A evolução do emprego no Estado de São Paulo

É uma trajetória preocupante, pois aponta para o aumento do desemprego sobre uma base que já contém grande número de brasileiros sem ocupação remunerada

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2021 | 03h00

As estatísticas do mercado de trabalho no Estado de São Paulo contêm números que apontam para uma discreta melhora, mas outros mostram que seu comportamento tem sido muito semelhante ao do restante do País. É, em geral, uma trajetória preocupante, pois aponta para o aumento do desemprego sobre uma base que já contém grande número de brasileiros sem ocupação remunerada.

Menor do que a nacional, a taxa de desocupação no Estado de São Paulo ficou em 14,6% no primeiro trimestre do ano, repetindo resultado anterior. A nacional aumentou de 13,9% para 14,7%. 

A força de trabalho, que é a soma dos trabalhadores ocupados e desempregados, teve evolução igual no País e no Estado. Em São Paulo, ela foi estimada em 23,9 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2021, com aumento de 0,4% em relação ao trimestre anterior. No Brasil, a evolução foi igual, de 0,4%, levando a força de trabalho a 100,5 milhões de pessoas. Mas no primeiro trimestre de 2020 havia mais 1,4 milhão de pessoas na força de trabalho de São Paulo.

O crescimento no início de 2021 indica que mais pessoas sem emprego e que tinham desistido de procurar ocupação, e por isso estavam fora da força de trabalho, agora retornam ao mercado em busca de atividade. É sinal de que voltaram a acreditar em oportunidades de emprego.

Há um dado menos evidente que mostra a dificuldade para a melhora qualitativa do mercado de trabalho. Trata-se da taxa de subutilização da mão de obra. Essa taxa inclui o porcentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e as que não procuraram emprego no período anterior à pesquisa, mas que estavam dispostas a trabalhar se tivessem oportunidade. No Estado, essa taxa passou de 25,1% para 25,9% da força de trabalho entre o último trimestre de 2020 e o primeiro de 2021; no País, de 28,7% para 29,7%.

A evolução do mercado de trabalho na Grande São Paulo é melhor do que a do restante do Estado e a do País. A taxa de subutilização manteve-se em 26,2% nos dois trimestres, mas a de desocupação baixou de 16,4% para 15,8%.

A da capital do Estado foi ainda melhor. A de subutilização baixou de 28,0% para 27,6% e a de desocupação, de 16,4% para 15,6%. Mas a cidade ainda abriga cerca de 1 milhão de desempregados.

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