o interior do Estado.

“A chegada do investidor privado vai gerar aumento da capacidade dos aeroportos, impactando na oferta de voos e, consequentemente, uma alta significativa de desenvolvimento econômico e social, o que gera emprego e renda”, disse o secretário de Logística e Transportes de São Paulo, João Octaviano Machado Neto.

O conjunto de aeroportos concedidos à gestão privada foi dividido em dois blocos, pelos quais as empresas vencedoras se comprometeram a pagar R$ 22 milhões. Do total, apenas seis são atendidos por rotas regulares. Outros 13 são considerados com potencial para desenvolver novas rotas regulares. O movimento atual é estimado em 2,4 milhões de passageiros, entre embarques e desembarques. Ao longo do prazo de concessão, segundo estimativas do governo, o total pode chegar a 8 milhões de passageiros.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, considera que todos os aeroportos do interior podem interessar ao setor. Mas a expansão de rotas depende de vários fatores, entre os quais ele citou as condições a serem oferecidas pelas concessionárias e o potencial de demanda das diferentes regiões.

De acordo com as regras fixadas pelo governo paulista, a concessão dos aeroportos a empresas privadas prevê operação, manutenção, exploração e ampliação da infraestrutura aeroportuária estadual. Além de receitas tarifárias, as concessionárias disporão de outras, como aluguéis de hangares e atividades comerciais.

O bloco Noroeste foi vencido pelo consórcio Aeroportos Paulista, liderado pela Socicam. O bloco Sudeste foi arrematado pelo consórcio Voa NW e Voa SE.

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