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A insegurança aumenta e pode afetar o consumo

Intenção de Consumo das Famílias ficou em 70,7 pontos em abril, o menor nível desde novembro de 2020

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 03h00

As famílias estão mais inseguras com relação à sua situação financeira no futuro próximo. É um momento difícil, marcado por oscilação e grande incerteza, segundo o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Todros. “Isso se reflete no orçamento familiar, já que o agravamento da pandemia, somado à lentidão da vacinação, acaba gerando pessimismo e cautela no consumo.”

A Intenção de Consumo das Famílias medida mensalmente pela CNC ficou em 70,7 pontos em abril, o menor nível desde novembro de 2020, o mais baixo para o mês em toda a série da pesquisa e próximo dos pontos mais baixos registrados nos meses que se seguiram à chegada da covid-19 ao País. Em relação a abril de 2020, a queda é de 26,1%.

A pesquisa detectou certa segurança de parcela significativa dos entrevistados com relação ao emprego, pois um terço deles (33,2%) se considera tão seguro na função atual quanto estava no ano passado.

Este é um raro indicador que mostra otimismo dos consumidores. Entre os que apontam para outra direção está a expectativa com relação à evolução da situação profissional. A maior parte das famílias (53,3%) considera negativa sua perspectiva profissional, maior porcentual desde novembro do ano passado (54,5%) e bem mais alto do que o de abril do ano passado (42,5%).

A avaliação da renda atual igualmente se deteriorou. Uma parcela maior das famílias (41,2% em abril, ante 40,3% em março) acha sua renda pior do que no ano passado. Também a maior parte das famílias (59,9%) considera que seu nível de consumo é menor do que o de 2020.

Aumentou a proporção dos que consideram ter ficado mais difícil comprar a prazo: é de 41,7%, o maior porcentual desde novembro (42,2%).

O presidente da CNC mantém algum otimismo no curto prazo. “Acreditamos que, com a imunização em massa da população, o crescimento econômico será retomado e a confiança vai reagir”, diz Tadros.

A sensação predominante nas famílias não é tão animadora. Em abril, elas voltaram a desconfiar das medidas do governo e da velocidade com que ocorrerá a recuperação. O cenário marcado por lentidão da vacinação, desencontros na gestão fiscal, inflação em alta e desaceleração da recuperação parece lhes dar razão.

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