A indústria mais desenvolvida liderou a alta

Em outubro, comparativamente a setembro, o comportamento da indústria paulista se contrapôs ao da indústria de outros Estados com setores secundários fortes, como Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 04h00

Com um crescimento de 1,5% entre setembro e outubro e de 5% entre outubro de 2018 e outubro de 2019, a indústria paulista teve um desempenho decisivo para explicar a recuperação recente do setor – que cresceu, em média, 0,8% no período. A melhora veio, em especial, do Estado com parque industrial mais desenvolvido e que costuma antecipar tendências.

Em outubro, comparativamente a setembro, o comportamento da indústria paulista se contrapôs ao da indústria de outros Estados com setores secundários fortes, como Minas Gerais (cuja produção caiu 0,7% na mesma comparação), Santa Catarina (-0,6%), Rio Grande do Sul (-0,2%) e Paraná (sem crescimento). Dos 15 locais objeto da Pesquisa Industrial Mensal Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve melhora em apenas 7 áreas.

Além de São Paulo, avanços expressivos foram registrados nas indústrias de Goiás (+4,0%), Amazonas (+2,3%) e Região Nordeste (+1,2%). No Rio de Janeiro, com a ajuda da indústria do petróleo, o crescimento foi de 0,2%. Em contraste, houve queda de 8,5% no Espírito Santo.

Porém a recuperação da indústria não somente é lenta, como recente. Em 12 meses, ainda se registra queda da produção de 1,3%, liderada pelo Espírito Santo (-11,2%), onde recuaram as indústrias extrativa, de celulose e papel e a metalurgia. Na mesma base de comparação, houve queda em sete locais pesquisados e alta em oito locais.

A avaliação das diversas regiões confirma que o setor secundário continua enfrentando dificuldades. Mas o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) se refere aos dados regionais com um certo otimismo. Como afirmam os técnicos do Iedi, com o resultado de outubro, “o setor já soma três meses consecutivos de alta na produção na série com ajuste sazonal e tem chances de ter neste último trimestre um dinamismo superior ao de 2018”. É pouco, quando se levam em conta as dimensões da queda nos últimos anos, mas há indícios de que a indústria ensaia recuperação.

No caso da indústria paulista, a expansão de outubro se deveu aos setores de veículos e alimentos, com destaque para a produção de cana-de-açúcar, segundo o pesquisador do IBGE Bernardo Almeida. Um bom sinal é que os indicadores registram o avanço da indústria de bens essenciais.

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