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A indústria cresceu em novas regiões

A desconcentração é 'um movimento positivo', pois significa o desenvolvimento de outros Estados que não estão no Sudeste

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2021 | 03h00

A desconcentração da produção industrial nacional, intensa nos últimos anos, levou ao surgimento de novos centros e ao desenvolvimento menos desigual entre as diversas regiões do País. Estudo publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) compara o valor da produção de todos os segmentos da indústria (extrativa, de transformação, da construção e de serviços) nos biênios 2007-2008 e 2017-2018 e constata um importante movimento de migração da indústria dos Estados do Sudeste sobretudo para as Regiões Sul e Nordeste.

O movimento é notável na indústria de transformação, principal segmento industrial do País. Em dez anos, houve forte redução da participação do Sudeste na produção da indústria de transformação e aumento das demais regiões. Só o Estado de São Paulo, principal produtor nacional, perdeu 5,5 pontos porcentuais na produção total desse segmento da indústria. O Estado do Rio de Janeiro perdeu 1,1 ponto.

A perda de toda a Região Sudeste foi de 7,5 pontos. A fatia que o Sudeste perdeu foi conquistada principalmente pelas Regiões Sul, com aumento de 3,2 pontos, e Nordeste, aumento de 2,8 pontos.

A desconcentração é “um movimento positivo”, diz o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, pois significa o desenvolvimento de outras regiões. “A indústria usualmente paga os melhores salários e fermenta indústrias menores dentro da mesma cadeia produtiva e alavanca os outros setores, como o de serviços.”

A despeito da redução apreciável de sua fatia no total nacional, São Paulo continua a liderar, com grande distância para o segundo colocado, a produção nacional da indústria de transformação. O Estado ainda é responsável pelo equivalente a 38,14% de toda a produção nacional, quase 30 pontos mais do que a fatia do segundo colocado, Minas Gerais, responsável por 10,10%.

Entre as mudanças ocorridas no mapa da indústria brasileira está a emergência de Santa Catarina como o maior Estado produtor de vestuários e acessórios (26,8% do total nacional), superando o líder anterior, São Paulo (com 22,6%).

Mas São Paulo ganhou, e muita, relevância na indústria extrativa, pois sua participação passou de 1,1% para 7,9% do total nacional. E continua sendo o principal produtor de veículos automotores (52% do total).

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